Manifesto da Suíça contra o golpe no Brasil- Manifest gegen den Staatsstreich in Brasilien

Das Problem

Português / Deutsch / Français

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O grupo Manifesto Brasil Social MBSocial, criado por brasileiros residentes na Suíça, tem como objetivo atuar direta e indiretamente no processo político do país, engajando-se na luta pelo resgate do sistema democrático, colocado em risco recentemente através do golpe parlamentar ocorrido em maio de 2016.
Compreendemos a gravidade deste momento histórico e nos comprometemos a desenvolver ações de curto, médio e longo prazo, que visem aprofundar o debate político fora e dentro do país. Escrevemos o Manifesto de Zurique, e gostaríamos de contar com a sua assinatura para enviar ao Senado Brasileiro antes da votação definitiva do impeachment da presidente Dilma Rousseff.


Manifesto de Zurique
Nós, brasileiros residentes na Suíça, pedimos seu apoio ao exercício de nossa plena cidadania, denunciando o Golpe Parlamentar ocorrido recentemente no Brasil, e aos nossos esforços para fortalecer um Brasil democrático e social.

  1. Condenamos a suspensão temporária da Presidenta Dilma Rousseff do governo no dia 12 de Maio de 2016, através do uso irregular do instrumento jurídico de Impeachment, sob a alegação do uso de „pedaladas fiscais“, sem configurar crime de responsabilidade, como regulamentado no Art. 85 da Constituição Brasileira de 1988.
  2. Denunciamos como Golpe Parlamentar a ação que permitiu ao Vice-Presidente Michel Temer assumir o governo no lugar de Dilma Rousseff, eleita em 2014 pela maioria do povo brasileiro, violando a Constituição, a legalidade institucional e parlamentar brasileira, contando com o apoio de uma grande mídia partidária e oligárquica.
  3. Declaramos como ilegítimo o governo do Presidente Interino Michel Temer, assim como a constituição de um novo Ministério, composto majoritariamente por políticos envolvidos em processos por irregularidades administrativas, corrupção e violação dos direitos humanos.
  4. Registramos nossa indignação diante da omissão do Supremo Tribunal Federal (STF), ao permitir que processos irregulares sejam julgados de forma seletiva, representando interesses privados e empresariais, e que sejam aprovados pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
  5. Protestamos contra o desmantelamento das políticas econômicas, sociais, educacionais e culturais, que nos últimos 14 anos, permitiram 40 milhões de brasileiros de saírem da miséria e levaram o Brasil a se afirmar como uma nação modelo de inclusão social, servindo de exemplo a outros países, principalmente na América do Sul.
  6. Denunciamos como um grave risco à democracia brasileira e aos direitos fundamentais da sociedade civil, os ataques feitos pelo governo interino ao Ministério da Cultura, ao Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, ao Ministério da Justiça, à Controladoria Geral da União (CGU), à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e aos projetos em prol da Educação para todos, ao direito universal à Saúde e reiteramos a defesa da laicidade, da ecologia, dos direitos dos povos indígenas, do programa Minha Casa Minha Vida, do Bolsa Família, dos investimentos em Ciência e Tecnologia, das quotas nas Universidades, do fortalecimento da previdência social, do desenvolvimento agrário e de todos outros projetos de inclusão social eliminados recentemente de forma arbitrária, provocando um retrocesso histórico ao país.
  7. Repudiamos em especial as agressões feitas às mulheres, ao movimento feminino e às políticas de gênero, em forma de ofensas, calúnias e expressões machistas direcionadas à Presidenta Dilma Rousseff por grupos religiosos, parlamentares e movimentos populistas de direita.
  8. Condenamos o uso da violência policial na repressão aos protestos recentes contra o Golpe e contra o Governo ilegítimo, como uma grave agressão aos Direitos Humanos Universais, assim como a violência endêmica e sistemática sofrida por jovens negros nas periferias dos grande centros. 
  9. Rejeitamos a entrega de riquezas brasileiras a potências estrangeiras, a exploração do Pré-Sal por grupos internacionais, a desvinculação brasileira do Mercosul, o cancelamento das parcerias com o BRICS e todo desvio de recursos anteriormente comprometidos com a Educação, Saúde e Infraestrutura.
  10. Defendemos a Soberania Nacional Brasileira, a Democracia, a Justiça Social e uma Ordem Política Internacional plural e diversificada.

