

Pela retomada imediata da votação do Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero
O problema
CARTA ABERTA À CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPINAS
Pela retomada imediata da votação do Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero
Nós, organizações, coletivos, movimentos, ativistas e pessoas comprometidas com a democracia e os direitos humanos, manifestamos nossa indignação diante da retirada de pauta do projeto que institui o Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero.
Não se trata de uma demanda nova. O projeto foi encaminhado pelo próprio Poder Executivo à Câmara em 2019 e reconhecido como medida de relevante interesse público. Ele cria um conselho com composição paritária entre Poder Público e sociedade civil e atribui a esse espaço funções de formulação, acompanhamento, fiscalização e avaliação das políticas públicas.
Participação social não é favor, concessão ou esmola. É princípio democrático.
E Campinas sabe disso. O Município já realizou ao menos seis conferências municipais LGBT, incluindo a VII Conferência Municipal dos Direitos LGBTI+, realizada em 2025. Esses processos mobilizaram sociedade civil e Poder Público, produziram propostas e estabeleceram prioridades para a política municipal. A própria Carta da VII Conferência cobra o avanço da articulação entre governo e sociedade civil e a implementação de políticas públicas consistentes.
O que está acontecendo agora é contraditório: o Município convoca a população para participar, escuta suas propostas e, quando chega a hora de instituir um mecanismo permanente de participação e controle social, retira o projeto de pauta.
A contradição se torna ainda maior diante da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, instituída pela Portaria MDHC nº 1.825/2025. A política nacional estrutura a participação social por meio, entre outros instrumentos, dos Conselhos Nacional, Estaduais, Distrital e Municipais dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+. Em 2026, esse desenho foi reforçado pela criação da Rede Nacional de Conselhos, que reúne esses órgãos e inclui um Fórum Nacional de Conselhos Municipais.
E agora, o poder legislativo não cumpre sua função de adequar a política de Campinas à política nacional?
E há uma pergunta que precisa ser feita publicamente.
Vereador Paulo Haddad, líder do governo na Câmara: por que este projeto foi retirado da pauta?
O projeto está em tramitação há sete anos. O que o Poder Público não procurou resolver em sete anos e pretende resolver agora retirando a matéria da pauta? Quais são, objetivamente, os argumentos para impedir sua votação?
Ao Governo Municipal, cabe garantir que sua própria base dê consequência ao projeto que o Executivo apresentou. À Câmara Municipal, cabe votar.
Não aceitaremos que a participação da população LGBTI+ seja reduzida a conferências, eventos e escutas pontuais, sem consequência institucional.
Exigimos a retomada imediata da tramitação e a votação do projeto.
Se há divergências sobre o texto, que sejam apresentadas publicamente. Se há problemas técnicos ou jurídicos, que sejam debatidos com transparência.
O que não é aceitável é retirar a matéria de pauta e adiar indefinidamente uma decisão que a sociedade civil vem reivindicando e que o próprio Município já reconheceu como necessária.
Campinas precisa de um Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero.
O projeto precisa voltar à pauta.
E nós estaremos acompanhando publicamente a posição de cada parlamentar diante dessa decisão.
ASSOCIAÇÕES, COLETIVOS E MOVIMENTOS SIGNATÁRIOS:
Associação Transmoras
Casa sem Preconceitos
Rede Afro LGBT
TRANSmovimenta
Conselheires Usuários do Ambulatório Transcender
Fórum Popular LGBTQIAPN+
Movimento Esquerda Socialista - PSOL
Associação TransAtlética e Cultural Pogonas
Núcleo de consciência trans da Unicamp - NCT
Associação Cultural Bons Ventos
Coletivo Juntas Campinas
Frente Pró Banheiros Neutros
Partido Comunista Brasileiro Revolucionário de Campinas - PCBR Campinas
Partido Socialismo e Liberdade - Diretório de Campinas
PESSOAS FÍSICAS SIGNATÁRIAS
Vicenta Perrotta
Suzy Santos
Antonia Moreira
Patrícia Sollara Dias Ferri
Edvaldo de Matos Júnior
Tiago Miguel Abreu
Luara Souza de Oliveira
Leila Dumaresq
Verena Teixeira Resca
Joaquim Augusto de Araújo
Lia Helena Moreira Marcolino
Kaian Ciasca
Lee Schaffer A A Simões
Victor Pamplona da Silva
Luá Bonduki
Naty Mayumi Fujita
Guilherme Henrique Ribeiro da Silva
Rebeca Cristina de Souza
Malena Roja
Alexandre Mandl
Taís Roldão
Gabriela Simão
Cass de Castro Rocha
Raul Gomes do Nascimento
Cova Mariá Silva França
Ravi Luz Assunção da Silva

