Manifesto por Justiça Climática: Que ninguém fique de fora, vamos para as ruas!


Manifesto por Justiça Climática: Que ninguém fique de fora, vamos para as ruas!
O problema
O Brasil está em chamas! O ar seco, poluído e quente é resultado direto das queimadas e das mudanças climáticas, devastando biomas, com dor e matança de plantas e animais! Muitas pessoas já morreram, enquanto milhões sofrem de doenças respiratórias e insalubridade extrema. A perda de biodiversidade é incalculável, a fauna e a flora de nosso país estão devastadas, a Amazônia e o Pantanal se aproximam de um “ponto de não retorno”. Quem pode deter essa destruição somos nós!
Vivemos a seca mais extensa e intensa da história recente, fruto das emergências climáticas, mas o enorme número de queimadas vem de ações humanas criminosas e coordenadas. Os verdadeiros responsáveis são os grandes latifundiários do agronegócio, as mineradoras, o mercado imobiliário, o capital financeiro, construtoras e seus representantes nos poderes legislativo, executivo e judiciário. Sabemos que o governo federal, assim como os governos estaduais e municipais, têm também responsabilidade nas queimadas e na crise climática ao abrigarem representantes do agronegócio e atenderem interesse dos grandes empresários.
Um dos principais defensores do agronegócio é a bancada ruralista, que domina mais da metade das cadeiras do Congresso Nacional e abriga parlamentares que apoiam os interesses de grandes empresas, a flexibilização das leis ambientais e a exploração de terras indígenas. Sabemos que o ex-ministro do Meio Ambiente, foi aliado e hoje é membro da bancada, passando a boiada e promovendo o desmonte de órgãos de fiscalização como IBAMA e ICMBio, que seguem precarizados até hoje.
Os povos indígenas estão na linha de frente da luta pela preservação da Terra, resistindo à colonização e protegendo seus territórios coletivamente desde 1500. No entanto, sofrem com a violência e assassinatos constantes e sistemáticos, que continuam a ocorrer nos últimos meses, semanas e dias. Esses assassinatos são consequência direta da defesa incansável de suas terras e modos de vida. As comunidades indígenas, que há séculos cuidam da natureza, são alvos constantes do agronegócio e da mineração, atividades que destroem seus lares e ecossistemas. Defender os povos indígenas é defender a própria vida na Terra. A demarcação e homologação de terras indígenas é o mínimo que pode ser feito – e é URGENTE!
Junto com as comunidades indígenas, as comunidades tradicionais, as mulheres, a comunidade LGBTQIAPN+, o povo negro, pobre e periférico são os mais afetados por este cenário apocalíptico - causado por poucos, mas que coloca todas as vidas na Terra em risco. Sabemos que aqueles que menos contribuem para o caos ambiental sofrem mais com crises hídricas, ondas de calor intensas, enchentes e desmoronamentos, que ceifam vidas e destroem comunidades inteiras, como vimos recentemente no Rio Grande do Sul. Enquanto isso, os números gritam: a Amazônia queima com 23.715 focos de incêndio só em setembro. O Centro-Oeste segue com 18.015 focos. Mais de 10 milhões de brasileiros são diretamente afetados pela destruição de nossos biomas, enquanto 1,4 milhão sofrem com a seca.
No entanto, é a agricultura familiar que garante 70% dos alimentos consumidos no Brasil, produzindo alimentos básicos e essenciais para nossa sobrevivência, como feijão, mandioca, frutas e hortaliças. O atual sistema alimentar, baseado em atender aos interesses do agronegócio, foca na produção de commodities, como carnes, soja e cana-de-açúcar, atividades que produzem a destruição de florestas, secam rios e emitem mais de 74% de de gases de efeito estufa estufa no Brasil. Nesse cenário, a redução do consumo de carne e produtos de origem animal é central para a manutenção da vida na Terra, já que a pecuária exerce grande pressão sobre os ecossistemas.
O capitalismo transformou o planeta inteiro numa grande fábrica que aumenta a produção, o consumo e a acumulação infinitamente em um planeta finito – não há mais limites. A exploração é total: a terra, o ar, as águas e as vidas estão em risco grave.
Não há justiça climática sem luta! O tempo de agir é agora.
No dia 22 de setembro, às 14h, estaremos na Avenida Paulista, em frente ao MASP, para exigir uma mudança.
