Não ao corte de 63 mil árvores para ampliação do Aterro de São Mateus

Assinantes recentes:
Allana Andrade e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Nós, da Frente Popular Contra a Ampliação do Aterro de São Mateus, convocamos a população a defender a vida, a saúde pública e o meio ambiente da região de São Mateus e de toda a cidade de São Paulo.

Pedimos sua participação na causa contra a ampliação do aterro, a instalação de incinerador de lixo e dizer NÃO AO CORTE DE 62.722 ÁRVORES, que a Ecourbis pretende eliminar de uma gigantesca área verde, com a finalidade de ampliar a Central de Tratamento de Resíduos (CTL). A região da Subprefeitura de São Mateus abriga 426.784 habitantes (segundo Censo de 2022 do IBGE) e concentra equipamentos de gestão de resíduos que já recebem o lixo de mais da metade da capital paulista.

 
O QUE ESTÁ SENDO PROPOSTO: 
 

A empresa Ecourbis, em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, propõe:

  • A aquisição de 487 mil m² do Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva (equivalente a cerca de 70 campos de futebol);
  • O corte de mais de 62 mil árvores para ampliar o chamado “Ecoparque Leste”;
  • A instalação de um novo aterro sanitário e, possivelmente, de um incinerador de resíduos. Para as obras de ampliação estão previstas eliminar dezenas de indivíduos arbóreos, o que representa praticamente metade do total de árvores previsto no Plano de Metas da atual gestão municipal.  

 
CONTEXTO HISTÓRICO
 

  • Em 1992, foi implantado o Aterro Sanitário Sítio São João, desativado em 2009.
  • Em 2004, a Ecourbis implantou o CTL Leste (que a empresa chama de “Ecoparque”, mas que não tem nada de ecológico nem de parque), que já passou por cinco ampliações e se encontra próximo da exaustão, demonstrando que ampliar o aterro não traz solução.
  • Em dezembro de 2024, foi aprovado, às pressas, o PL 799/2024, alterando o Plano Diretor para viabilizar o corte de 10 mil árvores — algo já inaceitável. Agora, a proposta avançou para destruir mais de 62 mil árvores.

Não houve transparência adequada: faltam estudos detalhados amplamente divulgados, audiências públicas efetivas no território e debate qualificado nos conselhos e instâncias de controle social. Observamos aceleração de tramitações em conselhos gestores e consultas para alterar o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGRIS) sem a devida participação popular.

 
 POR QUE SOMOS CONTRA
 

  • Impacto ambiental grave: suprimir quase 63 mil árvores agrava a crise climática, compromete a biodiversidade e a proteção de nascentes e cabeceiras do rio Aricanduva;
  • Risco à saúde e à qualidade de vida: aterros e incineradores têm impactos reconhecidos sobre o ar, a água, o solo e a saúde das comunidades do entorno;
  • Injustiça socioambiental: a região de São Mateus, que já está sobrecarregada por passivos ambientais, arcaria novamente com os maiores danos.

    Retrocesso na política de resíduos: São Paulo recicla apenas 2,48% dos resíduos. Ampliar aterro e cogitar incinerador sem priorizar redução, reciclagem e compostagem contraria as melhores práticas internacionais;

 

  • Falta de transparência e participação: decisões de alto impacto não podem ser tomadas sem estudos completos (incluindo EIA/RIMA), debate público qualificado e controle social real.

  
O QUE EXIGIMOS
 

  1. Suspensão imediata de qualquer processo de aprovação para ampliação do CTL Leste e para instalação de novo aterro ou incinerador na área do Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva;
  2. Publicação e ampla divulgação de estudos técnicos completos, independentes e acessíveis (incluindo EIA/RIMA, modelagem de emissões, análise de riscos, avaliação de alternativas e estudo de impactos cumulativos);
  3. Realização de audiências públicas no território de São Mateus, com participação efetiva da população, movimentos sociais, universidades, especialistas e órgãos de controle;
  4. Apresentação de um plano de gestão de resíduos alinhado à hierarquia de resíduos (não geração, redução, reutilização, reciclagem, compostagem, tratamento biológico), com:
    • Expansão da coleta seletiva e da compostagem descentralizada;
    • Fortalecimento de cooperativas de catadores e logística reversa;
    • Implantação de centrais de triagem e de biodigestão de orgânicos;
    • Metas claras e progressivas de desvio de aterro, com monitoramento público;
    • Transparência sobre a situação de exaustão do CTL Leste, seus custos presentes e futuros, e os impactos financeiros, sociais e ambientais de cada alternativa considerada;
    • Respeito integral às áreas protegidas, ao Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva e às políticas de enfrentamento à emergência climática. 
       

NOSSO CHAMADO
  
Pedimos que todas as pessoas, organizações e coletivos assinem este abaixo-assinado CONTRA a ampliação do CTL Leste em São Mateus, CONTRA o corte de mais de 62 mil árvores e A FAVOR de uma política de resíduos sólida, justa e transparente, que proteja a saúde da população e o meio ambiente.

  
Juntos, podemos impedir este retrocesso e construir soluções verdadeiramente sustentáveis para São Paulo.