Zurique, 6 de junho 2016 
MANIFESTO BRASIL SOCIAL - MBSocial
info.mbsocial@gmail.com

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Die Gruppe Manifesto Brasil Social MBSocial wurde von Brasilianern, die in der Schweiz wohnen, gegründet. Unser Ziel ist es, an der aktuellen politischen Diskussion in Brasilien teilzunehmen und das demokratische System im Land zu stärken – besonders in diesem Moment, in welchem ein „kalter Putsch“ die politische und soziale Stabilität Brasiliens in Gefahr gebracht hat. Wir haben das Zürcher Manifest geschrieben, welches wir mit Euren Unterschriften an den Senat in Brasilien senden möchten vor der Abstimmung über die definitive Amtsenthebung der Präsidentin Dilma Rousseff.


Zürcher Manifest

Ein parlamentarischer Staatsstreich hat vor kurzem in Brasilien stattgefunden und zur vorübergehenden Absetzung der demokratisch gewählten Präsidentin geführt. Wir, eine Gruppe in der Schweiz lebender Brasilianerinnen und Brasilianer, brauchen Ihre Unterstützung, damit wir unsere Bürgerrechte und ein demokratisches und soziales Brasilien stärken können.

  1. Wir verurteilen die am 12. Mai 2016 von der Landesregierung durch einen unverhältnismässigen Gebrauch des Rechtsinstrumentes der Amtsenthebung erfolgte, vorübergehende Absetzung der Präsidentin Dilma Rousseff. Ihr wird vorgeworfen, die Staatsrechnungen geschönt zu haben, was kein kriminelles Vergehen gemäss Artikel 85 der brasilianischen Verfassung von 1988 darstellt. 
  2. Wir verurteilen den Amtsantritt des Vizepräsidenten Michel Temer als Regierungschef, der nur aufgrund eines parlamentarischen Staatsstreiches erfolgen konnte. Dilma Rousseff wurde 2014 von der Mehrheit des brasilianischen Volkes gewählt. Dieser Staatsstreich verstösst gegen die Bundesverfassung und entbehrt jeglicher institutioneller und parlamentarischer Rechtmässigkeit. Die grossen Medien spielten dabei eine äusserst parteiische Rolle und vertraten immer wieder die Interessen der brasilianischen Oligarchen. 
  3. Wir bezeichnen sowohl die Regierung des interimistischen Präsidenten Michel Temer als auch die neu eingesetzten Minister als illegitim. Diese bestehen hauptsächlich aus Politikern, gegen die Prozesse wegen Korruption, Unregelmässigkeiten in der Verwaltung und Verletzung der Menschenrechte laufen.
  4. Wir sind empört über die Tatenlosigkeit des Obersten Gerichtshofes, der es zuliess, dass sowohl das Parlament als auch der Senat Gerichtsverfahren anstrengen durfte, welche nur Partikular- und wirtschaftlichen Interessen dienten.
  5. Wir protestieren gegen den Abbau der wirtschaftlichen, sozialen, bildungs- und kulturpolitischen Errungenschaften der vergangenen 14 Jahre. Diese Errungenschaften haben es 40 Millionen Brasilianerinnen und Brasilianern ermöglicht, aus der Armut herauszufinden. Dank dieser Politik galt Brasilien als Vorzeigenation – insbesondere in Südamerika.
  6. Wir verurteilen die Abschaffung wichtiger Ministerien durch die interimistische Regierung und erachten dies als ernste Bedrohung für die brasilianische Demokratie und für die Grundrechte der Zivilgesellschaft. So wurden das Ministerium für Frauen, das Ministerium für Rassengleichstellung und das Ministerium für Menschenrechte abgeschafft. Weiter stehen Kürzungen bei vielen sozialen Projekten im Bereich der Bildung und der Gesundheit bevor. Wir bekräftigen die Notwendigkeit der Trennung von Kirche und Staat (der Verteidigung des Laizismus), der Ökologie, der Rechte der indigenen Bevölkerung, die Wichtigkeit von sozialen Programmen, Investitionen in Forschung und Entwicklung sowie die Beibehaltung von Quoten an Universitäten für sozial Schwache. Im Weiteren fordern wir die Stärkung der Sozialversicherungen, der Agrarentwicklung und Projekte im Bereich der sozialen Eingliederung, und verurteilen die auf willkürliche Weise beendeten sozialen Programme. All diese Attacken der interimistischen Regierung stellen einen historischen Rückschritt für Brasilien dar. 
  7. Wir verurteilen insbesondere die Aggressionen gegen Frauen, gegen die Frauenbewegung und gegen die Geschlechterpolitik in Form von Beschimpfungen und Verunglimpfungen, sowie die sexistischen Angriffe auf die Präsidentin Dilma Rousseff seitens religiöser Gruppen, Parlamentariern und Rechtspopulisten.
  8. Wir verurteilen die Polizeigewalt gegen friedliche Demonstranten, die sich gegen den Staatsstreich und gegen die illegitime Regierung wehren, als einen schweren Angriff auf universelle Menschenrechte. Auch verurteilen wir die andauernde und systematische Gewalt gegen junge Schwarze in den grossen Ballungsräumen. 
  9. Wir lehnen die Ausbeutung der brasilianischen Ressourcen durch ausländische Mächte sowie die Ölgewinnung der „Pré-Sal-Ölreserven“ durch internationale Gruppen ab. Wir sind entschieden gegen den Exit Brasiliens aus dem Mercosul, die Aufhebung der Partnerschaften mit den BRICS-Staaten sowie die Zweckentfremdung und Neuverteilung von Haushaltsmitteln, welche zuvor für die Bildung, Gesundheit und Infrastruktur bestimmt waren.
  10. Wir verteidigen die Souveränität, die Demokratie und die soziale Gerechtigkeit Brasiliens.