Venha marchar conosco na luta por:
- Demarcação e homologação de terras indígenas já! Não ao marco temporal!
- Reforma agrária popular já!: contra o agronegócio e latifundiários e pelo controle popular de terras e florestas.
- Não ao Plano Safra, que financia o agronegócio! Apoio à agricultura familiar para produção de alimentos ecologicamente equilibrada!
- Transformação radical nos sistemas alimentares, com uma significativa redução do consumo de produtos de origem animal
- Estatização das terras do agronegócio desmatadas ou queimadas ilegalmente e realização de uma política de recuperação ambiental dessas terras!
- Contra: Ferrogrão, exploração da foz do Amazonas e pavimentação da BR-319!
- Titulação de territórios quilombolas já!
- Fortalecimento dos órgãos ambientais públicos, como IBAMA E ICMBio, por meio da convocação de novos concursos federais para aumento do efetivo destes órgãos.
- Revogação do arcabouço fiscal! Basta de austericídio!
- Reconhecimento da Natureza como sujeito de direitos
- Decretação imediata do estado de emergência climática para interromper a destruição dos biomas, rejeitar o agronegócio predatório e responsabilizar crimes ambientais.
- Decretação de feriado emergencial nos municípios quando a qualidade do ar apresenta partículas inaláveis acima de 125 µg/m³.
- Revogação do Programa Estadual de Regularização de Terras - SP, a lei que favorece os grandes fazendeiros que grilaram terras públicas em São Paulo;
- Redução dos automóveis individuais e ampliação do sistema de transportes públicos gratuitos. Passe livre já!
- Serviços de habitação, transporte, saneamento, saúde, educação e cultura públicos e controlados pelo povo!
O poder deve estar com a classe trabalhadora! Nosso corpo vivo e desejante é a força social capaz de transformar o mundo. Com a nossa união e combatividade, podemos reverter parcialmente o que foi destruído e reinventar novas formas de viver. Mas, para isso, precisamos estar nas ruas. Precisamos lutar!
Dia 22/09 é na rua! Pela vida na Terra, por justiça climática, pelo futuro!
Assinam esse manifesto:
- Marcha por Justiça Climática de São Paulo
- Coalizão pelo Clima SP
- Fórum Popular da Natureza
- Rebelião Ecossocialista/PSOL
- Coletivo Ecoar - juventude ecossocialista
- Barbara Meyer - militante independente
- CUT - Central Única dos Trabalhadores
- MES/PSOL - Movimento Esquerda Socialista
- Coletivo Juntos!
- Sâmia Bomfim - deputada federal pelo PSOL/SP
- Mônica Seixas do Movimento Pretas - deputada estadual pelo PSOL/SP
- Luana Alves - vereadora em São Paulo pelo PSOL/SP
- Rede Emancipa de Educação Popular
- DCE Livre da USP
- TLS - Trabalhadoras e Trabalhadores na Luta Socialista
- Resistência/PSOL
- Afronte!
- Bancada Feminista do PSOL
- Subverta/PSOL
- Coletivo CAVALO - Coletivo Anticapitalista por um Veganismo Acessível e Livre de Opressões
- União Vegana de Ativismo
- Juventude Travessia
- FAS - Feministas Antirracistas Socialistas
- PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
- CST - Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores
- CSP Conlutas - Central Sindical e Popular Conlutas
- Gabriel Frossard - militante independente
- Greenpeace Brasil
- MST/SP - Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra de São Paulo
- Avançar Resoluto
- Frente pelo FIM DA PECUÁRIA
- Movimento LUTA
- UP - Unidade Popular Pelo Socialismo
- UJR - União da Juventude Rebelião
- MLC - Movimento Luta de Classes
- Movimento de mulheres Olga Benário
- Manifesto Coletivo
- MLB - Movimento de luta nos bairros, vilas e Favelas
- Corrente SoB - Socialismo ou Barbárie
- Juventude Já Basta!
