Manifesto pela reavaliação da meta de resultado primário


Manifesto pela reavaliação da meta de resultado primário
O problema
As declarações recentes do Presidente Lula pela reavaliação das metas fiscais encontram apoio de uma coletividade de economistas, acadêmicos e especialistas em economia e orçamento público, que atuam não só no Brasil, mas também em diversos outros países. Em um contexto no qual forças autoritárias ainda ameaçam a estabilidade democrática do nosso país, o posicionamento do Presidente emerge como um bastião contra o retrocesso, reiterando a importância de políticas inclusivas e socialmente justas. A política fiscal deve ser voltada à promoção do crescimento e desenvolvimento socioeconômico, com responsabilidade ambiental e com estabilidade macroeconômica. A quem interessa que metas fiscais irrealistas não sejam alcançadas?
A adoção de metas de resultado primário excessivamente restritivas e potencialmente inviáveis fortalece aqueles que buscam subverter nossos valores democráticos e os direitos sociais e humanos, que foram consagrados na Constituição Federal de 1988 e reafirmados pelas urnas. Adicionalmente, inviabiliza a expansão quantitativa e qualitativa dos serviços públicos com o intuito de mercantilizá-los. Como se não bastasse, amplia riscos políticos e econômicos, como o acionamento de sanções previstas no Regime Fiscal Sustentável, as ameaças aos pisos constitucionais da saúde e da educação e, dado o irrealismo das metas, até mesmo crimes de responsabilidade que não deixarão de ser cobrados pelos veículos de comunicação, políticos, e economistas próximos do mercado financeiro.
No atual cenário econômico, torna-se imprescindível a priorização do investimento em obras e serviços públicos essenciais e dos programas sociais, em detrimento de uma adesão rígida e dogmática a metas de resultado primário irrealistas. A gestão orçamentária deve prezar pela sustentabilidade fiscal, empregando seus instrumentos para criar as condições necessárias para o crescimento econômico dos diferentes setores de atividade, para alcançar o pleno emprego, para garantir a estabilidade de preços e para fomentar a prosperidade da população brasileira, em especial da parcela mais desfavorecida.
Defendemos uma abordagem fiscal e orçamentária que esteja alinhada com os objetivos de promover o bem-estar social, a justiça econômica e o desenvolvimento sustentável. Rejeitamos metas potencialmente inatingíveis e contracionistas que conduzam a cortes e contenções de recursos para investimentos e políticas sociais e demais políticas públicas, desacelerando a economia e exacerbando as desigualdades. Portanto, com o objetivo de garantir a estabilidade macroeconômica e o progresso e a justiça social, com a preocupação de salvaguardar a democracia, manifestamos a urgência pela alteração da meta de resultado primário para 2024.
Subscrevem este manifesto:
Luiz Gonzaga Belluzzo – IE-Unicamp
Leda Paulani – USP
Rosa Maria Marques – PUC-SP
Carlos Aguiar de Medeiros – UFRJ
Alfredo Saad-Filho - King's College London
Denise Lobato Gentil – UFRJ
Ladislau Dowbor – PUC-SP
Carolina Alves – University College London
Pedro Paulo Zahluth Bastos – IE-Unicamp
Simone Deos – IE-Unicamp
Luiza Nassif - IE-Unicamp e diretora do MADE-FEA/USP
Luiz Fernando de Paula – UFRJ
Adriana Nunes Ferreira – IE-Unicamp
César Locatelli – Doutorando pela UFABC e ABED-SP
Eduardo Fagnani – IE-Unicamp
André Paiva – Doutorando na UNB
Clara Brenck - Made-USP
Davi Deccache – Assessor do Congresso Nacional
Magda Biavaschi – Desembargadora do trabalho aposentada e pesquisadora do CESIT Unicamp
Paulo Kliass - doutor em economia (Paris 10)
Júlio Pires - PUC-SP e FEA-RP/USP
José Eduardo Roselino – UFSCar
Marco Antonio da Rocha – IE-Unicamp
Ana Rosa R. Mendonça Sarti – IE-Unicamp
Pedro Rossi – IE-Unicamp
Paulo Bretas (Abed MG, Membro da Coordenação Executiva Nacional da ABED)
Joana Salem – UFABC
Daniel Negreiros Conceição – UFRJ
Marcelo Manzano – IE-Unicamp
Carolina Baltar – IE-Unicamp
Marilane Teixeira - Economista e pesquisadora do CESIT
Ademir Figueiredo – Economista ABED-SP
Maria Luiza Falcão Silva (UNB e ABED-DF)
Bárbara Vallejos – IE-Unicamp
Rodrigo Vilela Rodrigues – UFSCar
Cláudio Da Costa Manso – CNTU
José Eduardo Roselino (UFSCar - Universidade Federal de São Carlos)
Ricardo Lacerda (Universidade Federal de Sergipe e ABED)
Carlos Fernandez da Silveira (Economista aposentado e Fórum 21)
André Luiz Passos Santos – Doutorando pelo Instituto de Economia da Unicamp
Dario Silva PUC Campinas / Doutorando PPG-EPM UFABC)
Valcir Bispo (Universidade Federal do Pará e ABED)
Antonio Fernando Gomes Alves (Universidade de São Caetano do Sul)
Rubens Sawaya- PUC-SP
Antônio JC Prado – Economista (Ex-Cepal)

