JHC Tira a mão do meu Busão! - Comunidade Acadêmica da UFAL por Transporte Público


JHC Tira a mão do meu Busão! - Comunidade Acadêmica da UFAL por Transporte Público
O problema
ABAIXO-ASSINADO DA COMUNIDADE ACADÊMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS POR TRANSPORTE PÚBLICO E MOBILIDADE URBANA EFICAZ E DE QUALIDADE
Nós, estudantes e entidades estudantis, técnicos e docentes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), abaixo-assinados, por meio deste manifesto, unimos nossas vozes em defesa de uma mobilidade urbana justa e eficiente. A UFAL é hoje atacada pela Prefeitura de Maceió, com a retirada da circulação de 8 linhas de ônibus pelo Campus, afetando diretamente o acesso à Universidade e ao Ensino Superior, bem como o acesso de toda comunidade ao seu redor aos diversos aparelhos que a Universidade Pública oferece, como o Hospital e o Fórum Universitário, a Unidade Docente Assistencial, o Colégio de Aplicação Telma Vitória, e outros que permitem que a população maceioense tenha acesso a Saúde, Educação, Cultura e Lazer, a partir do que a UFAL proporciona. Esse ataque à universidade, em ano eleitoral, reflete a importância da educação libertadora e revela os verdadeiros inimigos dos espaços democráticos, da pluralidade política e do saber. Reivindicamos, assim, a reversão dos retrocessos golpeados pela Prefeitura contra a Comunidade Acadêmica e medidas urgentes para melhorar a qualidade do transporte público em Maceió e em nossa universidade visando beneficiar toda a população maceioense.
Sabe-se que a mobilidade urbana e os transportes públicos são temas caros para a juventude que batalha para vislumbrar um futuro sustentável, onde possamos utilizar os aparelhos educacionais, culturais e de lazer da cidade que construímos nos dias de hoje. A realidade de horas a fio dentro dos ônibus em Maceió, de casa para o trabalho, do trabalho para a universidade e da universidade para casa, em jornada tripla, é reflexo da brutal exploração do capitalismo tardio. Não somente dessa exploração da classe trabalhadora, mas também da destrutiva exploração do planeta e do meio ambiente. A má qualidade do transporte público que massacra a qualidade de vida dos trabalhadores reflete a lógica individualista do capital, onde a indústria automobilística se viabiliza ao pregar um estilo de vida com maior qualidade, devastando nossas terras e poluindo nossos ares junto a cadeia do petróleo. Assim, nós, jovens universitários, estudantes e trabalhadores, somos apartados da cidade que construímos todos os dias. Nossos lugares deixam de ser nossos, para atender somente uma elite econômica e o turismo para os que vêm de fora.
Maceió se aprofunda em retrocessos quanto à mobilidade urbana e ao transporte público. Sem um Plano Diretor e sem um Plano de Mobilidade Urbana, a capital segue na contramão de diversas cidades que são referências em transporte público e mobilidade. Se por um lado, a preocupação com o meio ambiente, com o bem-estar da população e com a valorização dos espaços públicos cresce, em Maceió, o que se observa é o abandono total das alternativas verdadeiramente eficazes para um desenvolvimento sustentável da cidade. Cresce por todo o Brasil as cidades que adotam a política de Tarifa Zero para a população, o aumento de vias públicas para pedestres e a redução ou rotatividade do uso de carros e outros veículos particulares, além da adoção de um sistema multimodal de transporte público, mas aqui observamos a rota contrária. O município lida hoje com processos de abertura de mais vias, ampliação das já existentes, nos tornando ainda mais uma cidade feita para carros e não pessoas. A circulação por Maceió ocorre majoritariamente pelos corredores viários, sendo o transporte público todo envolvido por ônibus. Até quem ousar circular através do VLT, hoje deverá fazer um transbordo de ônibus para evitar a área afetada pela exploração criminosa e irresponsável da mineradora Braskem S/A. Observamos os retrocessos, inclusive nas escolhas das linhas de ônibus que ficam e que vão, de onde saem e para onde vão. Nesse período recente, a UFAL e o bairro do Pontal da Barra, passaram a sofrer com a retirada das linhas que por eles circulavam, graças à adoção de um modelo de integração, que nada integra, mas afasta e isola.