Zürich, 6. Juni 2016
MANIFESTO BRASIL SOCIAL - MBSocial 
info.mbsocial@gmail.com

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Manifeste de Zurich
Nous, brésiliennes et brésiliens résidents en Suisse, dans l’exercice de notre pleine citoyenneté, vous demandons votre soutien pour dénoncer le Coup d’État Parlementaire qui a lieu au Brésil, et a nous rejoindre dans nos efforts pour préserver notre Démocratie et notre état social.

  1. Nous condamnons la suspension temporaire de la Présidente Dilma Rousseff, première femme présidente de l’histoire du Brésil, le 12 mai 2016, par l’usage irrégulier de l’instrument juridique de l’Impeachment, accusée d’un délit qui ne constitue pas un crime de responsabilité, selon l’Art. 85 de la Constitution Brésilienne de 1988. 

  2. Nous dénonçons comme Coup d’État Parlementaire l’action qui a permis au Vice-Président Michel Temer d’occuper le poste de Président à la place de Dilma Rousseff, élue en 2014 par la majorité du peuple brésilien (54 millions de personnes), ce qui viole la Constitution, la légalité institutionnelle et parlementaire brésilienne, tout en comptant avec l’appui des grands médias oligarchiques. 

  3. Nous déclarons comme illégitime le gouvernement du Président intérimaire Michel Temer, ainsi que la constitution d’un nouveau Ministère, composé majoritairement par de politiciens impliqués dans de processus juridiques d’irrégularités administratives, corruption et violation des droits humains. 

  4. Nous formalisons notre indignation vers les omissions de la Cour suprême fédérale [Supremo Tribunal Federal (STF)], qui a permis que des processus “irréguliers” soient jugés de façon sélectives et politisé tout en représentant des intérêts privés, pour qu’ils soient approuvés par la Chambre des Députés et par le Sénat. 

  5. Nous protestons contre le démantèlement des politiques économiques, sociales, éducatives et culturelles qui, pendant les dernières 14 années, ont permis à 40 millions de brésiliennes et brésiliens de sortir de la misère et ont donné au Brésil la possibilité de s’affirmer comme une nation modèle en ce qui concerne l’inclusion sociale et ainsi, devenir un exemple pour d’autres pays, surtout en Amérique du Sud. 

