Pelo fim da poluição sonora no São Lucas - Moradores pedem socorro

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Os moradores do bairro São Lucas (BH) sofrem, há anos, com a poluição sonora crônica. A perturbação do sossego afeta diretamente recém nascidos, idosos e enfermos. Aos finais de semana e feriados, o problema que se alonga 24h por dia, se agrava, e aparelhos de som potentes ficam ligados intermitentemente, com volume muito acima do tolerável, fato corriqueiro já reportado (em partes) pela Rádio Itatiaia (escute o aúdio, além da matéria escrita). 

Não importa o gênero musical, não importa se a origem da perturbação é um carro em praça pública, um aparelho de som em um bar ou na laje de uma residência: POLUIÇÃO SONORA é CRIME. PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO é crime previsto no código penal brasileiro.

Acontece que, durante as madrugadas, enquanto ninguém dorme tranquilamente no bairro, ao ligarmos para o 190 – Polícia Militar – para pedir providências, temos o auxílio negado e somos orientados a ligar para o Disque Sossego, da Prefeitura, serviço que só funciona durante os dias de semana e que só atua sobre estabelecimentos comerciais: eles exigem o(s) CNPJ(s) do poluidor(es). Ora, mas não há CNPJ(s)!

Na maioria das vezes, são carros com sistemas potentes de som em praças ao ar livre (a Praça do Arauto era um dos principais focos da poluição sonora) ou aparelhagens agressivas de som em lajes de propriedades residenciais da comunidade conhecida como vila ‘Pau Comeu’, nos arredores da antena da Rádio Del Rey.

E então, no Disque Sossego eles recusam assumir o problema e pedem para você ligar para o 190, que também se nega a assumir a ocorrência. Um verdadeiro ‘jogo de empurra’ onde quem sofre são os moradores do bairro.

Ou seja, estamos há anos expostos aos danos da poluição sonora (irritabilidade; baixa concentração; insônia; dor de cabeça; aumento da pressão arterial; aceleração da respiração; aumento da pressão no cérebro; aumento das secreções de adrenalina e perda auditiva) e as autoridades se negam a nos socorrer.

Precisamos mudar essa triste realidade. Assine esse abaixo assinado que vamos encaminhá-lo ao comando da Polícia Militar de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública – SEJUSP, ao Ministério Público de Minas Gerais – MPMG e a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte exigindo o fim deste problema. 

É obrigação do poder público COIBIR A POLUIÇÃO SONORA, pois só a Polícia Militar possui os meios necessários, técnicos e legais, para realizar essa tarefa.