Manifesto pelo "Memorial da Resistência Madre Maurina"

Assinantes recentes:
Diogo Uchôa e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

"Por que um Memorial para Madre Maurina e o Lar Santana?
Uma Resposta Contra o Esquecimento

Em um porão escondido, um mimeógrafo imprimia palavras de resistência. No andar de cima, uma freira cuidava de órfãs, sem imaginar que, em breve, sua vida seria destruída por mentiras escritas a sangue e choque. Madre Maurina Borges da Silveira não era uma guerrilheira. Era uma mulher de fé, dedicada a crianças vulneráveis, até que a ditadura militar a transformou em “inimiga do Estado”. Sua história não é apenas sobre o passado: é um espelho que reflete o perigo do autoritarismo e a urgência de defendermos memória, verdade e justiça.

1. Por Que Lembrar?
Em 1969, enquanto Madre Maurina gerenciava o orfanato Lar Santana, a ditadura brasileira sequestrava, torturava e matava em nome da “segurança nacional”. A acusação contra ela? Culpada por existir. Culpada por abrigar, sem saber, um mimeógrafo que imprimia críticas ao regime. Culpada por ser uma mulher forte, cujo trabalho social incomodava.

Sua prisão, tortura e exílio forçado revelam uma verdade incômoda: a violência de Estado não escolhe vítimas. Destrói freiras, professores, artistas, jovens. Apaga histórias. E, se não resistirmos, apagará nossa capacidade de reconhecer a injustiça.

2. O Memorial Como Ato de Reparação
Um memorial no Lar Santana não é um museu de objetos velhos. É um gesto político de cura coletiva.

Para as Vítimas: Honra aqueles que, como Madre Maurina, tiveram suas vidas rasuradas pela mentira e pela dor.

Para a Juventude: Ensina que democracia não é um presente – é uma conquista frágil, que exige vigilância.

Para Ribeirão Preto: Revela uma história local que o café e o agronegócio jamais contarão: a da resistência silenciosa de mulheres invisibilizadas.

Imagine um lugar onde adolescentes possam tocar cópias do jornal O Berro, entender como a ditadura distorceu a realidade, e debater: “O que eu faria no lugar dela?”.

3. A Verdade Que Liberta
Madre Maurina foi inocentada pela Justiça, mas seus torturadores nunca foram punidos. O memorial não busca vingança: busca justiça histórica.

Como ela mesma disse ao retornar do exílio: “Declaro-me inocente perante Deus e estou à disposição da Justiça”. Suas palavras não são apenas um protesto – são um convite à verdade.

4. O Risco do Apagamento
Sem memoriais, sem documentos, sem nomes em placas, a ditadura vence duas vezes: primeiro, ao calar suas vítimas; depois, ao convencer as novas gerações de que “foi tudo exagero”. Quantos sabem que um delegado de Ribeirão Preto foi excomungado por torturar uma freira? Quantos conhecem a coragem de Dom Paulo Evaristo Arns, que desafiou generais para salvá-la?

O esquecimento é o solo onde autoritarismos brotam.

5. Um Convite à Ação
O memorial da Madre Maurina não será um monumento estático. Será um espaço vivo, onde:

Crianças aprenderão sobre direitos humanos através de oficinas.

Universitários debaterão o papel da Igreja na resistência à ditadura.

Sobreviventes contarão suas histórias, tecendo uma rede de solidariedade.

Ribeirão Preto tem uma dívida com essa história. Aceitaremos que o Lar Santana vire um estacionamento, um prédio comercial? Ou transformaremos suas paredes em um grito permanente: “Nunca Mais!”?

Pelas Crianças Que Ela Protegeu
Madre Maurina dedicou sua vida a meninas órfãs. Cabe a nós protegermos a memória dela – não por nostalgia, mas para que nenhuma criança do futuro precise enfrentar sombras semelhantes.

Um memorial não é sobre o passado. É sobre o amanhã.

Apoie essa causa. Exija que a Prefeitura, as universidades e a sociedade civil transformem o Lar Santana em um símbolo eterno de resistência. Porque esquecer é permitir que a história se repita. Lembrar é lutar.

Nós, abaixo-assinados, reivindicamos a criação do "MEMORIAL DA RESISTENCIA MADRE MAURINA" no prédio do antigo Lar Santana, visando garantir o acesso e o debate sobre a luta contra a Ditadura Militar fascista de 1964 que torturou trabalhadores, trabalhadoras, jovens e estudantes, não permitindo que a histórias de luta e resistências populares se apaguem nas memórias do povo de Ribeirão Preto e região.

