
Caros subscritores,
Escrevo-vos com o compromisso de manter-vos informados sobre a luta que travamos juntos pela segurança rodoviária e mobilidade digna em Anadia.
📌 Estamos hoje com 427 assinaturas — um número expressivo num concelho marcado por conservadorismo e indiferença cívica. Cada nome conta.
📌 Durante o período eleitoral, questionámos partidos, confrontámos o silêncio institucional e expusemos a falta de ação do poder local. Até à data, a Câmara Municipal ainda não respondeu formalmente às propostas e denúncias entregues.
Muitas dessas ações foram também divulgadas na página @EstradasSegurasPT, na rede X, onde continuamos a informar, denunciar e mobilizar.
📌 Registaram-se algumas melhorias pontuais: alcatroamento de certas vias e reparação de tampas de saneamento — mudanças que, foram fruto da pressão cívica, e são bem-vindas, mas não substituem um plano estratégico transparente e duradouro.
📌 Enquanto isso, os novos cartazes das festas voltam a promover o vinho como símbolo de Anadia — sem uma única palavra sobre segurança rodoviária ou vidas perdidas nas estradas.
📌 Recentemente, estive em Albergaria-a-Velha, onde encontrei vias partilhadas bem implementadas, ciclistas urbanos visíveis e muitas jovens a praticar ciclismo — uma realidade que contrasta tristemente com o medo e o vazio cívico que se vive em Anadia.
📌 Nota final:
Com o fim da campanha legislativa e aproximando-se as eleições autárquicas previstas para setembro, vamos dar início a uma nova fase do nosso protesto cívico.
Vamos expor o silêncio cúmplice das juntas de freguesia, o compadrio instalado, e exigir respostas — com nome, data e responsabilidade.
A Estrada não se cala.
Continuaremos a pedalar, a denunciar e a expor.
Contamos convosco — e estou sempre disponível para diálogo, sugestões e apoio direto.
Partilhem e exponham.
Com determinação,
João Martins
📍 Nota: voltei recentemente a cruzar-me com uma handbike na estrada — algo que não via há anos. É por estas vidas silenciosas, resilientes e muitas vezes esquecidas que continuamos a pedalar. Porque a estrada deve ser para todos.