Queremos voos de PONTE AÉREA no Aeroporto da Pampulha! #LiberaçãoPraPonteAéreaJÁ

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Por meio deste abaixo assinado, pedimos a liberação do Aeroporto da Pampulha para os voos das grandes companhias nacionais: Latam, Gol, Avianca e Azul.

 

Temos a vantagem de morar em uma cidade que fica a menos de uma hora de voo das três principais capitais do país - São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – porém viajar hoje para estas capitais é difícil, demorado e caro para quem parte de Belo Horizonte.

Contradições:


– Gastamos mais tempo no trajeto até o aeroporto de Confins que dentro do avião;


– Já pagamos mais caro pela corrida de táxi até Confins que pela passagem aérea;


– O aeroporto da Pampulha, mais próximo e acessível, está ocioso com ocupação menor que 14% da capacidade, em 2016;


– Embora Pampulha seja um aeroporto público, hoje só a elite tem acesso a ele em jatinhos particulares, voos fretados e táxi-aéreo;


– Enquanto passageiros clamam pelo uso da Pampulha, o aeroporto segue vazio, gerando prejuízos milionários, jogando fora o dinheiro do contribuinte.

Queremos que o Aeroporto da Pampulha, como equipamento público, esteja efetivamente à disposição dos usuários visitantes e moradores de Belo Horizonte e Região Metropolitana para voos que sejam relevantes para nossa cidade.

Viagens rápidas com destino a aeroportos como Congonhas, Santos Dumont e Brasília são essenciais para a grande parte de nós, usuários, e devem ser priorizadas no Aeroporto da Pampulha.


A operação das principais companhias aéreas do Brasil – LATAM, GOL, AZUL e AVIANCA – também deve ser facilitada na Pampulha para não haver monopólio de uma só empresa no terminal, garantindo a concorrência em benefício dos usuários.

Deixamos claro que não somos contra as operações no Aeroporto de Confins, no entanto, pelo fato de este ser o aeroporto mais distante dentre todas as capitais, ele não pode ser o único a atender nossa cidade.

Precisamos ter a Pampulha como alternativa para economia de tempo e dinheiro, sobretudo nas viagens rotineiras e de curta duração Por favor, devolvam o Aeroporto da Pampulha à população de Belo Horizonte.

 Movimento Liberação pra ponte aérea JÁ

Site: www.aeroportodapampulha.org

Facebook: facebook.com/aeroportodapampulha

  REPORTAGENS:

G1: Tempo e custo de traslado são problemas para usuários de Confins (RECORTE)

Estado de Minas: Táxi para Confins é o mais caro e demorado do país (RECORTE)

Folha de S.Paulo: BH desvia voos interestaduais para Confins a 42 km do centro da capital mineira  (RECORTE)

Mercado Comum: Aeroporto da Pampulha: um potencial desperdiçado (RECORTE) (revista)

 JUSTIFICATIVAS:

1. O Aeroporto da Pampulha hoje está às moscas; Ocioso, operando com apenas 1/7 de sua capacidade. De acordo com dados estatísticos da Infraero, no auge dos voos regionais na Pampulha, o maior movimento no terminal foi em 2013, quando de 989 mil passageiros usaram o aeroporto. Quer dizer, a aviação regional nunca alcançou sequer a metade do limite do aeroporto, cuja capacidade é de 2,2 milhões de passageiros por ano. Em 2015, o movimento no Aeroporto da Pampulha caiu para 712 mil passageiros. Situação pior em 2016, quando o terminal fechou o ano com aproximadamente 300 mil passageiros, ou seja, menos de 14% de ocupação.

2. Sem voos e sem passageiros, o aeroporto gera prejuízos milionários aos cofres públicos todos os meses. Os Relatórios de Desempenho Operacional de Aeroportos da ANAC mostram que a Pampulha fecha todos os anos com a conta negativa em milhões de reais, sendo que há espaço para o terminal ser mais bem aproveitado. Esse prejuízo e desperdício do dinheiro público crescem a cada ano: Em 2016 o rombo gerado pela ociosidade no aeroporto foi de cerca de R$ 30 milhões.

3. Entende-se que as limitações operacionais vigentes hoje no aeroporto são puramente políticas e NÃO técnicas. É sabido que as características da pista do Aeroporto da Pampulha são melhores que a de muitos aeroportos do Brasil. A pista do Aeroporto da Pampulha, com comprimento útil de 2.364 metros para pousos e decolagens, é maior que a de Congonhas (1.940 metros, a maior), Santos Dumont (1.323 metros, a maior), Porto Alegre (2.280 metros), Curitiba (2.218 metros, a maior) e  Vitória (1.750 metros) , por exemplo, que movimentam muitos milhões de passageiros anualmente em aviões a jato do tipo AIRBUS A320, BOEING 737-800, e EMBRAER E195. Lembrando que ainda pousam com frequência na Pampulha o Airbus A319 da Presidência da República e o Embraer 190 da Mineradora Vale; Até mesmo a Seleção Brasileira de Futebol aterrissou no aeroporto em um Boeing 737-800, em 2014. Mais recentemente a companhia AZUL inclusive passou a fazer manutenções de seus jatos Embraer na Pampulha. Se de fato o aeroporto fosse tecnicamente impossibilitado de receber essas aeronaves, esses voos simplesmente não estariam acontecendo.

