Ajude o Igor e outros milhares de cidadãos com deficiência e cadeirantes!

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Sou Felipe Mariotini, estudante, tenho 18 anos e estou ajudando meu amigo, Igor Lima, estudante de direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, nessa fervorosa luta dele contra a falta de acessibilidade. O descaso do poder público e da Justiça são notórios na batalha para ele ter seus sonhos e direitos respeitados.

Igor, residente da cidade de Queimados, iniciou seus estudos em 2016 na UERJ. Porém, ele não tem como chegar de sua casa senão por meio de transportes públicos, e desde então vem passando dificuldade desde o início do ano. Desde novembro de 2015 ele luta na Justiça para melhorar a realidade dos sucateados meios de transporte públicos e para que seus direitos possam ser respeitados - porém, não vem obtendo sucesso.

Várias pessoas com deficiência são desrespeitadas diariamente com a falta de acessibilidade em diversos setores no estado do Rio de Janeiro, principalmente nos transportes públicos. Os deficientes físicos tem o direito, que é lhes assegurado pela Constituição de 1988, o que torna a atitude das autoridades, ao não garanti-los, um ato inconstitucional.

Janeiro de 2016. Um rapaz de 21 anos, morador de Queimados, encontrou o seu nome na lista de aprovados para o curso de Direito da UERJ. Um sonho materializado! Se não fosse por... não conseguir ir até a faculdade.

Esse rapaz é o Igor, meu amigo. Ele tem uma paralisia cerebral espástica - doença que afetou os seus membros inferiores - e, portanto, locomove-se com a ajuda de uma cadeira de rodas.

O que acontece, porém, é que, meses antes e semanas após as Paralimpíadas, no município vizinho do Rio, a estação de trem da SuperVia de Queimados NUNCA foi acessível a pessoas com deficiências físicas.

A estação não oferece rampas ou elevadores que permitam ao Igor entrar no trem - o que desrespeita a lei federal 10098/00, de 2000, além de desrespeitar as garantias constitucionais.

Recorrer a ônibus, então, é inviável: ele teria de pegar três conduções distintas, com equipamentos velhos e danificados e motoristas mal-preparados - que deixam de parar para cadeirantes intencionalmente ou, no melhor dos casos, não sabem operar o elevador do veículo - em cada troca, saída e entrada.

Igor entrou com uma ação judicial contra o estado do Rio de Janeiro e a Supervia, reclamando o seu direito à acessibilidade e a mudanças na estação, de forma a chegar na Universidade. A princípio, com sucesso, ele teve um transporte privado custeado para chegar à UERJ, até que as obras necessárias fossem realizadas. Tem ido às aulas, sempre sorridente e dedicado. Todavia, o estado e a Supervia recorreram, e dessa vez o resultado não foi tão positivo pois na visão da desembargadora,ainda que se tenha direito as obras,elas seriam caras para o Estado e demoradas,ou seja,ela retirou a obrigação de construção da rampa,que é o objeto principal do processo!

E ainda decidiu que não seria mais necessário pagar o transporte pois teriam que contratar um táxi e levar Igor a estação mais próxima e com acesso( Deodoro) de lá pra Uerj e na volta ele deveria dar um jeito,inicialmente parece tudo certo,porém acessibilidade não se reduz apenas a rampas como diz a convenção de Nova York e o estatuto da pessoa com deficiência,existem barreiras comportamentais que podem atrapalhar tanto quanto as físicas e infelizmente Igor viu a falta de funcionários pra entrar e sair do trem,demora nos elevadores e ate mesmo sofreu ameaça e coação por parte de um funcionário da estação,teve parte de sua cadeira quebrada ao ficar preso na porta do trem...Diante de tudo isso se viu obrigado a preservar sua integridade e esta tendo que pagar mais de 100 reais por dia de aula,usando o serviço de transporte particular!

SABEMOS QUE INFELIZMENTE NÃO EXISTIRAM LOCAIS PERFEITOS QUANTO A QUESTÃO DA ACESSIBILIDADE,ASSIM COM TEMOS CERTEZA QUE MILHARES DE PESSOAS SOFREM DA PRECARIEDADE DO TRANSPORTE PUBLICO,SEJA DEFICIENTE OU NÃO MAS NÃO PODEMOS NEGAR QUE OS DEFICIENTES TEM UMA NECESSIDADE ESPECIAL,VALENDO DESTACAR QUE O AUXÍLIO DE FUNCIONÁRIOS É ALGO ABSOLUTAMENTE SIMPLES,MAS NEM ISSO NOSSO AMIGO PODE TER! NÃO É CONFORTO OU VANTAGEM,É SIMPLESMENTE PODER USAR O TREM COM TRANQUILIDADE!! SEM TER A CADEIRA QUEBRADA OU SER AMEAÇADO DE IR PRA DELEGACIA!!     

Igor é um estudante de direito em início de curso, potencial jurista, já sofrendo uma grande INJUSTIÇA - agora amparada pelo Direito por meio da decisão da desembargadora Helda Lima Meireles. Decepção, agonia, angústia, impotência.

A LUTA JURÍDICA CONTINUA E NESSE ANO IGOR TERÁ UMA AUDIÊNCIA MUITO IMPORTANTE E QUE PODE MUDAR TOTALMENTE OS RUMOS DO PROCESSO E PRINCIPALMENTE DA VIDA DO NOSSO AMIGO! PRECISAMOS AUMENTAR A PRESSÃO PARA AJUDAR NESSA LUTA ÁRDUA!! 

Igor pode estar a dias de não ter condições de ir para a Universidade!
Não haverá situação financeira ou material para usufruir da vaga que conquistou, tudo porque a SuperVia não parece ver que há quem necessite de cadeiras de rodas para se locomover até a plataforma na estação.

SUPERVIA, RESPEITE AS LEIS E OS DIREITOS DO IGOR!
FAÇA AS OBRAS PARA ACESSIBILIDADE NA ESTAÇÃO DE QUEIMADOS!

PERMITA QUE AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA POSSAM VIVER A SUA DIGNIDADE!

Redatores do texto: Felipe Mariotini e Larissa Galdi



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