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Pelo fim do abuso sexual de crianças, queremos políticas públicas EFICIENTES em Marajó!

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O Arquipélago do Marajó possui 14 dos 16 municípios com menores IDHs do país, além dos maiores índices nacionais de mortalidade infantil. A miséria força crianças a trocarem sexo por objetos, restos de alimentos e até óleo diesel.

Meninas são exploradas desde cedo, há relatos de abusos sexuais com crianças de 4 anos de idade! Os homens que abusam são políticos, empresários, padres, pastores, professores, policiais, médicos, entre outros. Mais de 80% dos casos ocorre dentro de casa, por avôs, pais e padrastos.

Apenas no primeiro semestre de 2019 foram registrados 1.400 casos de abuso sexual com crianças. A fome, a miséria e a falta de acesso à educação motivam tudo isso, quase 40% das crianças de até 5 anos sofrem de desnutrição e falta água ideal para consumo.

Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos disse, em julho de 2019, que as meninas sofrem abusos por falta de calcinhas, propôs até a instalação de uma fábrica como solução do problema. Dizer isso é culpar as vítimas e as famílias, isentando o estado!

Queremos políticas públicas eficientes no combate aos abusos sexuais de crianças. Venho pedir ao governador Hélder Barbalho, junto ao Conselho Tutelar e Assistência Social do Pará:

  1. Transporte marítimo para que as famílias dessas crianças busquem o Bolsa Família (que lhes é de direito), para auxílio na alimentação básica;
  2. Aumento da frota de policiais nos rios, levando consigo um conselheiro tutelar;
  3. Prisão para os abusadores e responsáveis de balsas que permitirem a prostituição infantil;
  4. Perda da guarda da criança pelos pais que insistirem em prostituir os filhos;
  5. Mais proteção aos conselheiros e assistentes sociais.

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