Queremos uma resposta do sistema judiciário do RN: quem matou Gabriel?

O problema

Gabriel Geovane era um jovem negro de 18 anos, morador do bairro Guarapes, periferia da Zona Oeste de Natal/RN. Saiu pela manhã, no dia 05 de Junho, de bicicleta para encontrar sua namorada em Parnamirim/RN. Porém, Gabriel nunca chegou lá, tendo estado como desaparecido. 

Após uma sucessão de tentativas penosas de sua família e amigos de articulação com as autoridades públicas e do caso ter atingido certa visibilidade na mídia, Gabriel foi finalmente encontrado – nove dias depois de desaparecer, infortunadamente sem vida e a muitos quilômetros de onde desapareceu, num matagal nos arredores de São José de Mipibu/RN.

O desaparecimento deste jovem periférico e negro está cercado de controvérsias e sua morte é alvo de uma investigação que ocorre em segredo de justiça. Há indícios de que Gabriel foi abordado pela polícia militar horas antes de desaparecer. E se assim o foi, que sucessão de fatos ocorreram entre esta abordagem, seu desaparecimento e sua trágica morte? Interessaria a alguém matar Gabriel? Precisamos saber! Essas respostas atendem a interesses que repercutem em âmbito nacional.

Gabriel não tinha inimigos e era uma pessoa tranquila e querida onde morava. Ele tinha o sonho de ser militar e chegou a fazer um curso pré-militar para alcançar seu objetivo. Morava com a mãe e o padrasto e trabalhava como auxiliar de pedreiro. A mãe de Gabriel disse o seguinte: “Meu sentimento é de dor, mas é mais de revolta. Estou revoltada com a forma como meu filho foi morto. Ele foi morto com um tiro de pistola na cabeça. Meu filho não merece isso. Quem pegou meu filho, pegou sabendo o que ia fazer. Era pra matar”.

A morte de Gabriel acontece no meio de um debate a nível mundial sobre racismo estrutural e a ineficácia do Estado para proteger vidas negras e periféricas. Não podemos permitir que a sua morte se torne apenas mais um dado estatístico caracterizado pela impunidade. Por isso, esperamos e cobramos celeridade e competência das autoridades vigentes para elucidar as circunstâncias de sua morte, apontar o(s) responsável(is) e puni-lo(s).

#QuemMatouGabriel #JustiçaPorGabriel #VidasNegrasImportam #GabrielPresente

63.734

O problema

Gabriel Geovane era um jovem negro de 18 anos, morador do bairro Guarapes, periferia da Zona Oeste de Natal/RN. Saiu pela manhã, no dia 05 de Junho, de bicicleta para encontrar sua namorada em Parnamirim/RN. Porém, Gabriel nunca chegou lá, tendo estado como desaparecido. 

Após uma sucessão de tentativas penosas de sua família e amigos de articulação com as autoridades públicas e do caso ter atingido certa visibilidade na mídia, Gabriel foi finalmente encontrado – nove dias depois de desaparecer, infortunadamente sem vida e a muitos quilômetros de onde desapareceu, num matagal nos arredores de São José de Mipibu/RN.

O desaparecimento deste jovem periférico e negro está cercado de controvérsias e sua morte é alvo de uma investigação que ocorre em segredo de justiça. Há indícios de que Gabriel foi abordado pela polícia militar horas antes de desaparecer. E se assim o foi, que sucessão de fatos ocorreram entre esta abordagem, seu desaparecimento e sua trágica morte? Interessaria a alguém matar Gabriel? Precisamos saber! Essas respostas atendem a interesses que repercutem em âmbito nacional.

Gabriel não tinha inimigos e era uma pessoa tranquila e querida onde morava. Ele tinha o sonho de ser militar e chegou a fazer um curso pré-militar para alcançar seu objetivo. Morava com a mãe e o padrasto e trabalhava como auxiliar de pedreiro. A mãe de Gabriel disse o seguinte: “Meu sentimento é de dor, mas é mais de revolta. Estou revoltada com a forma como meu filho foi morto. Ele foi morto com um tiro de pistola na cabeça. Meu filho não merece isso. Quem pegou meu filho, pegou sabendo o que ia fazer. Era pra matar”.

A morte de Gabriel acontece no meio de um debate a nível mundial sobre racismo estrutural e a ineficácia do Estado para proteger vidas negras e periféricas. Não podemos permitir que a sua morte se torne apenas mais um dado estatístico caracterizado pela impunidade. Por isso, esperamos e cobramos celeridade e competência das autoridades vigentes para elucidar as circunstâncias de sua morte, apontar o(s) responsável(is) e puni-lo(s).

#QuemMatouGabriel #JustiçaPorGabriel #VidasNegrasImportam #GabrielPresente

Os tomadores de decisão

Fátima Bezerra
Governadora do Rio Grande do Norte
Respondido
Nos últimos dois meses, acompanhamos o esforço de investigação do caso Gabriel, com o óbvio limite do sigilo na condução dos trabalhos investigativos. O resultado preliminar da investigação anunciado hoje, que resultou na prisão preventiva de um dos suspeitos, reforça a hipótese do envolvimento direto de policiais militares na execução de Gabriel. Na hipótese de se confirmarem as investigações, Gabriel foi morto pelo racismo e pela criminalização da juventude negra. São as "balas perdidas" que quase sempre "encontram" os corpos de jovens negros e as "mortes por engano" que quase sempre "acertam" jovens negros. Quero saudar a Polícia Civil pelo papel que vem exercendo nesse processo de investigação. Que ela prossiga com esse empenho, seriedade e compromisso, e os envolvidos sejam levados a juízo e devidamente responsabilizados. ----------------------------------------------------------------------- Fonte: Twitter https://twitter.com/fatimabezerra/status/1296176508042698752?s=20
Polícia Civil do Rio Grande do Norte
A Polícia Civil informa que a investigação relativa ao homicídio praticado contra Geovani Gabriel de Sousa Gomes continua em andamento, agora tramitando pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), diante da criação do Núcleo de Investigação sobre Pessoas Desaparecidas (NIPD). O respectivo Inquérito Policial está sob sigilo, pois a restrição de informações se faz necessária para que se tenha êxito na investigação. A instituição entende a preocupação dos familiares e da sociedade, porém reafirma que o trabalho está sendo feito e que todos os esforços estão sendo empreendidos para a conclusão do caso, com a responsabilização do(s) autor(es).
Ana Claudia Saraiva Gomes
Ana Claudia Saraiva Gomes
Delegada Geral da Polícia Civil do Rio Grande do Norte
Natália Bonavides
Natália Bonavides
Deputada Federal
Atualizações do abaixo-assinado
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 14 de junho de 2020