JOÃO FICA! Pela permanência de João Marcos na Medicina da UFRGS

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The Issue

Meu nome é João Marcos de Sá e sou estudante de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Hoje, minha permanência na universidade está em risco por conta de uma decisão relacionada à minha identificação racial.

 


Fui aprovado no vestibular da UFRGS de 2023 para ingressar no curso de Medicina no semestre 2024/2 pelas políticas de ações afirmativas. No entanto, durante o processo de matrícula, minha autodeclaração racial como pessoa parda foi indeferida pela banca de heteroidentificação.

 


Em outras palavras, a universidade decidiu me considerar branco, algo que não corresponde à minha realidade nem à forma como sempre fui socialmente reconhecido.

 


Antes de ingressar em Medicina, eu já havia sido aprovado na própria UFRGS para o curso de Letras em 2017, também pelo sistema de ações afirmativas, como estudante pardo. Na época ainda não existia banca de heteroidentificação, e minha identidade racial nunca foi questionada durante todo o período em que estive vinculado ao curso.

 


Diante do indeferimento na matrícula da Medicina, busquei a Justiça. Uma decisão liminar garantiu meu direito de ingressar no curso, permitindo que eu começasse minha formação. Hoje estou no terceiro semestre de Medicina e venho cumprindo normalmente minhas responsabilidades acadêmicas.

 


Recentemente, porém, uma decisão em segunda instância reformou essa liminar, colocando em risco a continuidade da minha trajetória universitária.

 


Minha caminhada até chegar à Medicina foi longa e marcada por muito esforço. Estudei por cerca de um ano e meio para alcançar essa aprovação, enquanto trabalhava em uma cafeteria no turno da tarde para ajudar a pagar o cursinho, já que as aulas aconteciam pela manhã. Sou pernambucano e vim para o Rio Grande do Sul em busca dessa oportunidade, precisando me adaptar às diferenças culturais e também lidar com situações de preconceito relacionadas à minha cor de pele e ao meu fenótipo.

 


Mesmo diante de todo esse processo, dentro da universidade tenho sido acolhido e reconhecido pela comunidade preta e parda da UFRGS como um homem pardo.

 


Hoje, tudo o que peço é a chance de continuar estudando e concluindo a formação que conquistei com tanto esforço.

 


Esta petição busca mobilizar a comunidade acadêmica e a sociedade para que minha situação seja analisada com sensibilidade, justiça e razoabilidade.

 


Peço seu apoio para que eu possa permanecer no curso de Medicina da UFRGS e seguir construindo minha trajetória na universidade pública.

 


Assine e compartilhe.

 


João Marcos de Sá

Estudante de Medicina – UFRGS

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Meu nome é João Marcos de Sá e sou estudante de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Hoje, minha permanência na universidade está em risco por conta de uma decisão relacionada à minha identificação racial.

 


Fui aprovado no vestibular da UFRGS de 2023 para ingressar no curso de Medicina no semestre 2024/2 pelas políticas de ações afirmativas. No entanto, durante o processo de matrícula, minha autodeclaração racial como pessoa parda foi indeferida pela banca de heteroidentificação.

 


Em outras palavras, a universidade decidiu me considerar branco, algo que não corresponde à minha realidade nem à forma como sempre fui socialmente reconhecido.

 


Antes de ingressar em Medicina, eu já havia sido aprovado na própria UFRGS para o curso de Letras em 2017, também pelo sistema de ações afirmativas, como estudante pardo. Na época ainda não existia banca de heteroidentificação, e minha identidade racial nunca foi questionada durante todo o período em que estive vinculado ao curso.

 


Diante do indeferimento na matrícula da Medicina, busquei a Justiça. Uma decisão liminar garantiu meu direito de ingressar no curso, permitindo que eu começasse minha formação. Hoje estou no terceiro semestre de Medicina e venho cumprindo normalmente minhas responsabilidades acadêmicas.

 


Recentemente, porém, uma decisão em segunda instância reformou essa liminar, colocando em risco a continuidade da minha trajetória universitária.

 


Minha caminhada até chegar à Medicina foi longa e marcada por muito esforço. Estudei por cerca de um ano e meio para alcançar essa aprovação, enquanto trabalhava em uma cafeteria no turno da tarde para ajudar a pagar o cursinho, já que as aulas aconteciam pela manhã. Sou pernambucano e vim para o Rio Grande do Sul em busca dessa oportunidade, precisando me adaptar às diferenças culturais e também lidar com situações de preconceito relacionadas à minha cor de pele e ao meu fenótipo.

 


Mesmo diante de todo esse processo, dentro da universidade tenho sido acolhido e reconhecido pela comunidade preta e parda da UFRGS como um homem pardo.

 


Hoje, tudo o que peço é a chance de continuar estudando e concluindo a formação que conquistei com tanto esforço.

 


Esta petição busca mobilizar a comunidade acadêmica e a sociedade para que minha situação seja analisada com sensibilidade, justiça e razoabilidade.

 


Peço seu apoio para que eu possa permanecer no curso de Medicina da UFRGS e seguir construindo minha trajetória na universidade pública.

 


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João Marcos de Sá

Estudante de Medicina – UFRGS

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Petition created on 13 March 2026