Pela permanência da Casa de Capoeira no Centro Comunitário do Jardim Eliza, Valinhos-SP


Pela permanência da Casa de Capoeira no Centro Comunitário do Jardim Eliza, Valinhos-SP
O problema
Nós, cidadãos abaixo-assinados, recebemos a infeliz notícia de que a Prefeitura Municipal de Valinhos, por meio da Secretaria de Assistência Social, irá despejar a Casa de Capoeira do Centro Comunitário do Jardim Eliza, de forma equivocada e sem diálogo nenhum com a comunidade. É importante dizer que o referido centro comunitário estava depredado e abandonado pelo poder público há alguns anos. A capoeira e a comunidade (com a autorização da Secretaria de Cultura da gestão anterior) foi quem reformou e zelou por esse equipamento público, nos últimos 2 anos.
Antes da chegada da capoeira havia problemas sérios de infiltração, mofo generalizado e muita sujeira, o que tornava o local inabitável e a vizinhança frequentemente se queixava. Foram meses, tirando água parada, fezes, urina, ampolas usadas para o consumo de drogas, aranhas, baratas e ratos. Raspamos paredes, cortamos o mato, lixamos, pintamos, tiramos mais de 1.000 litros de sujeira do telhado e calhas. Enfim, tornamos o local habitável e saudável para receber a capoeira e os munícipes, como proposto por nós.
Conversando com as pessoas, descobrimos que o Centro Comunitário do Jardim Eliza é muito importante para a memória afetiva da comunidade. O local foi muito utilizado no passado e estamos trabalhando para que ele volte a ter um impacto positivo na vida das famílias. No último ano, recebemos diversos relatos positivos, mostrando que estamos no caminho certo. Tivemos o privilégio de receber uma visita ilustre, a dona Palmira, que com um sorriso no rosto, manifestou alegria ao perceber que o local estava sendo cuidado. Dona Palmirinha, como era carinhosamente chamada, foi uma das mais antigas matriarcas do bairro, faleceu recentemente, aos 88 anos. Ela (e sua família) é a responsável pela construção do centro comunitário do Jardim Eliza. Dona Palmirinha foi quem plantou o jatobá que está na entrada do prédio, árvore de fundamento, segundo os saberes africanos. Devemos compromisso e respeito a memória dessa senhora tão importante para a comunidade, a capoeira nos tem ensinado esse cuidado.
É importante salientarmos que a comunidade tem enxergado os centros comunitários como um benefício que a prefeitura oferece e retirar esse benefício de forma repentina, deixa a população (inclusive crianças) desamparadas das atividades que são oferecidas. Pois bem, dias antes de nós e de nossas crianças retornarem as aulas de capoeira, a Secretaria de Assistência Social afirma que irá despejar a capoeira, alegando que há irregularidades em todos os centros comunitários da cidade e que, portanto, precisam ser fechados. Esta decisão também irá afetar e paralisar os trabalhos sociais e gratuitos desenvolvidos pelas demais escolas e grupos de capoeira que ocupam outros centros comunitários de nossa cidade, sobretudo nas periferias. O despejo também irá afetar os projetos sociais que iriam ser iniciados na Casa de Capoeira do Jardim Eliza, nesse semestre, tais como: a circulação de 2 projetos aprovados pela Lei Aldir Blanc; a implantação da primeira horta comunitária na comunidade; a Passarinhada (projeto de observação de pássaros e conscientização sócio ambiental); entre outros.
Somos favoráveis a regularização, estamos dispostos a ajudar nesse processo, mas desde que os trabalhos com a capoeira não sejam interrompidos no Centro Comunitário. Sabemos que soluções inteligentes e justas são possíveis. E é isso que exigimos. Regularização sim! Despejo não!
Em virtude do importante serviço prestado a nossa cidade, em 2016, o munícipio instituiu a capoeira como Patrimônio Cultural de Valinhos. Entre outras coisas, esse merecido reconhecimento deve garantir que o notório saber dos mestres e mestras sejam respeitados, bem como os modos de viver e estar no mundo, a partir de fundamentos ancestrais oriundo a prática da capoeira.
Nesse sentido, os centros comunitários são fundamentais, pois viabilizam a convivência cotidiana com as comunidades onde os referidos grupos e escolas estão inseridos. Ao retirar a capoeira dos centros comunitários o município está ferindo um acordo legal que o próprio município instituiu, mediante o tombamento da Capoeira como Patrimônio Cultural de Valinhos. Pedimos que esse erro seja corrigido e que a Casa de Capoeira permaneça no Jardim Eliza. Solicitamos que a mesma atenção seja dada aos demais grupos e escolas de capoeira da cidade, as quais irão sofrer impactos profundamente negativos com os respectivos despejos.
