

inclusão de "alimentação vegana" na grade curricular dos cursos de nutrição e medicina


inclusão de "alimentação vegana" na grade curricular dos cursos de nutrição e medicina
O problema
As principais universidades do país não formam profissionais capacitados para atender a crescente - e urgente - demanda pela “alimentação vegana”
Entenda o que isso significa e participe do abaixo-assinado que pretende mudar esta realidade.
A Organização Mundial de Saúde e o Guia Alimentar Para a População Brasileira,
lançado pelo Ministério da Saúde do Brasil (2014), reconhecem que a alimentação vegana, baseada em frutas, legumes e vegetais, fornece todos os nutrientes necessários para a saúde. Os relatórios também alertam a população mundial que o consumo de carne e laticínios é prejudicial à saúde e ao meio ambiente e está relacionado a doenças como o câncer, a diabetes, a obesidade e doenças cardiovasculares. A cada ano, são diagnosticados 600 mil novos casos de câncer no Brasil, sendo 35% deles atribuídos à má alimentação e ao consumo de carnes e carnes processadas; 20% da população brasileira está obesa e mais da metade está acima do peso. Em março de 2017, o Brasil se comprometeu a adotar políticas públicas para aumentar em 17,8% o consumo de frutas e hortaliças por adultos para reduzir o índice de obesidade no país até o ano de 2019.
Entre os dias 17 e 20 de março, durante a divulgação massiva na imprensa nacional e internacional da operação “Carne Fraca”, que envolveu os principais produtores de carne brasileira, milhares de pessoas buscaram informações sobre alimentação vegana no Google. Houve aumento de até 2850% no volume de buscas relacionadas ao tema, segundo relatório do Google Trends.
Diante disso, uma coisa nos incomoda: será que os nutricionistas e médicos brasileiros estão preparados para orientar a população a adotar uma dieta vegana, sem carne e produtos derivados de animais? Será que estes profissionais, em sua formação, recebem, de fato, informações diversas e atualizadas, capazes de darem conta de alternativas mais saudáveis de composição da dieta básica do brasileiro? Quantos nutricionistas estão informados o suficiente para atender aos 22 milhões de brasileiros se declaram vegetarianos, e aproximadamente 7 milhões veganos?
A busca crescente por orientação nutricional vegetariana motivou a criação de uma lista pública, com todos os nutricionistas capacitados a fazer este tipo de atendimento no Brasil. No entanto, um ALERTA: as principais universidades públicas e privadas do país ainda não oferecem matérias como “alimentação vegana” na grade curricular, nem discutem o planejamento dietético vegano de forma transversal, ao longo do curso, já que a dieta onívora (que inclui carne) é considerada a norma. Diante do interesse crescente e da necessidade da população em adotar novos hábitos alimentares, mais saudáveis e sustentáveis, é URGENTE que as grades curriculares das principais universidades do país, reformulem o seu currículo e incluam “alimentação vegana” em suas prioridades, nas áreas de formação e pesquisa, ao longo de todo o processo de formação dos profissionais, inclusive com matérias específicas sobre o tema.
Capacitar os profissionais de nutrição, medicina e saúde acerca da alimentação vegana é essencial para que o Brasil possa cumprir a meta de reduzir os alarmantes índices de obesidade e mortalidade. Pois é também responsabilidades destes profissionais difundir hábitos alimentares alinhados com as diretrizes globais de saúde e sustentabilidade.
Por isso, nós, nutricionistas e demais representantes da sociedade civil que assinam este documento, temos o objetivo de sugerir e estimular as instituições de ensino para que incluam em seus currículos grade curricular contemplando o ensino da dieta vegana, atendendo a essa nova realidade de boa parte da população brasileira e que tende a crescer cada vez mais.
Convidamos todos a participar deste abaixo-assinado, que será um importante documento e ferramenta para que atinjamos nosso objetivo! Colabore! Participe!