  6. Nous dénonçons comme une grave menace à la Démocratie brésilienne et aux droits fondamentaux de la société civile, les attaques faites par le gouvernement intérimaire au Ministère de la Culture, au Ministère des Femmes, de lʼEgalité Raciale et des Droits Humains, au Ministère de la Justice, au Contrôle Général de l’Union [Controladoria Geral da União (CGU)], à l’Entreprise Brésilienne de Communication [Empresa Brasileira de Comunicação (EBC)] et aux projets en faveur de l’Éducation pour tous et au droit universel à la Santé et nous réitérons également la défense de la laïcité, de l’écologie, des droits des peuples indigènes, du programme Ma maison ma vie [Minha Casa Minha Vida], de l’aide sociale du Bolsa Família, des investissements en Science et Technologie, des quotas dans les universités, de la sécurité sociale, du développement agraire, et de tous les autres projets d’inclusion sociale éliminés récemment de forme arbitraire, ce qui provoque une violente marche en arrière dans l’histoire de notre pays. 

  7. Nous répudions particulièrement l’agression envers les femmes, les mouvements féministes et face aux politiques de genre, sous la forme d’attaques, calomnie et expressions sexistes adressées à la Présidente Dilma Rousseff par des groupes religieux, parlementaires et mouvements populistes de droite. 

  8. Nous condamnons l’usage de la violence policière dans la répression des protestations récentes contre le Coup et contre le Gouvernement illégitime, ce que nous considérons comme une grave entorse aux Droits humains, ainsi que la violence recrudescente et systématique dont soufrent en particulier les jeunes noirs dans les banlieues des grands centres urbains. 

  9. Nous réprouvons que les richesses brésiliennes soient livrées aux grand capitaux étrangers, comme l’exploration du Pré-Sal par des groupes internationaux, l’aliénation brésilienne du Mercosul, l’annulation des partenariats avec les BRICS et tous les détournements de ressources qui étaient ultérieurement destinées à l’Éducation, la Santé et l’Infrastructure. 

  10. Nous défendons la Souveraineté Nationale Brésilienne, la Démocratie, la Justice Sociale et un Ordre Politique International pluriel et diversifié. 


Zurich, le 6 juin 2016
MANIFESTO BRASIL SOCIAL - MBSocial
info.mbsocial@gmail.com

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O grupo Manifesto Brasil Social MBSocial, criado por brasileiros residentes na Suíça, tem como objetivo atuar direta e indiretamente no processo político do país, engajando-se na luta pelo resgate do sistema democrático, colocado em risco recentemente através do golpe parlamentar ocorrido em maio de 2016.
Compreendemos a gravidade deste momento histórico e nos comprometemos a desenvolver ações de curto, médio e longo prazo, que visem aprofundar o debate político fora e dentro do país. Escrevemos o Manifesto de Zurique, e gostaríamos de contar com a sua assinatura para enviar ao Senado Brasileiro antes da votação definitiva do impeachment da presidente Dilma Rousseff.


Manifesto de Zurique
Nós, brasileiros residentes na Suíça, pedimos seu apoio ao exercício de nossa plena cidadania, denunciando o Golpe Parlamentar ocorrido recentemente no Brasil, e aos nossos esforços para fortalecer um Brasil democrático e social.

