Impedir a construção de grandes empreendimentos no entorno do Parque dos Poderes/Prosa


Impedir a construção de grandes empreendimentos no entorno do Parque dos Poderes/Prosa
O problema
A preservação do Parque dos Poderes está em risco: projetos de grandes empreendimentos foram anunciados na região, colocando em perigo a biodiversidade e qualidade ambiental do local!
Até o que temos notícias, já há previsão para 8 empreendimentos que alcançam cerca de 5 mil unidades e mais de 7500 vagas.
Essas edificações estão previstas no entorno da Unidade de Conservação do Parque Estadual Prosa, algumas delas, dentro da Zona de Amortecimento do Parque do Prosa.
A verticalização é um caminho sem volta: uma vez que se inicia a construção de edifícios altos, cresce a tendência de mais torres, mais unidades, apartamentos cada vez menores, metro quadrado mais caro, especulação imobiliária e danos ambientais cada vez maiores.
No entorno do Parque Estadual do Prosa há mais de 170 hectares de terrenos vazios que representa apenas 1,7% do total de terrenos vazios da cidade. Se ali fossem ocupados por casas, teríamos um impacto de cerca de 20 000 novos moradores e 15 000 veículos — que já é um número elevado. Mas, no modelo proposto pelas incorporadoras de 200 apartamentos por hectare, estimamos capacidade para 100 000 habitantes e 75 000 carros, gerando transtornos sociais e ambientais imensos.
Em casas unifamiliares, o terrenos vazios no entorno do Parque suportaria cerca de 20.000 moradores com impactos ambientais relativamente baixos. Já em torres de alta densidade, essa mesma área poderia abrigar mais de 100.000 pessoas.
Se a demanda real não alcançar 100.000 habitantes, não faz sentido erguer prédios: a alta concentração populacional, a altura das torres, a escavação de subsolos e o aumento de tráfego geram impactos ambientais e urbanos muito maiores, especialmente próximo ao hotspot de observação de aves. E, caso a demanda venha a se comprovar, a verticalização inevitavelmente lotará essas torres, comprometendo permanentemente a paisagem e a função de proteção da Unidade de Conservação que deve durar pra sempre.
O Plano de Manejo do Parque do Prosa (2021) estabelece que, na área de amortecimento é uma zona de transição e uso diferenciado para proteger o Parque, os padrões de ocupação devem ser compatíveis com a formação de corredores ecológicos, protegendo os animais presente na UC. Ainda, estabelece que os índices de permeabilidade do solo devem garantir a "infiltração das águas pluviais na área da bacia hidrográfica do Córrego Prosa".
O Plano Diretor Municipal (2018) trouxe flexibilizações exacerbadas, atendendo exclusivamente aos interesses imobiliários. Além disso por falta de regulamentação de vários itens tem se autorizado esses empreendimentos que contrariam as diretrizes e objetivos do plano diretor.No entanto, a Legislação Federal (Lei 9.985/2000) protege as áreas no entorno das UC´s, "onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade” .
Para piorar, os Estudos de Impacto realizados não consideram o efeito do somatório das novas construções na região, pois avaliam os empreendimentos de maneira individual. O Parque dos Poderes é região de presença de animais como antas, quatis, porcos-espinhos, araras, entre outros, que muito dificilmente conseguirão conviver com um fluxo tão alto de automóveis quanto o proposto. Além disso, os afluentes do Córrego Prosa já sofrem com o assoreamento devido a impermeabilização do entorno.
Toda a população que utiliza o espaço para práticas esportivas, de observação de animais, moradia, entre outras atividades, irá sentir o impacto da presença de grandes empreendimentos.
Pedimos a intervenção das autoridades para evitar construções que coloquem em risco a esse importante patrimônio natural e ambiental para todos os campo-grandenses.
Há mais de 10 mil hectares de terrenos vazios para se construir em Campo Grande, deixem o Parque dos Poderes e entorno em paz!
Referências:
Plano de Manejo do Parque Estadual do Prosa, Encarte III, 2021
Lei Federal 9.985/2000 - Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza
Campo Grande News - Prédio de 23 andares terá 2 "vizinhos", um deles maior ainda, com 25 pavimentos
Foto de Capa - www.agesul.ms.gov.br
14.944
O problema
A preservação do Parque dos Poderes está em risco: projetos de grandes empreendimentos foram anunciados na região, colocando em perigo a biodiversidade e qualidade ambiental do local!
