Implementar câmeras nas fardas da PM do Paraná para garantir transparência

O problema

No dia 15 de fevereiro de 2025, Kelvin Willian Vieira dos Santos, de 16 anos, e Wender Natan da Costa Bento, de 20 anos, foram brutalmente executados pela Polícia Militar no Jardim Santiago, Zona Oeste de Londrina. Ambos eram trabalhadores: Kelvin estudava e trabalhava em um lava-rápido, enquanto Wender era dono do lava- rápido e trabalhava no mesmo local. No dia da execução, haviam passado o dia todo exercendo suas funções e foram mortos durante a noite. 

Este caso não é um episódio isolado. Em 2024, o Paraná registrou um aumento alarmante na letalidade policial. Dados do Ministério Público do Paraná (MPPR) revelam que ocorreram 433 "confrontos" envolvendo forças de segurança, resultando em 413 mortes e 112 pessoas feridas. Isso representa um aumento de aproximadamente 19% em relação às 348 mortes registradas em 2023. A Polícia Militar foi responsável por 97,7% dessas mortes, enquanto a Polícia Civil respondeu por 1,2% e as guardas municipais por 0,9%.

Londrina, onde ocorreu a execução de Kelvin e Wender, é a cidade com a maior taxa proporcional de letalidade policial do estado, registrando 7,7 mortes a cada 100 mil habitantes. Esses números demonstram a urgência de medidas para reduzir a violência policial e garantir que abordagens sejam feitas dentro da legalidade e com transparência.

A implementação de câmeras corporais nas fardas dos policiais é uma medida essencial para coibir execuções extrajudiciais, abusos de autoridade e falsas alegações de "confronto". Estudos e experiências internacionais comprovam que o uso de câmeras reduz significativamente a letalidade policial e aumenta a segurança tanto dos agentes quanto da população. Nos estados brasileiros onde essa tecnologia foi implementada, houve uma queda expressiva no número de mortes em intervenções policiais.

Diante da gravidade dos fatos e do aumento da letalidade policial no Paraná, exigimos a imediata adoção de câmeras corporais para todos os policiais militares em serviço. Essa é uma medida urgente para garantir transparência, proteger vidas inocentes e assegurar que a justiça seja feita.

Quem não deve, não teme! Exigimos câmeras nas fardas policiais já!

Locais onde o uso de câmeras corporais já demonstrou eficácia:

📌 São Paulo: Desde a adoção das câmeras corporais pela Polícia Militar em 2020, a letalidade policial caiu 63,7% em apenas dois anos. Além disso, estudos indicam que a medida não reduziu o número de prisões em flagrante, demonstrando que a segurança pública foi mantida sem comprometer a eficiência policial.

📌 Santa Catarina: Pioneiro na implementação da tecnologia em 2019, o estado registrou uma redução de 61,2% no uso da força pelos policiais militares, abrangendo tanto força letal quanto não letal.

📌 Dados Nacionais: Um relatório do Ministério da Justiça e Segurança Pública, publicado em julho de 2024, analisou o impacto das câmeras corporais no Brasil e em outros países. O estudo aponta que, onde o uso é obrigatório, houve queda na letalidade policial e no uso excessivo da força, além de um aumento na denúncia de casos de violência doméstica, indicando que a transparência também encoraja mais pessoas a buscarem justiça.

Fontes:

Uso de câmeras corporais por forças policiais no Brasil

Polícia matou 19% mais em 2024 no Paraná

Implantação do uso de câmeras por policiais reduziu em 63,7% a letalidade em dois anos

‘Se enganaram com esses meninos’, diz mãe de adolescente morto pela polícia

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Ciranda da PazCriador do abaixo-assinado

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O problema

No dia 15 de fevereiro de 2025, Kelvin Willian Vieira dos Santos, de 16 anos, e Wender Natan da Costa Bento, de 20 anos, foram brutalmente executados pela Polícia Militar no Jardim Santiago, Zona Oeste de Londrina. Ambos eram trabalhadores: Kelvin estudava e trabalhava em um lava-rápido, enquanto Wender era dono do lava- rápido e trabalhava no mesmo local. No dia da execução, haviam passado o dia todo exercendo suas funções e foram mortos durante a noite. 

Este caso não é um episódio isolado. Em 2024, o Paraná registrou um aumento alarmante na letalidade policial. Dados do Ministério Público do Paraná (MPPR) revelam que ocorreram 433 "confrontos" envolvendo forças de segurança, resultando em 413 mortes e 112 pessoas feridas. Isso representa um aumento de aproximadamente 19% em relação às 348 mortes registradas em 2023. A Polícia Militar foi responsável por 97,7% dessas mortes, enquanto a Polícia Civil respondeu por 1,2% e as guardas municipais por 0,9%.

Londrina, onde ocorreu a execução de Kelvin e Wender, é a cidade com a maior taxa proporcional de letalidade policial do estado, registrando 7,7 mortes a cada 100 mil habitantes. Esses números demonstram a urgência de medidas para reduzir a violência policial e garantir que abordagens sejam feitas dentro da legalidade e com transparência.

A implementação de câmeras corporais nas fardas dos policiais é uma medida essencial para coibir execuções extrajudiciais, abusos de autoridade e falsas alegações de "confronto". Estudos e experiências internacionais comprovam que o uso de câmeras reduz significativamente a letalidade policial e aumenta a segurança tanto dos agentes quanto da população. Nos estados brasileiros onde essa tecnologia foi implementada, houve uma queda expressiva no número de mortes em intervenções policiais.

Diante da gravidade dos fatos e do aumento da letalidade policial no Paraná, exigimos a imediata adoção de câmeras corporais para todos os policiais militares em serviço. Essa é uma medida urgente para garantir transparência, proteger vidas inocentes e assegurar que a justiça seja feita.

Quem não deve, não teme! Exigimos câmeras nas fardas policiais já!

Locais onde o uso de câmeras corporais já demonstrou eficácia:

📌 São Paulo: Desde a adoção das câmeras corporais pela Polícia Militar em 2020, a letalidade policial caiu 63,7% em apenas dois anos. Além disso, estudos indicam que a medida não reduziu o número de prisões em flagrante, demonstrando que a segurança pública foi mantida sem comprometer a eficiência policial.

📌 Santa Catarina: Pioneiro na implementação da tecnologia em 2019, o estado registrou uma redução de 61,2% no uso da força pelos policiais militares, abrangendo tanto força letal quanto não letal.

📌 Dados Nacionais: Um relatório do Ministério da Justiça e Segurança Pública, publicado em julho de 2024, analisou o impacto das câmeras corporais no Brasil e em outros países. O estudo aponta que, onde o uso é obrigatório, houve queda na letalidade policial e no uso excessivo da força, além de um aumento na denúncia de casos de violência doméstica, indicando que a transparência também encoraja mais pessoas a buscarem justiça.

Fontes:

Uso de câmeras corporais por forças policiais no Brasil

Polícia matou 19% mais em 2024 no Paraná

Implantação do uso de câmeras por policiais reduziu em 63,7% a letalidade em dois anos

‘Se enganaram com esses meninos’, diz mãe de adolescente morto pela polícia

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Ciranda da PazCriador do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 20 de fevereiro de 2025