  1. Condenamos a suspensão temporária da Presidenta Dilma Rousseff do governo no dia 12 de Maio de 2016, através do uso irregular do instrumento jurídico de Impeachment, sob a alegação do uso de „pedaladas fiscais“, sem configurar crime de responsabilidade, como regulamentado no Art. 85 da Constituição Brasileira de 1988.
  2. Denunciamos como Golpe Parlamentar a ação que permitiu ao Vice-Presidente Michel Temer assumir o governo no lugar de Dilma Rousseff, eleita em 2014 pela maioria do povo brasileiro, violando a Constituição, a legalidade institucional e parlamentar brasileira, contando com o apoio de uma grande mídia partidária e oligárquica.
  3. Declaramos como ilegítimo o governo do Presidente Interino Michel Temer, assim como a constituição de um novo Ministério, composto majoritariamente por políticos envolvidos em processos por irregularidades administrativas, corrupção e violação dos direitos humanos.
  4. Registramos nossa indignação diante da omissão do Supremo Tribunal Federal (STF), ao permitir que processos irregulares sejam julgados de forma seletiva, representando interesses privados e empresariais, e que sejam aprovados pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
  5. Protestamos contra o desmantelamento das políticas econômicas, sociais, educacionais e culturais, que nos últimos 14 anos, permitiram 40 milhões de brasileiros de saírem da miséria e levaram o Brasil a se afirmar como uma nação modelo de inclusão social, servindo de exemplo a outros países, principalmente na América do Sul.
  6. Denunciamos como um grave risco à democracia brasileira e aos direitos fundamentais da sociedade civil, os ataques feitos pelo governo interino ao Ministério da Cultura, ao Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, ao Ministério da Justiça, à Controladoria Geral da União (CGU), à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e aos projetos em prol da Educação para todos, ao direito universal à Saúde e reiteramos a defesa da laicidade, da ecologia, dos direitos dos povos indígenas, do programa Minha Casa Minha Vida, do Bolsa Família, dos investimentos em Ciência e Tecnologia, das quotas nas Universidades, do fortalecimento da previdência social, do desenvolvimento agrário e de todos outros projetos de inclusão social eliminados recentemente de forma arbitrária, provocando um retrocesso histórico ao país.
  7. Repudiamos em especial as agressões feitas às mulheres, ao movimento feminino e às políticas de gênero, em forma de ofensas, calúnias e expressões machistas direcionadas à Presidenta Dilma Rousseff por grupos religiosos, parlamentares e movimentos populistas de direita.
  8. Condenamos o uso da violência policial na repressão aos protestos recentes contra o Golpe e contra o Governo ilegítimo, como uma grave agressão aos Direitos Humanos Universais, assim como a violência endêmica e sistemática sofrida por jovens negros nas periferias dos grande centros. 
  9. Rejeitamos a entrega de riquezas brasileiras a potências estrangeiras, a exploração do Pré-Sal por grupos internacionais, a desvinculação brasileira do Mercosul, o cancelamento das parcerias com o BRICS e todo desvio de recursos anteriormente comprometidos com a Educação, Saúde e Infraestrutura.
  10. Defendemos a Soberania Nacional Brasileira, a Democracia, a Justiça Social e uma Ordem Política Internacional plural e diversificada.

Zurique, 6 de junho 2016 
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Die Gruppe Manifesto Brasil Social MBSocial wurde von Brasilianern, die in der Schweiz wohnen, gegründet. Unser Ziel ist es, an der aktuellen politischen Diskussion in Brasilien teilzunehmen und das demokratische System im Land zu stärken – besonders in diesem Moment, in welchem ein „kalter Putsch“ die politische und soziale Stabilität Brasiliens in Gefahr gebracht hat. Wir haben das Zürcher Manifest geschrieben, welches wir mit Euren Unterschriften an den Senat in Brasilien senden möchten vor der Abstimmung über die definitive Amtsenthebung der Präsidentin Dilma Rousseff.


Zürcher Manifest

Ein parlamentarischer Staatsstreich hat vor kurzem in Brasilien stattgefunden und zur vorübergehenden Absetzung der demokratisch gewählten Präsidentin geführt. Wir, eine Gruppe in der Schweiz lebender Brasilianerinnen und Brasilianer, brauchen Ihre Unterstützung, damit wir unsere Bürgerrechte und ein demokratisches und soziales Brasilien stärken können.

