Impedir o Retrocessos Contra Pessoas em Situação de Rua

O problema

A Prefeitura Municipal de Cabo Frio apresentou um plano para lidar com pessoas em situação de rua e usuárias de drogas que representa um retrocesso para nossa cidade.

1. O prefeito propôs que as pessoas não deem esmolas e que as igrejas repensem suas práticas de caridade, instaurando uma política de extermínio por escassez para pessoas que, na ausência de comida e cobertor, podem morrer. Justifica-se que a Casa de Passagem vai abrigar e alimentar essas pessoas, porém o CENSO municipal informa cerca de 500 pessoas passando por esta situação. O município terá capacidade de acolher todas as demandas se todas decidirem procurá-la? Desmotivar caridade é um princípio cristão? “O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra.” (Provérbios 14:31)

2. O prefeito propôs enviar pessoas de volta para suas cidades de origem. Sem força, é verdade, mas isto significa que só pode ficar na cidade quem tem condições de sustento? O descompromisso com as pessoas vulneráveis envergonha um hino que brada "Forasteiros não há forasteiros pois nessa terra todos são iguais".

3. O trabalho com pessoas em situação de rua não se reduz a ações da casa de passagem. Entendo que este órgão é o que permite mais vídeos para instagram, pois nele se pode cortar cabelo de um usuário, retirá-lo da cidade e suprir todo o check-list de um vídeo populista para internet. No entanto, é urgente fortalecer a abordagem social do CREAS e o consultório de Rua (Sec. saúde), mas com foco na dignidade e na saúde dos usuários.

4. A Casa de Passagem não pode ir para uma área rural! O objetivo de nossa tipificação nacional é fortalecer vínculos familiares, construir autonomia e permitir que ocupem a cidade de forma digna. Numa zona rural, a dependência da prefeitura se tornará ainda maior, de forma que esta localização só servirá para tirar a pobreza dos olhares alienados de quem não deseja vê-la.

5. Nossa tipificação nacional não indica Comunidades Terapêuticas. Apesar do prefeito não ter dito este nome, a descrição dos serviços da nova Casa de Passagem na zona rural apontam a possibilidade de uma Comunidade Terapêutica que NÃO faz parte do SUAS. Nossa população vem debatendo os absurdos cometidos nesses espaços e o Brasil já decidiu que não vamos assimilar esta proposta nas nossas políticas públicas.

6. O prefeito propôs medidas para impedir a reciclagem. Sob o argumento de evitar lixos espalhados pelas pessoas em situação de rua, o chefe do poder executivo de nossa cidade achou correto impedir que as pessoas em situação de rua (que incluem andarilhos da reciclagem), tivessem acesso ao material. Não seria mais ético conscientizar para que os moradores SEPAREM O RECICLÁVEL do lixo orgânico? Moradores estão cegos pelo egoísmo e preferem odiar o pobre ao invés da pobreza.

7. Um bispo como secretário de assistência social é um retrocesso! As políticas públicas de assistência merecem ser tratadas com seriedade, longe da lógica de caridade das igrejas e atentas às necessidades TÉCNICAS dos órgãos. 

 

 

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Nathan BarbosaCriador do abaixo-assinado

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O problema

A Prefeitura Municipal de Cabo Frio apresentou um plano para lidar com pessoas em situação de rua e usuárias de drogas que representa um retrocesso para nossa cidade.

1. O prefeito propôs que as pessoas não deem esmolas e que as igrejas repensem suas práticas de caridade, instaurando uma política de extermínio por escassez para pessoas que, na ausência de comida e cobertor, podem morrer. Justifica-se que a Casa de Passagem vai abrigar e alimentar essas pessoas, porém o CENSO municipal informa cerca de 500 pessoas passando por esta situação. O município terá capacidade de acolher todas as demandas se todas decidirem procurá-la? Desmotivar caridade é um princípio cristão? “O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra.” (Provérbios 14:31)

2. O prefeito propôs enviar pessoas de volta para suas cidades de origem. Sem força, é verdade, mas isto significa que só pode ficar na cidade quem tem condições de sustento? O descompromisso com as pessoas vulneráveis envergonha um hino que brada "Forasteiros não há forasteiros pois nessa terra todos são iguais".

3. O trabalho com pessoas em situação de rua não se reduz a ações da casa de passagem. Entendo que este órgão é o que permite mais vídeos para instagram, pois nele se pode cortar cabelo de um usuário, retirá-lo da cidade e suprir todo o check-list de um vídeo populista para internet. No entanto, é urgente fortalecer a abordagem social do CREAS e o consultório de Rua (Sec. saúde), mas com foco na dignidade e na saúde dos usuários.

4. A Casa de Passagem não pode ir para uma área rural! O objetivo de nossa tipificação nacional é fortalecer vínculos familiares, construir autonomia e permitir que ocupem a cidade de forma digna. Numa zona rural, a dependência da prefeitura se tornará ainda maior, de forma que esta localização só servirá para tirar a pobreza dos olhares alienados de quem não deseja vê-la.

5. Nossa tipificação nacional não indica Comunidades Terapêuticas. Apesar do prefeito não ter dito este nome, a descrição dos serviços da nova Casa de Passagem na zona rural apontam a possibilidade de uma Comunidade Terapêutica que NÃO faz parte do SUAS. Nossa população vem debatendo os absurdos cometidos nesses espaços e o Brasil já decidiu que não vamos assimilar esta proposta nas nossas políticas públicas.

6. O prefeito propôs medidas para impedir a reciclagem. Sob o argumento de evitar lixos espalhados pelas pessoas em situação de rua, o chefe do poder executivo de nossa cidade achou correto impedir que as pessoas em situação de rua (que incluem andarilhos da reciclagem), tivessem acesso ao material. Não seria mais ético conscientizar para que os moradores SEPAREM O RECICLÁVEL do lixo orgânico? Moradores estão cegos pelo egoísmo e preferem odiar o pobre ao invés da pobreza.

7. Um bispo como secretário de assistência social é um retrocesso! As políticas públicas de assistência merecem ser tratadas com seriedade, longe da lógica de caridade das igrejas e atentas às necessidades TÉCNICAS dos órgãos. 

 

 

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Nathan BarbosaCriador do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 29 de janeiro de 2025