A falta de planejamento, as integrações que não funcionam da maneira devida e as linhas que levam nada a lugar algum, são reflexo do projeto de sucateamento do transporte público. A implementação da linha 4000, Circular UFAL, e a retirada de outras oito linhas, levam a superlotação das poucas linhas que ainda entram na Universidade. O total desuso do Circular, inicialmente com apenas um único ônibus para toda a Universidade, sem sequer levar ao ponto de embarque das outras linhas e sem viabilizar a integração para o Vamu Estudantil, reflete a total inviabilidade da implementação da medida, a falta de planejamento e a ausência de diálogo com a comunidade acadêmica. Ademais, a situação reflete a força do Lobby das Empresas que administram o Transporte Público da Cidade. O sucateamento do transporte público é projeto e visa o lucro. Enquanto a Prefeitura de Maceió enxergar a operação do transporte público como “deficitária”, ao passo que as empresas que operam esse sistema lucram cada vez mais, com a redução das linhas e das viagens, lucrando proporcionalmente mais com cada vez mais trabalhadores amontoados no transporte público como uma lata de sardinha, estaremos fadados a viver nas sombras e no atraso.
Esse ataque da Prefeitura de JHC, justamente contra a Universidade e em ano eleitoral, reflete o que pensa o prefeito e sua administração quanto a esses espaços. A Universidade Pública, gratuita e de qualidade, espaço de desenvolvimento de pensamento crítico, de democracia e pluralidade política, vanguarda e resistência na defesa de diversos direitos e mobilizações, não atende aos interesses políticos e eleitoreiros de João Henrique Caldas. Com a medida puramente eleitoreira, o Prefeito busca angariar votos da população dos Conjuntos da Cidade Universitária, que seguirá afetada pela demora do transporte público e pela baixa frota de ônibus do município, cerceando e isolando a UFAL da comunidade ao seu entorno e de todos os maceioenses. Dificultando o acesso do povo pobre e vulnerável aos aparelhos da Universidade e a um Ensino Superior, que é muitas vezes o único meio de se obter uma vida digna para muitos de nós.
Portanto, enquanto comunidade acadêmica parte dessa Universidade, que constrói diariamente alternativas para um futuro e um desenvolvimento da sociedade alagoana e maceioense, nos colocamos contrários às medidas autoritárias de JHC e contrários à retirada sem diálogo com a comunidade acadêmica das oito linhas de ônibus que circulavam pela UFAL. Exigimos a suspensão imediata da medida, para garantir o acesso e a mobilidade de toda a comunidade universitária, bem como a segurança de todos aqueles que transitam pelas redondezas da Universidade. Suspensão essa, até que se concretize a realização de diálogo com todas as comunidades envolvidas, dos Conjuntos da Cidade Universitária e da UFAL, conjuntamente, para o desenvolvimento de uma proposta decente, que seja de fato efetiva para toda a população, atendendo as demandas e as especificidades de cada local. Não toleraremos mais ataques à Universidade, a UFAL é para todos os maceioenses e não permitiremos o seu isolamento. JHC tire a mão do nosso busão!
Assinam:
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES - QUILOMBO DOS PALMARES (DCE/UFAL)
Organizações e Movimentos:
Coletivo Juntos!
