

Pelo embargo da ESPLANADA LIBERDADE: a Esplanada Liberdade é Racismo de Estado
O problema
A prefeitura de São Paulo, assinou no dia 24/07/2026 um contrato de parceria público-privada para conceder uma área de quase 20.000 m² por 30 anos, no Bairro da Liberdade, onde se pretende construir, sobre a av. Radial Leste-Oeste, três lajes entre os viadutos Guilherme de Almeida, Mie Ken, Cidade de Osaka e Shuhei Uetsuka: “a maior Esplanada de cultura oriental do mundo”.
A área escolhida está entre as faixas envoltórias do Sítio Arqueológico dos Aflitos e do Caminho Glória-Lavapés, pondo em risco a preservação destes patrimônios históricos e culturais tombados pelo IPHAN, CONDEPHAAT e CONPRESP (assegurados pelo Art. 18 do Decreto-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937) segundo demonstra o próprio Mapa 01, Folha 01 da Resolução do CONPRESP n° 25/2018.
Vale ressaltar também que a Resolução do CONPRESP nº 2/2026 passou a incluir a Rua dos Aflitos no artigo 6º (da Resolução do CONPRESP n° 25/2018) que trata das garantias e resguardos “do conjunto urbano tombado” e da definição destes territórios como “ÁREA ENVOLTÓRIA DE PROTEÇÃO”:
“Fica acrescido ao Anexo III da Resolução 25/Conpresp/2018 o seguinte logradouro:
“Rua dos Aflitos (cod. Log. 00253-4)”.
Para além do roubo da memória indígena e negra das origens do Bairro da Liberdade, institucionalizado em 1969 com o “Projeto de Orientalização” proposto pelo jornalista Randolpho Marques Lobato e executado pela Prefeitura de São Paulo em plena ditadura empresarial-militar, o projeto megalomaníaco da Esplanada Liberdade produzirá um rombo nos cofres públicos de mais de 800 Milhões de reais.
Esta iniciativa da Prefeitura de São Paulo é uma demonstração explícita de que o poder público historicamente, ao invés de atuar pela preservação do patrimônio histórico e cultural da sua população majoritariamente negra, tem priorizado o lucro advindo do turismo que, desde o início da implementação dos postes vermelhos, luminárias “japonesas”, dos ladrilhos mitsudomoe e do portal Torii, é motivado pelos adereços “orientais”, supostamente, em homenagem aos imigrantes “japoneses”.
No entanto, a Esplanada Liberdade, como continuidade do “Projeto de Orientalização do Bairro Oriental”, de 1969, também visa apagar a memória das políticas racistas anti-amarelas de Estado brasileiro direcionadas aos chineses traficados no século 19 para plantações de chá e construção de ferrovias, e aos imigrantes japoneses-uchinanchu-ainu e descendentes brasileiros, durante os governos de Getúlio Vargas e Gaspar Dutra, desde perseguições políticas promovidas pelo DOPS, prisões arbitrárias, despejos em massa, torturas e assassinatos motivados pela racialidade amarela dessa população, reconhecido oficialmente pelo Estado brasileiro em 25 de julho de 2024, pela Comissão da Verdade, com o pedido de desculpas à comunidade nipo-brasileira, graças ao requerimento de Mário Jun Okuhara e Associação Okinawa Kenjin do Brasil.
Dentre estes crimes raciais que a Esplanada Liberdade e a Orientalização buscam apagar, está também a memória da expulsão de mais de 400 famílias de imigrantes japoneses e descendentes, justamente do Bairro da Liberdade em São Paulo, no prazo de 24 horas, das ruas Conde de Sarzedas, Estudantes e arredores, decretado por Vargas em 1942, para “higienizar” o bairro do “perigo amarelo”.
“A maior Esplanada de cultura oriental do mundo” é, para além do “slogan” inscrito no banner de chamamento deste projeto (Fonte: Site da Prefeitura de São Paulo. Procedimento de Manifestação de Interesse - PMI: Esplanada Liberdade. 15 de Agosto de 2025. [https://prefeitura.sp.gov.br/web/desestatizacao_projetos/w/esplanada_liberdade/consulta_publica/336486 fundamento conceitual e ideológico da Esplanada Liberdade, em nada condizente com o argumento da própria prefeitura em matéria recente: “valorizar a cultura multiétnica da região”, em 28 de julho de 2026 (https://prefeitura.sp.gov.br/w/transforma%C3%A7%C3%A3o-da-regi%C3%A3o-do-centro-avan%C3%A7a-ppp-da-esplanada-liberdade-%C3%A9-assinada
Na contramão da luta por reparação histórica às populações indígena e negra, a prefeitura de São Paulo escolhe dobrar a aposta no racismo.
Se, na ditadura empresarial-militar não havia o debate amarelo sobre a instrumentalização da nossa presença no racismo estrutural, nós, população amarela brasileira, aliados e a coletividade de movimentos e organizações antirracistas da sociedade civil, pelo exposto nesta petição, exigimos que a “Esplanada Liberdade” SEJA EMBARGADA pelos órgãos competentes.
Pela memória de FRANCIZCA ÍNDIA, CHAGUINHAS E COTINDIBA, MADRINHA EUNICE e das mais de 400 famílias amarelas expulsas da Liberdade em 1942:
NÃO EM NOSSO NOME!
NÃO À ESPLANADA LIBERDADE!

