MANIFESTO AMAZÔNICO PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA


MANIFESTO AMAZÔNICO PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA
O problema
DOCUMENTÁRIO
MANIFESTO AMBIENTAL¹
ENVIRONMENTAL MANIFESTO
COMUNAMAZON.ORG
F. Chagas ²
2025
Resumo
O Manifesto Amazônico revela a COP 30 como um espetáculo político-econômico travestido de compromisso ambiental. Enquanto o planeta caminha para 2,9°C até o fim do século (UNEP, 2023) o Pará concentra cerca de 30% do desmatamento amazônico nas últimas duas décadas (INPE/PRODES, 2024), a conferência converte a floresta em ativo financeiro e transforma o discurso verde em mercadoria. Longe de promover justiça climática, a COP 30 legitima o capitalismo verde: negocia créditos de carbono, amplia o colonialismo climático e exclui povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas dos processos de decisão. O manifesto propõe uma reflexão crítica sobre o modelo de desenvolvimento imposto à Amazônia e convoca resistência popular e soberania territorial, defendendo a desmercantilização da floresta e políticas efetivas contra o extrativismo, a grilagem, o desmatamento e a mineração ilegal.
A mensagem é inegociável: A Amazônia não está à venda; justiça climática e transição energética justa para quem?
Palavras-chave: COP 30; Amazônia; capitalismo verde; justiça climática; colonialismo climático; desmatamento; povos tradicionais; economia do carbono; greenwashing; soberania territorial.
¹ Este manifesto foi redigido a luz dos acontecimentos amazônicos, das decisões e metas não realizadas a cada conferência, e da situação real em que a Amazônia se encontra. É preciso que haja manifestação sobre as discussões prévias para a realização da Conferência das Partes – COP 30, prevista para ocorrer em Belém do Pará, Brasil, em 2025. Seu conteúdo reflete uma análise crítica e independente sobre os impactos socioambientais, econômicos e políticos da chamada “transição verde” na Amazônia Legal, onde se destaca a ausência de participação efetiva dos povos originários, comunidades tradicionais e locais, nos processos de decisão sobre políticas climáticas e ambientais, decisões que deveriam ser tomadas de dentro para fora, seguem um caminho inverso e controverso.
Abstract
The Amazonian Manifesto exposes COP 30 as a political and economic spectacle disguised as an environmental commitment. While the planet heads toward a 2.9°C temperature rise by the end of the century (UNEP, 2023) and the state of Pará accounts for around 30% of Amazon deforestation over the past two decades (INPE/PRODES, 2024), the conference turns the forest into a financial asset and transforms the green discourse into a commodity. Far from promoting climate justice, COP 30 legitimizes green capitalism—trading carbon credits, expanding climate. This manifesto was written in the context of the preliminary discussions preceding the Conference of the Parties – COP 30, scheduled to take place in Belém do Pará, Brazil, in 2025. Its content reflects a critical and independent analysis of the socio-environmental, economic, and political impacts of the so-called “green transition” in the Brazilian Amazon, highlighting the lack of effective participation of Indigenous peoples and traditional communities in decision-making processes related to climate colonialism, and excluding Indigenous peoples, riverine communities, and quilombolas from decision-making processes. The manifesto offers a critical reflection on the development model imposed on the Amazon and calls for popular resistance and territorial sovereignty, advocating for the decommodification of the forest and effective policies against extractivism, land grabbing, and deforestation.
The message is non-negotiable: The Amazon is not for sale; climate justice and a just energy transition for whom?
Keywords: COP 30; Amazon; green capitalism; climate justice; climate colonialism; deforestation; traditional peoples; carbon economy; greenwashing; territorial sovereignty.
¹ This manifesto was written in the context of current real events in the Amazon, the decisions taken at each conference, and the actual situation in which the Amazon finds itself in view of the preliminary discussions for the Conference of the Parties – COP 30, scheduled to take place in Belém do Pará, Brazil, in 2025. Its content reflects a critical and independent analysis of the socio-environmental, economic, and political impacts of the so-called “green transition” in the Legal Amazon, highlighting the lack of effective participation of indigenous peoples and traditional communities in the decision-making processes on climate and environmental policies, decisions that should be made from the inside out, but follow an opposite and controversial path.
MANIFESTO AMAZÔNICO PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA
“Não é a COP que queremos mudar, é a Amazônia que precisamos defender.”
1. Introdução
O Silêncio da Floresta e o Grito dos Povos
A Amazônia arde.
