PROIBIÇÃO DA PROCRIAÇÃO DE CÃES DA RAÇA PUG

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Maria Eduarda Stoffel criou este abaixo-assinado para pressionar Governo Federal

PROIBIÇÃO DA PROCRIAÇÃO DE CÃES DA RAÇA PUG

“Pugs não são fofos, são animais malformados e doentes que não deveriam existir”

Primeiramente, quero deixar claro que não tenho nada contra os cães em si, nem pelo seus donos (já que muitos desconhecem os problemas de saúde da raça). Pelo contrário, gosto muito de cachorros, por isso mesmo quero lutar pelo encerramento da procriação da raça pug.

Por quê?

Bom, os cães dessa raça apresentam diversos problemas de saúde. A maioria dos cães de raça apresentam mais problemas de saúde do que cães SRD (vira-latas), mas o caso do Pug é muito mais grave. Grande parte das raças de cachorros foram desenvolvidas em laboratório, a partir de intervenções humanas – e com o pug não seria diferente. Simpático e companheiro, com seus olhos esbugalhados, seu corpo pequeno e sua cabeça grande, o animal tornou-se nos últimos anos uma das raças mais populares em todo o mundo – mas esse aumento preocupa cientistas e veterinários do mundo.

Eles têm tendência a uma série de problemas de saúde por conta de sua estrutura corporal. A estrutura facial do Pug é um dos principais motivos da tendência que os animais da raça têm de desenvolver problemas respiratórios. Com o focinho achatado, paladar mole e traqueia e narinas mais estreitas que o normal, eles já apresentam dificuldade para respirar naturalmente. É por isso que, na maioria das vezes, esses animais parecem ofegantes. Além de serem mais afetados por doenças infecciosas, como a gripe canina, eles também ficam facilmente sem ar: os exercícios pesados e a exposição ao calor extremo, por exemplo, não são recomendados para esses animais por causa disso. Em muitos casos, essas atividades que parecem comuns e simples para outros cachorros podem ser a causa da morte de um Pug filhote, adulto ou idoso.

Além disso, Por causa do formato da cabeça, o Pug tem os globos oculares “para fora”. Por causa disso, a probabilidade de ter lesões e úlceras na córnea é bem alta: o animal pode esbarrar em algum lugar ou sofrer algum acidente que prejudique os olhos mais expostos. Também é por causa dessa exposição que eles estão mais propensos a irritações e infecções mais simples. A questão mais séria que a anatomia dele “facilita” é o prolapso do globo ocular, que é quando o olho sai da órbita por causa de uma pancada ou trauma. 

E não para por aí: a raça costuma apresentar problemas ósseos, as dobras na pele podem causar alergias e doenças por conta do acumulo de fungos, o nariz achatado dificulta a regulagem da temperatura do corpo – que nos cães é feita pelo nariz – e a cabeça grande ainda exige que a maioria dos pugs nasça através de uma cesárea.

Em resumo, esses são os maiores problemas de saúde do Pug: 

• Dificuldade em arquejar, ato que os cachorros realizam para se resfriar. Por conta do focinho curto, Pugs não podem esfriar seus corpos com sucesso, o que pode levar à falência de órgãos;

• Pugs muitas vezes não são capazes de respirar adequadamente, devido ao focinho curto e passagens nasais compactas. Isso inibe comportamentos muito comuns e divertidos para os cães, como correr, brincar e perseguir coisas;

• Pugs têm mandíbulas desfiguradas, o que resulta em dentes crescendo em todas as direções; 

• Por causa do formato deformado de seus rostos, seus olhos são comumente esbugalhados. Eles podem ter prolapso, que é a exteriorização do olho, e 60% dos cães com olhos prolapsos se tornam cegos. Colocar o olho para dentro da cavidade ocular gera risco de infecção, e o animal precisa de tratamento pelo resto da vida;

• Seus olhos também são propensos a inchaços dolorosos, arranhões e irritações causadas pelos cílios;

• Quando ficam animados, Pugs têm uma propensão a acumular fluido na garganta, o que os faz engasgar ou perder o ar, uma condição conhecida como “espirro reverso”;

• Como pode ser difícil para os Pugs se exercitar, eles são propensos a obesidade;
Alguns Pugs nascem com narinas quase fechadas, e precisam de operação para respirar e sobreviver;

• As dobras de seu rosto se tornam infectadas se não forem limpadas cuidadosa e frequentemente pelos seus donos;

• Cerca de 64% dos Pugs sofrem de displasia do quadril, que causa paralisia incapacitante e artrites dolorosas;

• Pugs têm uma fraqueza genética para sarna demodécica, uma condição de pele causada por ácaros;

• Suas caudas enroladas os tornam suscetíveis à hemivértebra, ossos deformados que causam curvatura e instabilidade da coluna vertebral, distúrbios neurológicos, paralisia nas pernas, incontinência e dor; 

• Pugs são intensamente cruzados entre si, no que é conhecido como “consanguinidade”. Um estudo do Reino Unido descobriu que dez mil Pugs possuem a variação genética equivalente a apenas 50 indivíduos. Isso significa que genes defeituosos são mais propensos a serem expressados e passados adianta para a prole;

• Meningoencefalite necrosante é comum em Pugs. A condição, que leva ao inchaço do cérebro, geralmente resulta em morte em poucas semanas.

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Se o pug apresenta tantos problemas por que ainda existe a grande quantidade de pessoas donas de Pugs? 

A maioria dos donos da raça não sabem de tais características – e, por conta disso, muitas vezes sem querer acabam por negligenciar a saúde de seu pet.

Como solucionar esse problema então?

O excesso de condições francamente cruéis envolvendo os Pugs levaram diversos amantes de cães, veterinários e especialistas a fazerem companha contra a adoração e compra desta raça.

A melhor medida possível seria seguir o exemplo da Holanda, que não permite mais a criação de braquicefálicos (como pugs) desde 2014. Enquanto essa medida não ocorre no Brasil, o que você pode fazer?

Não compre cães da raça Pug. Informe aquele amigo ou familiar que está pensando em comprar um cão dessa raça da vida difícil que esse animal terá. Garanta, se você já tiver um cão dessa raça, que ele seja castrado e que ele não cruze com outro cão. 

Continuar com a procriação dessa raça é CRUELDADE, e pequenos atos, os quais  você mesmo pode ter, serão capazes de mudar essa realidade. 

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