Instagram, reative e verifique a conta "paulohenriquemodelo" #ReativeInstagram


Instagram, reative e verifique a conta "paulohenriquemodelo" #ReativeInstagram
O problema
Olá, gostaria de me manifestar e criar este abaixo-assinado porque eu perdi minha conta no Instagram com aproximadamente 7 mil seguidores, que consegui em apenas 1 ano, com muito esforço e dedicação.
Eles alegam que violei as diretrizes da comunidade sobre conteúdo sexualmente sugestivo, que incluem: fotos ou outro tipo de conteúdo sexualmente sugestivo; propor serviço de cunho sexual; usar linguagem sexualmente explícita.
Quem me conhece sabe que eu não publicava nada disso, pelo contrário. E se você não me conhece e tem interesse em me ajudar, vou me apresentar.
Sou Paulo Henrique Bonfim da Silva, tenho 27 anos, sou homossexual cisgênero, com algumas expressões de gênero mais afeminado e às vezes também me monto completamente de mulher (Crossdresser – CD).
Sou médico, formado há 3 anos e meio, sou youtuber e criador de conteúdo digital, no caso envolvendo outras plataformas como o Instagram e o Facebook.
Eu abordo temas relevantes para a comunidade LGBTQIA+, como o Processo Transexualizador do SUS, que inclui a hormonização para pessoas trans e travestis. Um assunto muito importante para quem quer fazer sua afirmação de gênero e também carente de referências sérias no meio. Além disso, pelo fato de eu pertencer à comunidade LGBT e ser dá área da saúde, muitas pessoas se sentiam à vontade para se abrir comigo e tirar suas dúvidas. Afinal, muitas pessoas que passam por esse processo, o fazem de forma precária, por não terem acesso à saúde de qualidade, nem condições financeiras. Claro, eu abordava tudo isso respeitando o código de ética médica. Inclusive consultei um advogado sobre a melhor abordagem.
Também falava sobre saúde sexual, que incluía a falta de libido e a compulsão sexual. Sendo este um tema muito frequente na população LGBT e por vezes banalizado, fazendo com que muitos de nós percam o autocuidado, porque sofremos muito o chamado “Estresse de Minorias”. E além de ter conhecimento na área, eu vivenciei tudo isso, infelizmente.
A minha adolescência foi extremamente traumática! Eu não podia ter amigos gays, não podia sair de casa e nem jogar vôlei, algo que eu mais amava, porque tinha muitos homossexuais que praticavam isso e eu poderia “ficar mal visto”. Sim, passei por isso, há 14 anos. Em vista disso, eu só ficava em casa estudando e acabei passando em medicina para uma faculdade particular e muito tradicional de SP, através do PROUNI, com 17 anos, numa cidade muito maior do que eu residia. Afinal, não tinha condições nenhuma.
E quando sai de casa para fazer a graduação nessa grande cidade, comecei a vivenciar minha sexualidade e me auto aceitar. Porém, tudo veio de forma abrupta e intensa. Me tornei hipersexualizado, me sentia culpado, me afastava dos amigos, mesmo dentro da faculdade e me afastei da minha família. E com isso maltratava muito meu corpo, não tinha autocuidado, agia como se não tivesse nada a perder, fazia uso abusivo de bebida alcoólica
Em 2018 terminei a faculdade, me tornei médico. Superei os traumas do passado com minha família, eles aprenderam a lidar comigo e hoje convivo com eles normalmente e somos muito próximos e eu cuido dos meus pais, já bem idosos. Tudo era compartilhado no meu insta.
Hoje me tornei essa pessoa empoderada, superei todos os meus traumas, me tornei referência para muitos que querem crescer e realizar seus sonhos. Mostrar que todos podem! E compartilho minhas experiências, vivências, aceitação, amor próprio, autoconhecimento.
Faz um ano que faço acompanhamento com terapeuta e psiquiatra e sempre deixava claro nas minhas redes socias a importância de cuidarmos da saúde mental, sexual. Cuidar do nosso corpo, se exercitar, se alimentar melhor, combater o sedentarismo.