Arde de fogo, de lama e de silêncio.
Enquanto líderes mundiais se preparam para discursar na COP30, a floresta se prepara para resistir, sozinha, mais uma vez, contra o avanço de um modelo econômico que a reduz a mercado, a crédito, a ativo verde negociável.
Este manifesto nasce como resposta viva à hipocrisia ecológica travestida de progresso.
É o grito da terra, dos povos, das águas, das árvores que já não têm tempo para esperar relatórios.
Não é um manifesto contra o diálogo, é um chamado à verdade.
Porque não há transição verde possível com rios mortos, crianças contaminadas e territórios devastados.
(ONU, 2023; IPCC, 2022; MapBiomas, 2024).
2. A COP30 e o Capitalismo Verde
A Floresta Não É Moeda
A COP30 promete soluções climáticas, mas quantas dessas soluções nascem na Amazônia?
Quantas ouvem a voz dos povos originários, ribeirinhos, quilombolas, agricultores familiares?
Enquanto negociam o preço do carbono, os rios são assoreados pelo garimpo, o mercúrio corre nas veias dos peixes e das pessoas, e as florestas são leiloadas em créditos que não reflorestam uma única árvore.
Chamam isso de sustentabilidade, mas o que se sustenta é o lucro.
A Amazônia não precisa de salvadores externos, precisa de alianças reais, de coerência, de territórios vivos e de políticas feitas de dentro para fora.
(CIMI, 2023; FAO, 2022; RAISG, 2023; IBGE, 2022).
3. Pelo Direito de Existir
Vozes da Floresta, e Não da Bolsa
A floresta tem economia própria, a do equilíbrio, da reciprocidade, da regeneração.
Mas essa lógica é ignorada por quem transforma a natureza em ativo financeiro.
O verdadeiro capital da Amazônia é o conhecimento ancestral de quem vive nela e por ela.
Hoje, muitos povos indígenas são pressionados a abandonar suas próprias terras ou a viver cercados pela pulverização de agrotóxicos, um veneno que contamina corpos, rios e espíritos.
Há quem chame isso de progresso, mas as comunidades chamam de genocídio silencioso.
Em territórios como Mojui dos Campos, no Pará, 19 comunidades inteiras desaparecem diante do avanço voraz de um agronegócio desregrado, que planta lucro e colhe destruição.
(CPT, 2024; Human Rights Watch, 2023; Instituto Socioambiental, 2023; INPE/DETER, 2024).
Os povos originários não pedem favor; exigem respeito. As comunidades tradicionais não pedem inclusão; exigem reparação histórica.
A Amazônia não quer discursos; quer participação direta nas decisões sobre o futuro do planeta.
4. Para Colher, É Preciso Plantar
Nenhum mercado de carbono será justo enquanto o plantio for simbólico e o lucro for concreto
Para colher, é preciso plantar.
Plantar árvores, plantar justiça, plantar consciência.
Exigimos a normatização urgente do mercado de carbono com critérios sociais, ambientais e éticos.
Sem isso, a COP30 corre o risco de repetir o erro de todas as conferências anteriores: falar sobre o clima sem ouvir quem vive o clima.
(OCDE, 2023; UNEP, 2023; OIT, 2022).
5. Chamado à Ação
Um Pacto pela Vida
Este manifesto não é uma recusa à COP30, é um convite à coerência global
É a lembrança de que a Amazônia não é cenário para discursos, é sujeito político e espiritual do planeta.
Chamamos governos, universidades, comunidades, empresas e cidadãos a construir juntos: um pacto pela justiça climática, com protagonismo amazônico; um programa de reflorestamento compartilhado, com rastreabilidade, ciência e saber tradicional; um marco ético para os créditos de carbono, que devolva dignidade à floresta e às pessoas; um compromisso global pela verdade, não pela aparência verde.
(Programa TEIA – Comunamazon, 2025; Projeto Casa Verde, 2025; ONU Amazônia, 2024).
6. Conclusão
A Esperança Plantada em Cada Semente
A Amazônia não precisa ser representada, precisa ser respeitada.
A COP30 pode ser histórica, se for escuta.
Mas será apenas mais uma vitrine, se for espetáculo.
Nós, que viemos da floresta, dos rios e das margens, não falamos em nome da natureza, nós somos a natureza falando.
E dizemos, com toda a força das raízes:
“Não se negocia o que é sagrado. Não se mercantiliza o que dá vida.”