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O problema
Nós, cidadãos abaixo-assinados, recebemos a infeliz notícia de que a Prefeitura Municipal de Valinhos, por meio da Secretaria de Assistência Social, irá despejar a Casa de Capoeira do Centro Comunitário do Jardim Eliza, de forma equivocada e sem diálogo nenhum com a comunidade. É importante dizer que o referido centro comunitário estava depredado e abandonado pelo poder público há alguns anos. A capoeira e a comunidade (com a autorização da Secretaria de Cultura da gestão anterior) foi quem reformou e zelou por esse equipamento público, nos últimos 2 anos.
Antes da chegada da capoeira havia problemas sérios de infiltração, mofo generalizado e muita sujeira, o que tornava o local inabitável e a vizinhança frequentemente se queixava. Foram meses, tirando água parada, fezes, urina, ampolas usadas para o consumo de drogas, aranhas, baratas e ratos. Raspamos paredes, cortamos o mato, lixamos, pintamos, tiramos mais de 1.000 litros de sujeira do telhado e calhas. Enfim, tornamos o local habitável e saudável para receber a capoeira e os munícipes, como proposto por nós.
Conversando com as pessoas, descobrimos que o Centro Comunitário do Jardim Eliza é muito importante para a memória afetiva da comunidade. O local foi muito utilizado no passado e estamos trabalhando para que ele volte a ter um impacto positivo na vida das famílias. No último ano, recebemos diversos relatos positivos, mostrando que estamos no caminho certo. Tivemos o privilégio de receber uma visita ilustre, a dona Palmira, que com um sorriso no rosto, manifestou alegria ao perceber que o local estava sendo cuidado. Dona Palmirinha, como era carinhosamente chamada, foi uma das mais antigas matriarcas do bairro, faleceu recentemente, aos 88 anos. Ela (e sua família) é a responsável pela construção do centro comunitário do Jardim Eliza. Dona Palmirinha foi quem plantou o jatobá que está na entrada do prédio, árvore de fundamento, segundo os saberes africanos. Devemos compromisso e respeito a memória dessa senhora tão importante para a comunidade, a capoeira nos tem ensinado esse cuidado.
É importante salientarmos que a comunidade tem enxergado os centros comunitários como um benefício que a prefeitura oferece e retirar esse benefício de forma repentina, deixa a população (inclusive crianças) desamparadas das atividades que são oferecidas. Pois bem, dias antes de nós e de nossas crianças retornarem as aulas de capoeira, a Secretaria de Assistência Social afirma que irá despejar a capoeira, alegando que há irregularidades em todos os centros comunitários da cidade e que, portanto, precisam ser fechados. Esta decisão também irá afetar e paralisar os trabalhos sociais e gratuitos desenvolvidos pelas demais escolas e grupos de capoeira que ocupam outros centros comunitários de nossa cidade, sobretudo nas periferias. O despejo também irá afetar os projetos sociais que iriam ser iniciados na Casa de Capoeira do Jardim Eliza, nesse semestre, tais como: a circulação de 2 projetos aprovados pela Lei Aldir Blanc; a implantação da primeira horta comunitária na comunidade; a Passarinhada (projeto de observação de pássaros e conscientização sócio ambiental); entre outros.
Somos favoráveis a regularização, estamos dispostos a ajudar nesse processo, mas desde que os trabalhos com a capoeira não sejam interrompidos no Centro Comunitário. Sabemos que soluções inteligentes e justas são possíveis. E é isso que exigimos. Regularização sim! Despejo não!
Em virtude do importante serviço prestado a nossa cidade, em 2016, o munícipio instituiu a capoeira como Patrimônio Cultural de Valinhos. Entre outras coisas, esse merecido reconhecimento deve garantir que o notório saber dos mestres e mestras sejam respeitados, bem como os modos de viver e estar no mundo, a partir de fundamentos ancestrais oriundo a prática da capoeira.
Nesse sentido, os centros comunitários são fundamentais, pois viabilizam a convivência cotidiana com as comunidades onde os referidos grupos e escolas estão inseridos. Ao retirar a capoeira dos centros comunitários o município está ferindo um acordo legal que o próprio município instituiu, mediante o tombamento da Capoeira como Patrimônio Cultural de Valinhos. Pedimos que esse erro seja corrigido e que a Casa de Capoeira permaneça no Jardim Eliza. Solicitamos que a mesma atenção seja dada aos demais grupos e escolas de capoeira da cidade, as quais irão sofrer impactos profundamente negativos com os respectivos despejos.
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Abaixo-assinado criado em 27 de fevereiro de 2025