Pela preservação da mata nativa e áreas úmidas no Laranjal, Pelotas, RS


Pela preservação da mata nativa e áreas úmidas no Laranjal, Pelotas, RS
O problema
Enfrentamos no planeta hoje, mais que uma crise, uma emergência climática. A Organização das Nações Unidas alerta que o planeta está bem próximo de ultrapassar o limite seguro de 1,5°C de aumento médio de temperaturas e que o enfrentamento exige a redução expressiva e urgente nas emissões de gases de efeito estufa. Sabemos que a ação humana é responsável por tal evento. E que a degradação ambiental, o desmatamento são causas importantes a serem enfrentadas.
Por sua vez, o Artigo 225 da Constituição Federal brasileira estabelece que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado sendo esse um bem de uso comum essencial à sadia qualidade de vida. Impõe ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
A perda contumaz e cada vez mais acelerada do ambiente natural nas cidades é uma realidade que chama atenção de todos e em Pelotas, nos causa preocupação.
No bairro Laranjal, especialmente, presenciamos a transformação urbana concomitante à degradação dos biomas e a perda de ecossistemas. A expansão imobiliária tem ocupado espaços de importância ambiental relevante do ponto de vista da paisagem, da memória cultural e dos serviços ecossistêmicos prestados por eles. Espaços esses que incluem até mesmo áreas de preservação permanente (APP).
O Laranjal é um local inserido no Bioma Pampa e faz parte da Zona Costeira Marinha por localizar-se na orla da Laguna dos Patos e ter a desembocadura do rio São Gonçalo. Tais características lhe conferem uma riqueza ambiental única.
A preservação desse patrimônio ambiental e cultural é de fundamental importância para o clima e para o regime hidrológico, especialmente das comunidades locais. Assim, é fundamental zelar pela integridade das áreas úmidas, incluindo banhados e florestas paludosas comuns nas margens da laguna e de cursos d’água do município bem como florestas de restinga existentes em solos drenados. Tais ambientes abrigam uma importante biodiversidade que presta inestimáveis serviços como a polinização, disseminação de sementes, controle biológico natural e outros dos quais dependem a vida de muitas espécies e a vida humana.
Os banhados, além de abrigar uma fauna importante, absorvem CO², atuam como esponjas absorvendo o excesso de águas superficiais e impedindo ou reduzindo os efeitos de alagamentos na região. A função de esponja é cotidianamente percebida mas, foi ainda de maior evidência na recente enchente de 2024.
As matas da região, além da diversidade de flora e fauna que abriga, servem de barreiras de proteção de som, ventos, filtram e purificam o ar, reduzem a temperatura-ambiente contribuindo para microclimas mais agradáveis à toda vida existente ali e ao bem-estar humano. Quando conectadas, formam importantes corredores ecológicos fundamentais à permanência da flora e fauna e dos serviços ecológicos associados.
Atentos às nossas responsabilidades de cidadãos conscientes da importância do meio ambiente saudável nas nossas vidas e do planeta, conclamamos a população a prestar seu apoio e endossar esse apelo à preservação das matas nativas do Laranjal, banhados e à integridade de seus ecossistemas a fim de garantir a permanência das características da paisagem local, a qualidade das águas, a proteção contra enchentes e alagamentos e o bem-estar de seus habitantes.
De modo particular e urgente, proteger as matas, banhado e ecossistemas inerentes no território da antiga Estância Laranjal, entre Av. Adolfo Fetter, Ivan Jorge Gertum, Alfredo Augusto Assumpção, Helena Assumpção e proximidades da rua Jaguarão onde se instala hoje, um empreendimento imobiliário de grande porte.
Comunidade Restingas da Costa Verde

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O problema
Enfrentamos no planeta hoje, mais que uma crise, uma emergência climática. A Organização das Nações Unidas alerta que o planeta está bem próximo de ultrapassar o limite seguro de 1,5°C de aumento médio de temperaturas e que o enfrentamento exige a redução expressiva e urgente nas emissões de gases de efeito estufa. Sabemos que a ação humana é responsável por tal evento. E que a degradação ambiental, o desmatamento são causas importantes a serem enfrentadas.
Por sua vez, o Artigo 225 da Constituição Federal brasileira estabelece que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado sendo esse um bem de uso comum essencial à sadia qualidade de vida. Impõe ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
A perda contumaz e cada vez mais acelerada do ambiente natural nas cidades é uma realidade que chama atenção de todos e em Pelotas, nos causa preocupação.
No bairro Laranjal, especialmente, presenciamos a transformação urbana concomitante à degradação dos biomas e a perda de ecossistemas. A expansão imobiliária tem ocupado espaços de importância ambiental relevante do ponto de vista da paisagem, da memória cultural e dos serviços ecossistêmicos prestados por eles. Espaços esses que incluem até mesmo áreas de preservação permanente (APP).
O Laranjal é um local inserido no Bioma Pampa e faz parte da Zona Costeira Marinha por localizar-se na orla da Laguna dos Patos e ter a desembocadura do rio São Gonçalo. Tais características lhe conferem uma riqueza ambiental única.
A preservação desse patrimônio ambiental e cultural é de fundamental importância para o clima e para o regime hidrológico, especialmente das comunidades locais. Assim, é fundamental zelar pela integridade das áreas úmidas, incluindo banhados e florestas paludosas comuns nas margens da laguna e de cursos d’água do município bem como florestas de restinga existentes em solos drenados. Tais ambientes abrigam uma importante biodiversidade que presta inestimáveis serviços como a polinização, disseminação de sementes, controle biológico natural e outros dos quais dependem a vida de muitas espécies e a vida humana.
Os banhados, além de abrigar uma fauna importante, absorvem CO², atuam como esponjas absorvendo o excesso de águas superficiais e impedindo ou reduzindo os efeitos de alagamentos na região. A função de esponja é cotidianamente percebida mas, foi ainda de maior evidência na recente enchente de 2024.
As matas da região, além da diversidade de flora e fauna que abriga, servem de barreiras de proteção de som, ventos, filtram e purificam o ar, reduzem a temperatura-ambiente contribuindo para microclimas mais agradáveis à toda vida existente ali e ao bem-estar humano. Quando conectadas, formam importantes corredores ecológicos fundamentais à permanência da flora e fauna e dos serviços ecológicos associados.
Atentos às nossas responsabilidades de cidadãos conscientes da importância do meio ambiente saudável nas nossas vidas e do planeta, conclamamos a população a prestar seu apoio e endossar esse apelo à preservação das matas nativas do Laranjal, banhados e à integridade de seus ecossistemas a fim de garantir a permanência das características da paisagem local, a qualidade das águas, a proteção contra enchentes e alagamentos e o bem-estar de seus habitantes.
De modo particular e urgente, proteger as matas, banhado e ecossistemas inerentes no território da antiga Estância Laranjal, entre Av. Adolfo Fetter, Ivan Jorge Gertum, Alfredo Augusto Assumpção, Helena Assumpção e proximidades da rua Jaguarão onde se instala hoje, um empreendimento imobiliário de grande porte.
Comunidade Restingas da Costa Verde

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Abaixo-assinado criado em 12 de fevereiro de 2026