Pelo Direito de Votar Sem Abrir Mão da Fé

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O problema

Em 2026, o feriado judaico de Simchat Torá vai cair no mesmo dia do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. A votação normalmente termina às 17h, mas o feriado só acaba ao anoitecer; por volta de 18h40.

 

Para judeus brasileiros, isso cria um impasse real. Durante o Simchat Torá, muitos não dirigem, não escrevem, não usam aparelhos elétricos e não realizam atividades incompatíveis com a observância religiosa. Na prática, isso impede que essas pessoas consigam ir votar no horário normal da eleição.

 

Ninguém deveria ser obrigado a escolher entre sua fé e seu direito de votar. Esse é um direito garantido no art 5° de nossa Constituição, que diz no inciso VIII que "ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política", e precisa ser cumprido pelo Estado brasileiro.

 

Por isso, pedimos uma adaptação simples, justa e possível: que, excepcionalmente, o horário de votação seja estendido até as 20h em locais específicos, para que toda a comunidade judaica possa exercer seu direito ao voto depois do fim do feriado. Pedido esse que já foi formalizado pela advogada Monica Rosenberg perante o TSE no dia 30 de abril, e será entregue em ato simbólico no dia 7 de maio junto a este abaixo-assinado.

 

Uma democracia de verdade é aquela que inclui as pessoas como elas são. Quando o poder público reconhece uma dificuldade real e cria uma solução razoável, ele não favorece um grupo: ele garante que mais brasileiros possam participar da vida democrática.

 

Esse não é um pedido de privilégio. É um pedido de respeito.

 

Essa causa não diz respeito apenas à comunidade judaica. Ela importa para todos que acreditam em liberdade, respeito e inclusão. Hoje o problema atinge um grupo religioso específico. Amanhã, pode atingir outros brasileiros em situações semelhantes. Defender essa adaptação é defender um país em que ninguém precise abrir mão da própria consciência para exercer um direito básico.

 

Estender a votação até as 20h neste caso é uma medida simples, humana e democrática. É uma forma de garantir que o direito ao voto valha para todos, inclusive para quem vive sua fé com seriedade.

 

Por isso, pedimos à Justiça Eleitoral sensibilidade e compromisso com a inclusão. Porque democracia de verdade é quando ninguém fica de fora.

 

Assine este manifesto.
Pela liberdade religiosa.
Pelo direito ao voto.
Por uma democracia que inclua todos.

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Monica RosenbergCriador do abaixo-assinadoAdvogada e ativista, especialista em compliance, governança e combate à corrupção, autora do livro "Somos Todos Corruptos? - Pequeno Manual do Ético-Chato".

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O problema

Em 2026, o feriado judaico de Simchat Torá vai cair no mesmo dia do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. A votação normalmente termina às 17h, mas o feriado só acaba ao anoitecer; por volta de 18h40.

 

Para judeus brasileiros, isso cria um impasse real. Durante o Simchat Torá, muitos não dirigem, não escrevem, não usam aparelhos elétricos e não realizam atividades incompatíveis com a observância religiosa. Na prática, isso impede que essas pessoas consigam ir votar no horário normal da eleição.

 

Ninguém deveria ser obrigado a escolher entre sua fé e seu direito de votar. Esse é um direito garantido no art 5° de nossa Constituição, que diz no inciso VIII que "ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política", e precisa ser cumprido pelo Estado brasileiro.

 

Por isso, pedimos uma adaptação simples, justa e possível: que, excepcionalmente, o horário de votação seja estendido até as 20h em locais específicos, para que toda a comunidade judaica possa exercer seu direito ao voto depois do fim do feriado. Pedido esse que já foi formalizado pela advogada Monica Rosenberg perante o TSE no dia 30 de abril, e será entregue em ato simbólico no dia 7 de maio junto a este abaixo-assinado.

 

Uma democracia de verdade é aquela que inclui as pessoas como elas são. Quando o poder público reconhece uma dificuldade real e cria uma solução razoável, ele não favorece um grupo: ele garante que mais brasileiros possam participar da vida democrática.

 

Esse não é um pedido de privilégio. É um pedido de respeito.

 

Essa causa não diz respeito apenas à comunidade judaica. Ela importa para todos que acreditam em liberdade, respeito e inclusão. Hoje o problema atinge um grupo religioso específico. Amanhã, pode atingir outros brasileiros em situações semelhantes. Defender essa adaptação é defender um país em que ninguém precise abrir mão da própria consciência para exercer um direito básico.

 

Estender a votação até as 20h neste caso é uma medida simples, humana e democrática. É uma forma de garantir que o direito ao voto valha para todos, inclusive para quem vive sua fé com seriedade.

 

Por isso, pedimos à Justiça Eleitoral sensibilidade e compromisso com a inclusão. Porque democracia de verdade é quando ninguém fica de fora.

 

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Monica RosenbergCriador do abaixo-assinadoAdvogada e ativista, especialista em compliance, governança e combate à corrupção, autora do livro "Somos Todos Corruptos? - Pequeno Manual do Ético-Chato".

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Abaixo-assinado criado em 2 de maio de 2026