NÃO MEXA NO NOSSO PATRIMÔNIO AMBIENTAL!!!


NÃO MEXA NO NOSSO PATRIMÔNIO AMBIENTAL!!!
O problema
NÃO MEXA NO NOSSO PATRIMÔNIO AMBIENTAL!!!
Nós, abaixo-assinados, atuais e/ou antigos moradores de Itirapina, desejamos e, exigimos, que as nossas áreas protegidas sejam respeitadas!
Fazendinha - área de fácil acesso por se situar na zona urbana; Estação Experimental de Itirapina (chamada carinhosamente de Fazendinha pela comunidade), local de brincadeiras na infância (nossas ou dos nossos filhos), de caminhadas, de passeios com a família ou amigos, de pescarias, de namoros... Nós a conhecemos não apenas “de ouvir falar”, mas por meio de vivências reais, no contato com sua beleza natural, e por ser um local privilegiado de lazer sadio. Isso é o que todos nós conhecemos de nosso “cartão postal”, nosso patrimônio ambiental, mas, para além de nosso conhecimento imediato, a Fazendinha possui, conforme consta do Plano de Manejo Integrado das Unidades de Itirapina (2006), riquezas inestimáveis, e dentre os numerosos bens e serviços que essa área oferece destacam-se a proteção do patrimônio natural e cultural, a conservação da biodiversidade (a Fazendinha é uma das mais importantes reservas de vegetação de cerrado, no Estado de São Paulo), do solo, da água, assim como sua função determinante no controle das alterações climáticas que tanto mal vêm causando ao planeta, atualmente. As oportunidades para a investigação científica (tantas Universidades realizam pesquisas importantes, no local), a recreação, o turismo, e a educação de preservação ambiental de nossos estudantes (tal como no projeto “Flor da Idade, Flor da Cidade”, e a Trilha do Beija-Flor, para citar alguns), são ainda outros benefícios que ela vem oferecendo. Representa, também, fontes de recursos naturais renováveis, como os de essências florestais cujos princípios ativos são utilizados para a produção dos mais diversos produtos, tais como medicamentos. Tudo isso faz da nossa Fazendinha uma riqueza que a própria natureza nos ofereceu. Sim, porque ela é nossa, e somos privilegiados por tê-la tão perto de nós.
Porém, o governo do Estado de São Paulo recentemente criou um projeto que permite o uso de áreas de Estações Experimentais por empresas com foco em exploração em madeira ou resina de pinus e/ou eucaliptos, por longos 15 anos.
E aí nasce a nossa preocupação: o que será da nossa Fazendinha?! Será que o lucro que o projeto promete (temporária, porque esse tipo de cultivo não é sustentável), vale o comprometimento desse patrimônio que faz parte de nossa história, que a natureza nos ofereceu, de graça, e que tantos benefícios traz à natureza e à nossa saúde? Se olharmos a questão do ponto de vista econômico, podemos citar o enorme potencial das áreas protegidas para geração de empregos direta e indiretamente, pelo incentivo ao turismo, essa indústria que cresce vertiginosamente no Brasil. Hoje essas áreas representam grande atrativo em gestões que seguem modelos participativos e sustentáveis (ou seja, que duram!!), privilegiando políticas públicas que intervenham nesse contexto. Então, se o governo estadual se preocupa com a empregabilidade dos cidadãos, por que não oferecer subsídios para incrementar o turismo em nossa cidade, numa forma de favorecer a população sem despojá-la do que tem de mais rico, motivo de seu orgulho e de seu afeto?!
Sabemos que, ao se referir a esse tipo de plantação, os autores da “Cartilha DESERTO VERDE - Os impactos do cultivo de eucalipto e pinus no Brasil” (Repórter Brasil) usam o termo “monocultivo” de eucalipto e pinus por considerar que uma floresta abriga grande diversidade de espécies de plantas e animais, o que não ocorre no caso das plantações dessas árvores. Para matar as gramíneas e outras plantas que podem inviabilizar o plantio comercial, há uso intenso de agrotóxicos. Depois de um tempo, não cresce mais nada embaixo, e a plantação se transforma praticamente em um deserto – daí a denominação popular de “deserto verde’.” Por outro lado, complementam que “Os eucaliptos plantados no Brasil são espécies de rápido crescimento, ou seja, produzem mais biomassa por ano. Para tanto, necessitam de maior consumo de água em comparação com a vegetação nativa ou outras plantações de menor porte. Isso pode causar redução significativa do recurso hídrico das bacias onde estão instaladas.” E ainda “O tamanho das plantações é outro fator importantíssimo. Estudo realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) sustenta que não há impactos significativos desde que as plantações florestais ocupem até 20% da área da micro bacia hidrográfica em que ela se localiza. O problema é que as plantações de eucalipto ocupam áreas imensas e, não raro, esse limite é desrespeitado, provocando alterações.”
Todas estas questões têm que ser pensadas pela população, pois é aqui que moramos e temos o direito de opinar. Em vista disso, elaboramos um abaixo-assinado em que você, morador, poderá se fazer presente, caso considere o assunto importante e de interesse para nossa cidade de Itirapina. É uma grande oportunidade de exercermos nossa cidadania e juntos mostrarmos que temos responsabilidades para com nossa Terra e, mais ainda, com as futuras gerações. Participe!!
