

NÃO É SÓ TINTA!!!


NÃO É SÓ TINTA!!!
O problema
“Pique Pedro Álvares Cabral eles se dizem pioneiros...”
E talvez estejamos mesmo atrasadas pra sair no álbum de fotos, mas onde sua vista não alcança o corre invisível de muitas malokêras espalhadas por esse território foi o alicerce da pulsação da cultura de rua!
Aquelas que, olhando na bolinha do olho dos polícia, dos pé de pato, das ditaduras políticas, econômicas e militares que asfixiam a periferia, sempre estiveram na linha de frente pra criar formas de vida nutritivas pra geral. Quando o cenário é de guerra, quem lutou pelo asfalto, pela creche, pela casa de cultura? Se o fervo das ruas teve um berço, se hoje podemos ter o respiro de nos espalhar em cores pelos muros, um salve a elas! Guardiãs infinitas do espírito imortal da estratégia do cuidado e união.
Toda quebrada é matriarcal, máximo respeito à tática comunitária do acolhimento!!!
Saudamos sua atuação e memória política e recusamos a conciliação cara-pálida com as instituições e sujeitos financiados que se autodeclaram curadores, há décadas promovendo, sistematicamente, o projeto de APAGAMENTO das histórias do fundão, e de forma mais grave em relação às mulheres periféricas, racializadas e dissidentes de gênero. Enunciamos que esse projeto vem desenhando curadorias coloniais centradas em INDIVIDUALISMO, COMPETIÇÃO, MERITOCRACIA, MISOGINIA, RACISMO, CLASSISMO, SÍNDROME DO PIONEIRISMO que se constroem partindo de recortes toscos que esses agentes retiram do Sistema da Arte.
Promovem com isso um cenário anêmico de higienização estética da cultura de rua, privilegiando um evolucionismo do kit spray que eles mesmos criaram, onde figuram como centro e régua: filhos do senso comum, decorativos nas ideias e na prática, gerando uma verdadeira CULTURA DO JOELHO DOBRADO.
Dobram o joelho pro desenho hegemônico da cidade em troca de moedas, promovendo cada vez mais violência urbana ao se aliar ao senso comum vulgar e ignorante, que cria uma polarização entre FEIOS x BONITOS. Quem nunca presenciou zé povinho enchendo a boca: “bonitos são esses graffitis coloridos aí, pixação é feio, é vandalismo”. Quanta inocência criar curadorias alimentando uma visão colonizadora da cultura de rua... No entanto, da porta pra fora o bicho pega: Graffiti gourmetizado pra uns, criminalização, pobreza e encarceramento pra outras.
O graffiti, embora possa colar nos cubos brancos por aí, vivendo a contradição colocada pelo capitalismo, refaz todo dia o compromisso de quebrar o vidro entre o risco no muro e nossa vida cotidiana. A cultura de rua é afetada diretamente pelo projeto de genocídio em curso desde a chegada dos PIONEIROS das caravelas, sempre estivemos aqui contrariando o sistema. As lutas da sociedade são as lutas do graffiti, nossa força é proporcional às nossas escolhas, e se podemos disputar um imaginário, aqui estamos.
Onde sua vista não alcança, talvez acreditem que se trate de tinta no muro.
Onde sua vista não alcança,
É onde mora o fundamento.
(E o resto é segredo!)
Um salve a todas malokêras, pixadoras, trabalhadoras do graffiti, manas do vandal, mães, mestras e crianças, mulheres negras, indígenas, sapatonas, monas, travestis, manos aliados, dissidentes de gênero, a todas as quebradas e matas desse imenso território e a força do que a sua vista não alcança!
A história é um caracol infinito de muitos começos, e cada pessoa tem uma estrela que não pára de brilhar. Saúde pra nóiz!!!
NÃO É SÓ TINTA!!!
Apoiam esse manifesto:
Rede GraffiteirasBr
Graffiteiras Indígenas
Sapatão das Tintas
Rede Efêmmera
Grapixurras das Minas
Mães Artistas na Sagacidade
Graffiti Mulher Cultura de Rua
Rede Graffiteiras Negras do Brasil
Rede Latino-americana Todas BR
LabCasa Cultural
Mães Correria
Garagem Ateliê
TintAntifa
Grupo de Estudos AbstrAtos
Periferia Segue Sangrando
Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio
Birico
Mapati Filmes
Coletiva Luana Barbosa
Movimento Independente Mães de Maio
Arte Livre ao Ar Livre
Colores de Las Mujeres por América
Gentilização
Rede As Minas na Frente
História da Disputa
8M Na Quebrada
NARAÇA Festival
Mulheres Insurgentes
Favela Galeria
Ramo
Vilanismo
Projeto Geloteca Ferraz
Pixe Girls
Cores Femininas
Poesia nos Muros
Fluidez
Atelie Fruto do Kalo
Marcha Mundial das Mulheres
Membrana Experimental Fiat Lux
MOTAV_SP Movimento de trabalhadoras e trabalhadores das Artes Visuais de São Paulo
Studio Lumumba
Duplexx Arte

