Manifesto Justiça Climática para Mulheres e Meninas

O problema

Curitiba, 17 de novembro 2025

A crise climática tem aprofundado desigualdades históricas e exposto uma realidade urgente: mulheres e meninas são as mais impactadas pelos desastres ambientais, tanto no Brasil quanto no mundo. Quando enchentes, secas, tempestades e deslizamentos acontecem, são elas que enfrentam maior risco de deslocamento, perda de moradia, fome, insegurança e interrupção de serviços essenciais. A violência contra mulheres aumenta significativamente nesses cenários, especialmente em abrigos improvisados, onde faltam privacidade, proteção e políticas de acolhimento. A ausência de um recorte de gênero nas ações de prevenção e resposta amplia a vulnerabilidade feminina, evidencia a invisibilidade das suas necessidades e revela uma falha estrutural nas políticas públicas climáticas.

Manifesto

Nós, do Instituto Encoraja, apresentamos esta carta-manifesto para afirmar, de forma firme e inegociável, que a crise climática não é neutra. Ela aprofunda desigualdades históricas e impacta de maneira direta, profunda e violenta a vida de meninas e mulheres, especialmente negras, indígenas, periféricas, ribeirinhas, mães solos e trabalhadoras informais.

Em cada enchente, incêndio, seca ou deslizamento, são as mulheres que cuidam, alimentam, protegem e acolhem. E, ainda assim, são elas que mais sofrem perdas, violências e inseguranças e as que menos são incluídas nos processos de decisão, prevenção e reconstrução.

Os dados confirmam aquilo que as mulheres já sabem pela experiência:
• 80% das pessoas deslocadas por desastres climáticos são mulheres e meninas.
• A violência doméstica aumenta após eventos extremos.
• Abrigos improvisados expõem mulheres e meninas a abusos e exploração.
• No Brasil, mais de 3 milhões de mulheres vivem em áreas de risco climático.

Por isso declaramos: não há justiça climática sem justiça de gênero. A COP 30 representa uma oportunidade histórica para reconhecer e corrigir essa desigualdade estrutural.

Reivindicamos:
1. Políticas climáticas com recorte de gênero e raça.
2. Abrigos seguros, com privacidade, higiene e proteção.
3. Protocolos oficiais de prevenção e combate à violência em contextos de desastre.
4. Participação efetiva de mulheres especialmente das comunidades  nas decisões sobre adaptação, mitigação e reconstrução.
5. Orçamento climático com marcação de gênero.

As mulheres são guardiãs da vida, lideranças de suas comunidades, produtoras de cuidado e agentes essenciais da resiliência climática. Mas não podem seguir reconstruindo sozinhas aquilo que as catástrofes e os sistemas quebram.

Chamamos governos, organizações e sociedade civil a assumir um compromisso real com a proteção das mulheres e meninas. Cuidar das mulheres é cuidar do planeta. Cuidar do planeta é cuidar do futuro.

Assinamos esta carta em nome das mulheres brasileiras  e de todas as mulheres do mundo que merecem existir com dignidade, segurança e justiça.

Convidamos você a apoiar e assinar este manifesto, fortalecendo a luta pela justiça climática e pela proteção das mulheres e meninas.

Com coragem e compromisso,

Instituto Encoraja 

www.coletivoencoraja.org

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Fabiane PradoCriador do abaixo-assinado

446

O problema

Curitiba, 17 de novembro 2025

A crise climática tem aprofundado desigualdades históricas e exposto uma realidade urgente: mulheres e meninas são as mais impactadas pelos desastres ambientais, tanto no Brasil quanto no mundo. Quando enchentes, secas, tempestades e deslizamentos acontecem, são elas que enfrentam maior risco de deslocamento, perda de moradia, fome, insegurança e interrupção de serviços essenciais. A violência contra mulheres aumenta significativamente nesses cenários, especialmente em abrigos improvisados, onde faltam privacidade, proteção e políticas de acolhimento. A ausência de um recorte de gênero nas ações de prevenção e resposta amplia a vulnerabilidade feminina, evidencia a invisibilidade das suas necessidades e revela uma falha estrutural nas políticas públicas climáticas.

Manifesto

Nós, do Instituto Encoraja, apresentamos esta carta-manifesto para afirmar, de forma firme e inegociável, que a crise climática não é neutra. Ela aprofunda desigualdades históricas e impacta de maneira direta, profunda e violenta a vida de meninas e mulheres, especialmente negras, indígenas, periféricas, ribeirinhas, mães solos e trabalhadoras informais.

Em cada enchente, incêndio, seca ou deslizamento, são as mulheres que cuidam, alimentam, protegem e acolhem. E, ainda assim, são elas que mais sofrem perdas, violências e inseguranças e as que menos são incluídas nos processos de decisão, prevenção e reconstrução.

Os dados confirmam aquilo que as mulheres já sabem pela experiência:
• 80% das pessoas deslocadas por desastres climáticos são mulheres e meninas.
• A violência doméstica aumenta após eventos extremos.
• Abrigos improvisados expõem mulheres e meninas a abusos e exploração.
• No Brasil, mais de 3 milhões de mulheres vivem em áreas de risco climático.

Por isso declaramos: não há justiça climática sem justiça de gênero. A COP 30 representa uma oportunidade histórica para reconhecer e corrigir essa desigualdade estrutural.

Reivindicamos:
1. Políticas climáticas com recorte de gênero e raça.
2. Abrigos seguros, com privacidade, higiene e proteção.
3. Protocolos oficiais de prevenção e combate à violência em contextos de desastre.
4. Participação efetiva de mulheres especialmente das comunidades  nas decisões sobre adaptação, mitigação e reconstrução.
5. Orçamento climático com marcação de gênero.

As mulheres são guardiãs da vida, lideranças de suas comunidades, produtoras de cuidado e agentes essenciais da resiliência climática. Mas não podem seguir reconstruindo sozinhas aquilo que as catástrofes e os sistemas quebram.

Chamamos governos, organizações e sociedade civil a assumir um compromisso real com a proteção das mulheres e meninas. Cuidar das mulheres é cuidar do planeta. Cuidar do planeta é cuidar do futuro.

Assinamos esta carta em nome das mulheres brasileiras  e de todas as mulheres do mundo que merecem existir com dignidade, segurança e justiça.

Convidamos você a apoiar e assinar este manifesto, fortalecendo a luta pela justiça climática e pela proteção das mulheres e meninas.

Com coragem e compromisso,

Instituto Encoraja 

www.coletivoencoraja.org

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Fabiane PradoCriador do abaixo-assinado
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Os tomadores de decisão

Roberta Almeida
Roberta Almeida
Presidente
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Abaixo-assinado criado em 17 de novembro de 2025