

Pare a instalação dos datacenters no Rio Grande do Sul
O problema
A expansão descontrolada de datacenters em áreas urbanas traz consigo uma série de desafios e impactos socioambientais que precisam ser cuidadosamente avaliados. No nosso estado, Rio Grande do Sul, a proposta de instalação dos datacenters Tecto no bairro Sarandi de Porto Alegre e Scala em Eldorado do Sul levanta grandes preocupações. Reconhecemos a importância da infraestrutura digital para o crescimento econômico e tecnológico, mas não às custas de um impacto ambiental devastador e do bem-estar das nossas comunidades.
Os datacenters, por sua natureza, são intensivos consumidores de recursos naturais. Estimativas mostram que grandes instalações de datacenters podem consumir até milhões de litros de água por dia para resfriamento, afetando diretamente o suprimento de água já limitado na região. Além disso, consomem uma quantidade massiva de energia elétrica, pressionando a rede já sobrecarregada, e geram um volume significativo de poluição sonora, que perturba seriamente a qualidade de vida dos moradores locais.
O impacto ambiental não para por aí: cada datacenter contribui significativamente para a pegada de carbono global, com determinados estudos revelando que essas operações poderiam representar até 2% das emissões de carbono mundialmente até 2030. Considerando o atual cenário de emergência climática, esses números são alarmantes. Além disso, devido ao rápido ciclo de obsolescência, o lixo eletrônico gerado é imenso e muitas vezes não é descartado corretamente, contaminando solo e água.
Ainda mais preocupante é a baixa geração de empregos em comparação com o custo socioambiental: enquanto se prometem algumas vagas diretas, a especulação imobiliária pode rapidamente inflacionar os preços locais, deslocando famílias e pequenos negócios tradicionais que não conseguirão competir com o aumento do custo de vida.
Solicitamos que sejam realizadas audiências públicas amplamente divulgadas, onde especialistas ambientais independentes possam discutir e avaliar alternativas mais sustentáveis e adequadas para alocar tamanhos empreendimentos dessa natureza. É crucial considerar locais que sejam menos densamente povoados ou já preparados para suportar tal infraestrutura sem o impacto negativo direto nas comunidades locais.
A sua assinatura é vital para demonstrar que não estamos sozinhos nessa luta e que buscamos alternativas que não comprometam o futuro do nosso meio ambiente e das nossas cidades. Assine para mostrar que apoiamos um desenvolvimento realmente sustentável, que respeite as pessoas e o planeta.

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O problema
A expansão descontrolada de datacenters em áreas urbanas traz consigo uma série de desafios e impactos socioambientais que precisam ser cuidadosamente avaliados. No nosso estado, Rio Grande do Sul, a proposta de instalação dos datacenters Tecto no bairro Sarandi de Porto Alegre e Scala em Eldorado do Sul levanta grandes preocupações. Reconhecemos a importância da infraestrutura digital para o crescimento econômico e tecnológico, mas não às custas de um impacto ambiental devastador e do bem-estar das nossas comunidades.
Os datacenters, por sua natureza, são intensivos consumidores de recursos naturais. Estimativas mostram que grandes instalações de datacenters podem consumir até milhões de litros de água por dia para resfriamento, afetando diretamente o suprimento de água já limitado na região. Além disso, consomem uma quantidade massiva de energia elétrica, pressionando a rede já sobrecarregada, e geram um volume significativo de poluição sonora, que perturba seriamente a qualidade de vida dos moradores locais.
O impacto ambiental não para por aí: cada datacenter contribui significativamente para a pegada de carbono global, com determinados estudos revelando que essas operações poderiam representar até 2% das emissões de carbono mundialmente até 2030. Considerando o atual cenário de emergência climática, esses números são alarmantes. Além disso, devido ao rápido ciclo de obsolescência, o lixo eletrônico gerado é imenso e muitas vezes não é descartado corretamente, contaminando solo e água.
Ainda mais preocupante é a baixa geração de empregos em comparação com o custo socioambiental: enquanto se prometem algumas vagas diretas, a especulação imobiliária pode rapidamente inflacionar os preços locais, deslocando famílias e pequenos negócios tradicionais que não conseguirão competir com o aumento do custo de vida.
Solicitamos que sejam realizadas audiências públicas amplamente divulgadas, onde especialistas ambientais independentes possam discutir e avaliar alternativas mais sustentáveis e adequadas para alocar tamanhos empreendimentos dessa natureza. É crucial considerar locais que sejam menos densamente povoados ou já preparados para suportar tal infraestrutura sem o impacto negativo direto nas comunidades locais.
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Abaixo-assinado criado em 31 de julho de 2026