Prioridade na vacinação de pessoas com deficiência, merecemos uma dose de dignidade.

O problema

Olá, meu nome é Bruno.

Sabemos que a luta pela vacinação da população é constante, que faltam insumos e que o governo federal, assim como boa parte dos representantes executivos e legislativos do país não estão colaborando, tão pouco se importando por isso de certa forma, mas existem questões que podem ajudar parte da população, ainda mais pessoas que de alguma forma são vulneráveis. Esse é o caso das pessoas com deficiência.

Não somos melhores que ninguém, também não é por isso que merecemos privilégios. No entanto, existem questões pelas quais deveríamos ser inclusos entre os grupos prioritários. Eu poderia citar inúmeros exemplos, mas vou citar um exemplo de cada segmento.

Além do desrespeito à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), posto ser norma de natureza constitucional, a qual, no artigo 11, em atenção ao direito humanitário internacional, impõem medidas necessárias para assegurar a proteção e segurança das pessoas com deficiência, e a Lei Brasileira da Inclusão (LBI), promulgada em 2015, o Plano Nacional de Vacinação é uma afronta a vida humana, pois o segmento PCD está na 15º posição na lista de prioridades. Pesquisas e estudos já apontaram a importância da Pessoa com Deficiência ser imunizada imediatamente, mas as autoridades preferem desprezar essas informações técnicas e oriundas de órgãos e profissionais da saúde de renome internacional.
mas além de questões legais, existem outros motivos? Sim, dos quais irei citar alguns a seguir. Para ficar melhor dividido, irei citar um motivo por seguimento de deficiência, sendo física, visual, auditiva, intelectual, dentre outras.

Indivíduos com deficiência física. Existem aqueles que conseguem se locomover com a cadeira, se o mobiliário é adaptado conseguem fazer quase todas as atividades normalmente, porém, vez ou outra os mesmos precisam de ajuda e essa ajuda quase sempre é por contato físico, ou seja, esses não conseguem sempre manter o distanciamento ideal e adequado. Ainda tem os que não conseguem se locomover de forma autônoma, e pra quase tudo precisam da ajuda dos familiares, ou de algum cuidador, ou seja, o contato é inevitável e mesmo que esses familiares ou cuidadores façam o possível, a proteção não é garantida, aliás, não é garantida pra ninguém, mas para eles muito menos, cujo contato físico é obrigatório diariamente.
Pessoas com deficiência visual. Eu tenho deficiência visual, então de certa forma posso falar com propriedade, embora ninguém seja igual a ninguém. Nós, principalmente quem não tem nenhum tipo de visão utilizamos muito o tato, ou seja, utilizamos a sensibilidade das mãos para quase tudo, entrando em contato com diversas superfícies. Às vezes, Esse contato é necessário, outras  vezes, ele ocorre sem querer, seja por um esbarrão, seja por um tropeço. Como  muitos  devem saber, uma das principais formas de contágio é através das mãos, porque elas entram em contato tanto com o nosso corpo, quanto com superfícies, o que no nosso caso se acentua ainda mais. Sei que somos orientados a manter as mesmas longe de áreas como a boca, olhos e nariz, mas infelizmente o ser humano não é infalível e isso pode ocorrer, mesmo de forma involuntária. Além disso, existem várias formas de entrarmos em contato com superfícies que podem oferecer um potencial risco, seja por esbarrar, tropeçar, enfim. Ademais, é recomendável um certo distanciamento, mas e quando a pessoa não tem visão suficiente pra fazer O distanciamento necessário, seja por não ver nada, ou até mesmo por não ter um campo visual tão abrangente, como fica?

Pessoas com deficiência auditiva ou surdez. Como acredito que também  muitos devem saber, estes se comunicam geralmente com as mãos, pois não ouvem e não conseguem na maioria das vezes verbalizar. Outrossim, muitos dos gestos também envolvem outras partes do corpo, não só as mãos, incluindo partes do rosto, como a boca, nariz e também os olhos. Ou seja, até mesmo quando precisam se comunicar, os mesmos também podem estar em risco. Há também aqueles que se utilizam de recursos como a leitura labial, o que não pode ser feito devido ao uso da máscara, fato que em comunicações essenciais com quem não sabe falar libras teria que ocorrer, ou seja, a outra pessoa precisaria tirar a máscara, o que colocaria em risco a pessoa com deficiência se caso o comunicante estivesse contaminado, ou os dois.

Deficiência intelectual. Acredito que muitos  também devem saber, que as pessoas que possuem deficiência intelectual grave, se é que eu posso dizer assim, tem uma percepção da realidade um pouco diferente da maioria de nós, ou seja, por vezes podem não entender com facilidade algumas questões que pra gente podem parecer tranquilas. Um bom exemplo, pensa na dificuldade de um familiar de algum desses indivíduos em tentar explicar ou de certa forma fazer com que este use a máscara, a pessoa com deficiência pode acabar ficando inquieta, ter sua percepção sensorial prejudicada, dentre outras questões. Algumas autoridades tiveram a brilhante ideia de permitir o não uso da máscara por essas pessoas, mas as mesmas estarão no caso entrando em risco duplo, não é mesmo?

