Manter o Cruz da Esperança Vivo


Manter o Cruz da Esperança Vivo
O problema
SALVE O CRUZ DA ESPERANÇA
MINUTA DE ABAIXO-ASSINADO
Pela preservação histórica e cultural do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da
Esperança.
À Prefeitura do Município de São Paulo, à Secretaria Municipal de Cultura, à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – CONPRESP.
Nós, cidadãos, frequentadores, moradores da região da Casa Verde, pesquisadores, artistas e defensores da cultura paulistana, apresentamos este abaixo-assinado para solicitar providências que assegurem a preservação histórica, cultural e territorial do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança, bem como a garantia de permanência de suas atividades em seu território tradicional. O bairro da Casa Verde integra a região reconhecida como Pequena África paulistana, território marcado pela presença histórica da população negra que, ao longo do século
XX, se estabeleceu na região após processos de deslocamento e expulsão do centro da cidade. Nesse contexto surge o Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança, fundado em 12 de outubro de 1958 por um grupo de taxistas pretos. Ao longo de mais de seis décadas, o espaço consolidou-se como importante ponto de convivência comunitária, sociabilidade e preservação cultural, sendo referência para o samba de raiz, para o futebol de várzea e para práticas culturais associadas à cultura negra paulistana.
Por sua trajetória e função social, o espaço pode ser compreendido como um verdadeiro quilombo urbano, um território de encontro, memória e resistência cultural no contexto da cidade.
Atualmente, a continuidade dessa trajetória encontra-se inserida em um contexto de transformações urbanas decorrentes da concessão do Parque Municipal Campo de Marte à iniciativa privada. O processo foi formalizado por meio do Contrato nº 001/ SVMA/2025, que prevê a concessão da gestão de uma área superior a 385 mil metros quadrados pelo prazo de 35 anos, com valor estimado em R$ 614.427.765,00. Diante da magnitude desse projeto urbano, torna-se fundamental que sua implementação considere também a presença de espaços culturais históricos que compõem a memória social da região.
Nos documentos de justificativa da consulta pública realizada para discutir o projeto, há menção à relevância cultural de manifestações tradicionais da região, incluindo o Baile do Cruz e os times de futebol de várzea que historicamente ocupam o território. No entanto, na audiência pública virtual disponibilizada no YouTube, tais referências não foram acompanhadas de qualquer discussão sobre os impactos do projeto para essas iniciativas
ou para a comunidade local, o que reforça a necessidade de aprofundar o diálogo institucional sobre o futuro desses espaços.
Com o objetivo de preservar sua autonomia institucional e garantir a continuidade de suas atividades culturais, o Cruz da Esperança optou por se desvincular da Associação dos Clubes Mantenedores. Desde então, o clube passou a atuar de forma independente, buscando assegurar a manutenção de sua gestão autônoma e de suas práticas culturais, tendo optado por não aderir ao acordo proposto pela concessionária responsável pelo projeto de concessão.
A preocupação com o futuro do território se intensificou após um episódio recente ocorrido na área conhecida como Campo Aliança, também situada no perímetro do projeto. Conforme vídeos que circulam nas redes sociais, uma moradora foi alvo de ação de reintegração de posse movida pela Prefeitura de São Paulo, que autorizou inclusive o uso de força policial para cumprimento da ordem. Após o despejo e a demolição do imóvel, foi oferecido à moradora apenas um auxílio-aluguel de R$ 400,00. O episódio acendeu um alerta entre moradores e frequentadores da região, que passaram a temer que situações semelhantes possam atingir outros espaços históricos do território, incluindo o próprio Cruz da Esperança.
A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 216, que constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial que expressam a identidade, a ação e a memória dos diferentes grupos formadores da sociedade. Nesse sentido, espaços comunitários que preservam práticas culturais tradicionais e manifestações históricas desempenham papel fundamental na proteção da diversidade cultural e da memória coletiva.
Diante disso, entendemos que o Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança representa um importante patrimônio cultural da cidade de São Paulo, cuja trajetória, atividades culturais e relevância comunitária justificam a adoção de medidas institucionais de reconhecimento e proteção.
Assim, por meio deste abaixo-assinado, solicitamos:
1. O reconhecimento do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade de São Paulo, com a abertura de procedimento administrativo para avaliação de seu registro cultural;
2. A garantia de permanência do Cruz da Esperança em seu território histórico, assegurando a continuidade de suas atividades culturais e o respeito à sua decisão de manter gestão autônoma e atuação independente;
3. A abertura de canal institucional de diálogo entre o Poder Público, a
concessionária responsável pelo projeto do Parque Campo de Marte e a
diretoria do Cruz da Esperança, com o objetivo de construir soluções que conciliem o desenvolvimento urbano da região com a preservação de seu patrimônio cultural e social;
4. A adoção de medidas que assegurem a proteção da memória cultural associada ao Cruz da Esperança, ao atual samba do Cruz e às demais manifestações culturais do território, reconhecendo sua relevância para a história e identidade cultural da cidade.
Por meio deste documento, manifestamos nosso apoio à preservação de um espaço que integra a memória cultural da cidade e que, ao longo de décadas, contribuiu para a manutenção de tradições culturais fundamentais para a história de São Paulo.
Assine e apoie a preservação do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança.