Comunamazon Produtos e Serviços
Instituto Comunamazon – Núcleo Editorial Verde da Amazônia
Laranjal do Jari / Amazônia Brasileira – 2025.
“Pela regeneração da Terra e pela dignidade dos povos da floresta.”
7. Referências
CIMI – Conselho Indigenista Missionário. Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados 2023. Brasília: CIMI, 2024.
CPT – Comissão Pastoral da Terra. Conflitos no Campo Brasil 2024. Goiânia: CPT Nacional, 2025.
FAO – Food and Agriculture Organization. The State of the World’s Forests 2022. Rome: FAO, 2022.
Human Rights Watch. Brasil: Pulverização de Agrotóxicos e Impactos nas Comunidades Indígenas. Nova York: HRW, 2023.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mapa da Cobertura e Uso da Terra 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.
INPE/DETER. Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real – Relatório Anual 2024. São José dos Campos: INPE, 2024.
IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change. Sixth Assessment Report – Impacts, Adaptation and Vulnerability. Geneva: UN, 2022.
MAPBIOMAS. Relatório Técnico 2024 – Uso e Cobertura da Terra na Amazônia Legal. São Paulo: Instituto MapBiomas, 2024.
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Carbon Pricing in Practice 2023. Paris: OECD, 2023.
OIT – Organização Internacional do Trabalho. Green Jobs and Social Justice 2022. Geneva: ILO, 2022.
ONU – Organização das Nações Unidas. Relatório sobre o Estado do Clima Global 2023. Genebra: UNEP/WMO, 2023.
ONU Amazônia. Agenda Amazônia 2030: Estratégias para uma Transição Justa. Brasília: ONU Brasil, 2024.
Programa TEIA – Comunamazon. Dossiê de Pesquisa e Protocolo Territorial Amazônico. Laranjal do Jari: Instituto Comunamazon, 2025.
Projeto Casa Verde – Comunamazon. Plano de Reflorestamento Compartilhado. Laranjal do Jari: Comunamazon, 2025.
RAISG – Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada. Amazônia 2023: Floresta Viva, Povos em Risco. Bogotá: RAISG, 2023.
UNEP – United Nations Environment Programme. Emissions Gap Report 2023. Nairobi: UNEP, 2023.

4.803
O problema
DOCUMENTÁRIO
MANIFESTO AMBIENTAL¹
ENVIRONMENTAL MANIFESTO
COMUNAMAZON.ORG
F. Chagas ²
2025
Resumo
O Manifesto Amazônico revela a COP 30 como um espetáculo político-econômico travestido de compromisso ambiental. Enquanto o planeta caminha para 2,9°C até o fim do século (UNEP, 2023) o Pará concentra cerca de 30% do desmatamento amazônico nas últimas duas décadas (INPE/PRODES, 2024), a conferência converte a floresta em ativo financeiro e transforma o discurso verde em mercadoria. Longe de promover justiça climática, a COP 30 legitima o capitalismo verde: negocia créditos de carbono, amplia o colonialismo climático e exclui povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas dos processos de decisão. O manifesto propõe uma reflexão crítica sobre o modelo de desenvolvimento imposto à Amazônia e convoca resistência popular e soberania territorial, defendendo a desmercantilização da floresta e políticas efetivas contra o extrativismo, a grilagem, o desmatamento e a mineração ilegal.
A mensagem é inegociável: A Amazônia não está à venda; justiça climática e transição energética justa para quem?
Palavras-chave: COP 30; Amazônia; capitalismo verde; justiça climática; colonialismo climático; desmatamento; povos tradicionais; economia do carbono; greenwashing; soberania territorial.
¹ Este manifesto foi redigido a luz dos acontecimentos amazônicos, das decisões e metas não realizadas a cada conferência, e da situação real em que a Amazônia se encontra. É preciso que haja manifestação sobre as discussões prévias para a realização da Conferência das Partes – COP 30, prevista para ocorrer em Belém do Pará, Brasil, em 2025. Seu conteúdo reflete uma análise crítica e independente sobre os impactos socioambientais, econômicos e políticos da chamada “transição verde” na Amazônia Legal, onde se destaca a ausência de participação efetiva dos povos originários, comunidades tradicionais e locais, nos processos de decisão sobre políticas climáticas e ambientais, decisões que deveriam ser tomadas de dentro para fora, seguem um caminho inverso e controverso.