Como último exemplo, existem também pessoas que além das deficiências que possam vir a ter, possuem também agravamentos. Há também indivíduos com múltipla deficiências, junto à pessoas com doenças raras, ou seja, existem pessoas que além de terem deficiências, tem também comorbidades, ou questões que são difíceis de ocorrer, cujo os tratamentos e condições também são específicos. A vacinação de indivíduos com deficiência  teria que já ter  começado, para não causar sufocamento na vacinação e não atrapalhar o andamento do processo, porém infelizmente isso não ocorreu. Mas ainda tem como reverter um pouco dessa situação, visto que se for elaborado um calendário que caminha paralelo ao plano nacional e também aos de alguns estados como São Paulo, parte dessa situação já pode ser resolvida, mas quanto mais demorar, mais difícil fica a resolução.

Porque eu falo isso? Pelo simples fato que de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e estatísticas, pessoas com deficiência somam 1/4 da população. Existe uma solução simples? Não, no entanto esse calendário já poderia ajudar bastante, ou ainda, as cidades que não tem alguns grupos prioritários, como trabalhadores de metrô, serviço portuário, enfim, já poderiam dar andamento na vacinação das pessoas com deficiência moradores do município.
É por esses e outros motivos que venho pedir o seu apoio, pois se forem implementadas medidas legais, leis, dentre outras soluções que podem auxiliar os indivíduos com deficiência entrarem nos grupos prioritários, A vacinação desses grupos pode começar o quanto antes, para que o congestionamento seja minimizado e não cause maiores questões futuras, além de garantir que o direito já instituído seja respeitado. Assim sendo, estados que possuem um calendário próprio como São Paulo já podem auxiliar, começando a vacinação das pessoas com deficiências moradoras do estado, além do Rio de Janeiro que também pode dar um passo à frente, visto que se a capital já começou esse processo, porque não o restante do estado? Por fim, mas não menos importante, tanto a assembleia de São Paulo no que se refere ao estado, quanto a Federal podem garantir, assim como o Ministério Público e a Defensoria Pública da União que pode atuar junto ao governo federal, que esse direito seja respeitado e defendido em toda a nação brasileira. Se cada um atuar na parte que lhe cabe, essa questão pode ser solucionada o quanto antes possível, pois mais uma vez repito, essa questão não é um privilégio, mas sim uma necessidade.

Este abaixo-assinado conseguiu 220 apoiadores!

O problema

Olá, meu nome é Bruno.

Sabemos que a luta pela vacinação da população é constante, que faltam insumos e que o governo federal, assim como boa parte dos representantes executivos e legislativos do país não estão colaborando, tão pouco se importando por isso de certa forma, mas existem questões que podem ajudar parte da população, ainda mais pessoas que de alguma forma são vulneráveis. Esse é o caso das pessoas com deficiência.

Não somos melhores que ninguém, também não é por isso que merecemos privilégios. No entanto, existem questões pelas quais deveríamos ser inclusos entre os grupos prioritários. Eu poderia citar inúmeros exemplos, mas vou citar um exemplo de cada segmento.

Além do desrespeito à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), posto ser norma de natureza constitucional, a qual, no artigo 11, em atenção ao direito humanitário internacional, impõem medidas necessárias para assegurar a proteção e segurança das pessoas com deficiência, e a Lei Brasileira da Inclusão (LBI), promulgada em 2015, o Plano Nacional de Vacinação é uma afronta a vida humana, pois o segmento PCD está na 15º posição na lista de prioridades. Pesquisas e estudos já apontaram a importância da Pessoa com Deficiência ser imunizada imediatamente, mas as autoridades preferem desprezar essas informações técnicas e oriundas de órgãos e profissionais da saúde de renome internacional.
mas além de questões legais, existem outros motivos? Sim, dos quais irei citar alguns a seguir. Para ficar melhor dividido, irei citar um motivo por seguimento de deficiência, sendo física, visual, auditiva, intelectual, dentre outras.