O problema
“Pique Pedro Álvares Cabral eles se dizem pioneiros...”
E talvez estejamos mesmo atrasadas pra sair no álbum de fotos, mas onde sua vista não alcança o corre invisível de muitas malokêras espalhadas por esse território foi o alicerce da pulsação da cultura de rua!
Aquelas que, olhando na bolinha do olho dos polícia, dos pé de pato, das ditaduras políticas, econômicas e militares que asfixiam a periferia, sempre estiveram na linha de frente pra criar formas de vida nutritivas pra geral. Quando o cenário é de guerra, quem lutou pelo asfalto, pela creche, pela casa de cultura? Se o fervo das ruas teve um berço, se hoje podemos ter o respiro de nos espalhar em cores pelos muros, um salve a elas! Guardiãs infinitas do espírito imortal da estratégia do cuidado e união.
Toda quebrada é matriarcal, máximo respeito à tática comunitária do acolhimento!!!
Saudamos sua atuação e memória política e recusamos a conciliação cara-pálida com as instituições e sujeitos financiados que se autodeclaram curadores, há décadas promovendo, sistematicamente, o projeto de APAGAMENTO das histórias do fundão, e de forma mais grave em relação às mulheres periféricas, racializadas e dissidentes de gênero. Enunciamos que esse projeto vem desenhando curadorias coloniais centradas em INDIVIDUALISMO, COMPETIÇÃO, MERITOCRACIA, MISOGINIA, RACISMO, CLASSISMO, SÍNDROME DO PIONEIRISMO que se constroem partindo de recortes toscos que esses agentes retiram do Sistema da Arte.
Promovem com isso um cenário anêmico de higienização estética da cultura de rua, privilegiando um evolucionismo do kit spray que eles mesmos criaram, onde figuram como centro e régua: filhos do senso comum, decorativos nas ideias e na prática, gerando uma verdadeira CULTURA DO JOELHO DOBRADO.
Dobram o joelho pro desenho hegemônico da cidade em troca de moedas, promovendo cada vez mais violência urbana ao se aliar ao senso comum vulgar e ignorante, que cria uma polarização entre FEIOS x BONITOS. Quem nunca presenciou zé povinho enchendo a boca: “bonitos são esses graffitis coloridos aí, pixação é feio, é vandalismo”. Quanta inocência criar curadorias alimentando uma visão colonizadora da cultura de rua... No entanto, da porta pra fora o bicho pega: Graffiti gourmetizado pra uns, criminalização, pobreza e encarceramento pra outras.
O graffiti, embora possa colar nos cubos brancos por aí, vivendo a contradição colocada pelo capitalismo, refaz todo dia o compromisso de quebrar o vidro entre o risco no muro e nossa vida cotidiana. A cultura de rua é afetada diretamente pelo projeto de genocídio em curso desde a chegada dos PIONEIROS das caravelas, sempre estivemos aqui contrariando o sistema. As lutas da sociedade são as lutas do graffiti, nossa força é proporcional às nossas escolhas, e se podemos disputar um imaginário, aqui estamos.
Onde sua vista não alcança, talvez acreditem que se trate de tinta no muro.
Onde sua vista não alcança,
É onde mora o fundamento.
(E o resto é segredo!)
Um salve a todas malokêras, pixadoras, trabalhadoras do graffiti, manas do vandal, mães, mestras e crianças, mulheres negras, indígenas, sapatonas, monas, travestis, manos aliados, dissidentes de gênero, a todas as quebradas e matas desse imenso território e a força do que a sua vista não alcança!
A história é um caracol infinito de muitos começos, e cada pessoa tem uma estrela que não pára de brilhar. Saúde pra nóiz!!!
NÃO É SÓ TINTA!!!
Apoiam esse manifesto:
Rede GraffiteirasBr
Graffiteiras Indígenas
Sapatão das Tintas
Rede Efêmmera
Grapixurras das Minas
Mães Artistas na Sagacidade
Graffiti Mulher Cultura de Rua
Rede Graffiteiras Negras do Brasil
Rede Latino-americana Todas BR
LabCasa Cultural
Mães Correria
Garagem Ateliê
TintAntifa
Grupo de Estudos AbstrAtos
Periferia Segue Sangrando
Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio
Birico
Mapati Filmes
Coletiva Luana Barbosa
Movimento Independente Mães de Maio
Arte Livre ao Ar Livre
Colores de Las Mujeres por América
Gentilização
Rede As Minas na Frente
História da Disputa
8M Na Quebrada
NARAÇA Festival
Mulheres Insurgentes
Favela Galeria
Ramo
Vilanismo
Projeto Geloteca Ferraz
Pixe Girls
Cores Femininas
Poesia nos Muros
Fluidez
Atelie Fruto do Kalo
Marcha Mundial das Mulheres
Membrana Experimental Fiat Lux
MOTAV_SP Movimento de trabalhadoras e trabalhadores das Artes Visuais de São Paulo
Studio Lumumba
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Abaixo-assinado criado em 10 de julho de 2023