Pelo fim da comercialização de armadilhas letais para RATOS

O problema

Diariamente, ratos e camundongos são feridos e mortos por armadilhas cruéis e violentas, como armadilha de mola, ingestão de veneno (o qual os ratos são incapazes de vomitar, devido à sua anatomia, levando-os à morte de maneira lenta e agonizante) e armadilha de cola, onde os animais podem se auto-mutilar na tentativa desesperada de se verem livres, morrendo por choque; colar a boca ou focinho e asfixiarem até a morte; ou levar dias para morrer, por inanição, sede e exaustão.

De forma geral, ratos possuem uma péssima reputação. São vistos como “perigosos”, não apenas porque tendem a roer e consumir estoques de alimentos, mas pela transmissão potencial de doenças, especialmente leptospirose e peste bubônica. Talvez o episódio que mais ajudou a consolidar uma visão tão negativa deste animal foi a Grande Peste na Europa Medieval, e, no entanto, estudos recentes sugerem que o grande responsável pela transmissão da peste foram os humanos, não os ratos. 
Link de artigo sobre o tema: https://www.nationalgeographic.com/science/article/rats-plague-black-death-humans-lice-health-science

Se o objetivo é livrar-se dos ratos ou removê-los de uma determinada área, é essencial combater as principais razões que os atraem em primeiro lugar: insalubridade e armazenamento ou descarte impróprios de alimentos e resíduos. Tipicamente, condições que permitem populações numerosas são mantidas até que uma verdadeira crise aconteça. Então, lança-se mão de veneno e outras armadilhas letais, enquanto a causa primária do problema não é tratada. A higienização e a sanitização adequadas dos ambientes são as ações mais eficazes e econômicas para controle de ratos, e não exigem medidas extremas e cruéis contra os mesmos.

As armadilhas letais ferem a dignidade dos animais e estão em desacordo com o artigo 225, inciso VII, da Constituição Federal, que diz: “Proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma de lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.”

É importante lembrar que estes dispositivos não discriminam as suas presas: outros animais também podem cair nestas armadilhas, como aves, morcegos, insetos, cobras, sapos, outros roedores e até mesmo cães e gatos domésticos, especialmente filhotes.

Existem modelos e receitas caseiras de dispositivos não letais, que atuam de forma a capturar os animais sem feri-los, para que possam ser devolvidos à natureza, em local seguro. Há também repelentes, como óleo de menta / eucalipto / citronela, alho, cebola, pimenta (capsaicina), vinagre e amoníaco, que podem ser colocados em panos ou algodão e deixados em locais estratégicos. Urina / odor de gato, ultrassom (repelente sonoro, alguns aparelhos eletrônicos o emitem) e fezes de cobra também são capazes de afastar os ratos. 

Esta petição propõe o fim da comercialização de armadilhas letais para ratos. Ratos são criaturas inteligentes, sensíveis e amorosas, especialmente com os membros da sua colônia. São atraídos instintivamente para perto das populações humanas, onde há abastecimento alimentar e abrigo. Pela sua natureza, se tornam vítimas da intolerância, do medo excessivo e da falta de compaixão dos seres humanos.

MATAR E CAUSAR DOR E SOFRIMENTO NÃO É SOLUÇÃO DIGNA. 
 
Desde já, agradeço sinceramente aos apoiadores desta petição. Esta proposta pode parecer ousada demais, mas é um passo rumo a um tratamento mais compassivo e tolerante destes animais. O ser humano deve usar de seu poder e da superioridade das suas capacidades cognitivas e tecnológicas em relação às demais espécies para encontrar meios de convívio pacífico e harmonioso entre os seres, não para ferir, violentar e exterminar.  

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Loise SmaniottoCriador do abaixo-assinado
Este abaixo-assinado conseguiu 1.160 apoiadores!

