Justiça por Samuelzinho!


Justiça por Samuelzinho!
O problema
No dia 23 de novembro de 2021, nós perdemos o nosso bebê Samuel de 1 ano e 8 meses por NEGLIGÊNCIA MÉDICA, dentro do Hospital Hapvida em Olinda-PE. Estamos há seis meses sem o nosso Samuelzinho e sem respostas sobre o que, de fato, aconteceu com o nosso filho. Então, nós, Paula e Jefferson, pais de Samuel, criamos este abaixo-assinado para pedir o apoio da sociedade na nossa luta por #JustiçaPorSamuelzinho!
Nada vai reparar completamente a nossa dor e saudade, pois o que queríamos mesmo era ter o nosso filho vivo aqui com a gente. Mas precisamos de respostas e que a Justiça por nosso filho seja feita!!!
Naquele fatídico dia 22, Samuel passou o dia bem, mas à noite, por volta das 22h, ele começou a vomitar, em seguida ficou com os lábios pálidos, teve febre e ficou com as mãos e os pés gelados. Preocupados, nós corremos para o hospital e foi aí que o pesadelo começou. Nosso bebê veio a falecer poucas horas depois da entrada no Pronto Atendimento Hapvida Olinda, na madrugada do dia 23 de novembro de 2021, pois houve demora no atendimento e negligência médica e de enfermagem.
Chegamos ao hospital em torno das 23h solicitando agilidade no atendimento pelo estado febril em que Samuel estava. Após a nossa espera, a médica que atendeu Samuelzinho, não prestou a atenção devida e tratou o caso como se fosse “só uma gripe”, mas nós sabíamos que não deveria ser só isso.
Em seguida, houve mais um intervalo de longa espera. Samuel aguardou cerca de 50 minutos na enfermaria do hospital para receber a medicação prescrita que nunca chegou. Nos disseram que teríamos que aguardar o remédio vir da farmácia. Como assim um hospital não tem os medicamentos necessários no Pronto Atendimento? E, durante esse tempo, nosso filho ficou com os lábios cada vez mais pálidos, as extremidades, mais geladas, e a febre subiu muito. A equipe de enfermagem presente não se comoveu ou se preocupou com a situação do nosso bebê, dizendo apenas que aguardássemos.
A situação se agravou muito, Samuel convulsionou e nós, desesperados, gritamos por socorro. Só então a técnica de enfermagem foi chamar a médica, que estava em “seu horário de descanso”. Chegaram a intubar o nosso bebê várias vezes. Samuelzinho já estava em parada cardiorrespiratória quando tentaram punção venosa incontáveis vezes – o que poderia propiciar a administração de uma medicação inclusive de reanimação. Porém sem êxito, pois nosso filho aguardou por quase uma hora para receber atenção devida e as medicações que pudessem salvar sua vida! Quando o socorro chegou, já era tarde demais.
O óbito de nosso filho foi, então, constatado. Quem nos disse que nosso anjinho tinha falecido foi um outro médico. Ele disse: “O que aconteceu com seu filho? Já peguei seu filho roxo”. A médica responsável pelo primeiro atendimento foi embora sem nos dar nenhum auxílio ou atenção.
Tivemos que insistir para que o registro de óbito não fosse cadastrado como “causas naturais”, como queria a Hapvida, sendo registrado, então, como “causa indeterminada” pelo serviço hospitalar. No prontuário médico, é possível notar alterações e imprecisões nos registros do procedimento médico.
Seis meses se passaram e, até o momento, não temos respostas do que aconteceu com o nosso filho e qual foi a causa de sua morte, ocorrida no âmbito do atendimento médico da Hapvida. Seguimos sem qualquer resposta de nenhuma das instâncias que foram acionadas.
✊ O Hapvida não pode naturalizar a morte de crianças negras. Até o momento, não houve nenhuma política reparatória. E, do mesmo modo, seguimos sem qualquer encaminhamento conclusivo por parte das investigações levantadas pela Polícia Judiciária.