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O problema
A prefeitura de São Paulo, assinou no dia 24/07/2026 um contrato de parceria público-privada para conceder uma área de quase 20.000 m² por 30 anos, no Bairro da Liberdade, onde se pretende construir, sobre a av. Radial Leste-Oeste, três lajes entre os viadutos Guilherme de Almeida, Mie Ken, Cidade de Osaka e Shuhei Uetsuka: “a maior Esplanada de cultura oriental do mundo”.
A área escolhida está entre as faixas envoltórias do Sítio Arqueológico dos Aflitos e do Caminho Glória-Lavapés, pondo em risco a preservação destes patrimônios históricos e culturais tombados pelo IPHAN, CONDEPHAAT e CONPRESP (assegurados pelo Art. 18 do Decreto-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937) segundo demonstra o próprio Mapa 01, Folha 01 da Resolução do CONPRESP n° 25/2018.
Vale ressaltar também que a Resolução do CONPRESP nº 2/2026 passou a incluir a Rua dos Aflitos no artigo 6º (da Resolução do CONPRESP n° 25/2018) que trata das garantias e resguardos “do conjunto urbano tombado” e da definição destes territórios como “ÁREA ENVOLTÓRIA DE PROTEÇÃO”:
“Fica acrescido ao Anexo III da Resolução 25/Conpresp/2018 o seguinte logradouro:
“Rua dos Aflitos (cod. Log. 00253-4)”.
Para além do roubo da memória indígena e negra das origens do Bairro da Liberdade, institucionalizado em 1969 com o “Projeto de Orientalização” proposto pelo jornalista Randolpho Marques Lobato e executado pela Prefeitura de São Paulo em plena ditadura empresarial-militar, o projeto megalomaníaco da Esplanada Liberdade produzirá um rombo nos cofres públicos de mais de 800 Milhões de reais.
Esta iniciativa da Prefeitura de São Paulo é uma demonstração explícita de que o poder público historicamente, ao invés de atuar pela preservação do patrimônio histórico e cultural da sua população majoritariamente negra, tem priorizado o lucro advindo do turismo que, desde o início da implementação dos postes vermelhos, luminárias “japonesas”, dos ladrilhos mitsudomoe e do portal Torii, é motivado pelos adereços “orientais”, supostamente, em homenagem aos imigrantes “japoneses”.
No entanto, a Esplanada Liberdade, como continuidade do “Projeto de Orientalização do Bairro Oriental”, de 1969, também visa apagar a memória das políticas racistas anti-amarelas de Estado brasileiro direcionadas aos chineses traficados no século 19 para plantações de chá e construção de ferrovias, e aos imigrantes japoneses-uchinanchu-ainu e descendentes brasileiros, durante os governos de Getúlio Vargas e Gaspar Dutra, desde perseguições políticas promovidas pelo DOPS, prisões arbitrárias, despejos em massa, torturas e assassinatos motivados pela racialidade amarela dessa população, reconhecido oficialmente pelo Estado brasileiro em 25 de julho de 2024, pela Comissão da Verdade, com o pedido de desculpas à comunidade nipo-brasileira, graças ao requerimento de Mário Jun Okuhara e Associação Okinawa Kenjin do Brasil.
Dentre estes crimes raciais que a Esplanada Liberdade e a Orientalização buscam apagar, está também a memória da expulsão de mais de 400 famílias de imigrantes japoneses e descendentes, justamente do Bairro da Liberdade em São Paulo, no prazo de 24 horas, das ruas Conde de Sarzedas, Estudantes e arredores, decretado por Vargas em 1942, para “higienizar” o bairro do “perigo amarelo”.
“A maior Esplanada de cultura oriental do mundo” é, para além do “slogan” inscrito no banner de chamamento deste projeto (Fonte: Site da Prefeitura de São Paulo. Procedimento de Manifestação de Interesse - PMI: Esplanada Liberdade. 15 de Agosto de 2025. [https://prefeitura.sp.gov.br/web/desestatizacao_projetos/w/esplanada_liberdade/consulta_publica/336486 fundamento conceitual e ideológico da Esplanada Liberdade, em nada condizente com o argumento da própria prefeitura em matéria recente: “valorizar a cultura multiétnica da região”, em 28 de julho de 2026 (https://prefeitura.sp.gov.br/w/transforma%C3%A7%C3%A3o-da-regi%C3%A3o-do-centro-avan%C3%A7a-ppp-da-esplanada-liberdade-%C3%A9-assinada
Na contramão da luta por reparação histórica às populações indígena e negra, a prefeitura de São Paulo escolhe dobrar a aposta no racismo.
Se, na ditadura empresarial-militar não havia o debate amarelo sobre a instrumentalização da nossa presença no racismo estrutural, nós, população amarela brasileira, aliados e a coletividade de movimentos e organizações antirracistas da sociedade civil, pelo exposto nesta petição, exigimos que a “Esplanada Liberdade” SEJA EMBARGADA pelos órgãos competentes.
Pela memória de FRANCIZCA ÍNDIA, CHAGUINHAS E COTINDIBA, MADRINHA EUNICE e das mais de 400 famílias amarelas expulsas da Liberdade em 1942:
NÃO EM NOSSO NOME!
NÃO À ESPLANADA LIBERDADE!

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Abaixo-assinado criado em 20 de agosto de 2026