

NOVAS ELEIÇÕES NA MANGUEIRA JÁ! PARA DEVOLVER A ESCOLA DE SAMBA DO POVO AO POVO.
O problema
A Estação Primeira de Mangueira precisa de sua ajuda é preciso salvar a mais popular e tradicional escola de samba do país. A Mangueira é um símbolo da nossa cultura desde a sua fundação contribui de maneira inquestionável a constituição da identidade do povo brasileiro.
A Estação Primeira de Mangueira não pertence a uma gestão, a uma família ou a um grupo. Pertence à sua comunidade, aos seus fundadores, aos seus componentes e ao povo que a construiu. É a escola do povo — e é hora de devolvê-la ao povo.
Um projeto federal de R$ 1,14 milhão, aprovado pelo Ministério da Cultura, deveria registrar a história de 2.500 mulheres da Mangueira, empregar meninas da própria comunidade e alunas da UERJ e devolver à Nação Mangueirense a sua própria memória. Os documentos oficiais — obtidos no Transferegov, no SALIC e na Receita Federal e reunidos pelo Coletivo Transparência Mangueira — mostram que esse projeto de memória foi executado por meio de contratos que, em tese, jamais deveriam ter existido.
O que os documentos revelam:
- Concorrência de mentira. Nas cotações, "empresas concorrentes" funcionavam no mesmo endereço, com o mesmo telefone e e-mails cruzados. Uma delas estava com o CNPJ baixado; outra sequer tinha registro para transportar passageiros.
- Empresa que já não existia "concorrendo". Uma das propostas veio de uma empresa extinta havia cerca de três anos, sem qualquer capacidade jurídica para contratar — incluída, ao que tudo indica, apenas para simular a exigência de três orçamentos.
- Imposto retido: R$ 0,00. Contrato após contrato, a retenção de tributos aparece zerada.
- Contratos com o objeto adulterado. Um mesmo contrato chega a declarar dois valores diferentes na mesma cláusula, e um contrato de transporte traz previsões alheias ao objeto, típicas de produção audiovisual.
- E há uma segunda frente: um outro termo de fomento, de R$ 1,5 milhão, aparece com execução e gerenciamento indicados num endereço em Niterói — longe do nosso Morro —, e sua regularidade é objeto de pedido formal de esclarecimento ao Ministério da Cultura, inclusive quanto à ausência da homologação do Conselho Deliberativo e Fiscal que o próprio Estatuto da escola exige para despesas dessa monta.
Só nesses dois instrumentos, são R$ 2,64 milhões de dinheiro público federal, cuja aplicação a comunidade tem o direito de compreender e fiscalizar. Enquanto isso, quem faz a Mangueira acontecer — ritmistas, componentes, trabalhadores da cultura — carrega o peso da escola sem a devida contrapartida.
Diante disso, a saída não é o silêncio nem a intimidação. É devolver a palavra aos associados. Por isso, nós — associados, moradores, sambistas, pesquisadores e amigos da Verde e Rosa — dirigimo-nos ao Conselho Deliberativo e Fiscal da Estação Primeira de Mangueira para exigir a convocação de novas eleições gerais, com:
Comissão Eleitoral Independente;
Ampla Publicidade do Edital e das Regras;
Lista de Sócios Aptos Aberta e Conferível, com Prazo Real para Impugnações;
Acesso Isonômico às Informações e Fiscalização Efetiva por Todas as Chapas;
respeito integral ao Estatuto Social.
Convocar novas eleições não enfraquece a Mangueira. Ao contrário: é o que a protege. É o caminho para que a escola volte a caminhar de cabeça erguida, fiel à sua história, ao seu pavilhão e ao povo que a construiu.
A Mangueira é do povo. Assine e compartilhe. Salve a Mangueira.
Coletivo Transparência Mangueira — transparenciamangueira@gmail.com · Instagram: @transparenciamangueira · Biblioteca de documentos no Scribd.

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O problema
A Estação Primeira de Mangueira precisa de sua ajuda é preciso salvar a mais popular e tradicional escola de samba do país. A Mangueira é um símbolo da nossa cultura desde a sua fundação contribui de maneira inquestionável a constituição da identidade do povo brasileiro.
A Estação Primeira de Mangueira não pertence a uma gestão, a uma família ou a um grupo. Pertence à sua comunidade, aos seus fundadores, aos seus componentes e ao povo que a construiu. É a escola do povo — e é hora de devolvê-la ao povo.
Um projeto federal de R$ 1,14 milhão, aprovado pelo Ministério da Cultura, deveria registrar a história de 2.500 mulheres da Mangueira, empregar meninas da própria comunidade e alunas da UERJ e devolver à Nação Mangueirense a sua própria memória. Os documentos oficiais — obtidos no Transferegov, no SALIC e na Receita Federal e reunidos pelo Coletivo Transparência Mangueira — mostram que esse projeto de memória foi executado por meio de contratos que, em tese, jamais deveriam ter existido.
O que os documentos revelam:
- Concorrência de mentira. Nas cotações, "empresas concorrentes" funcionavam no mesmo endereço, com o mesmo telefone e e-mails cruzados. Uma delas estava com o CNPJ baixado; outra sequer tinha registro para transportar passageiros.
- Empresa que já não existia "concorrendo". Uma das propostas veio de uma empresa extinta havia cerca de três anos, sem qualquer capacidade jurídica para contratar — incluída, ao que tudo indica, apenas para simular a exigência de três orçamentos.
- Imposto retido: R$ 0,00. Contrato após contrato, a retenção de tributos aparece zerada.
- Contratos com o objeto adulterado. Um mesmo contrato chega a declarar dois valores diferentes na mesma cláusula, e um contrato de transporte traz previsões alheias ao objeto, típicas de produção audiovisual.
- E há uma segunda frente: um outro termo de fomento, de R$ 1,5 milhão, aparece com execução e gerenciamento indicados num endereço em Niterói — longe do nosso Morro —, e sua regularidade é objeto de pedido formal de esclarecimento ao Ministério da Cultura, inclusive quanto à ausência da homologação do Conselho Deliberativo e Fiscal que o próprio Estatuto da escola exige para despesas dessa monta.
Só nesses dois instrumentos, são R$ 2,64 milhões de dinheiro público federal, cuja aplicação a comunidade tem o direito de compreender e fiscalizar. Enquanto isso, quem faz a Mangueira acontecer — ritmistas, componentes, trabalhadores da cultura — carrega o peso da escola sem a devida contrapartida.
Diante disso, a saída não é o silêncio nem a intimidação. É devolver a palavra aos associados. Por isso, nós — associados, moradores, sambistas, pesquisadores e amigos da Verde e Rosa — dirigimo-nos ao Conselho Deliberativo e Fiscal da Estação Primeira de Mangueira para exigir a convocação de novas eleições gerais, com:
Comissão Eleitoral Independente;
Ampla Publicidade do Edital e das Regras;
Lista de Sócios Aptos Aberta e Conferível, com Prazo Real para Impugnações;
Acesso Isonômico às Informações e Fiscalização Efetiva por Todas as Chapas;
respeito integral ao Estatuto Social.
Convocar novas eleições não enfraquece a Mangueira. Ao contrário: é o que a protege. É o caminho para que a escola volte a caminhar de cabeça erguida, fiel à sua história, ao seu pavilhão e ao povo que a construiu.
A Mangueira é do povo. Assine e compartilhe. Salve a Mangueira.
Coletivo Transparência Mangueira — transparenciamangueira@gmail.com · Instagram: @transparenciamangueira · Biblioteca de documentos no Scribd.

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Abaixo-assinado criado em 22 de dezembro de 2025