O problema
As declarações recentes do Presidente Lula pela reavaliação das metas fiscais encontram apoio de uma coletividade de economistas, acadêmicos e especialistas em economia e orçamento público, que atuam não só no Brasil, mas também em diversos outros países. Em um contexto no qual forças autoritárias ainda ameaçam a estabilidade democrática do nosso país, o posicionamento do Presidente emerge como um bastião contra o retrocesso, reiterando a importância de políticas inclusivas e socialmente justas. A política fiscal deve ser voltada à promoção do crescimento e desenvolvimento socioeconômico, com responsabilidade ambiental e com estabilidade macroeconômica. A quem interessa que metas fiscais irrealistas não sejam alcançadas?
A adoção de metas de resultado primário excessivamente restritivas e potencialmente inviáveis fortalece aqueles que buscam subverter nossos valores democráticos e os direitos sociais e humanos, que foram consagrados na Constituição Federal de 1988 e reafirmados pelas urnas. Adicionalmente, inviabiliza a expansão quantitativa e qualitativa dos serviços públicos com o intuito de mercantilizá-los. Como se não bastasse, amplia riscos políticos e econômicos, como o acionamento de sanções previstas no Regime Fiscal Sustentável, as ameaças aos pisos constitucionais da saúde e da educação e, dado o irrealismo das metas, até mesmo crimes de responsabilidade que não deixarão de ser cobrados pelos veículos de comunicação, políticos, e economistas próximos do mercado financeiro.
No atual cenário econômico, torna-se imprescindível a priorização do investimento em obras e serviços públicos essenciais e dos programas sociais, em detrimento de uma adesão rígida e dogmática a metas de resultado primário irrealistas. A gestão orçamentária deve prezar pela sustentabilidade fiscal, empregando seus instrumentos para criar as condições necessárias para o crescimento econômico dos diferentes setores de atividade, para alcançar o pleno emprego, para garantir a estabilidade de preços e para fomentar a prosperidade da população brasileira, em especial da parcela mais desfavorecida.
Defendemos uma abordagem fiscal e orçamentária que esteja alinhada com os objetivos de promover o bem-estar social, a justiça econômica e o desenvolvimento sustentável. Rejeitamos metas potencialmente inatingíveis e contracionistas que conduzam a cortes e contenções de recursos para investimentos e políticas sociais e demais políticas públicas, desacelerando a economia e exacerbando as desigualdades. Portanto, com o objetivo de garantir a estabilidade macroeconômica e o progresso e a justiça social, com a preocupação de salvaguardar a democracia, manifestamos a urgência pela alteração da meta de resultado primário para 2024.
Subscrevem este manifesto:
Luiz Gonzaga Belluzzo – IE-Unicamp
Leda Paulani – USP
Rosa Maria Marques – PUC-SP
Carlos Aguiar de Medeiros – UFRJ
Alfredo Saad-Filho - King's College London
Denise Lobato Gentil – UFRJ
Ladislau Dowbor – PUC-SP
Carolina Alves – University College London
Pedro Paulo Zahluth Bastos – IE-Unicamp
Simone Deos – IE-Unicamp
Luiza Nassif - IE-Unicamp e diretora do MADE-FEA/USP
Luiz Fernando de Paula – UFRJ
Adriana Nunes Ferreira – IE-Unicamp
César Locatelli – Doutorando pela UFABC e ABED-SP
Eduardo Fagnani – IE-Unicamp
André Paiva – Doutorando na UNB
Clara Brenck - Made-USP
Davi Deccache – Assessor do Congresso Nacional
Magda Biavaschi – Desembargadora do trabalho aposentada e pesquisadora do CESIT Unicamp
Paulo Kliass - doutor em economia (Paris 10)
Júlio Pires - PUC-SP e FEA-RP/USP
José Eduardo Roselino – UFSCar
Marco Antonio da Rocha – IE-Unicamp
Ana Rosa R. Mendonça Sarti – IE-Unicamp
Pedro Rossi – IE-Unicamp
Paulo Bretas (Abed MG, Membro da Coordenação Executiva Nacional da ABED)
Joana Salem – UFABC
Daniel Negreiros Conceição – UFRJ
Marcelo Manzano – IE-Unicamp
Carolina Baltar – IE-Unicamp
Marilane Teixeira - Economista e pesquisadora do CESIT
Ademir Figueiredo – Economista ABED-SP
Maria Luiza Falcão Silva (UNB e ABED-DF)
Bárbara Vallejos – IE-Unicamp
Rodrigo Vilela Rodrigues – UFSCar
Cláudio Da Costa Manso – CNTU
José Eduardo Roselino (UFSCar - Universidade Federal de São Carlos)
Ricardo Lacerda (Universidade Federal de Sergipe e ABED)
Carlos Fernandez da Silveira (Economista aposentado e Fórum 21)
André Luiz Passos Santos – Doutorando pelo Instituto de Economia da Unicamp
Dario Silva PUC Campinas / Doutorando PPG-EPM UFABC)
Valcir Bispo (Universidade Federal do Pará e ABED)
Antonio Fernando Gomes Alves (Universidade de São Caetano do Sul)
Rubens Sawaya- PUC-SP
Antônio JC Prado – Economista (Ex-Cepal)

Abaixo-assinado encerrado
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Abaixo-assinado criado em 9 de novembro de 2023