 

4. Embora seja um aeroporto público, hoje basicamente só as pessoas da elite têm acesso ao uso do aeroporto, por poderem pagar por serviços de táxi-aéreo, fretamentos e jatinhos particulares. Os anuários do Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea do DECEA mostram que desde 2012, anualmente, mais 70% das operações no aeroporto da Pampulha foram da aviação geral, composta táxi-aéreo, fretamentos e jatinhos particulares. Números de 2016 divulgados pela Infraero dão conta de que 68% de todos os passageiros que passaram pela Pampulha estavam em voos particulares (aviação não regular); e ainda 94% de todas as operações de pouso e decolagem no aeroporto foram para atender a estes serviços particulares. Enquanto isso,  os usuários comuns da aviação comercial sofrem com a ausência de uma opção de aeroporto mais acessível.


5. Dentre todas as capitais brasileiras, Belo Horizonte é a que fica mais distante do aeroporto: são 40 quilômetros do centro de BH até o Aeroporto Internacional de Confins. A título de comparação, Guarulhos fica a 28km do centro de São Paulo e a cidade ainda conta com Congonhas à 11km do centro; Galeão fica a 18km do centro do Rio de Janeiro, mas a cidade conta também com Santos Dumont à apenas 1km do centro; O aeroporto de Salvador está a 26km do centro; O aeroporto de Natal (S. Gonçalo do Amarante) está a 26km do centro; O aeroporto de Curitiba fica a 17km do centro; O Aeroporto de Manaus à 15km do centro; e o aeroporto de Brasília à 13km do centro.


6. Belo Horizonte também tem a corrida de táxi mais cara até o aeroporto dentre todas as capitais do país: Gasta-se R$ 122,00 para ir do centro da cidade até o Aeroporto Internacional de Confins. Para contextualizar, em São Paulo gasta-se R$ 83,00 até Guarulhos ou R$ 35,00 até Congonhas; No Rio de Janeiro gasta-se R$ 49,00 até o Galeão ou R$ 11,00 até o Santos Dumont; Em Salvador se gasta R$ 68,00 até o aeroporto; Em Natal R$ 73,00; Em Curitiba R$ 54,00; Em Brasília R$ 48,00; Em Manaus R$ 43,00; E em Porto Alegre, R$ 28,00. Os valores foram extraídos de simulações feitas em bandeira 1 no site Tarifadetaxi.com, no dia 25 de outubro de 2016, pela média entre ida e volta do aeroporto. Nem mesmo os serviços do UBER aliviam o custo no acesso a Confins: Paga-se a partir de R$ 95,00 para se chegar a Confins a partir do centro, enquanto em São Paulo, paga-se apenas R$ 48,00 para Guarulhos; No Rio de Janeiro, R$ 39,00 para o Galeão; em Brasília, também R$ 39,00 até o aeroporto. Os valores foram extraídos da estimativa de preço do aplicativo UBER, em novembro de 2016.


7. A grande distância somada ao alto custo com transporte até o Aeroporto de Confins implicam em perda de competitividade para Belo Horizonte. É o que sugere o Índice de Competitividade do Turismo Nacional 2014, elaborado pelo Ministério do Turismo em parceria com SEBRAE e FGV, que coloca BH em terceiro lugar na classificação geral, sendo que quesito 'Acesso' a capital cai para nona colocação, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Recife, Curitiba e Florianópolis, respectivamente. Isso mostra que Belo Horizonte pode estar perdendo competitividade no setor de Turismo de Negócios, onde a rede hoteleira, o comércio e a própria população ficam no prejuízo com o desaquecimento do setor.

8. Pelo mundo, aeroportos em áreas urbanas são muito comuns. Mesmo as cidades que construíram aeroportos maiores e mais distantes não abriram mão de seus aeroportos antigos e mais próximos. Aeroportos como Aeroparque, em Buenos Aires; London City, em Londres; Midway, em Chicago; La Guardia, em Nova York; Love Field, em Dallas; Ciampino, em Roma; Hartsfield Intl., em Atlanta; Dubai Intl., em Dubai; Juarez Intl., na cidade do México; Tóquio Intl, em Tóquio; K. Smith Intl. em Sydney; e Miami Intl. em Miami são bons exemplos de aeroportos que ficam inteiramente dentro das cidades. Detalhe que os últimos aeroportos internacionais citados estão entre os mais movimentados do mundo, e operam sem maiores problemas em áreas urbanas. Neste sentido, é possível concluir que BH não segue as melhores práticas adotadas pelas principais metrópoles internacionais.



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