Até o que temos notícias, já há previsão para 8 empreendimentos que alcançam cerca de 5 mil unidades e mais de 7500 vagas.
Essas edificações estão previstas no entorno da Unidade de Conservação do Parque Estadual Prosa, algumas delas, dentro da Zona de Amortecimento do Parque do Prosa.
A verticalização é um caminho sem volta: uma vez que se inicia a construção de edifícios altos, cresce a tendência de mais torres, mais unidades, apartamentos cada vez menores, metro quadrado mais caro, especulação imobiliária e danos ambientais cada vez maiores.
No entorno do Parque Estadual do Prosa há mais de 170 hectares de terrenos vazios que representa apenas 1,7% do total de terrenos vazios da cidade. Se ali fossem ocupados por casas, teríamos um impacto de cerca de 20 000 novos moradores e 15 000 veículos — que já é um número elevado. Mas, no modelo proposto pelas incorporadoras de 200 apartamentos por hectare, estimamos capacidade para 100 000 habitantes e 75 000 carros, gerando transtornos sociais e ambientais imensos.
Em casas unifamiliares, o terrenos vazios no entorno do Parque suportaria cerca de 20.000 moradores com impactos ambientais relativamente baixos. Já em torres de alta densidade, essa mesma área poderia abrigar mais de 100.000 pessoas.
Se a demanda real não alcançar 100.000 habitantes, não faz sentido erguer prédios: a alta concentração populacional, a altura das torres, a escavação de subsolos e o aumento de tráfego geram impactos ambientais e urbanos muito maiores, especialmente próximo ao hotspot de observação de aves. E, caso a demanda venha a se comprovar, a verticalização inevitavelmente lotará essas torres, comprometendo permanentemente a paisagem e a função de proteção da Unidade de Conservação que deve durar pra sempre.
O Plano de Manejo do Parque do Prosa (2021) estabelece que, na área de amortecimento é uma zona de transição e uso diferenciado para proteger o Parque, os padrões de ocupação devem ser compatíveis com a formação de corredores ecológicos, protegendo os animais presente na UC. Ainda, estabelece que os índices de permeabilidade do solo devem garantir a "infiltração das águas pluviais na área da bacia hidrográfica do Córrego Prosa".
O Plano Diretor Municipal (2018) trouxe flexibilizações exacerbadas, atendendo exclusivamente aos interesses imobiliários. Além disso por falta de regulamentação de vários itens tem se autorizado esses empreendimentos que contrariam as diretrizes e objetivos do plano diretor.No entanto, a Legislação Federal (Lei 9.985/2000) protege as áreas no entorno das UC´s, "onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade” .
Para piorar, os Estudos de Impacto realizados não consideram o efeito do somatório das novas construções na região, pois avaliam os empreendimentos de maneira individual. O Parque dos Poderes é região de presença de animais como antas, quatis, porcos-espinhos, araras, entre outros, que muito dificilmente conseguirão conviver com um fluxo tão alto de automóveis quanto o proposto. Além disso, os afluentes do Córrego Prosa já sofrem com o assoreamento devido a impermeabilização do entorno.
Toda a população que utiliza o espaço para práticas esportivas, de observação de animais, moradia, entre outras atividades, irá sentir o impacto da presença de grandes empreendimentos.
Pedimos a intervenção das autoridades para evitar construções que coloquem em risco a esse importante patrimônio natural e ambiental para todos os campo-grandenses.
Há mais de 10 mil hectares de terrenos vazios para se construir em Campo Grande, deixem o Parque dos Poderes e entorno em paz!
Referências:
Plano de Manejo do Parque Estadual do Prosa, Encarte III, 2021
Lei Federal 9.985/2000 - Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza
Campo Grande News - Prédio de 23 andares terá 2 "vizinhos", um deles maior ainda, com 25 pavimentos
Foto de Capa - www.agesul.ms.gov.br
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Abaixo-assinado criado em 18 de novembro de 2024