ASSINATURAS
Daniela Ferreira Araújo Silva, pós-doutorado em saúde coletiva pela Unifesp, mestre e doutora na área de transtornos alimentares
Eduardo Corassa, formando em nutrição, escritor, palestrante e chef crudivegano
- Fabio Chaves, fundador e infoativista do portal Vista-se
- Marina Colerato: ativista e criadora do site Modefica
- Nanda Cury: ativista vegana e especialista em marketing digital
- Nina Carlson Carneiro, gestora ambiental e fisiculturista vegana
- Nyle Ferrari, jornalista, blogueira e vegana
Referências:
Inglês
http://www.fao.org/docrep/004/Y2809E/y2809e00.HTM
http://www.fao.org/docrep/004/Y2809E/y2809e08.htm#bm08.5
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs394/en/
http://www.who.int/dietphysicalactivity/fruit/en/
https://www.theguardian.com/environment/2010/jun/02/un-report-meat-free-diet
https://www.theguardian.com/environment/2009/oct/26/palm-oil-initiative-carbon-emissions
https://www.theguardian.com/environment/2009/oct/26/palm-oil-initiative-carbon-emissions
Português:
http://g1.globo.com/bemestar/ noticia/2015/10/oms-coloca- carne-processada-na-lista-de- alimentos-cancerigenos.html
http://g1.globo.com/bemestar/ noticia/2015/10/vegetarianos- veem-luta-legitimada-apos-oms- ligar-carne-cancer.html
https://www.vista-se.com.br/ ministerio-da-saude-reconhece- alimentacao-vegana-como- saudavel-e-alerta-sobre- produtos-de-origem-animal/
http://portalarquivos.saude gov.br/images/pdf/2014/ novembro/05/Guia-Alimentar- para-a-pop-brasiliera-Miolo- PDF-Internet.pdf
http://www.inca.gov.br/wcm/ dncc/2015/dados-apresentados. pdf
http://www.paho.org/bra/index php?option=com_content&view= article&id=5366:em-evento-na- opasoms-brasil-assume-metas- para-frear-crescimento-da- obesidade-ate-2019&Itemid=821
https://www.vista-se.com.br/ nutricao/
http://www.imgrum.org/media/ 1415272313498292815_521339401

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O problema
As principais universidades do país não formam profissionais capacitados para atender a crescente - e urgente - demanda pela “alimentação vegana”
Entenda o que isso significa e participe do abaixo-assinado que pretende mudar esta realidade.
A Organização Mundial de Saúde e o Guia Alimentar Para a População Brasileira,
lançado pelo Ministério da Saúde do Brasil (2014), reconhecem que a alimentação vegana, baseada em frutas, legumes e vegetais, fornece todos os nutrientes necessários para a saúde. Os relatórios também alertam a população mundial que o consumo de carne e laticínios é prejudicial à saúde e ao meio ambiente e está relacionado a doenças como o câncer, a diabetes, a obesidade e doenças cardiovasculares. A cada ano, são diagnosticados 600 mil novos casos de câncer no Brasil, sendo 35% deles atribuídos à má alimentação e ao consumo de carnes e carnes processadas; 20% da população brasileira está obesa e mais da metade está acima do peso. Em março de 2017, o Brasil se comprometeu a adotar políticas públicas para aumentar em 17,8% o consumo de frutas e hortaliças por adultos para reduzir o índice de obesidade no país até o ano de 2019.
Entre os dias 17 e 20 de março, durante a divulgação massiva na imprensa nacional e internacional da operação “Carne Fraca”, que envolveu os principais produtores de carne brasileira, milhares de pessoas buscaram informações sobre alimentação vegana no Google. Houve aumento de até 2850% no volume de buscas relacionadas ao tema, segundo relatório do Google Trends.
Diante disso, uma coisa nos incomoda: será que os nutricionistas e médicos brasileiros estão preparados para orientar a população a adotar uma dieta vegana, sem carne e produtos derivados de animais? Será que estes profissionais, em sua formação, recebem, de fato, informações diversas e atualizadas, capazes de darem conta de alternativas mais saudáveis de composição da dieta básica do brasileiro? Quantos nutricionistas estão informados o suficiente para atender aos 22 milhões de brasileiros se declaram vegetarianos, e aproximadamente 7 milhões veganos?
