Abaixo-assinado encerrado

Investiguem afastamento arbitrário do professor que defendia DIREITOS ANIMAIS em MG

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O professor Leon Denis​,​ um reconhecido educador, pioneiro no ensino de Direito Animal e Veganismo nas escolas públicas brasileiras, foi desligado do ensino público de Minas Gerais no dia 20/10/2015 por meio de um oficio entregue na escola localizada na cidade de São João Evangelista, dias antes, pela Superintendência de Ensino da cidade de Guanhães. O desligamento representa uma punição que o impede por 3 anos a assumir qualquer cargo de designação no Estado.

O processo de desligamento foi iniciado no mês de agosto de 2015, quando inspetores realizaram uma reunião com o professor devido às várias ocorrências registradas na escola pelos pais contra ele, com acusações das mais descabidas. Após a reunião com os inspetores, o professor convocou uma ​​outra, com os pais. Mas esses mesmos pais que o acusaram se negaram a participar de qualquer reunião em que o professor estivesse presente. Estes fatos foram registrados em ata na escola e o Conselho de Professores foi convocado.

O Conselho decidiu que NÃO DESLIGARIA o professor, pois NÃO HAVIA QUALQUER EVIDÊNCIA de que as acusações tivessem fundamento, de que fossem verídicas, de que pudessem ser comprovadas e levassem a tal decisão.

Decorridos dois meses, a Superintendência de Regional de Ensino de Guanhães, no dia 15/10/2015, Dia do Professor, enviou um oficio pedindo o desligamento do professor, IGNORANDO O PARECER FAVORÁVEL a ele dado pelo Conselho da escola.

Nas palavras escritas por Leon nas redes sociais, no texto intitulado “No DIA do PROFESSOR, deixei de ser PROFESSOR”:

“(...)Enfim, Minas conseguiu em poucos meses o que SP não consegui em uma década: me afastar por lei (a pedido da comunidade escolar) durante os próximos 3 anos da docência. Vem-me Gramsci a cabeça, e o discurso dos juízes que o julgaram: “devemos inutilizar por vinte anos esse cérebro perigoso”.

Apresentar aos alunos teorias éticas críticas sobre nossos costumes, nossas crenças políticas, econômicas, médicas, é perigoso. Muito perigoso. (...)

Sou um espírito livre, e incomodo por isso. A filosofia crítica incomoda. A verdade dos fatos incomoda. E estou pagando o preço por ser adepto da veracidade como virtude. Os grandes pensadores, aqueles que são minha fonte de inspiração, na filosofia, na literatura, nas ciências, nunca foram bem vistos pela teocracia, pela oligarquia; pelo contrário sempre incomodaram e foram cassados pelas idéias que defendiam.

Estou oficialmente desempregado, e impedido de lecionar no Estado pelos próximos três anos. Foi meu presente de dia do professor.”

Assim, pedimos à Secretária de Educação do Estado de Minas Gerais, sra. Macaé Evaristo, para que INVESTIGUE ESSA DECISÃO ARBITRÁRIA E AUTORITÁRIA tomada pela SEE - Guanhães, para que o professor volte a realizar seu trabalho de educador para formar mais cidadãos críticos e cumprir com o dever da Filosofia, área em que é formado, que é o de promover o questionamento, a reflexão, a mudança de paradigmas sobre todos os preconceitos que são legitimados pelo status quo, pela tradição.

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Mais informações sobre este caso podem ser obtidas pelo e-mail educacaovegana@outlook.com



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