O problema

Diariamente, ratos e camundongos são feridos e mortos por armadilhas cruéis e violentas, como armadilha de mola, ingestão de veneno (o qual os ratos são incapazes de vomitar, devido à sua anatomia, levando-os à morte de maneira lenta e agonizante) e armadilha de cola, onde os animais podem se auto-mutilar na tentativa desesperada de se verem livres, morrendo por choque; colar a boca ou focinho e asfixiarem até a morte; ou levar dias para morrer, por inanição, sede e exaustão.

De forma geral, ratos possuem uma péssima reputação. São vistos como “perigosos”, não apenas porque tendem a roer e consumir estoques de alimentos, mas pela transmissão potencial de doenças, especialmente leptospirose e peste bubônica. Talvez o episódio que mais ajudou a consolidar uma visão tão negativa deste animal foi a Grande Peste na Europa Medieval, e, no entanto, estudos recentes sugerem que o grande responsável pela transmissão da peste foram os humanos, não os ratos. 
Link de artigo sobre o tema: https://www.nationalgeographic.com/science/article/rats-plague-black-death-humans-lice-health-science

Se o objetivo é livrar-se dos ratos ou removê-los de uma determinada área, é essencial combater as principais razões que os atraem em primeiro lugar: insalubridade e armazenamento ou descarte impróprios de alimentos e resíduos. Tipicamente, condições que permitem populações numerosas são mantidas até que uma verdadeira crise aconteça. Então, lança-se mão de veneno e outras armadilhas letais, enquanto a causa primária do problema não é tratada. A higienização e a sanitização adequadas dos ambientes são as ações mais eficazes e econômicas para controle de ratos, e não exigem medidas extremas e cruéis contra os mesmos.

As armadilhas letais ferem a dignidade dos animais e estão em desacordo com o artigo 225, inciso VII, da Constituição Federal, que diz: “Proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma de lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.”

É importante lembrar que estes dispositivos não discriminam as suas presas: outros animais também podem cair nestas armadilhas, como aves, morcegos, insetos, cobras, sapos, outros roedores e até mesmo cães e gatos domésticos, especialmente filhotes.

Existem modelos e receitas caseiras de dispositivos não letais, que atuam de forma a capturar os animais sem feri-los, para que possam ser devolvidos à natureza, em local seguro. Há também repelentes, como óleo de menta / eucalipto / citronela, alho, cebola, pimenta (capsaicina), vinagre e amoníaco, que podem ser colocados em panos ou algodão e deixados em locais estratégicos. Urina / odor de gato, ultrassom (repelente sonoro, alguns aparelhos eletrônicos o emitem) e fezes de cobra também são capazes de afastar os ratos. 

Esta petição propõe o fim da comercialização de armadilhas letais para ratos. Ratos são criaturas inteligentes, sensíveis e amorosas, especialmente com os membros da sua colônia. São atraídos instintivamente para perto das populações humanas, onde há abastecimento alimentar e abrigo. Pela sua natureza, se tornam vítimas da intolerância, do medo excessivo e da falta de compaixão dos seres humanos.

MATAR E CAUSAR DOR E SOFRIMENTO NÃO É SOLUÇÃO DIGNA. 
 
Desde já, agradeço sinceramente aos apoiadores desta petição. Esta proposta pode parecer ousada demais, mas é um passo rumo a um tratamento mais compassivo e tolerante destes animais. O ser humano deve usar de seu poder e da superioridade das suas capacidades cognitivas e tecnológicas em relação às demais espécies para encontrar meios de convívio pacífico e harmonioso entre os seres, não para ferir, violentar e exterminar.  

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Loise SmaniottoCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Núcleo de Controle de Roedores e Vetores
Núcleo de Controle de Roedores e Vetores
Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre
Secretaria Especial dos Direitos Animais de Porto Alegre
Secretaria Especial dos Direitos Animais de Porto Alegre
Gabinete da Causa Animal de Porto Alegre
Gabinete da Causa Animal de Porto Alegre

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Abaixo-assinado criado em 7 de julho de 2022