  1. Wir verurteilen die am 12. Mai 2016 von der Landesregierung durch einen unverhältnismässigen Gebrauch des Rechtsinstrumentes der Amtsenthebung erfolgte, vorübergehende Absetzung der Präsidentin Dilma Rousseff. Ihr wird vorgeworfen, die Staatsrechnungen geschönt zu haben, was kein kriminelles Vergehen gemäss Artikel 85 der brasilianischen Verfassung von 1988 darstellt. 
  2. Wir verurteilen den Amtsantritt des Vizepräsidenten Michel Temer als Regierungschef, der nur aufgrund eines parlamentarischen Staatsstreiches erfolgen konnte. Dilma Rousseff wurde 2014 von der Mehrheit des brasilianischen Volkes gewählt. Dieser Staatsstreich verstösst gegen die Bundesverfassung und entbehrt jeglicher institutioneller und parlamentarischer Rechtmässigkeit. Die grossen Medien spielten dabei eine äusserst parteiische Rolle und vertraten immer wieder die Interessen der brasilianischen Oligarchen. 
  3. Wir bezeichnen sowohl die Regierung des interimistischen Präsidenten Michel Temer als auch die neu eingesetzten Minister als illegitim. Diese bestehen hauptsächlich aus Politikern, gegen die Prozesse wegen Korruption, Unregelmässigkeiten in der Verwaltung und Verletzung der Menschenrechte laufen.
  4. Wir sind empört über die Tatenlosigkeit des Obersten Gerichtshofes, der es zuliess, dass sowohl das Parlament als auch der Senat Gerichtsverfahren anstrengen durfte, welche nur Partikular- und wirtschaftlichen Interessen dienten.
  5. Wir protestieren gegen den Abbau der wirtschaftlichen, sozialen, bildungs- und kulturpolitischen Errungenschaften der vergangenen 14 Jahre. Diese Errungenschaften haben es 40 Millionen Brasilianerinnen und Brasilianern ermöglicht, aus der Armut herauszufinden. Dank dieser Politik galt Brasilien als Vorzeigenation – insbesondere in Südamerika.
  6. Wir verurteilen die Abschaffung wichtiger Ministerien durch die interimistische Regierung und erachten dies als ernste Bedrohung für die brasilianische Demokratie und für die Grundrechte der Zivilgesellschaft. So wurden das Ministerium für Frauen, das Ministerium für Rassengleichstellung und das Ministerium für Menschenrechte abgeschafft. Weiter stehen Kürzungen bei vielen sozialen Projekten im Bereich der Bildung und der Gesundheit bevor. Wir bekräftigen die Notwendigkeit der Trennung von Kirche und Staat (der Verteidigung des Laizismus), der Ökologie, der Rechte der indigenen Bevölkerung, die Wichtigkeit von sozialen Programmen, Investitionen in Forschung und Entwicklung sowie die Beibehaltung von Quoten an Universitäten für sozial Schwache. Im Weiteren fordern wir die Stärkung der Sozialversicherungen, der Agrarentwicklung und Projekte im Bereich der sozialen Eingliederung, und verurteilen die auf willkürliche Weise beendeten sozialen Programme. All diese Attacken der interimistischen Regierung stellen einen historischen Rückschritt für Brasilien dar. 
  7. Wir verurteilen insbesondere die Aggressionen gegen Frauen, gegen die Frauenbewegung und gegen die Geschlechterpolitik in Form von Beschimpfungen und Verunglimpfungen, sowie die sexistischen Angriffe auf die Präsidentin Dilma Rousseff seitens religiöser Gruppen, Parlamentariern und Rechtspopulisten.
  8. Wir verurteilen die Polizeigewalt gegen friedliche Demonstranten, die sich gegen den Staatsstreich und gegen die illegitime Regierung wehren, als einen schweren Angriff auf universelle Menschenrechte. Auch verurteilen wir die andauernde und systematische Gewalt gegen junge Schwarze in den grossen Ballungsräumen. 
  9. Wir lehnen die Ausbeutung der brasilianischen Ressourcen durch ausländische Mächte sowie die Ölgewinnung der „Pré-Sal-Ölreserven“ durch internationale Gruppen ab. Wir sind entschieden gegen den Exit Brasiliens aus dem Mercosul, die Aufhebung der Partnerschaften mit den BRICS-Staaten sowie die Zweckentfremdung und Neuverteilung von Haushaltsmitteln, welche zuvor für die Bildung, Gesundheit und Infrastruktur bestimmt waren.
  10. Wir verteidigen die Souveränität, die Demokratie und die soziale Gerechtigkeit Brasiliens.