Em 21/03/2022, protocolamos na Delegacia de Polícia Civil de Rio Doce em Olinda-PE o documento de denúncia contendo todos os fatos da esfera criminal. Após quase dois meses, a Delegada de Polícia Civil Renata Araújo Pinheiro Gomes ainda não iniciou os procedimentos de investigação ou intimação para a elucidação do caso.
Mesmo diante de relatos consistentes de NEGLIGÊNCIA, a médica responsável pelo atendimento de Samuel segue atuando normalmente. Até o momento, o procedimento segue junto ao CREMEPE, ainda em sua fase inicial de sindicância, sem que nenhuma outra medida contra a atuação da médica seja realizada.
⇨ Ressaltamos que o racismo institucional está presente tanto no atendimento de Samuelzinho quanto na forma como nós, pais, estamos sendo tratados no âmbito do atendimento da Hapvida.
❗❗❗ A naturalização da dor e do sofrimento sob os corpos negros é uma das facetas de um estrutura permeada pelo racismo e, por isso, nós, junto aos movimentos sociais, reinvidicamos uma resposta e iniciativas reparatórias pelo Poder Público.
⚫ EXIGIMOS, PORTANTO:
- A responsabilização do Hapvida e da médica negligente!
- Agilidade na investigação sobre os procedimentos adotados pela médica no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (CREMEPE) e o seu afastamento imediato até o encerramento das investigações.
- Que os procedimentos de investigação para a elucidação do caso sejam iniciados pela Delegada Dra. Renata Araújo Pinheiro Gomes, da Delegacia de Rio Doce.
- Que nós, pais de Samuel, tenhamos informações concretas sobre a causa da morte de nosso filho!
PEDIMOS #JUSTIÇAPORSAMUELZINHO!
Assine e compartilhe a nossa petição, por favor! Precisamos da sua assinatura para lutarmos por JUSTIÇA!
#JustiçaPorSamuelzinho #justicaporsamuelzinho
21.560
O problema
No dia 23 de novembro de 2021, nós perdemos o nosso bebê Samuel de 1 ano e 8 meses por NEGLIGÊNCIA MÉDICA, dentro do Hospital Hapvida em Olinda-PE. Estamos há seis meses sem o nosso Samuelzinho e sem respostas sobre o que, de fato, aconteceu com o nosso filho. Então, nós, Paula e Jefferson, pais de Samuel, criamos este abaixo-assinado para pedir o apoio da sociedade na nossa luta por #JustiçaPorSamuelzinho!
Nada vai reparar completamente a nossa dor e saudade, pois o que queríamos mesmo era ter o nosso filho vivo aqui com a gente. Mas precisamos de respostas e que a Justiça por nosso filho seja feita!!!
Naquele fatídico dia 22, Samuel passou o dia bem, mas à noite, por volta das 22h, ele começou a vomitar, em seguida ficou com os lábios pálidos, teve febre e ficou com as mãos e os pés gelados. Preocupados, nós corremos para o hospital e foi aí que o pesadelo começou. Nosso bebê veio a falecer poucas horas depois da entrada no Pronto Atendimento Hapvida Olinda, na madrugada do dia 23 de novembro de 2021, pois houve demora no atendimento e negligência médica e de enfermagem.
Chegamos ao hospital em torno das 23h solicitando agilidade no atendimento pelo estado febril em que Samuel estava. Após a nossa espera, a médica que atendeu Samuelzinho, não prestou a atenção devida e tratou o caso como se fosse “só uma gripe”, mas nós sabíamos que não deveria ser só isso.
Em seguida, houve mais um intervalo de longa espera. Samuel aguardou cerca de 50 minutos na enfermaria do hospital para receber a medicação prescrita que nunca chegou. Nos disseram que teríamos que aguardar o remédio vir da farmácia. Como assim um hospital não tem os medicamentos necessários no Pronto Atendimento? E, durante esse tempo, nosso filho ficou com os lábios cada vez mais pálidos, as extremidades, mais geladas, e a febre subiu muito. A equipe de enfermagem presente não se comoveu ou se preocupou com a situação do nosso bebê, dizendo apenas que aguardássemos.