- Bancada Anticapitalista
- Coletivo Jurubatuba Mirim
- Ecotrabalhismo PDT
- Thiago Ávila - militante internacionalista
- Instituto Abepoli Helena Josefa de Oliveira
- MNU - Movimento Negro Unificado
- MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto
- Chirley Pankará - PSOL
- Cursinho Popular Transformando
- Thiago Torres | Chavoso da USP
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O problema
O Brasil está em chamas! O ar seco, poluído e quente é resultado direto das queimadas e das mudanças climáticas, devastando biomas, com dor e matança de plantas e animais! Muitas pessoas já morreram, enquanto milhões sofrem de doenças respiratórias e insalubridade extrema. A perda de biodiversidade é incalculável, a fauna e a flora de nosso país estão devastadas, a Amazônia e o Pantanal se aproximam de um “ponto de não retorno”. Quem pode deter essa destruição somos nós!
Vivemos a seca mais extensa e intensa da história recente, fruto das emergências climáticas, mas o enorme número de queimadas vem de ações humanas criminosas e coordenadas. Os verdadeiros responsáveis são os grandes latifundiários do agronegócio, as mineradoras, o mercado imobiliário, o capital financeiro, construtoras e seus representantes nos poderes legislativo, executivo e judiciário. Sabemos que o governo federal, assim como os governos estaduais e municipais, têm também responsabilidade nas queimadas e na crise climática ao abrigarem representantes do agronegócio e atenderem interesse dos grandes empresários.
Um dos principais defensores do agronegócio é a bancada ruralista, que domina mais da metade das cadeiras do Congresso Nacional e abriga parlamentares que apoiam os interesses de grandes empresas, a flexibilização das leis ambientais e a exploração de terras indígenas. Sabemos que o ex-ministro do Meio Ambiente, foi aliado e hoje é membro da bancada, passando a boiada e promovendo o desmonte de órgãos de fiscalização como IBAMA e ICMBio, que seguem precarizados até hoje.
Os povos indígenas estão na linha de frente da luta pela preservação da Terra, resistindo à colonização e protegendo seus territórios coletivamente desde 1500. No entanto, sofrem com a violência e assassinatos constantes e sistemáticos, que continuam a ocorrer nos últimos meses, semanas e dias. Esses assassinatos são consequência direta da defesa incansável de suas terras e modos de vida. As comunidades indígenas, que há séculos cuidam da natureza, são alvos constantes do agronegócio e da mineração, atividades que destroem seus lares e ecossistemas. Defender os povos indígenas é defender a própria vida na Terra. A demarcação e homologação de terras indígenas é o mínimo que pode ser feito – e é URGENTE!
Junto com as comunidades indígenas, as comunidades tradicionais, as mulheres, a comunidade LGBTQIAPN+, o povo negro, pobre e periférico são os mais afetados por este cenário apocalíptico - causado por poucos, mas que coloca todas as vidas na Terra em risco. Sabemos que aqueles que menos contribuem para o caos ambiental sofrem mais com crises hídricas, ondas de calor intensas, enchentes e desmoronamentos, que ceifam vidas e destroem comunidades inteiras, como vimos recentemente no Rio Grande do Sul. Enquanto isso, os números gritam: a Amazônia queima com 23.715 focos de incêndio só em setembro. O Centro-Oeste segue com 18.015 focos. Mais de 10 milhões de brasileiros são diretamente afetados pela destruição de nossos biomas, enquanto 1,4 milhão sofrem com a seca.
No entanto, é a agricultura familiar que garante 70% dos alimentos consumidos no Brasil, produzindo alimentos básicos e essenciais para nossa sobrevivência, como feijão, mandioca, frutas e hortaliças. O atual sistema alimentar, baseado em atender aos interesses do agronegócio, foca na produção de commodities, como carnes, soja e cana-de-açúcar, atividades que produzem a destruição de florestas, secam rios e emitem mais de 74% de de gases de efeito estufa estufa no Brasil. Nesse cenário, a redução do consumo de carne e produtos de origem animal é central para a manutenção da vida na Terra, já que a pecuária exerce grande pressão sobre os ecossistemas.
O capitalismo transformou o planeta inteiro numa grande fábrica que aumenta a produção, o consumo e a acumulação infinitamente em um planeta finito – não há mais limites. A exploração é total: a terra, o ar, as águas e as vidas estão em risco grave.
Não há justiça climática sem luta! O tempo de agir é agora.
No dia 22 de setembro, às 14h, estaremos na Avenida Paulista, em frente ao MASP, para exigir uma mudança.
Venha marchar conosco na luta por:
- Demarcação e homologação de terras indígenas já! Não ao marco temporal!
