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#SOSJuruena - porque quando uma espécie de pássaro ou de planta morre, ela acaba para sempre. Não há ciência que permita que ela seja recuperada.

 Um importante patrimônio para todos os brasileiros está em jogo e a decisão de inundar 40 mil hectares de áreas protegidas na Amazônia pode acontecer a qualquer momento.

No dia 24 de junho de 2014, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), do Ministério de Minas e Energia (MME), realizou uma importante reunião a portas fechadas, sem qualquer participação da sociedade civil. A expectativa era de que o órgão declarasse como de “utilidade pública” parte do Parque Nacional do Juruena, o que seria o primeiro passo para permitir a construção das usinas hidrelétricas de São Simão Alto e Salto Augusto Baixo nos estados do Amazonas e de Mato Grosso, reduzindo uma importante área do Parque Nacional do Juruena e demais áreas protegidas.

Esse abaixo-assinado visa impedir a construção destas barragens que, além das populações locais, irão afetar a sobrevivência de 42 espécies de animais ameaçadas, ou que só existem naquela região, colocando em risco as corredeiras do rio Juruena e inviabilizando processos ecológicos vitais para peixes migratórios, por exemplo.

“Quando uma espécie de pássaro ou de planta morre, ela acaba para sempre. Não há ciência que permita que ela seja recuperada. No caso de um Parque como o Juruena são dezenas de espécies que só existem e são protegidas pelo Parque. Mesmo que o Juruena seja muito longe de São Paulo ou Brasília, o Parque tem dentro dele um acervo de cada brasileiro, que se for perdido não vai ser recuperado, nem assumido por outra unidade de lugar nenhum”, avalia Jean Timmers, superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil.

Criado em junho de 2006, o Parque Nacional do Juruena, situado ao norte do Mato Grosso e sudeste do Amazonas, é o quarto maior parque nacional do país, com quase 2 milhões de hectares, uma área equivalente ao tamanho de Israel. Além disso, a unidade de conservação (UC) é parte do maior sistema de rio do país (Bacia do Tapajós), possuiu a maior diversidade e produtividade de água doce do planeta e ocupa uma posição estratégica no chamado Arco do Desmatamento.

“A única solução que nós vemos é a não construção dessas hidrelétricas no Parque. Não somos contra o desenvolvimento do país e a geração de energia elétrica, mas sim contra a falta de clareza e transparência pelos quais os processos são desenvolvidos”, explica Jean. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) fez o comunicado de forma unilateral, sem um debate amplo e democrático quanto a alternativas, fontes variadas para a geração de energia, e sem consulta aos impactos que serão causados na área protegida e nas comunidades em seu entorno.

Precisamos do seu apoio para que juntos possamos pressionar o MME a evitar a redução do Parque Nacional do Juruena, legado biológico da humanidade que garante a conectividade ambiental entre a floresta Amazônica e o Cerrado.

#SOSJuruena

 Assine e divulgue!

This petition was delivered to:
  • Ministro de Estado de Minas e Energia e presidente do CNPE
    Ministro Edison Lobão


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