A busca crescente por orientação nutricional vegetariana motivou a criação de uma lista pública, com todos os nutricionistas capacitados a fazer este tipo de atendimento no Brasil. No entanto, um ALERTA: as principais universidades públicas e privadas do país ainda não oferecem matérias como “alimentação vegana” na grade curricular, nem discutem o planejamento dietético vegano de forma transversal, ao longo do curso, já que a dieta onívora (que inclui carne) é considerada a norma. Diante do interesse crescente e da necessidade da população em adotar novos hábitos alimentares, mais saudáveis e sustentáveis, é URGENTE que as grades curriculares das principais universidades do país, reformulem o seu currículo e incluam “alimentação vegana” em suas prioridades, nas áreas de formação e pesquisa, ao longo de todo o processo de formação dos profissionais, inclusive com matérias específicas sobre o tema.
Capacitar os profissionais de nutrição, medicina e saúde acerca da alimentação vegana é essencial para que o Brasil possa cumprir a meta de reduzir os alarmantes índices de obesidade e mortalidade. Pois é também responsabilidades destes profissionais difundir hábitos alimentares alinhados com as diretrizes globais de saúde e sustentabilidade.
Por isso, nós, nutricionistas e demais representantes da sociedade civil que assinam este documento, temos o objetivo de sugerir e estimular as instituições de ensino para que incluam em seus currículos grade curricular contemplando o ensino da dieta vegana, atendendo a essa nova realidade de boa parte da população brasileira e que tende a crescer cada vez mais.
Convidamos todos a participar deste abaixo-assinado, que será um importante documento e ferramenta para que atinjamos nosso objetivo! Colabore! Participe!
ASSINATURAS
Daniela Ferreira Araújo Silva, pós-doutorado em saúde coletiva pela Unifesp, mestre e doutora na área de transtornos alimentares
Eduardo Corassa, formando em nutrição, escritor, palestrante e chef crudivegano
- Fabio Chaves, fundador e infoativista do portal Vista-se
- Marina Colerato: ativista e criadora do site Modefica
- Nanda Cury: ativista vegana e especialista em marketing digital
- Nina Carlson Carneiro, gestora ambiental e fisiculturista vegana
- Nyle Ferrari, jornalista, blogueira e vegana
Referências:
Inglês
http://www.fao.org/docrep/004/Y2809E/y2809e00.HTM
http://www.fao.org/docrep/004/Y2809E/y2809e08.htm#bm08.5
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs394/en/
http://www.who.int/dietphysicalactivity/fruit/en/
https://www.theguardian.com/environment/2010/jun/02/un-report-meat-free-diet
https://www.theguardian.com/environment/2009/oct/26/palm-oil-initiative-carbon-emissions
https://www.theguardian.com/environment/2009/oct/26/palm-oil-initiative-carbon-emissions
Português:
http://g1.globo.com/bemestar/ noticia/2015/10/oms-coloca- carne-processada-na-lista-de- alimentos-cancerigenos.html
http://g1.globo.com/bemestar/ noticia/2015/10/vegetarianos- veem-luta-legitimada-apos-oms- ligar-carne-cancer.html
https://www.vista-se.com.br/ ministerio-da-saude-reconhece- alimentacao-vegana-como- saudavel-e-alerta-sobre- produtos-de-origem-animal/
http://portalarquivos.saude gov.br/images/pdf/2014/ novembro/05/Guia-Alimentar- para-a-pop-brasiliera-Miolo- PDF-Internet.pdf
http://www.inca.gov.br/wcm/ dncc/2015/dados-apresentados. pdf
http://www.paho.org/bra/index php?option=com_content&view= article&id=5366:em-evento-na- opasoms-brasil-assume-metas- para-frear-crescimento-da- obesidade-ate-2019&Itemid=821
https://www.vista-se.com.br/ nutricao/
http://www.imgrum.org/media/ 1415272313498292815_521339401

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Abaixo-assinado criado em 31 de agosto de 2018