Petiçao de justiça por Carolina Barbosa

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Juan Manuel Ranea y 16 personas más han firmado la petición recientemente.

El problema

Na terça-feira, 10 de setembro de 2024, Carolina Barbosa, bióloga, educadora ambiental e técnica em sustentabilidade, de 29 anos, desapareceu de forma inesperada e em circunstâncias estranhas perto da sua residência, em Vila Nova de Gaia, no Porto. O seu corpo foi encontrado numa praia de Aveiro a 3 de outubro. Os resultados finais da autópsia, recentemente divulgados, são inconclusivos, deixando o caso e centenas de perguntas sem resposta. Familiares e amizades da vítima denunciamos 8 meses de silêncio e múltiplas negligências por parte das autoridades.


Sem cruzar provas, sem praticamente a procurarem nem explorarem outras hipóteses, as autoridades concluíram que se tratava de um suicídio com base em testemunhos que alegavam ter visto uma jovem saltar da Ponte do Infante, em Vila Nova de Gaia, na tarde do seu desaparecimento.                A autópsia, apesar de inconclusiva quanto às causas da morte, descarta que essa jovem fosse Carolina, devido à ausência de traumatismos, algo pouco plausível no caso de uma queda de 75 metros para a água. Dias depois foi encontrado o corpo de outra jovem, mas não há registo de que as autoridades tenham comparado a sua identidade com as testemunhas da ponte.


Olhando de perto para o caso de Carolina Barbosa, a falta de coordenação e a incapacidade de reação das autoridades foram evidentes e, muito provavelmente, determinantes desde o primeiro momento. A isto somam-se falhas na atuação com perspetiva de género perante possíveis casos de agressão sexual, poucas entrevistas a testemunhas, bem como a ausência de cuidados e  acompanhamento, psicológico ou de outro tipo, aos familiares e pessoas próximas.
Estas negligências não podem continuar. Queremos cidades seguras. Por isso, familiares e pessoas próximas de pessoas desaparecidas em Portugal, como Carolina Barbosa, exigimos:

● Uma melhoria da eficiência e eficácia dos protocolos de atuação em casos de desaparecimento, incluindo uma melhor coordenação entre as diferentes autoridades, como a PSP e a PJ.   Para tal, é necessária a criação de um Centro Nacional de Pessoas Desaparecidas;

● Seriedade na procura de respostas para o caso de Carolina Barbosa, bem como para outros casos de desaparecimento, entendendo que nenhuma desaparecida deve ser considerada mais prioritária do que outra;

● O estabelecimento de protocolos de atuação em casos com indícios de agressão sexual e violência de género;

● Acompanhamento adequado e comunicação contínua entre autoridades e famílias afetadas, garantindo apoio psicológico especializado a estas últimas;     

● Intervenção urgente na zona da Ponte do Infante, em Gaia, onde os suicídios e desaparecimentos são alarmantemente frequentes.

Comunicado do caso da Carolina Barbosa:

Ligaçao

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Na terça-feira, 10 de setembro de 2024, Carolina Barbosa, bióloga, educadora ambiental e técnica em sustentabilidade, de 29 anos, desapareceu de forma inesperada e em circunstâncias estranhas perto da sua residência, em Vila Nova de Gaia, no Porto. O seu corpo foi encontrado numa praia de Aveiro a 3 de outubro. Os resultados finais da autópsia, recentemente divulgados, são inconclusivos, deixando o caso e centenas de perguntas sem resposta. Familiares e amizades da vítima denunciamos 8 meses de silêncio e múltiplas negligências por parte das autoridades.


Sem cruzar provas, sem praticamente a procurarem nem explorarem outras hipóteses, as autoridades concluíram que se tratava de um suicídio com base em testemunhos que alegavam ter visto uma jovem saltar da Ponte do Infante, em Vila Nova de Gaia, na tarde do seu desaparecimento.                A autópsia, apesar de inconclusiva quanto às causas da morte, descarta que essa jovem fosse Carolina, devido à ausência de traumatismos, algo pouco plausível no caso de uma queda de 75 metros para a água. Dias depois foi encontrado o corpo de outra jovem, mas não há registo de que as autoridades tenham comparado a sua identidade com as testemunhas da ponte.


Olhando de perto para o caso de Carolina Barbosa, a falta de coordenação e a incapacidade de reação das autoridades foram evidentes e, muito provavelmente, determinantes desde o primeiro momento. A isto somam-se falhas na atuação com perspetiva de género perante possíveis casos de agressão sexual, poucas entrevistas a testemunhas, bem como a ausência de cuidados e  acompanhamento, psicológico ou de outro tipo, aos familiares e pessoas próximas.
Estas negligências não podem continuar. Queremos cidades seguras. Por isso, familiares e pessoas próximas de pessoas desaparecidas em Portugal, como Carolina Barbosa, exigimos:

● Uma melhoria da eficiência e eficácia dos protocolos de atuação em casos de desaparecimento, incluindo uma melhor coordenação entre as diferentes autoridades, como a PSP e a PJ.   Para tal, é necessária a criação de um Centro Nacional de Pessoas Desaparecidas;

● Seriedade na procura de respostas para o caso de Carolina Barbosa, bem como para outros casos de desaparecimento, entendendo que nenhuma desaparecida deve ser considerada mais prioritária do que outra;

● O estabelecimento de protocolos de atuação em casos com indícios de agressão sexual e violência de género;

● Acompanhamento adequado e comunicação contínua entre autoridades e famílias afetadas, garantindo apoio psicológico especializado a estas últimas;     

● Intervenção urgente na zona da Ponte do Infante, em Gaia, onde os suicídios e desaparecimentos são alarmantemente frequentes.

Comunicado do caso da Carolina Barbosa:

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Petición creada en 11 de mayo de 2025