Pedido de ligação à rede de água na Aldeia de Chaminé, Algoz


Pedido de ligação à rede de água na Aldeia de Chaminé, Algoz
O problema
Exmª Srª Presidente da CM Silves
O acesso à água potável é um direito do cidadão e deve ser, em qualquer situação, uma grande preocupação de todos.
Os cidadãos residentes na Aldeia de Chaminé, fazem uso do presente para requerer a vossa Senhoria que proceda à extensão da rede de água à nossa aldeia.
Tendo em conta que:
- Nos últimos anos, esta aldeia teve um acréscimo de residentes
- Atualmente, há um grande número de moradores sem acesso direto a água de furo próprio, estando dependentes dos serviços dos bombeiros ou de terceiros, que nem sempre estão disponíveis para abastecer cisternas
- O acesso a água através dos bombeiros tem um custo muito elevado e quando há falta de camiões, não é possível
- Em certos casos, os acessos aos veículos de abastecimento não são fáceis
- Nos casos em que os moradores optam pelo abastecimento através dos furos dos vizinhos, estão dependentes da boa vontade dos mesmos
- Existem casos em que os moradores não têm acesso a cisterna própria e portanto, têm de ter ligação direta à cisterna dos vizinhos, mais uma vez, dependente da boa vontade
Estas não são soluções que se possam considerar adequadas a longo prazo.
Aqueles que utilizam água de furo preocupam-se em relação à qualidade da água, levando em conta que estamos rodeados de campos agrícolas, onde são utilizados pesticidas, que provavelmente acabam por contaminar a água na região.
Também há a preocupação da possibilidade dos furos secarem - pois já se nota que a água que está a ser retirada destes furos sai cada vez menos. Tal é a preocupação que já temos vizinhos a recusar o fornecimento aos que não têm furo - com medo que o furo seque.
Como a rede de água já se encontra instalada a muito pouca distância da nossa aldeia (aprox. 2kms), consideramos que este pedido não só é razoável, como é possível de concretizar com pouca dificuldade.
Formalizámos o nosso pedido em agosto de 2022 e recebemos a seguinte comunicação da parte da CMS:
"Encontra-se em avaliação a possibilidade de extensão da rede de abastecimento na sua zona de residência, a qual terá que contemplar
um conjunto abrangente de agregados habitacionais, dado que qualquer intervenção na rede envolve um conjunto de investimentos elevados, nomeadamente com o reforço da capacidade dos reservatórios, substituição de condutas, garantia de pressões nas mesmas, entre outros. Nesta fase, não nos é possível responder de forma favorável ao seu pedido no curto ou médio prazo."
Isto quer dizer que não há verba para tal e que não vai ser possível dentro de um futuro próximo. Quando questionados no início de 2024, quanto tempo a CMS considera 'curto ou médio prazo', foi nos dito 2 a 3 anos! Desculpem mas, isto é inaceitável! Dizem que não há verba para este direito humano básico mas, para construir um polidesportivo em Tunes, já houve; para projetos futuros desportivos no Algoz já há; para requalificação da Ponte Romana em Silves também há. Estes são apenas alguns dos exemplos de projetos que têm prioridade, pois trazem turismo e dinheiro para o concelho. Nós, moradores do concelho somos menos importantes e vamos ficando esquecidos...
Assim, nós, abaixo assinados, solicitamos respeitosamente que a CMS, como autoridade responsável, reconsidere a sua posição urgentemente e que proceda à ligação das casas na Aldeia de Chaminé, Algoz à sua rede pública de água.
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O problema
Exmª Srª Presidente da CM Silves
O acesso à água potável é um direito do cidadão e deve ser, em qualquer situação, uma grande preocupação de todos.
Os cidadãos residentes na Aldeia de Chaminé, fazem uso do presente para requerer a vossa Senhoria que proceda à extensão da rede de água à nossa aldeia.
Tendo em conta que:
- Nos últimos anos, esta aldeia teve um acréscimo de residentes
- Atualmente, há um grande número de moradores sem acesso direto a água de furo próprio, estando dependentes dos serviços dos bombeiros ou de terceiros, que nem sempre estão disponíveis para abastecer cisternas
- O acesso a água através dos bombeiros tem um custo muito elevado e quando há falta de camiões, não é possível
- Em certos casos, os acessos aos veículos de abastecimento não são fáceis
- Nos casos em que os moradores optam pelo abastecimento através dos furos dos vizinhos, estão dependentes da boa vontade dos mesmos
- Existem casos em que os moradores não têm acesso a cisterna própria e portanto, têm de ter ligação direta à cisterna dos vizinhos, mais uma vez, dependente da boa vontade
Estas não são soluções que se possam considerar adequadas a longo prazo.
Aqueles que utilizam água de furo preocupam-se em relação à qualidade da água, levando em conta que estamos rodeados de campos agrícolas, onde são utilizados pesticidas, que provavelmente acabam por contaminar a água na região.
Também há a preocupação da possibilidade dos furos secarem - pois já se nota que a água que está a ser retirada destes furos sai cada vez menos. Tal é a preocupação que já temos vizinhos a recusar o fornecimento aos que não têm furo - com medo que o furo seque.
Como a rede de água já se encontra instalada a muito pouca distância da nossa aldeia (aprox. 2kms), consideramos que este pedido não só é razoável, como é possível de concretizar com pouca dificuldade.
Formalizámos o nosso pedido em agosto de 2022 e recebemos a seguinte comunicação da parte da CMS:
"Encontra-se em avaliação a possibilidade de extensão da rede de abastecimento na sua zona de residência, a qual terá que contemplar
um conjunto abrangente de agregados habitacionais, dado que qualquer intervenção na rede envolve um conjunto de investimentos elevados, nomeadamente com o reforço da capacidade dos reservatórios, substituição de condutas, garantia de pressões nas mesmas, entre outros. Nesta fase, não nos é possível responder de forma favorável ao seu pedido no curto ou médio prazo."
Isto quer dizer que não há verba para tal e que não vai ser possível dentro de um futuro próximo. Quando questionados no início de 2024, quanto tempo a CMS considera 'curto ou médio prazo', foi nos dito 2 a 3 anos! Desculpem mas, isto é inaceitável! Dizem que não há verba para este direito humano básico mas, para construir um polidesportivo em Tunes, já houve; para projetos futuros desportivos no Algoz já há; para requalificação da Ponte Romana em Silves também há. Estes são apenas alguns dos exemplos de projetos que têm prioridade, pois trazem turismo e dinheiro para o concelho. Nós, moradores do concelho somos menos importantes e vamos ficando esquecidos...
Assim, nós, abaixo assinados, solicitamos respeitosamente que a CMS, como autoridade responsável, reconsidere a sua posição urgentemente e que proceda à ligação das casas na Aldeia de Chaminé, Algoz à sua rede pública de água.
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Abaixo-assinado criado em 31 de julho de 2024