Pela permanência de Bruno Santos e da BATALHA DA USP


Pela permanência de Bruno Santos e da BATALHA DA USP
O problema
NOTA DE APOIO AO ESTUDANTE BRUNO SANTOS SILVA E À BATALHA DA USP
No dia 02/06/2023, a direção da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) notificou o estudante de Gestão Ambiental em virtude da realização de um evento de cultura periférica no campus no qual estuda.
Segundo a notificação da diretoria da EACH, a edição da “Batalha da USP” realizada em 14/03/2023, que atraiu mais de 70 pessoas - revelando o seu caráter popular e necessário -, teria caracterizado “ato atentatório à moral e aos bons costumes” e “perturbado” os trabalhos escolares e administração da universidade, em meio a uma semana de calourada onde diversos outros eventos ocorreram simultaneamente. Além de acusações falsas sobre como Bruno organizou o desenrolar da Batalha, ainda segundo a direção, o evento não tinha “autorização” para ocorrer.
Além de indignação e repulsa, a postura da diretoria da EACH nos deixa em aberto uma pergunta decisiva: qual o problema de realizar encontros culturais em um espaço público?
Consideramos, pois, que a instauração desse Processo Administrativo Disciplinar contra Bruno trata-se de uma absurda perseguição política e uma patente discriminação social velada que, ao cabo, pode acarretar na expulsão do estudante, o qual, aliás, está no último semestre do curso.
Perseguição política porque Bruno, jovem preto que idealizou o projeto, tem garantido que a EACH seja palco de um expoente cultural da periferia a cada quinze dias. Por meio da Batalha, diversos artistas da periferia paulistana puderam ter seu trabalho reconhecido, ao mesmo tempo em que contribuíram para que a Universidade cumprisse seu papel de promotora de cultura.
Discriminação social velada porque o evento em questão é a “Batalha da USP”, encontro de poetas e artistas do “hip hop” que busca trazer a cultura periférica para dentro dos muros da universidade, que tanto precisa de iniciativas como essa para o aumento da diversidade no seu corpo discente.
Entendemos que o ataque sofrido por Bruno não é apenas individual, mas sim a esse projeto que permite o acesso de uma cultura ainda pouco representada na USP. A quem interessa que nossa Universidade não abra suas portas para a periferia e para a cultura preta? Cabe expulsar um aluno por promover cultura?
Desse modo, exigimos que as acusações individuais contra Bruno sejam retiradas e que a USP garanta o direito de seus estudantes de realizarem eventos culturais que tragam suas próprias vivências e realidades para nossos campi!
São Paulo, 04 de junho de 2023
O problema
NOTA DE APOIO AO ESTUDANTE BRUNO SANTOS SILVA E À BATALHA DA USP
No dia 02/06/2023, a direção da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) notificou o estudante de Gestão Ambiental em virtude da realização de um evento de cultura periférica no campus no qual estuda.
Segundo a notificação da diretoria da EACH, a edição da “Batalha da USP” realizada em 14/03/2023, que atraiu mais de 70 pessoas - revelando o seu caráter popular e necessário -, teria caracterizado “ato atentatório à moral e aos bons costumes” e “perturbado” os trabalhos escolares e administração da universidade, em meio a uma semana de calourada onde diversos outros eventos ocorreram simultaneamente. Além de acusações falsas sobre como Bruno organizou o desenrolar da Batalha, ainda segundo a direção, o evento não tinha “autorização” para ocorrer.
Além de indignação e repulsa, a postura da diretoria da EACH nos deixa em aberto uma pergunta decisiva: qual o problema de realizar encontros culturais em um espaço público?
Consideramos, pois, que a instauração desse Processo Administrativo Disciplinar contra Bruno trata-se de uma absurda perseguição política e uma patente discriminação social velada que, ao cabo, pode acarretar na expulsão do estudante, o qual, aliás, está no último semestre do curso.
Perseguição política porque Bruno, jovem preto que idealizou o projeto, tem garantido que a EACH seja palco de um expoente cultural da periferia a cada quinze dias. Por meio da Batalha, diversos artistas da periferia paulistana puderam ter seu trabalho reconhecido, ao mesmo tempo em que contribuíram para que a Universidade cumprisse seu papel de promotora de cultura.
Discriminação social velada porque o evento em questão é a “Batalha da USP”, encontro de poetas e artistas do “hip hop” que busca trazer a cultura periférica para dentro dos muros da universidade, que tanto precisa de iniciativas como essa para o aumento da diversidade no seu corpo discente.
Entendemos que o ataque sofrido por Bruno não é apenas individual, mas sim a esse projeto que permite o acesso de uma cultura ainda pouco representada na USP. A quem interessa que nossa Universidade não abra suas portas para a periferia e para a cultura preta? Cabe expulsar um aluno por promover cultura?
Desse modo, exigimos que as acusações individuais contra Bruno sejam retiradas e que a USP garanta o direito de seus estudantes de realizarem eventos culturais que tragam suas próprias vivências e realidades para nossos campi!
São Paulo, 04 de junho de 2023
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Abaixo-assinado criado em 5 de junho de 2023