Abstract
The Amazonian Manifesto exposes COP 30 as a political and economic spectacle disguised as an environmental commitment. While the planet heads toward a 2.9°C temperature rise by the end of the century (UNEP, 2023) and the state of Pará accounts for around 30% of Amazon deforestation over the past two decades (INPE/PRODES, 2024), the conference turns the forest into a financial asset and transforms the green discourse into a commodity. Far from promoting climate justice, COP 30 legitimizes green capitalism—trading carbon credits, expanding climate. This manifesto was written in the context of the preliminary discussions preceding the Conference of the Parties – COP 30, scheduled to take place in Belém do Pará, Brazil, in 2025. Its content reflects a critical and independent analysis of the socio-environmental, economic, and political impacts of the so-called “green transition” in the Brazilian Amazon, highlighting the lack of effective participation of Indigenous peoples and traditional communities in decision-making processes related to climate colonialism, and excluding Indigenous peoples, riverine communities, and quilombolas from decision-making processes. The manifesto offers a critical reflection on the development model imposed on the Amazon and calls for popular resistance and territorial sovereignty, advocating for the decommodification of the forest and effective policies against extractivism, land grabbing, and deforestation.
The message is non-negotiable: The Amazon is not for sale; climate justice and a just energy transition for whom?
Keywords: COP 30; Amazon; green capitalism; climate justice; climate colonialism; deforestation; traditional peoples; carbon economy; greenwashing; territorial sovereignty.
¹ This manifesto was written in the context of current real events in the Amazon, the decisions taken at each conference, and the actual situation in which the Amazon finds itself in view of the preliminary discussions for the Conference of the Parties – COP 30, scheduled to take place in Belém do Pará, Brazil, in 2025. Its content reflects a critical and independent analysis of the socio-environmental, economic, and political impacts of the so-called “green transition” in the Legal Amazon, highlighting the lack of effective participation of indigenous peoples and traditional communities in the decision-making processes on climate and environmental policies, decisions that should be made from the inside out, but follow an opposite and controversial path.
MANIFESTO AMAZÔNICO PELA JUSTIÇA CLIMÁTICA
“Não é a COP que queremos mudar, é a Amazônia que precisamos defender.”
1. Introdução
O Silêncio da Floresta e o Grito dos Povos
A Amazônia arde.
Arde de fogo, de lama e de silêncio.
Enquanto líderes mundiais se preparam para discursar na COP30, a floresta se prepara para resistir, sozinha, mais uma vez, contra o avanço de um modelo econômico que a reduz a mercado, a crédito, a ativo verde negociável.
Este manifesto nasce como resposta viva à hipocrisia ecológica travestida de progresso.
É o grito da terra, dos povos, das águas, das árvores que já não têm tempo para esperar relatórios.
Não é um manifesto contra o diálogo, é um chamado à verdade.
Porque não há transição verde possível com rios mortos, crianças contaminadas e territórios devastados.
(ONU, 2023; IPCC, 2022; MapBiomas, 2024).
2. A COP30 e o Capitalismo Verde
A Floresta Não É Moeda
A COP30 promete soluções climáticas, mas quantas dessas soluções nascem na Amazônia?
Quantas ouvem a voz dos povos originários, ribeirinhos, quilombolas, agricultores familiares?
Enquanto negociam o preço do carbono, os rios são assoreados pelo garimpo, o mercúrio corre nas veias dos peixes e das pessoas, e as florestas são leiloadas em créditos que não reflorestam uma única árvore.
Chamam isso de sustentabilidade, mas o que se sustenta é o lucro.
A Amazônia não precisa de salvadores externos, precisa de alianças reais, de coerência, de territórios vivos e de políticas feitas de dentro para fora.
(CIMI, 2023; FAO, 2022; RAISG, 2023; IBGE, 2022).
3. Pelo Direito de Existir
Vozes da Floresta, e Não da Bolsa
A floresta tem economia própria, a do equilíbrio, da reciprocidade, da regeneração.
Mas essa lógica é ignorada por quem transforma a natureza em ativo financeiro.
O verdadeiro capital da Amazônia é o conhecimento ancestral de quem vive nela e por ela.
Hoje, muitos povos indígenas são pressionados a abandonar suas próprias terras ou a viver cercados pela pulverização de agrotóxicos, um veneno que contamina corpos, rios e espíritos.
Há quem chame isso de progresso, mas as comunidades chamam de genocídio silencioso.
Em territórios como Mojui dos Campos, no Pará, 19 comunidades inteiras desaparecem diante do avanço voraz de um agronegócio desregrado, que planta lucro e colhe destruição.
