Em defesa do orçamento da UFRJ

O problema

NOTA DOS ESTUDANTES DA UFRJ EM DEFESA DO ORÇAMENTO DA UNIVERSIDADE E DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Entidades representativas estudantis da graduação e da pós-graduação da UFRJ vêm a público condenar a decisão do MEC do governo Bolsonaro de corte no orçamento da nossa Universidade. Segundo artigo de autoria da reitora da UFRJ, Denise Pires, e do vice-reitor Frederico Leão, publicado no dia 06/05/21, o orçamento discricionário aprovado pela Lei Orçamentária para a UFRJ em 2021 é 38% daquele empenhado em 2012. Quando se soma ao bloqueio de 18,4% do orçamento aprovado, como anunciado pelo governo, o funcionamento da UFRJ ficará inviabilizado a partir de julho.

Em meio a uma crise sanitária global, em que a ciência e as Universidades se mostram fundamentais para superação dos obstáculos impostos, mais uma vez o governo Bolsonaro demonstra claramente as figuras e instituições que escolhe atacar.

Os vetos presidenciais à Lei Orçamentária Anual (LOA) e o bloqueio de créditos do orçamento em 2021 inviabilizam a educação pública, universal e de qualidade no país. O maior bloqueio de verbas ocorreu no Ministério da Educação, com R$ 2,7 bilhões (19,7% das despesas aprovadas). O orçamento das universidades vem sendo radicalmente reduzido há tempos, mas no governo Bolsonaro a situação se agrava de forma crítica e o ensino público é mais um alvo da política destrutiva e negacionista desse governo.

Os inúmeros ataques que enfrenta a educação brasileira na conjuntura atual faz com que se evidencie um projeto político de desmonte da educação pública, gratuita e de qualidade. A lógica política que ataca a educação faz com que toda sociedade perca e que os efeitos mais nefastos da ação do governo de Bolsonaro sobre a educação superior brasileira acabe por aprofundar as desigualdades educacionais e sociais, ameaçando a democratização do ensino público e distanciando a juventude do seu direito inalienável à educação.

Os direitos historicamente conquistados, através de muita luta dos movimentos sociais, correm um enorme risco de acabarem. Um país sem educação, pesquisa e investimentos básicos e fundantes para o seu desenvolvimento, tende a reproduzir um projeto estarrecedor de estagnação que o levará ao eterno subdesenvolvimento social, aprofundando desigualdades seculares e estratificando repulsantes violências.

Diante do mais recente golpe do governo Bolsonaro à maior Universidade do Brasil e à educação como um todo, manifestamos nosso absoluto repúdio à mais uma tentativa de liquidar a Universidade pública em todo o seu potencial de produção de conhecimento e de pesquisa.

Nós nos posicionamos contra o desmonte da educação, da democracia e da liberdade de ensino, pautas concretas que vêm sido colocadas em prática e ameaçam cada vez mais a construção de uma sociedade crítica, justa e igualitária no país.

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APG UFRJCriador do abaixo-assinado

238.577

O problema

NOTA DOS ESTUDANTES DA UFRJ EM DEFESA DO ORÇAMENTO DA UNIVERSIDADE E DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Entidades representativas estudantis da graduação e da pós-graduação da UFRJ vêm a público condenar a decisão do MEC do governo Bolsonaro de corte no orçamento da nossa Universidade. Segundo artigo de autoria da reitora da UFRJ, Denise Pires, e do vice-reitor Frederico Leão, publicado no dia 06/05/21, o orçamento discricionário aprovado pela Lei Orçamentária para a UFRJ em 2021 é 38% daquele empenhado em 2012. Quando se soma ao bloqueio de 18,4% do orçamento aprovado, como anunciado pelo governo, o funcionamento da UFRJ ficará inviabilizado a partir de julho.

Em meio a uma crise sanitária global, em que a ciência e as Universidades se mostram fundamentais para superação dos obstáculos impostos, mais uma vez o governo Bolsonaro demonstra claramente as figuras e instituições que escolhe atacar.

Os vetos presidenciais à Lei Orçamentária Anual (LOA) e o bloqueio de créditos do orçamento em 2021 inviabilizam a educação pública, universal e de qualidade no país. O maior bloqueio de verbas ocorreu no Ministério da Educação, com R$ 2,7 bilhões (19,7% das despesas aprovadas). O orçamento das universidades vem sendo radicalmente reduzido há tempos, mas no governo Bolsonaro a situação se agrava de forma crítica e o ensino público é mais um alvo da política destrutiva e negacionista desse governo.

Os inúmeros ataques que enfrenta a educação brasileira na conjuntura atual faz com que se evidencie um projeto político de desmonte da educação pública, gratuita e de qualidade. A lógica política que ataca a educação faz com que toda sociedade perca e que os efeitos mais nefastos da ação do governo de Bolsonaro sobre a educação superior brasileira acabe por aprofundar as desigualdades educacionais e sociais, ameaçando a democratização do ensino público e distanciando a juventude do seu direito inalienável à educação.

Os direitos historicamente conquistados, através de muita luta dos movimentos sociais, correm um enorme risco de acabarem. Um país sem educação, pesquisa e investimentos básicos e fundantes para o seu desenvolvimento, tende a reproduzir um projeto estarrecedor de estagnação que o levará ao eterno subdesenvolvimento social, aprofundando desigualdades seculares e estratificando repulsantes violências.

Diante do mais recente golpe do governo Bolsonaro à maior Universidade do Brasil e à educação como um todo, manifestamos nosso absoluto repúdio à mais uma tentativa de liquidar a Universidade pública em todo o seu potencial de produção de conhecimento e de pesquisa.

Nós nos posicionamos contra o desmonte da educação, da democracia e da liberdade de ensino, pautas concretas que vêm sido colocadas em prática e ameaçam cada vez mais a construção de uma sociedade crítica, justa e igualitária no país.

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APG UFRJCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Ministério da educação
Ministério da educação
Milton Leite
Milton Leite
Ministro da Educação
Wagner Vilas Boas de Souza
Wagner Vilas Boas de Souza
Secretário de Educação Superior do MEC
Edimilson Costa  Silva
Edimilson Costa  Silva
Diretoria de Políticas e Programas de Educação Superior

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Abaixo-assinado criado em 10 de maio de 2021