28
O problema
CARTA ABERTA À CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPINAS
Pela retomada imediata da votação do Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero
Nós, organizações, coletivos, movimentos, ativistas e pessoas comprometidas com a democracia e os direitos humanos, manifestamos nossa indignação diante da retirada de pauta do projeto que institui o Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero.
Não se trata de uma demanda nova. O projeto foi encaminhado pelo próprio Poder Executivo à Câmara em 2019 e reconhecido como medida de relevante interesse público. Ele cria um conselho com composição paritária entre Poder Público e sociedade civil e atribui a esse espaço funções de formulação, acompanhamento, fiscalização e avaliação das políticas públicas.
Participação social não é favor, concessão ou esmola. É princípio democrático.
E Campinas sabe disso. O Município já realizou ao menos seis conferências municipais LGBT, incluindo a VII Conferência Municipal dos Direitos LGBTI+, realizada em 2025. Esses processos mobilizaram sociedade civil e Poder Público, produziram propostas e estabeleceram prioridades para a política municipal. A própria Carta da VII Conferência cobra o avanço da articulação entre governo e sociedade civil e a implementação de políticas públicas consistentes.
O que está acontecendo agora é contraditório: o Município convoca a população para participar, escuta suas propostas e, quando chega a hora de instituir um mecanismo permanente de participação e controle social, retira o projeto de pauta.
A contradição se torna ainda maior diante da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, instituída pela Portaria MDHC nº 1.825/2025. A política nacional estrutura a participação social por meio, entre outros instrumentos, dos Conselhos Nacional, Estaduais, Distrital e Municipais dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+. Em 2026, esse desenho foi reforçado pela criação da Rede Nacional de Conselhos, que reúne esses órgãos e inclui um Fórum Nacional de Conselhos Municipais.
E agora, o poder legislativo não cumpre sua função de adequar a política de Campinas à política nacional?
E há uma pergunta que precisa ser feita publicamente.
Vereador Paulo Haddad, líder do governo na Câmara: por que este projeto foi retirado da pauta?
O projeto está em tramitação há sete anos. O que o Poder Público não procurou resolver em sete anos e pretende resolver agora retirando a matéria da pauta? Quais são, objetivamente, os argumentos para impedir sua votação?
Ao Governo Municipal, cabe garantir que sua própria base dê consequência ao projeto que o Executivo apresentou. À Câmara Municipal, cabe votar.
Não aceitaremos que a participação da população LGBTI+ seja reduzida a conferências, eventos e escutas pontuais, sem consequência institucional.
Exigimos a retomada imediata da tramitação e a votação do projeto.
Se há divergências sobre o texto, que sejam apresentadas publicamente. Se há problemas técnicos ou jurídicos, que sejam debatidos com transparência.
O que não é aceitável é retirar a matéria de pauta e adiar indefinidamente uma decisão que a sociedade civil vem reivindicando e que o próprio Município já reconheceu como necessária.
Campinas precisa de um Conselho Municipal de Diversidade Sexual e de Gênero.
O projeto precisa voltar à pauta.
E nós estaremos acompanhando publicamente a posição de cada parlamentar diante dessa decisão.
ASSOCIAÇÕES, COLETIVOS E MOVIMENTOS SIGNATÁRIOS:
Associação Transmoras
Casa sem Preconceitos
Rede Afro LGBT
TRANSmovimenta
Conselheires Usuários do Ambulatório Transcender
Fórum Popular LGBTQIAPN+
Movimento Esquerda Socialista - PSOL
Associação TransAtlética e Cultural Pogonas
Núcleo de consciência trans da Unicamp - NCT
Associação Cultural Bons Ventos
Coletivo Juntas Campinas
Frente Pró Banheiros Neutros
Partido Comunista Brasileiro Revolucionário de Campinas - PCBR Campinas
Partido Socialismo e Liberdade - Diretório de Campinas
PESSOAS FÍSICAS SIGNATÁRIAS
Vicenta Perrotta
Suzy Santos
Antonia Moreira
Patrícia Sollara Dias Ferri
Edvaldo de Matos Júnior
Tiago Miguel Abreu
Luara Souza de Oliveira
Leila Dumaresq
Verena Teixeira Resca
Joaquim Augusto de Araújo
Lia Helena Moreira Marcolino
Kaian Ciasca
Lee Schaffer A A Simões
Victor Pamplona da Silva
Luá Bonduki
Naty Mayumi Fujita
Guilherme Henrique Ribeiro da Silva
Rebeca Cristina de Souza
Malena Roja
Alexandre Mandl
Taís Roldão
Gabriela Simão
Cass de Castro Rocha
Raul Gomes do Nascimento
Cova Mariá Silva França
Ravi Luz Assunção da Silva

Os tomadores de decisão
Atualizações do abaixo-assinado
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 21 de agosto de 2026