Pela preservação do sítio arqueológico Saracura no futuro metrô e do povo negro no Bixiga


Pela preservação do sítio arqueológico Saracura no futuro metrô e do povo negro no Bixiga
O problema
À Promotoria do Patrimônio Público do MPSP,
À Promotoria Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão,
À Prefeitura da Cidade de São Paulo,
Ao Governo do Estado de São Paulo,
Desde junho de 2022, nós, moradores, ativistas, sambistas, pesquisadores, temos nos reunido no Movimento Mobiliza Saracura Vai-Vai em prol da preservação do sítio arqueológico encontrado nas obras do metrô da Linha 6-Laranja no local da histórica quadra da escola de samba Vai-Vai, onde no século XIX havia o Quilombo do Saracura, e em prol da permanência da população negra e de baixa renda no bairro diante da chegada da estação. Refletir sobre a memória para projetar o futuro do povo negro que construiu o bairro é fundamental na nossa luta.
Entre nossas conquistas, conseguimos mudar o registro do sítio arqueológico no Iphan, reconhecido como área quilombola, e mudar seu nome de Saracura/14 Bis para Saracura/Vai-Vai; pressionamos para incluir no Plano Diretor da cidade a manutenção do perfil racial do bairro nos novos empreendimentos, ou seja, a população negra tem que ocupar esses prédios; ainda na revisão do Plano Diretor, reforçamos a responsabilidade do Estado com áreas tombadas e sítios quilombolas da União; e, por fim, conseguimos sentar com o poder público em uma comissão para cobrar a preservação do sítio.
Seguimos lutando:
• pela mudança do nome da estação de 14 Bis para Saracura/Vai-Vai;
• pela construção de um memorial no metrô lembrando o Quilombo do Saracura;
• pela criação de um museu com os vestígios arqueológicos no bairro;
• por um novo espaço para a escola de samba Vai-Vai no território, pois sua presença é fundamental para o Bixiga.
Reforçamos a necessidade de redução dos impactos da obra ao patrimônio e aos moradores do entorno, que sofrem especialmente com as enchentes que se agravaram com a construção.
Não somos contra o metrô, mas a estação deve ser construída respeitando a história e é possível manter as estruturas encontradas nas escavações, como ocorre em muitos lugares do mundo. Somos contra o apagamento racista de uma história importante para a cidade de São Paulo.

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O problema
À Promotoria do Patrimônio Público do MPSP,
À Promotoria Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão,
À Prefeitura da Cidade de São Paulo,
Ao Governo do Estado de São Paulo,
Desde junho de 2022, nós, moradores, ativistas, sambistas, pesquisadores, temos nos reunido no Movimento Mobiliza Saracura Vai-Vai em prol da preservação do sítio arqueológico encontrado nas obras do metrô da Linha 6-Laranja no local da histórica quadra da escola de samba Vai-Vai, onde no século XIX havia o Quilombo do Saracura, e em prol da permanência da população negra e de baixa renda no bairro diante da chegada da estação. Refletir sobre a memória para projetar o futuro do povo negro que construiu o bairro é fundamental na nossa luta.
Entre nossas conquistas, conseguimos mudar o registro do sítio arqueológico no Iphan, reconhecido como área quilombola, e mudar seu nome de Saracura/14 Bis para Saracura/Vai-Vai; pressionamos para incluir no Plano Diretor da cidade a manutenção do perfil racial do bairro nos novos empreendimentos, ou seja, a população negra tem que ocupar esses prédios; ainda na revisão do Plano Diretor, reforçamos a responsabilidade do Estado com áreas tombadas e sítios quilombolas da União; e, por fim, conseguimos sentar com o poder público em uma comissão para cobrar a preservação do sítio.
Seguimos lutando:
• pela mudança do nome da estação de 14 Bis para Saracura/Vai-Vai;
• pela construção de um memorial no metrô lembrando o Quilombo do Saracura;
• pela criação de um museu com os vestígios arqueológicos no bairro;
• por um novo espaço para a escola de samba Vai-Vai no território, pois sua presença é fundamental para o Bixiga.
Reforçamos a necessidade de redução dos impactos da obra ao patrimônio e aos moradores do entorno, que sofrem especialmente com as enchentes que se agravaram com a construção.
Não somos contra o metrô, mas a estação deve ser construída respeitando a história e é possível manter as estruturas encontradas nas escavações, como ocorre em muitos lugares do mundo. Somos contra o apagamento racista de uma história importante para a cidade de São Paulo.

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Abaixo-assinado criado em 25 de abril de 2024
