O Rio Tapajós não está à venda

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O problema

O Meio Sustentável se posiciona contra as propostas de concessão da Hidrovia Tapajós–Teles Pires, conduzidas pelo governo federal por meio de órgãos ligados ao Ministério dos Transportes e aos programas de infraestrutura logística. Essas propostas, que ganharam força nos últimos anos, fazem parte de um planejamento nacional voltado à ampliação de rotas para o escoamento de grãos do Centro-Oeste, especialmente soja e milho, utilizando o chamado Arco Norte como alternativa logística mais barata para exportação.

Com a pavimentação da BR-163 e o avanço do agronegócio na região, o Rio Tapajós passou a ser tratado como um corredor estratégico de transporte. Embora o discurso oficial não utilize o termo “privatização”, a concessão da operação e da exploração econômica da hidrovia à iniciativa privada representa, na prática, a transformação de um rio vivo em infraestrutura logística, priorizando interesses econômicos em detrimento dos territórios, das pessoas e do meio ambiente.

A implementação desse modelo implica intervenções diretas no rio, como dragagens, aumento intenso do tráfego de grandes embarcações e alterações no seu curso natural, gerando impactos socioambientais profundos e, muitas vezes, irreversíveis. Povos indígenas, comunidades ribeirinhas e a biodiversidade da Amazônia são diretamente afetados por decisões que vêm sendo discutidas sem a devida transparência e sem garantir a consulta livre, prévia e informada, conforme previsto pela Convenção 169 da OIT.

Para o Meio Sustentável, essa pauta tem um significado profundo porque questiona um modelo de desenvolvimento que transforma bens comuns em ativos econômicos e ignora o valor social, cultural e ambiental dos territórios. Água não é mercadoria, rios não são corredores de exportação e sustentabilidade não pode existir sem justiça social e participação popular.

Defender o Rio Tapajós é defender o direito coletivo à água, a proteção da Amazônia e o futuro das comunidades que dependem diretamente desse rio para viver. Por isso, exigimos que qualquer iniciativa de concessão ou exploração da Hidrovia do Tapajós seja suspensa até que haja diálogo real com a sociedade, respeito aos territórios e garantia de que o desenvolvimento não aconteça às custas da vida.

 

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Bruna GuerraCriador do abaixo-assinado

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Com a pavimentação da BR-163 e o avanço do agronegócio na região, o Rio Tapajós passou a ser tratado como um corredor estratégico de transporte. Embora o discurso oficial não utilize o termo “privatização”, a concessão da operação e da exploração econômica da hidrovia à iniciativa privada representa, na prática, a transformação de um rio vivo em infraestrutura logística, priorizando interesses econômicos em detrimento dos territórios, das pessoas e do meio ambiente.

A implementação desse modelo implica intervenções diretas no rio, como dragagens, aumento intenso do tráfego de grandes embarcações e alterações no seu curso natural, gerando impactos socioambientais profundos e, muitas vezes, irreversíveis. Povos indígenas, comunidades ribeirinhas e a biodiversidade da Amazônia são diretamente afetados por decisões que vêm sendo discutidas sem a devida transparência e sem garantir a consulta livre, prévia e informada, conforme previsto pela Convenção 169 da OIT.

Para o Meio Sustentável, essa pauta tem um significado profundo porque questiona um modelo de desenvolvimento que transforma bens comuns em ativos econômicos e ignora o valor social, cultural e ambiental dos territórios. Água não é mercadoria, rios não são corredores de exportação e sustentabilidade não pode existir sem justiça social e participação popular.

Defender o Rio Tapajós é defender o direito coletivo à água, a proteção da Amazônia e o futuro das comunidades que dependem diretamente desse rio para viver. Por isso, exigimos que qualquer iniciativa de concessão ou exploração da Hidrovia do Tapajós seja suspensa até que haja diálogo real com a sociedade, respeito aos territórios e garantia de que o desenvolvimento não aconteça às custas da vida.

 

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Abaixo-assinado criado em 5 de fevereiro de 2026