131

Assinantes recentes:
Diogo Uchôa e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

"Por que um Memorial para Madre Maurina e o Lar Santana?
Uma Resposta Contra o Esquecimento

Em um porão escondido, um mimeógrafo imprimia palavras de resistência. No andar de cima, uma freira cuidava de órfãs, sem imaginar que, em breve, sua vida seria destruída por mentiras escritas a sangue e choque. Madre Maurina Borges da Silveira não era uma guerrilheira. Era uma mulher de fé, dedicada a crianças vulneráveis, até que a ditadura militar a transformou em “inimiga do Estado”. Sua história não é apenas sobre o passado: é um espelho que reflete o perigo do autoritarismo e a urgência de defendermos memória, verdade e justiça.

1. Por Que Lembrar?
Em 1969, enquanto Madre Maurina gerenciava o orfanato Lar Santana, a ditadura brasileira sequestrava, torturava e matava em nome da “segurança nacional”. A acusação contra ela? Culpada por existir. Culpada por abrigar, sem saber, um mimeógrafo que imprimia críticas ao regime. Culpada por ser uma mulher forte, cujo trabalho social incomodava.

Sua prisão, tortura e exílio forçado revelam uma verdade incômoda: a violência de Estado não escolhe vítimas. Destrói freiras, professores, artistas, jovens. Apaga histórias. E, se não resistirmos, apagará nossa capacidade de reconhecer a injustiça.

2. O Memorial Como Ato de Reparação
Um memorial no Lar Santana não é um museu de objetos velhos. É um gesto político de cura coletiva.

Para as Vítimas: Honra aqueles que, como Madre Maurina, tiveram suas vidas rasuradas pela mentira e pela dor.

Para a Juventude: Ensina que democracia não é um presente – é uma conquista frágil, que exige vigilância.

Para Ribeirão Preto: Revela uma história local que o café e o agronegócio jamais contarão: a da resistência silenciosa de mulheres invisibilizadas.

Imagine um lugar onde adolescentes possam tocar cópias do jornal O Berro, entender como a ditadura distorceu a realidade, e debater: “O que eu faria no lugar dela?”.

3. A Verdade Que Liberta
Madre Maurina foi inocentada pela Justiça, mas seus torturadores nunca foram punidos. O memorial não busca vingança: busca justiça histórica.

Como ela mesma disse ao retornar do exílio: “Declaro-me inocente perante Deus e estou à disposição da Justiça”. Suas palavras não são apenas um protesto – são um convite à verdade.

4. O Risco do Apagamento
Sem memoriais, sem documentos, sem nomes em placas, a ditadura vence duas vezes: primeiro, ao calar suas vítimas; depois, ao convencer as novas gerações de que “foi tudo exagero”. Quantos sabem que um delegado de Ribeirão Preto foi excomungado por torturar uma freira? Quantos conhecem a coragem de Dom Paulo Evaristo Arns, que desafiou generais para salvá-la?

O esquecimento é o solo onde autoritarismos brotam.

5. Um Convite à Ação
O memorial da Madre Maurina não será um monumento estático. Será um espaço vivo, onde:

Crianças aprenderão sobre direitos humanos através de oficinas.

Universitários debaterão o papel da Igreja na resistência à ditadura.

Sobreviventes contarão suas histórias, tecendo uma rede de solidariedade.

Ribeirão Preto tem uma dívida com essa história. Aceitaremos que o Lar Santana vire um estacionamento, um prédio comercial? Ou transformaremos suas paredes em um grito permanente: “Nunca Mais!”?

Pelas Crianças Que Ela Protegeu
Madre Maurina dedicou sua vida a meninas órfãs. Cabe a nós protegermos a memória dela – não por nostalgia, mas para que nenhuma criança do futuro precise enfrentar sombras semelhantes.

Um memorial não é sobre o passado. É sobre o amanhã.

Apoie essa causa. Exija que a Prefeitura, as universidades e a sociedade civil transformem o Lar Santana em um símbolo eterno de resistência. Porque esquecer é permitir que a história se repita. Lembrar é lutar.

Nós, abaixo-assinados, reivindicamos a criação do "MEMORIAL DA RESISTENCIA MADRE MAURINA" no prédio do antigo Lar Santana, visando garantir o acesso e o debate sobre a luta contra a Ditadura Militar fascista de 1964 que torturou trabalhadores, trabalhadoras, jovens e estudantes, não permitindo que a histórias de luta e resistências populares se apaguem nas memórias do povo de Ribeirão Preto e região.

Mensagens de apoiadores

Atualizações do abaixo-assinado

Compartilhar este abaixo-assinado

Abaixo-assinado criado em 8 de julho de 2025