Zürich, 6. Juni 2016
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Nous, brésiliennes et brésiliens résidents en Suisse, dans l’exercice de notre pleine citoyenneté, vous demandons votre soutien pour dénoncer le Coup d’État Parlementaire qui a lieu au Brésil, et a nous rejoindre dans nos efforts pour préserver notre Démocratie et notre état social.

  1. Nous condamnons la suspension temporaire de la Présidente Dilma Rousseff, première femme présidente de l’histoire du Brésil, le 12 mai 2016, par l’usage irrégulier de l’instrument juridique de l’Impeachment, accusée d’un délit qui ne constitue pas un crime de responsabilité, selon l’Art. 85 de la Constitution Brésilienne de 1988. 

  2. Nous dénonçons comme Coup d’État Parlementaire l’action qui a permis au Vice-Président Michel Temer d’occuper le poste de Président à la place de Dilma Rousseff, élue en 2014 par la majorité du peuple brésilien (54 millions de personnes), ce qui viole la Constitution, la légalité institutionnelle et parlementaire brésilienne, tout en comptant avec l’appui des grands médias oligarchiques. 

  3. Nous déclarons comme illégitime le gouvernement du Président intérimaire Michel Temer, ainsi que la constitution d’un nouveau Ministère, composé majoritairement par de politiciens impliqués dans de processus juridiques d’irrégularités administratives, corruption et violation des droits humains. 

  4. Nous formalisons notre indignation vers les omissions de la Cour suprême fédérale [Supremo Tribunal Federal (STF)], qui a permis que des processus “irréguliers” soient jugés de façon sélectives et politisé tout en représentant des intérêts privés, pour qu’ils soient approuvés par la Chambre des Députés et par le Sénat. 

  5. Nous protestons contre le démantèlement des politiques économiques, sociales, éducatives et culturelles qui, pendant les dernières 14 années, ont permis à 40 millions de brésiliennes et brésiliens de sortir de la misère et ont donné au Brésil la possibilité de s’affirmer comme une nation modèle en ce qui concerne l’inclusion sociale et ainsi, devenir un exemple pour d’autres pays, surtout en Amérique du Sud. 

  6. Nous dénonçons comme une grave menace à la Démocratie brésilienne et aux droits fondamentaux de la société civile, les attaques faites par le gouvernement intérimaire au Ministère de la Culture, au Ministère des Femmes, de lʼEgalité Raciale et des Droits Humains, au Ministère de la Justice, au Contrôle Général de l’Union [Controladoria Geral da União (CGU)], à l’Entreprise Brésilienne de Communication [Empresa Brasileira de Comunicação (EBC)] et aux projets en faveur de l’Éducation pour tous et au droit universel à la Santé et nous réitérons également la défense de la laïcité, de l’écologie, des droits des peuples indigènes, du programme Ma maison ma vie [Minha Casa Minha Vida], de l’aide sociale du Bolsa Família, des investissements en Science et Technologie, des quotas dans les universités, de la sécurité sociale, du développement agraire, et de tous les autres projets d’inclusion sociale éliminés récemment de forme arbitraire, ce qui provoque une violente marche en arrière dans l’histoire de notre pays. 

  7. Nous répudions particulièrement l’agression envers les femmes, les mouvements féministes et face aux politiques de genre, sous la forme d’attaques, calomnie et expressions sexistes adressées à la Présidente Dilma Rousseff par des groupes religieux, parlementaires et mouvements populistes de droite. 

  8. Nous condamnons l’usage de la violence policière dans la répression des protestations récentes contre le Coup et contre le Gouvernement illégitime, ce que nous considérons comme une grave entorse aux Droits humains, ainsi que la violence recrudescente et systématique dont soufrent en particulier les jeunes noirs dans les banlieues des grands centres urbains. 

  9. Nous réprouvons que les richesses brésiliennes soient livrées aux grand capitaux étrangers, comme l’exploration du Pré-Sal par des groupes internationaux, l’aliénation brésilienne du Mercosul, l’annulation des partenariats avec les BRICS et tous les détournements de ressources qui étaient ultérieurement destinées à l’Éducation, la Santé et l’Infrastructure. 

  10. Nous défendons la Souveraineté Nationale Brésilienne, la Démocratie, la Justice Sociale et un Ordre Politique International pluriel et diversifié. 


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