Nesse exato momento, começo de 2022 estou fazendo parte do carnaval de São Paulo. Faço parte do grupo de passistas da escola de samba Barroca Zona Sul. Junto com uma mulher trans, mulheres cis e outras identidades de gênero formamos uma das alas mais inclusivas e diversas do carnaval de SP e me arrisco a dizer, do Brasil.
Estava conseguindo muita mídia e marketing por conta das minhas vivências. Estava tendo fotos profissionais do carnaval para divulgar no meu Instagram, passando uma imagem de autoconfiança, representatividade e empoderamento LGBTQIA+.
Em cima disso, minha conta estava tendo um alcance muito grande. Em dezembro de 2021, minha rede social chamou atenção da escritora “@griffinwynne” e eu falei sobre “as diferentes visões de identidade de gênero ao redor do mundo”, no caso era do Brasil/América Latina. Um tema muito relevante.
Além disso, chamei atenção de um produtor audiovisual, que me convocou para um teste para uma websérie, cujo cachê era em torno de R$1000,00. E também já havia fechado parceria com um personal trainer para fazermos treinos esporádicos e divulgarmos nas nossas redes sociais.
Em dezembro de 2021, estava conseguindo quase 1000 seguidores em 20 dias. Tudo de forma orgânica, trabalhando muito, me dedicando até mesmo de madrugada para criar conteúdos. Tinha todo um cuidado em abordar temas sensíveis e relevantes para a comunidade do Instagram e principalmente, a LGBTQIA+. E além do mais, eu usava meu perfil para divulgar meu canal do youtube “Imoralmente Feliz!” que já está bem perto de monetizar, depois de muita dedicação!
Sem contar as pessoas que pegam minhas fotos e acabam criando perfis falsos para prejudicar minha imagem na rede social.
Porém, no dia 1 de janeiro de 2022, minha conta “paulohenriquemodelo” foi desativada. tudo isso, todo esse empoderamento, esse conteúdo relevante e informativo, toda essa muito provável fonte de renda, toda essa história construída ao longo de 27 anos de vida me foi tirada de forma abrupta, sem nenhuma explicação plausível e até agora não obtive nenhum retorno do Instagram.
Em nenhum momento eu violei as diretrizes da comunidade. Sou sim mais sensual e já sofri muito com isso e tinha um canal privado, mas não postava que infringisse as regras. O conteúdo que eu postava, não chega nem perto do que pessoas hétero cis postam, inclusive perfis famosos verificados, com milhões de seguidores!
Esse era o terceiro perfil no instagram que crio. E todos foram desativados pelo mesmo motivo. Eu até mencionava essa preocupação com minha psicóloga em toda sessão “Meu insta está crescendo muito, tenho certeza que mais cedo ou mais tarde vão derrubar ele de tanta denúncia que pessoas mal intencionadas e/ou preconceituosas devem fazer”.
O sentimento de revolta é o mesmo dos meus seguidores, um deles me enviou a seguinte mensagem “cheguei a ver alguns conteúdos do seu insta e sinceramente não vi nada que pudesse ter sido motivo de tirar do ar . Infelizmente seguimos em um mundo que o fato alguém brilhar mais do que outras acaba por ofuscar a vida de tal a ponto de colocarem tanto mal olhado tanta energia negativa que essas coisas acabam por acontecer. Não sei quais os princípios do insta para tomar atitudes como essas , mas já vi publicações e conteúdos no insta bem mais chamativo é nada acontecer . Enfim, vc sempre foi guerreira e não é uma coisa dessas que fará vc desistir”
Chega, não quero mais liberdade cerceada. Quero o que é meu por direito. Tomei coragem de expor tudo isso porque só com a mobilização popular eu vou ter minha conta de volta e o meu perfil verificado!
Conto com vocês, assinem meu abaixo-assinado #ReativeInstagram a conta “paulohenriquemodelo” e verifique o perfil!
