Por mais representatividade transmasculina na parada LGBTQIA+ de São Paulo!

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Instituto Brasileiro de Transmasculinidades criou este abaixo-assinado para pressionar APOLGBT (Organizadores da Parada)

DOIS MINUTOS: esse foi o tempo de participação das transmasculinidades na maior parada LGBTQIAP+ do mundo. As transmasculinidades tem vivido uma ausência de localização social diariamente. Vivemos esse “não-ser”, esse “não-lugar” e esse “não-pertencimento”, bem como a ausência de terminologias que abarquem as existências e de políticas públicas que reconheçam as transmasculinidades.

Sobre a 25ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo Perguntamos: quantas pessoas transmasculinas foram vistas protagonizando espaços em paradas do orgulho LGBTQIAP+?

Em pleno ano de 2021, a 25ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, considerada a maior parada LGBTQIAP+ do mundo, em um evento online transmitido para todo o Brasil com quase dez horas de duração, teve uma quantidade ínfima de representações transmasculinas, representações essas que não ultrapassaram dois minutos durante toda a programação.

Existem plurais artistas transmasculines/os espalhades/os por todo o Brasil:  atores, performers, cantores, artistas plásticos, DJs, musicistas, poetas; além de outra infinidade de transmasculinidades atuantes das produções audiovisuais: produtores, editores, operadores de câmera, designers, compositores, operadores de som e luz, roteiristas e mais. Todes/os buscando espaço para levar o seu trabalho e projetar suas inquietações pela arte, protagonizando suas narrativas.

Quantas oportunidades a Parada poderia ter gerado para esses transmasculines/os? Além de Militantes/Ativistas que todos os dias tem representado seus estados.

Infelizmente, o que percebemos é que as organizações de grande parte das Paradas do Brasil não se preocupam, ou de alguma maneira não se atentam em pensar na participação de pessoas transmasculinas, seja como artistas e trabalhadores ou como pessoas políticas com direito a fala.

Sabe-se que em todos esses eventos, a proporção de homens gays cisgêneros é radicalmente superior. E não é de se estranhar que haja processos de apagamento dentro da esfera LGBTQIAP+. Por muito tempo houve a invisibilização de lésbicas, bissexuais, e até recentemente travestis e mulheres trans também não eram contempladas nesses espaços.

Apesar da edição de 2021 da Parada ter contado com a participação de mais mulheres trans e travestis, outras vozes ainda seguem silenciadas: transmasculines/os são colocades/os num lugar à margem de debates políticos e referenciais artísticos no país, muito pelo processo constante de apagamento dessas corporalidades. É inegável a necessidade de discutir as políticas de inclusão de outras representações LGBTQIAP+ dentro de eventos de grande porte, para que possamos alcançar visibilidade dentro da própria comunidade.

Nesse sentido, convidamos a todes/as/os a assinarem essa petição pedindo aos organizadores da parada a retratação a todas as pessoas transmasculinas!
BASTA DE SILENCIAMENTOS E INVISIBILIDADES!

- CATS (Coletivo de Artistas Transmasculines) e IBRAT (Instituto Brasileiro de Transmasculinidades)  

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