A situação se agravou muito, Samuel convulsionou e nós, desesperados, gritamos por socorro. Só então a técnica de enfermagem foi chamar a médica, que estava em “seu horário de descanso”. Chegaram a intubar o nosso bebê várias vezes. Samuelzinho já estava em parada cardiorrespiratória quando tentaram punção venosa incontáveis vezes – o que poderia propiciar a administração de uma medicação inclusive de reanimação. Porém sem êxito, pois nosso filho aguardou por quase uma hora para receber atenção devida e as medicações que pudessem salvar sua vida! Quando o socorro chegou, já era tarde demais.
O óbito de nosso filho foi, então, constatado. Quem nos disse que nosso anjinho tinha falecido foi um outro médico. Ele disse: “O que aconteceu com seu filho? Já peguei seu filho roxo”. A médica responsável pelo primeiro atendimento foi embora sem nos dar nenhum auxílio ou atenção.
Tivemos que insistir para que o registro de óbito não fosse cadastrado como “causas naturais”, como queria a Hapvida, sendo registrado, então, como “causa indeterminada” pelo serviço hospitalar. No prontuário médico, é possível notar alterações e imprecisões nos registros do procedimento médico.
Seis meses se passaram e, até o momento, não temos respostas do que aconteceu com o nosso filho e qual foi a causa de sua morte, ocorrida no âmbito do atendimento médico da Hapvida. Seguimos sem qualquer resposta de nenhuma das instâncias que foram acionadas.
✊ O Hapvida não pode naturalizar a morte de crianças negras. Até o momento, não houve nenhuma política reparatória. E, do mesmo modo, seguimos sem qualquer encaminhamento conclusivo por parte das investigações levantadas pela Polícia Judiciária.
Em 21/03/2022, protocolamos na Delegacia de Polícia Civil de Rio Doce em Olinda-PE o documento de denúncia contendo todos os fatos da esfera criminal. Após quase dois meses, a Delegada de Polícia Civil Renata Araújo Pinheiro Gomes ainda não iniciou os procedimentos de investigação ou intimação para a elucidação do caso.
Mesmo diante de relatos consistentes de NEGLIGÊNCIA, a médica responsável pelo atendimento de Samuel segue atuando normalmente. Até o momento, o procedimento segue junto ao CREMEPE, ainda em sua fase inicial de sindicância, sem que nenhuma outra medida contra a atuação da médica seja realizada.
⇨ Ressaltamos que o racismo institucional está presente tanto no atendimento de Samuelzinho quanto na forma como nós, pais, estamos sendo tratados no âmbito do atendimento da Hapvida.
❗❗❗ A naturalização da dor e do sofrimento sob os corpos negros é uma das facetas de um estrutura permeada pelo racismo e, por isso, nós, junto aos movimentos sociais, reinvidicamos uma resposta e iniciativas reparatórias pelo Poder Público.
⚫ EXIGIMOS, PORTANTO:
- A responsabilização do Hapvida e da médica negligente!
- Agilidade na investigação sobre os procedimentos adotados pela médica no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (CREMEPE) e o seu afastamento imediato até o encerramento das investigações.
- Que os procedimentos de investigação para a elucidação do caso sejam iniciados pela Delegada Dra. Renata Araújo Pinheiro Gomes, da Delegacia de Rio Doce.
- Que nós, pais de Samuel, tenhamos informações concretas sobre a causa da morte de nosso filho!
PEDIMOS #JUSTIÇAPORSAMUELZINHO!
Assine e compartilhe a nossa petição, por favor! Precisamos da sua assinatura para lutarmos por JUSTIÇA!
#JustiçaPorSamuelzinho #justicaporsamuelzinho
21.560
Os tomadores de decisão
Atualizações do abaixo-assinado
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 24 de maio de 2022