Atenciosamente,
Paulo Henrique Bonfim da Silva
São Paulo, 15 de fevereiro de 2022

521
O problema
Olá, gostaria de me manifestar e criar este abaixo-assinado porque eu perdi minha conta no Instagram com aproximadamente 7 mil seguidores, que consegui em apenas 1 ano, com muito esforço e dedicação.
Eles alegam que violei as diretrizes da comunidade sobre conteúdo sexualmente sugestivo, que incluem: fotos ou outro tipo de conteúdo sexualmente sugestivo; propor serviço de cunho sexual; usar linguagem sexualmente explícita.
Quem me conhece sabe que eu não publicava nada disso, pelo contrário. E se você não me conhece e tem interesse em me ajudar, vou me apresentar.
Sou Paulo Henrique Bonfim da Silva, tenho 27 anos, sou homossexual cisgênero, com algumas expressões de gênero mais afeminado e às vezes também me monto completamente de mulher (Crossdresser – CD).
Sou médico, formado há 3 anos e meio, sou youtuber e criador de conteúdo digital, no caso envolvendo outras plataformas como o Instagram e o Facebook.
Eu abordo temas relevantes para a comunidade LGBTQIA+, como o Processo Transexualizador do SUS, que inclui a hormonização para pessoas trans e travestis. Um assunto muito importante para quem quer fazer sua afirmação de gênero e também carente de referências sérias no meio. Além disso, pelo fato de eu pertencer à comunidade LGBT e ser dá área da saúde, muitas pessoas se sentiam à vontade para se abrir comigo e tirar suas dúvidas. Afinal, muitas pessoas que passam por esse processo, o fazem de forma precária, por não terem acesso à saúde de qualidade, nem condições financeiras. Claro, eu abordava tudo isso respeitando o código de ética médica. Inclusive consultei um advogado sobre a melhor abordagem.
Também falava sobre saúde sexual, que incluía a falta de libido e a compulsão sexual. Sendo este um tema muito frequente na população LGBT e por vezes banalizado, fazendo com que muitos de nós percam o autocuidado, porque sofremos muito o chamado “Estresse de Minorias”. E além de ter conhecimento na área, eu vivenciei tudo isso, infelizmente.
A minha adolescência foi extremamente traumática! Eu não podia ter amigos gays, não podia sair de casa e nem jogar vôlei, algo que eu mais amava, porque tinha muitos homossexuais que praticavam isso e eu poderia “ficar mal visto”. Sim, passei por isso, há 14 anos. Em vista disso, eu só ficava em casa estudando e acabei passando em medicina para uma faculdade particular e muito tradicional de SP, através do PROUNI, com 17 anos, numa cidade muito maior do que eu residia. Afinal, não tinha condições nenhuma.
E quando sai de casa para fazer a graduação nessa grande cidade, comecei a vivenciar minha sexualidade e me auto aceitar. Porém, tudo veio de forma abrupta e intensa. Me tornei hipersexualizado, me sentia culpado, me afastava dos amigos, mesmo dentro da faculdade e me afastei da minha família. E com isso maltratava muito meu corpo, não tinha autocuidado, agia como se não tivesse nada a perder, fazia uso abusivo de bebida alcoólica
Em 2018 terminei a faculdade, me tornei médico. Superei os traumas do passado com minha família, eles aprenderam a lidar comigo e hoje convivo com eles normalmente e somos muito próximos e eu cuido dos meus pais, já bem idosos. Tudo era compartilhado no meu insta.
Hoje me tornei essa pessoa empoderada, superei todos os meus traumas, me tornei referência para muitos que querem crescer e realizar seus sonhos. Mostrar que todos podem! E compartilho minhas experiências, vivências, aceitação, amor próprio, autoconhecimento.
Faz um ano que faço acompanhamento com terapeuta e psiquiatra e sempre deixava claro nas minhas redes socias a importância de cuidarmos da saúde mental, sexual. Cuidar do nosso corpo, se exercitar, se alimentar melhor, combater o sedentarismo.