(CPT, 2024; Human Rights Watch, 2023; Instituto Socioambiental, 2023; INPE/DETER, 2024).
Os povos originários não pedem favor; exigem respeito. As comunidades tradicionais não pedem inclusão; exigem reparação histórica.
A Amazônia não quer discursos; quer participação direta nas decisões sobre o futuro do planeta.
4. Para Colher, É Preciso Plantar
Nenhum mercado de carbono será justo enquanto o plantio for simbólico e o lucro for concreto
Para colher, é preciso plantar.
Plantar árvores, plantar justiça, plantar consciência.
Exigimos a normatização urgente do mercado de carbono com critérios sociais, ambientais e éticos.
Sem isso, a COP30 corre o risco de repetir o erro de todas as conferências anteriores: falar sobre o clima sem ouvir quem vive o clima.
(OCDE, 2023; UNEP, 2023; OIT, 2022).
5. Chamado à Ação
Um Pacto pela Vida
Este manifesto não é uma recusa à COP30, é um convite à coerência global
É a lembrança de que a Amazônia não é cenário para discursos, é sujeito político e espiritual do planeta.
Chamamos governos, universidades, comunidades, empresas e cidadãos a construir juntos: um pacto pela justiça climática, com protagonismo amazônico; um programa de reflorestamento compartilhado, com rastreabilidade, ciência e saber tradicional; um marco ético para os créditos de carbono, que devolva dignidade à floresta e às pessoas; um compromisso global pela verdade, não pela aparência verde.
(Programa TEIA – Comunamazon, 2025; Projeto Casa Verde, 2025; ONU Amazônia, 2024).
6. Conclusão
A Esperança Plantada em Cada Semente
A Amazônia não precisa ser representada, precisa ser respeitada.
A COP30 pode ser histórica, se for escuta.
Mas será apenas mais uma vitrine, se for espetáculo.
Nós, que viemos da floresta, dos rios e das margens, não falamos em nome da natureza, nós somos a natureza falando.
E dizemos, com toda a força das raízes:
“Não se negocia o que é sagrado. Não se mercantiliza o que dá vida.”
Comunamazon Produtos e Serviços
Instituto Comunamazon – Núcleo Editorial Verde da Amazônia
Laranjal do Jari / Amazônia Brasileira – 2025.
“Pela regeneração da Terra e pela dignidade dos povos da floresta.”
7. Referências
CIMI – Conselho Indigenista Missionário. Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados 2023. Brasília: CIMI, 2024.
CPT – Comissão Pastoral da Terra. Conflitos no Campo Brasil 2024. Goiânia: CPT Nacional, 2025.
FAO – Food and Agriculture Organization. The State of the World’s Forests 2022. Rome: FAO, 2022.
Human Rights Watch. Brasil: Pulverização de Agrotóxicos e Impactos nas Comunidades Indígenas. Nova York: HRW, 2023.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mapa da Cobertura e Uso da Terra 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.
INPE/DETER. Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real – Relatório Anual 2024. São José dos Campos: INPE, 2024.
IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change. Sixth Assessment Report – Impacts, Adaptation and Vulnerability. Geneva: UN, 2022.
MAPBIOMAS. Relatório Técnico 2024 – Uso e Cobertura da Terra na Amazônia Legal. São Paulo: Instituto MapBiomas, 2024.
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Carbon Pricing in Practice 2023. Paris: OECD, 2023.
OIT – Organização Internacional do Trabalho. Green Jobs and Social Justice 2022. Geneva: ILO, 2022.
ONU – Organização das Nações Unidas. Relatório sobre o Estado do Clima Global 2023. Genebra: UNEP/WMO, 2023.
ONU Amazônia. Agenda Amazônia 2030: Estratégias para uma Transição Justa. Brasília: ONU Brasil, 2024.
Programa TEIA – Comunamazon. Dossiê de Pesquisa e Protocolo Territorial Amazônico. Laranjal do Jari: Instituto Comunamazon, 2025.
Projeto Casa Verde – Comunamazon. Plano de Reflorestamento Compartilhado. Laranjal do Jari: Comunamazon, 2025.
RAISG – Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada. Amazônia 2023: Floresta Viva, Povos em Risco. Bogotá: RAISG, 2023.
UNEP – United Nations Environment Programme. Emissions Gap Report 2023. Nairobi: UNEP, 2023.

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Os tomadores de decisão
Atualizações do abaixo-assinado
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Abaixo-assinado criado em 4 de novembro de 2025