24.717

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O problema

Nós, da Frente Popular Contra a Ampliação do Aterro de São Mateus, convocamos a população a defender a vida, a saúde pública e o meio ambiente da região de São Mateus e de toda a cidade de São Paulo.

Pedimos sua participação na causa contra a ampliação do aterro, a instalação de incinerador de lixo e dizer NÃO AO CORTE DE 62.722 ÁRVORES, que a Ecourbis pretende eliminar de uma gigantesca área verde, com a finalidade de ampliar a Central de Tratamento de Resíduos (CTL). A região da Subprefeitura de São Mateus abriga 426.784 habitantes (segundo Censo de 2022 do IBGE) e concentra equipamentos de gestão de resíduos que já recebem o lixo de mais da metade da capital paulista.

 
O QUE ESTÁ SENDO PROPOSTO: 
 

A empresa Ecourbis, em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, propõe:

  • A aquisição de 487 mil m² do Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva (equivalente a cerca de 70 campos de futebol);
  • O corte de mais de 62 mil árvores para ampliar o chamado “Ecoparque Leste”;
  • A instalação de um novo aterro sanitário e, possivelmente, de um incinerador de resíduos. Para as obras de ampliação estão previstas eliminar dezenas de indivíduos arbóreos, o que representa praticamente metade do total de árvores previsto no Plano de Metas da atual gestão municipal.  

 
CONTEXTO HISTÓRICO
 

  • Em 1992, foi implantado o Aterro Sanitário Sítio São João, desativado em 2009.
  • Em 2004, a Ecourbis implantou o CTL Leste (que a empresa chama de “Ecoparque”, mas que não tem nada de ecológico nem de parque), que já passou por cinco ampliações e se encontra próximo da exaustão, demonstrando que ampliar o aterro não traz solução.
  • Em dezembro de 2024, foi aprovado, às pressas, o PL 799/2024, alterando o Plano Diretor para viabilizar o corte de 10 mil árvores — algo já inaceitável. Agora, a proposta avançou para destruir mais de 62 mil árvores.

Não houve transparência adequada: faltam estudos detalhados amplamente divulgados, audiências públicas efetivas no território e debate qualificado nos conselhos e instâncias de controle social. Observamos aceleração de tramitações em conselhos gestores e consultas para alterar o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGRIS) sem a devida participação popular.

 
 POR QUE SOMOS CONTRA
 

  • Impacto ambiental grave: suprimir quase 63 mil árvores agrava a crise climática, compromete a biodiversidade e a proteção de nascentes e cabeceiras do rio Aricanduva;
  • Risco à saúde e à qualidade de vida: aterros e incineradores têm impactos reconhecidos sobre o ar, a água, o solo e a saúde das comunidades do entorno;
  • Injustiça socioambiental: a região de São Mateus, que já está sobrecarregada por passivos ambientais, arcaria novamente com os maiores danos.

    Retrocesso na política de resíduos: São Paulo recicla apenas 2,48% dos resíduos. Ampliar aterro e cogitar incinerador sem priorizar redução, reciclagem e compostagem contraria as melhores práticas internacionais;

 

  • Falta de transparência e participação: decisões de alto impacto não podem ser tomadas sem estudos completos (incluindo EIA/RIMA), debate público qualificado e controle social real.

  
O QUE EXIGIMOS
 

  1. Suspensão imediata de qualquer processo de aprovação para ampliação do CTL Leste e para instalação de novo aterro ou incinerador na área do Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva;
  2. Publicação e ampla divulgação de estudos técnicos completos, independentes e acessíveis (incluindo EIA/RIMA, modelagem de emissões, análise de riscos, avaliação de alternativas e estudo de impactos cumulativos);
  3. Realização de audiências públicas no território de São Mateus, com participação efetiva da população, movimentos sociais, universidades, especialistas e órgãos de controle;
  4. Apresentação de um plano de gestão de resíduos alinhado à hierarquia de resíduos (não geração, redução, reutilização, reciclagem, compostagem, tratamento biológico), com:
    • Expansão da coleta seletiva e da compostagem descentralizada;
    • Fortalecimento de cooperativas de catadores e logística reversa;
    • Implantação de centrais de triagem e de biodigestão de orgânicos;
    • Metas claras e progressivas de desvio de aterro, com monitoramento público;
    • Transparência sobre a situação de exaustão do CTL Leste, seus custos presentes e futuros, e os impactos financeiros, sociais e ambientais de cada alternativa considerada;
    • Respeito integral às áreas protegidas, ao Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva e às políticas de enfrentamento à emergência climática. 
       

NOSSO CHAMADO
  
Pedimos que todas as pessoas, organizações e coletivos assinem este abaixo-assinado CONTRA a ampliação do CTL Leste em São Mateus, CONTRA o corte de mais de 62 mil árvores e A FAVOR de uma política de resíduos sólida, justa e transparente, que proteja a saúde da população e o meio ambiente.

  
Juntos, podemos impedir este retrocesso e construir soluções verdadeiramente sustentáveis para São Paulo.

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Abaixo-assinado criado em 28 de novembro de 2024