Nesse exato momento, começo de 2022 estou fazendo parte do carnaval de São Paulo. Faço parte do grupo de passistas da escola de samba Barroca Zona Sul. Junto com uma mulher trans, mulheres cis e outras identidades de gênero formamos uma das alas mais inclusivas e diversas do carnaval de SP e me arrisco a dizer, do Brasil.
Estava conseguindo muita mídia e marketing por conta das minhas vivências. Estava tendo fotos profissionais do carnaval para divulgar no meu Instagram, passando uma imagem de autoconfiança, representatividade e empoderamento LGBTQIA+.
Em cima disso, minha conta estava tendo um alcance muito grande. Em dezembro de 2021, minha rede social chamou atenção da escritora “@griffinwynne” e eu falei sobre “as diferentes visões de identidade de gênero ao redor do mundo”, no caso era do Brasil/América Latina. Um tema muito relevante.
Além disso, chamei atenção de um produtor audiovisual, que me convocou para um teste para uma websérie, cujo cachê era em torno de R$1000,00. E também já havia fechado parceria com um personal trainer para fazermos treinos esporádicos e divulgarmos nas nossas redes sociais.
Em dezembro de 2021, estava conseguindo quase 1000 seguidores em 20 dias. Tudo de forma orgânica, trabalhando muito, me dedicando até mesmo de madrugada para criar conteúdos. Tinha todo um cuidado em abordar temas sensíveis e relevantes para a comunidade do Instagram e principalmente, a LGBTQIA+. E além do mais, eu usava meu perfil para divulgar meu canal do youtube “Imoralmente Feliz!” que já está bem perto de monetizar, depois de muita dedicação!
Sem contar as pessoas que pegam minhas fotos e acabam criando perfis falsos para prejudicar minha imagem na rede social.
Porém, no dia 1 de janeiro de 2022, minha conta “paulohenriquemodelo” foi desativada. tudo isso, todo esse empoderamento, esse conteúdo relevante e informativo, toda essa muito provável fonte de renda, toda essa história construída ao longo de 27 anos de vida me foi tirada de forma abrupta, sem nenhuma explicação plausível e até agora não obtive nenhum retorno do Instagram.
Em nenhum momento eu violei as diretrizes da comunidade. Sou sim mais sensual e já sofri muito com isso e tinha um canal privado, mas não postava que infringisse as regras. O conteúdo que eu postava, não chega nem perto do que pessoas hétero cis postam, inclusive perfis famosos verificados, com milhões de seguidores!
Esse era o terceiro perfil no instagram que crio. E todos foram desativados pelo mesmo motivo. Eu até mencionava essa preocupação com minha psicóloga em toda sessão “Meu insta está crescendo muito, tenho certeza que mais cedo ou mais tarde vão derrubar ele de tanta denúncia que pessoas mal intencionadas e/ou preconceituosas devem fazer”.
O sentimento de revolta é o mesmo dos meus seguidores, um deles me enviou a seguinte mensagem “cheguei a ver alguns conteúdos do seu insta e sinceramente não vi nada que pudesse ter sido motivo de tirar do ar . Infelizmente seguimos em um mundo que o fato alguém brilhar mais do que outras acaba por ofuscar a vida de tal a ponto de colocarem tanto mal olhado tanta energia negativa que essas coisas acabam por acontecer. Não sei quais os princípios do insta para tomar atitudes como essas , mas já vi publicações e conteúdos no insta bem mais chamativo é nada acontecer . Enfim, vc sempre foi guerreira e não é uma coisa dessas que fará vc desistir”
Chega, não quero mais liberdade cerceada. Quero o que é meu por direito. Tomei coragem de expor tudo isso porque só com a mobilização popular eu vou ter minha conta de volta e o meu perfil verificado!
Conto com vocês, assinem meu abaixo-assinado #ReativeInstagram a conta “paulohenriquemodelo” e verifique o perfil!
Atenciosamente,
Paulo Henrique Bonfim da Silva
São Paulo, 15 de fevereiro de 2022

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Os tomadores de decisão
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Abaixo-assinado criado em 15 de fevereiro de 2022