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O problema
NÃO MEXA NO NOSSO PATRIMÔNIO AMBIENTAL!!!
Nós, abaixo-assinados, atuais e/ou antigos moradores de Itirapina, desejamos e, exigimos, que as nossas áreas protegidas sejam respeitadas!
Fazendinha - área de fácil acesso por se situar na zona urbana; Estação Experimental de Itirapina (chamada carinhosamente de Fazendinha pela comunidade), local de brincadeiras na infância (nossas ou dos nossos filhos), de caminhadas, de passeios com a família ou amigos, de pescarias, de namoros... Nós a conhecemos não apenas “de ouvir falar”, mas por meio de vivências reais, no contato com sua beleza natural, e por ser um local privilegiado de lazer sadio. Isso é o que todos nós conhecemos de nosso “cartão postal”, nosso patrimônio ambiental, mas, para além de nosso conhecimento imediato, a Fazendinha possui, conforme consta do Plano de Manejo Integrado das Unidades de Itirapina (2006), riquezas inestimáveis, e dentre os numerosos bens e serviços que essa área oferece destacam-se a proteção do patrimônio natural e cultural, a conservação da biodiversidade (a Fazendinha é uma das mais importantes reservas de vegetação de cerrado, no Estado de São Paulo), do solo, da água, assim como sua função determinante no controle das alterações climáticas que tanto mal vêm causando ao planeta, atualmente. As oportunidades para a investigação científica (tantas Universidades realizam pesquisas importantes, no local), a recreação, o turismo, e a educação de preservação ambiental de nossos estudantes (tal como no projeto “Flor da Idade, Flor da Cidade”, e a Trilha do Beija-Flor, para citar alguns), são ainda outros benefícios que ela vem oferecendo. Representa, também, fontes de recursos naturais renováveis, como os de essências florestais cujos princípios ativos são utilizados para a produção dos mais diversos produtos, tais como medicamentos. Tudo isso faz da nossa Fazendinha uma riqueza que a própria natureza nos ofereceu. Sim, porque ela é nossa, e somos privilegiados por tê-la tão perto de nós.
Porém, o governo do Estado de São Paulo recentemente criou um projeto que permite o uso de áreas de Estações Experimentais por empresas com foco em exploração em madeira ou resina de pinus e/ou eucaliptos, por longos 15 anos.
E aí nasce a nossa preocupação: o que será da nossa Fazendinha?! Será que o lucro que o projeto promete (temporária, porque esse tipo de cultivo não é sustentável), vale o comprometimento desse patrimônio que faz parte de nossa história, que a natureza nos ofereceu, de graça, e que tantos benefícios traz à natureza e à nossa saúde? Se olharmos a questão do ponto de vista econômico, podemos citar o enorme potencial das áreas protegidas para geração de empregos direta e indiretamente, pelo incentivo ao turismo, essa indústria que cresce vertiginosamente no Brasil. Hoje essas áreas representam grande atrativo em gestões que seguem modelos participativos e sustentáveis (ou seja, que duram!!), privilegiando políticas públicas que intervenham nesse contexto. Então, se o governo estadual se preocupa com a empregabilidade dos cidadãos, por que não oferecer subsídios para incrementar o turismo em nossa cidade, numa forma de favorecer a população sem despojá-la do que tem de mais rico, motivo de seu orgulho e de seu afeto?!
Sabemos que, ao se referir a esse tipo de plantação, os autores da “Cartilha DESERTO VERDE - Os impactos do cultivo de eucalipto e pinus no Brasil” (Repórter Brasil) usam o termo “monocultivo” de eucalipto e pinus por considerar que uma floresta abriga grande diversidade de espécies de plantas e animais, o que não ocorre no caso das plantações dessas árvores. Para matar as gramíneas e outras plantas que podem inviabilizar o plantio comercial, há uso intenso de agrotóxicos. Depois de um tempo, não cresce mais nada embaixo, e a plantação se transforma praticamente em um deserto – daí a denominação popular de “deserto verde’.” Por outro lado, complementam que “Os eucaliptos plantados no Brasil são espécies de rápido crescimento, ou seja, produzem mais biomassa por ano. Para tanto, necessitam de maior consumo de água em comparação com a vegetação nativa ou outras plantações de menor porte. Isso pode causar redução significativa do recurso hídrico das bacias onde estão instaladas.” E ainda “O tamanho das plantações é outro fator importantíssimo. Estudo realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) sustenta que não há impactos significativos desde que as plantações florestais ocupem até 20% da área da micro bacia hidrográfica em que ela se localiza. O problema é que as plantações de eucalipto ocupam áreas imensas e, não raro, esse limite é desrespeitado, provocando alterações.”
Todas estas questões têm que ser pensadas pela população, pois é aqui que moramos e temos o direito de opinar. Em vista disso, elaboramos um abaixo-assinado em que você, morador, poderá se fazer presente, caso considere o assunto importante e de interesse para nossa cidade de Itirapina. É uma grande oportunidade de exercermos nossa cidadania e juntos mostrarmos que temos responsabilidades para com nossa Terra e, mais ainda, com as futuras gerações. Participe!!
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Abaixo-assinado criado em 27 de abril de 2022