União da Juventude Comunista - UJC
Movimento Correnteza
Movimento Força
Coletivo LUTA
Centros e Diretórios Acadêmicos:
Diretório Acadêmico de Letras - Estudante Aline de Fátima Cavalcante Vieira (DALET)
Centro Acadêmico Guedes de Miranda - Direito/UFAL (CAGM)
Centro Acadêmico de Relações Públicas (CARP)
Centro Acadêmico de Pedagogia - Paulo Freire (CAPed)
Centro Acadêmico de Teatro (CAT)
Centro Acadêmico de Economia - CAECO - A. C. Simões
Centro Acadêmico Rosa Luxemburgo (CARL)
Centro Acadêmico de Psicologia (CAPsi)
Diretório Acadêmico de Geografia - José da Silveira Camerino (DAGEO)
Centro Acadêmico de Biblioteconomia (CABIB)
Centro Acadêmico de Dança - Dandara dos Palmares (CADAN)

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O problema
ABAIXO-ASSINADO DA COMUNIDADE ACADÊMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS POR TRANSPORTE PÚBLICO E MOBILIDADE URBANA EFICAZ E DE QUALIDADE
Nós, estudantes e entidades estudantis, técnicos e docentes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), abaixo-assinados, por meio deste manifesto, unimos nossas vozes em defesa de uma mobilidade urbana justa e eficiente. A UFAL é hoje atacada pela Prefeitura de Maceió, com a retirada da circulação de 8 linhas de ônibus pelo Campus, afetando diretamente o acesso à Universidade e ao Ensino Superior, bem como o acesso de toda comunidade ao seu redor aos diversos aparelhos que a Universidade Pública oferece, como o Hospital e o Fórum Universitário, a Unidade Docente Assistencial, o Colégio de Aplicação Telma Vitória, e outros que permitem que a população maceioense tenha acesso a Saúde, Educação, Cultura e Lazer, a partir do que a UFAL proporciona. Esse ataque à universidade, em ano eleitoral, reflete a importância da educação libertadora e revela os verdadeiros inimigos dos espaços democráticos, da pluralidade política e do saber. Reivindicamos, assim, a reversão dos retrocessos golpeados pela Prefeitura contra a Comunidade Acadêmica e medidas urgentes para melhorar a qualidade do transporte público em Maceió e em nossa universidade visando beneficiar toda a população maceioense.
Sabe-se que a mobilidade urbana e os transportes públicos são temas caros para a juventude que batalha para vislumbrar um futuro sustentável, onde possamos utilizar os aparelhos educacionais, culturais e de lazer da cidade que construímos nos dias de hoje. A realidade de horas a fio dentro dos ônibus em Maceió, de casa para o trabalho, do trabalho para a universidade e da universidade para casa, em jornada tripla, é reflexo da brutal exploração do capitalismo tardio. Não somente dessa exploração da classe trabalhadora, mas também da destrutiva exploração do planeta e do meio ambiente. A má qualidade do transporte público que massacra a qualidade de vida dos trabalhadores reflete a lógica individualista do capital, onde a indústria automobilística se viabiliza ao pregar um estilo de vida com maior qualidade, devastando nossas terras e poluindo nossos ares junto a cadeia do petróleo. Assim, nós, jovens universitários, estudantes e trabalhadores, somos apartados da cidade que construímos todos os dias. Nossos lugares deixam de ser nossos, para atender somente uma elite econômica e o turismo para os que vêm de fora.
Maceió se aprofunda em retrocessos quanto à mobilidade urbana e ao transporte público. Sem um Plano Diretor e sem um Plano de Mobilidade Urbana, a capital segue na contramão de diversas cidades que são referências em transporte público e mobilidade. Se por um lado, a preocupação com o meio ambiente, com o bem-estar da população e com a valorização dos espaços públicos cresce, em Maceió, o que se observa é o abandono total das alternativas verdadeiramente eficazes para um desenvolvimento sustentável da cidade. Cresce por todo o Brasil as cidades que adotam a política de Tarifa Zero para a população, o aumento de vias públicas para pedestres e a redução ou rotatividade do uso de carros e outros veículos particulares, além da adoção de um sistema multimodal de transporte público, mas aqui observamos a rota contrária. O município lida hoje com processos de abertura de mais vias, ampliação das já existentes, nos tornando ainda mais uma cidade feita para carros e não pessoas. A circulação por Maceió ocorre majoritariamente pelos corredores viários, sendo o transporte público todo envolvido por ônibus. Até quem ousar circular através do VLT, hoje deverá fazer um transbordo de ônibus para evitar a área afetada pela exploração criminosa e irresponsável da mineradora Braskem S/A. Observamos os retrocessos, inclusive nas escolhas das linhas de ônibus que ficam e que vão, de onde saem e para onde vão. Nesse período recente, a UFAL e o bairro do Pontal da Barra, passaram a sofrer com a retirada das linhas que por eles circulavam, graças à adoção de um modelo de integração, que nada integra, mas afasta e isola.