- Reforma agrária popular já!: contra o agronegócio e latifundiários e pelo controle popular de terras e florestas.
- Não ao Plano Safra, que financia o agronegócio! Apoio à agricultura familiar para produção de alimentos ecologicamente equilibrada!
- Transformação radical nos sistemas alimentares, com uma significativa redução do consumo de produtos de origem animal
- Estatização das terras do agronegócio desmatadas ou queimadas ilegalmente e realização de uma política de recuperação ambiental dessas terras!
- Contra: Ferrogrão, exploração da foz do Amazonas e pavimentação da BR-319!
- Titulação de territórios quilombolas já!
- Fortalecimento dos órgãos ambientais públicos, como IBAMA E ICMBio, por meio da convocação de novos concursos federais para aumento do efetivo destes órgãos.
- Revogação do arcabouço fiscal! Basta de austericídio!
- Reconhecimento da Natureza como sujeito de direitos
- Decretação imediata do estado de emergência climática para interromper a destruição dos biomas, rejeitar o agronegócio predatório e responsabilizar crimes ambientais.
- Decretação de feriado emergencial nos municípios quando a qualidade do ar apresenta partículas inaláveis acima de 125 µg/m³.
- Revogação do Programa Estadual de Regularização de Terras - SP, a lei que favorece os grandes fazendeiros que grilaram terras públicas em São Paulo;
- Redução dos automóveis individuais e ampliação do sistema de transportes públicos gratuitos. Passe livre já!
- Serviços de habitação, transporte, saneamento, saúde, educação e cultura públicos e controlados pelo povo!
O poder deve estar com a classe trabalhadora! Nosso corpo vivo e desejante é a força social capaz de transformar o mundo. Com a nossa união e combatividade, podemos reverter parcialmente o que foi destruído e reinventar novas formas de viver. Mas, para isso, precisamos estar nas ruas. Precisamos lutar!
Dia 22/09 é na rua! Pela vida na Terra, por justiça climática, pelo futuro!
Assinam esse manifesto:
- Marcha por Justiça Climática de São Paulo
- Coalizão pelo Clima SP
- Fórum Popular da Natureza
- Rebelião Ecossocialista/PSOL
- Coletivo Ecoar - juventude ecossocialista
- Barbara Meyer - militante independente
- CUT - Central Única dos Trabalhadores
- MES/PSOL - Movimento Esquerda Socialista
- Coletivo Juntos!
- Sâmia Bomfim - deputada federal pelo PSOL/SP
- Mônica Seixas do Movimento Pretas - deputada estadual pelo PSOL/SP
- Luana Alves - vereadora em São Paulo pelo PSOL/SP
- Rede Emancipa de Educação Popular
- DCE Livre da USP
- TLS - Trabalhadoras e Trabalhadores na Luta Socialista
- Resistência/PSOL
- Afronte!
- Bancada Feminista do PSOL
- Subverta/PSOL
- Coletivo CAVALO - Coletivo Anticapitalista por um Veganismo Acessível e Livre de Opressões
- União Vegana de Ativismo
- Juventude Travessia
- FAS - Feministas Antirracistas Socialistas
- PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
- CST - Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores
- CSP Conlutas - Central Sindical e Popular Conlutas
- Gabriel Frossard - militante independente
- Greenpeace Brasil
- MST/SP - Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra de São Paulo
- Avançar Resoluto
- Frente pelo FIM DA PECUÁRIA
- Movimento LUTA
- UP - Unidade Popular Pelo Socialismo
- UJR - União da Juventude Rebelião
- MLC - Movimento Luta de Classes
- Movimento de mulheres Olga Benário
- Manifesto Coletivo
- MLB - Movimento de luta nos bairros, vilas e Favelas
- Corrente SoB - Socialismo ou Barbárie
- Juventude Já Basta!
- Bancada Anticapitalista
- Coletivo Jurubatuba Mirim
- Ecotrabalhismo PDT
- Thiago Ávila - militante internacionalista
- Instituto Abepoli Helena Josefa de Oliveira
- MNU - Movimento Negro Unificado
- MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto
- Chirley Pankará - PSOL
- Cursinho Popular Transformando
- Thiago Torres | Chavoso da USP
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Abaixo-assinado criado em 21 de setembro de 2024