Indivíduos com deficiência física. Existem aqueles que conseguem se locomover com a cadeira, se o mobiliário é adaptado conseguem fazer quase todas as atividades normalmente, porém, vez ou outra os mesmos precisam de ajuda e essa ajuda quase sempre é por contato físico, ou seja, esses não conseguem sempre manter o distanciamento ideal e adequado. Ainda tem os que não conseguem se locomover de forma autônoma, e pra quase tudo precisam da ajuda dos familiares, ou de algum cuidador, ou seja, o contato é inevitável e mesmo que esses familiares ou cuidadores façam o possível, a proteção não é garantida, aliás, não é garantida pra ninguém, mas para eles muito menos, cujo contato físico é obrigatório diariamente.
Pessoas com deficiência visual. Eu tenho deficiência visual, então de certa forma posso falar com propriedade, embora ninguém seja igual a ninguém. Nós, principalmente quem não tem nenhum tipo de visão utilizamos muito o tato, ou seja, utilizamos a sensibilidade das mãos para quase tudo, entrando em contato com diversas superfícies. Às vezes, Esse contato é necessário, outras  vezes, ele ocorre sem querer, seja por um esbarrão, seja por um tropeço. Como  muitos  devem saber, uma das principais formas de contágio é através das mãos, porque elas entram em contato tanto com o nosso corpo, quanto com superfícies, o que no nosso caso se acentua ainda mais. Sei que somos orientados a manter as mesmas longe de áreas como a boca, olhos e nariz, mas infelizmente o ser humano não é infalível e isso pode ocorrer, mesmo de forma involuntária. Além disso, existem várias formas de entrarmos em contato com superfícies que podem oferecer um potencial risco, seja por esbarrar, tropeçar, enfim. Ademais, é recomendável um certo distanciamento, mas e quando a pessoa não tem visão suficiente pra fazer O distanciamento necessário, seja por não ver nada, ou até mesmo por não ter um campo visual tão abrangente, como fica?

Pessoas com deficiência auditiva ou surdez. Como acredito que também  muitos devem saber, estes se comunicam geralmente com as mãos, pois não ouvem e não conseguem na maioria das vezes verbalizar. Outrossim, muitos dos gestos também envolvem outras partes do corpo, não só as mãos, incluindo partes do rosto, como a boca, nariz e também os olhos. Ou seja, até mesmo quando precisam se comunicar, os mesmos também podem estar em risco. Há também aqueles que se utilizam de recursos como a leitura labial, o que não pode ser feito devido ao uso da máscara, fato que em comunicações essenciais com quem não sabe falar libras teria que ocorrer, ou seja, a outra pessoa precisaria tirar a máscara, o que colocaria em risco a pessoa com deficiência se caso o comunicante estivesse contaminado, ou os dois.

Deficiência intelectual. Acredito que muitos  também devem saber, que as pessoas que possuem deficiência intelectual grave, se é que eu posso dizer assim, tem uma percepção da realidade um pouco diferente da maioria de nós, ou seja, por vezes podem não entender com facilidade algumas questões que pra gente podem parecer tranquilas. Um bom exemplo, pensa na dificuldade de um familiar de algum desses indivíduos em tentar explicar ou de certa forma fazer com que este use a máscara, a pessoa com deficiência pode acabar ficando inquieta, ter sua percepção sensorial prejudicada, dentre outras questões. Algumas autoridades tiveram a brilhante ideia de permitir o não uso da máscara por essas pessoas, mas as mesmas estarão no caso entrando em risco duplo, não é mesmo?

Como último exemplo, existem também pessoas que além das deficiências que possam vir a ter, possuem também agravamentos. Há também indivíduos com múltipla deficiências, junto à pessoas com doenças raras, ou seja, existem pessoas que além de terem deficiências, tem também comorbidades, ou questões que são difíceis de ocorrer, cujo os tratamentos e condições também são específicos. A vacinação de indivíduos com deficiência  teria que já ter  começado, para não causar sufocamento na vacinação e não atrapalhar o andamento do processo, porém infelizmente isso não ocorreu. Mas ainda tem como reverter um pouco dessa situação, visto que se for elaborado um calendário que caminha paralelo ao plano nacional e também aos de alguns estados como São Paulo, parte dessa situação já pode ser resolvida, mas quanto mais demorar, mais difícil fica a resolução.

Porque eu falo isso? Pelo simples fato que de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e estatísticas, pessoas com deficiência somam 1/4 da população. Existe uma solução simples? Não, no entanto esse calendário já poderia ajudar bastante, ou ainda, as cidades que não tem alguns grupos prioritários, como trabalhadores de metrô, serviço portuário, enfim, já poderiam dar andamento na vacinação das pessoas com deficiência moradores do município.
É por esses e outros motivos que venho pedir o seu apoio, pois se forem implementadas medidas legais, leis, dentre outras soluções que podem auxiliar os indivíduos com deficiência entrarem nos grupos prioritários, A vacinação desses grupos pode começar o quanto antes, para que o congestionamento seja minimizado e não cause maiores questões futuras, além de garantir que o direito já instituído seja respeitado. Assim sendo, estados que possuem um calendário próprio como São Paulo já podem auxiliar, começando a vacinação das pessoas com deficiências moradoras do estado, além do Rio de Janeiro que também pode dar um passo à frente, visto que se a capital já começou esse processo, porque não o restante do estado? Por fim, mas não menos importante, tanto a assembleia de São Paulo no que se refere ao estado, quanto a Federal podem garantir, assim como o Ministério Público e a Defensoria Pública da União que pode atuar junto ao governo federal, que esse direito seja respeitado e defendido em toda a nação brasileira. Se cada um atuar na parte que lhe cabe, essa questão pode ser solucionada o quanto antes possível, pois mais uma vez repito, essa questão não é um privilégio, mas sim uma necessidade.

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Abaixo-assinado criado em 30 de abril de 2021