A falta de planejamento, as integrações que não funcionam da maneira devida e as linhas que levam nada a lugar algum, são reflexo do projeto de sucateamento do transporte público. A implementação da linha 4000, Circular UFAL, e a retirada de outras oito linhas, levam a superlotação das poucas linhas que ainda entram na Universidade. O total desuso do Circular, inicialmente com apenas um único ônibus para toda a Universidade, sem sequer levar ao ponto de embarque das outras linhas e sem viabilizar a integração para o Vamu Estudantil, reflete a total inviabilidade da implementação da medida, a falta de planejamento e a ausência de diálogo com a comunidade acadêmica. Ademais, a situação reflete a força do Lobby das Empresas que administram o Transporte Público da Cidade. O sucateamento do transporte público é projeto e visa o lucro. Enquanto a Prefeitura de Maceió enxergar a operação do transporte público como “deficitária”, ao passo que as empresas que operam esse sistema lucram cada vez mais, com a redução das linhas e das viagens, lucrando proporcionalmente mais com cada vez mais trabalhadores amontoados no transporte público como uma lata de sardinha, estaremos fadados a viver nas sombras e no atraso.
Esse ataque da Prefeitura de JHC, justamente contra a Universidade e em ano eleitoral, reflete o que pensa o prefeito e sua administração quanto a esses espaços. A Universidade Pública, gratuita e de qualidade, espaço de desenvolvimento de pensamento crítico, de democracia e pluralidade política, vanguarda e resistência na defesa de diversos direitos e mobilizações, não atende aos interesses políticos e eleitoreiros de João Henrique Caldas. Com a medida puramente eleitoreira, o Prefeito busca angariar votos da população dos Conjuntos da Cidade Universitária, que seguirá afetada pela demora do transporte público e pela baixa frota de ônibus do município, cerceando e isolando a UFAL da comunidade ao seu entorno e de todos os maceioenses. Dificultando o acesso do povo pobre e vulnerável aos aparelhos da Universidade e a um Ensino Superior, que é muitas vezes o único meio de se obter uma vida digna para muitos de nós.
Portanto, enquanto comunidade acadêmica parte dessa Universidade, que constrói diariamente alternativas para um futuro e um desenvolvimento da sociedade alagoana e maceioense, nos colocamos contrários às medidas autoritárias de JHC e contrários à retirada sem diálogo com a comunidade acadêmica das oito linhas de ônibus que circulavam pela UFAL. Exigimos a suspensão imediata da medida, para garantir o acesso e a mobilidade de toda a comunidade universitária, bem como a segurança de todos aqueles que transitam pelas redondezas da Universidade. Suspensão essa, até que se concretize a realização de diálogo com todas as comunidades envolvidas, dos Conjuntos da Cidade Universitária e da UFAL, conjuntamente, para o desenvolvimento de uma proposta decente, que seja de fato efetiva para toda a população, atendendo as demandas e as especificidades de cada local. Não toleraremos mais ataques à Universidade, a UFAL é para todos os maceioenses e não permitiremos o seu isolamento. JHC tire a mão do nosso busão!
Assinam:
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES - QUILOMBO DOS PALMARES (DCE/UFAL)
Organizações e Movimentos:
Coletivo Juntos!
União da Juventude Comunista - UJC
Movimento Correnteza
Movimento Força
Coletivo LUTA
Centros e Diretórios Acadêmicos:
Diretório Acadêmico de Letras - Estudante Aline de Fátima Cavalcante Vieira (DALET)
Centro Acadêmico Guedes de Miranda - Direito/UFAL (CAGM)
Centro Acadêmico de Relações Públicas (CARP)
Centro Acadêmico de Pedagogia - Paulo Freire (CAPed)
Centro Acadêmico de Teatro (CAT)
Centro Acadêmico de Economia - CAECO - A. C. Simões
Centro Acadêmico Rosa Luxemburgo (CARL)
Centro Acadêmico de Psicologia (CAPsi)
Diretório Acadêmico de Geografia - José da Silveira Camerino (DAGEO)
Centro Acadêmico de Biblioteconomia (CABIB)
Centro Acadêmico de Dança - Dandara dos Palmares (CADAN)

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Os tomadores de decisão
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Abaixo-assinado criado em 22 de julho de 2024