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O problema
SALVE O CRUZ DA ESPERANÇA
MINUTA DE ABAIXO-ASSINADO
Pela preservação histórica e cultural do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da
Esperança.
À Prefeitura do Município de São Paulo, à Secretaria Municipal de Cultura, à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – CONPRESP.
Nós, cidadãos, frequentadores, moradores da região da Casa Verde, pesquisadores, artistas e defensores da cultura paulistana, apresentamos este abaixo-assinado para solicitar providências que assegurem a preservação histórica, cultural e territorial do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança, bem como a garantia de permanência de suas atividades em seu território tradicional. O bairro da Casa Verde integra a região reconhecida como Pequena África paulistana, território marcado pela presença histórica da população negra que, ao longo do século
XX, se estabeleceu na região após processos de deslocamento e expulsão do centro da cidade. Nesse contexto surge o Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança, fundado em 12 de outubro de 1958 por um grupo de taxistas pretos. Ao longo de mais de seis décadas, o espaço consolidou-se como importante ponto de convivência comunitária, sociabilidade e preservação cultural, sendo referência para o samba de raiz, para o futebol de várzea e para práticas culturais associadas à cultura negra paulistana.
Por sua trajetória e função social, o espaço pode ser compreendido como um verdadeiro quilombo urbano, um território de encontro, memória e resistência cultural no contexto da cidade.
Atualmente, a continuidade dessa trajetória encontra-se inserida em um contexto de transformações urbanas decorrentes da concessão do Parque Municipal Campo de Marte à iniciativa privada. O processo foi formalizado por meio do Contrato nº 001/ SVMA/2025, que prevê a concessão da gestão de uma área superior a 385 mil metros quadrados pelo prazo de 35 anos, com valor estimado em R$ 614.427.765,00. Diante da magnitude desse projeto urbano, torna-se fundamental que sua implementação considere também a presença de espaços culturais históricos que compõem a memória social da região.
Nos documentos de justificativa da consulta pública realizada para discutir o projeto, há menção à relevância cultural de manifestações tradicionais da região, incluindo o Baile do Cruz e os times de futebol de várzea que historicamente ocupam o território. No entanto, na audiência pública virtual disponibilizada no YouTube, tais referências não foram acompanhadas de qualquer discussão sobre os impactos do projeto para essas iniciativas
ou para a comunidade local, o que reforça a necessidade de aprofundar o diálogo institucional sobre o futuro desses espaços.
Com o objetivo de preservar sua autonomia institucional e garantir a continuidade de suas atividades culturais, o Cruz da Esperança optou por se desvincular da Associação dos Clubes Mantenedores. Desde então, o clube passou a atuar de forma independente, buscando assegurar a manutenção de sua gestão autônoma e de suas práticas culturais, tendo optado por não aderir ao acordo proposto pela concessionária responsável pelo projeto de concessão.
A preocupação com o futuro do território se intensificou após um episódio recente ocorrido na área conhecida como Campo Aliança, também situada no perímetro do projeto. Conforme vídeos que circulam nas redes sociais, uma moradora foi alvo de ação de reintegração de posse movida pela Prefeitura de São Paulo, que autorizou inclusive o uso de força policial para cumprimento da ordem. Após o despejo e a demolição do imóvel, foi oferecido à moradora apenas um auxílio-aluguel de R$ 400,00. O episódio acendeu um alerta entre moradores e frequentadores da região, que passaram a temer que situações semelhantes possam atingir outros espaços históricos do território, incluindo o próprio Cruz da Esperança.
A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 216, que constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial que expressam a identidade, a ação e a memória dos diferentes grupos formadores da sociedade. Nesse sentido, espaços comunitários que preservam práticas culturais tradicionais e manifestações históricas desempenham papel fundamental na proteção da diversidade cultural e da memória coletiva.
Diante disso, entendemos que o Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança representa um importante patrimônio cultural da cidade de São Paulo, cuja trajetória, atividades culturais e relevância comunitária justificam a adoção de medidas institucionais de reconhecimento e proteção.
Assim, por meio deste abaixo-assinado, solicitamos:
1. O reconhecimento do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade de São Paulo, com a abertura de procedimento administrativo para avaliação de seu registro cultural;
2. A garantia de permanência do Cruz da Esperança em seu território histórico, assegurando a continuidade de suas atividades culturais e o respeito à sua decisão de manter gestão autônoma e atuação independente;
3. A abertura de canal institucional de diálogo entre o Poder Público, a
concessionária responsável pelo projeto do Parque Campo de Marte e a
diretoria do Cruz da Esperança, com o objetivo de construir soluções que conciliem o desenvolvimento urbano da região com a preservação de seu patrimônio cultural e social;
4. A adoção de medidas que assegurem a proteção da memória cultural associada ao Cruz da Esperança, ao atual samba do Cruz e às demais manifestações culturais do território, reconhecendo sua relevância para a história e identidade cultural da cidade.
Por meio deste documento, manifestamos nosso apoio à preservação de um espaço que integra a memória cultural da cidade e que, ao longo de décadas, contribuiu para a manutenção de tradições culturais fundamentais para a história de São Paulo.
Assine e apoie a preservação do Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança.

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Abaixo-assinado criado em 12 de março de 2026