CONTRA O MASSACRE DO POVO INDÍGENA DO MATO GROSO DO SUL (BRASIL)


CONTRA O MASSACRE DO POVO INDÍGENA DO MATO GROSO DO SUL (BRASIL)
O problema
Diante do...
1. (...) brutal e covarde ataque de latifundiários e pistoleiros acobertados pelo Estado brasileiro que, no último dia 14 de junho, assassinou o agente de saúde indígena Guarani Kaiowá Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza de 23 anos, e levou ao hospital seis indígenas atingidos por armas de fogo, inclusive uma criança de 12 anos;
2. (...) continuado genocídio dos povos indígenas, uma questão que começou no século 16 no país e que, ainda no século 21, está longe de ser resolvida;
3. (...) do monopólio da imprensa, com a Rede Globo à frente, que tenta subtrair à nação o conhecimento e o verdadeiro significado deste ataque, noticiando pouquíssimas vezes este grave acontecimento. E mesmo nesta ínfima “cobertura” jornalística, os indígenas foram e são tratados como “invasores” de terras de “fazendeiros”, e o ataque levado a cabo por pistoleiros (jagunços) e empresas de segurança privada a serviço de latifundiários foi divulgado como um conflito entre dois lados, dando a entender que os indígenas e latifundiários se enfrentaram e que os indígenas “levaram a pior”.
4. (...) tratamento dado à questão indígena por consecutivos governos como uma questão localizada e não parte da luta do povo brasileiro pela democracia e contra os exploradores e saqueadores da nação;
5. (...) fato de os indígenas terem sido violentados e atacados em seu legítimo território, cujos “invasores” foram e são os latifundiários e da cumplicidade do Estado brasileiro que põe suas forças de seguranças para proteger os interesses do agronegócio na região;
6. (...) constatação histórica de que a luta dos indígenas, assim como a luta dos camponeses pela terra e a luta dos remanescentes de quilombolas por seus territórios e suas tradições, enfrenta uma sanguinária repressão do Estado brasileiro, que tem na exportação de minérios, petróleo, soja, gado e quetais, a espinha dorsal deste modelo econômico falido, que espalha a miséria, a fome e o desemprego por todos os lares brasileiros [Só em 2015 ocorreram 1.217 conflitos no campo, mais que 3 conflitos por dia; nos quais mais de 50 camponeses, indígenas e quilombolas foram assassinados];
7. (...) ataque representado pelo Projeto de Emenda Constitucional (PEC/215) de autoria do deputado federal Almir Moraes de Sá (PR-RR) em trâmite no Congresso Nacional, que passa aos deputados a responsabilidade unilateral de decidir sobre a demarcação de terras indígenas, retirando dos índios o direito originário sobre os seus próprios territórios;
8. Por tudo isso, e muito mais, o ataque contra os Guaranis Kaiowás no Mato Grosso do Sul é um ataque contra todo o povo brasileiro.
Uma vez assim, conclamamos a participação de movimentos sociais, sindicatos e entidades a colocar em pauta a discussão sobre a luta dos povos indígena e quilombola e do massacre sofrido continuamente pelos mesmos. Nós abaixo assinado nos solidarizamos com a luta destes povos, independentemente da acirrada campanha dos meios de comunicação contra suas causas, e nos colocamos à disposição para a luta legítima dos Terenas, que junto com os Guaranis Kaiowás e outras etnias, resistem e lutam por seus territórios no Mato Grosso do Sul, certamente a região mais conflagrada, na atualidade, pela questão indígena do Brasil.
Luta Popular e Sindical (LPS) - Liga Operária – Associação Brasileira dos Advogados do Povo (Abrapo) – Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – Liga dos Camponeses Pobres (LCP) – FETAEMG – SINTECT/MG – STICBH-MARRETA – SINDADOS/MG – SINTRACC – SINDBOR-MG – MEPR – MFP – SINDICATO DOS SECURITÁRIOS DE MINAS GERAIS – Aldeia Umuarama – Comitê Mineiro de Apoio as Causas Indígenas – Unidade Vermelha - Movimento Mundo do Trabalho Contra a Precarização.

O problema
Diante do...
1. (...) brutal e covarde ataque de latifundiários e pistoleiros acobertados pelo Estado brasileiro que, no último dia 14 de junho, assassinou o agente de saúde indígena Guarani Kaiowá Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza de 23 anos, e levou ao hospital seis indígenas atingidos por armas de fogo, inclusive uma criança de 12 anos;
2. (...) continuado genocídio dos povos indígenas, uma questão que começou no século 16 no país e que, ainda no século 21, está longe de ser resolvida;
3. (...) do monopólio da imprensa, com a Rede Globo à frente, que tenta subtrair à nação o conhecimento e o verdadeiro significado deste ataque, noticiando pouquíssimas vezes este grave acontecimento. E mesmo nesta ínfima “cobertura” jornalística, os indígenas foram e são tratados como “invasores” de terras de “fazendeiros”, e o ataque levado a cabo por pistoleiros (jagunços) e empresas de segurança privada a serviço de latifundiários foi divulgado como um conflito entre dois lados, dando a entender que os indígenas e latifundiários se enfrentaram e que os indígenas “levaram a pior”.
4. (...) tratamento dado à questão indígena por consecutivos governos como uma questão localizada e não parte da luta do povo brasileiro pela democracia e contra os exploradores e saqueadores da nação;
5. (...) fato de os indígenas terem sido violentados e atacados em seu legítimo território, cujos “invasores” foram e são os latifundiários e da cumplicidade do Estado brasileiro que põe suas forças de seguranças para proteger os interesses do agronegócio na região;
6. (...) constatação histórica de que a luta dos indígenas, assim como a luta dos camponeses pela terra e a luta dos remanescentes de quilombolas por seus territórios e suas tradições, enfrenta uma sanguinária repressão do Estado brasileiro, que tem na exportação de minérios, petróleo, soja, gado e quetais, a espinha dorsal deste modelo econômico falido, que espalha a miséria, a fome e o desemprego por todos os lares brasileiros [Só em 2015 ocorreram 1.217 conflitos no campo, mais que 3 conflitos por dia; nos quais mais de 50 camponeses, indígenas e quilombolas foram assassinados];
7. (...) ataque representado pelo Projeto de Emenda Constitucional (PEC/215) de autoria do deputado federal Almir Moraes de Sá (PR-RR) em trâmite no Congresso Nacional, que passa aos deputados a responsabilidade unilateral de decidir sobre a demarcação de terras indígenas, retirando dos índios o direito originário sobre os seus próprios territórios;
8. Por tudo isso, e muito mais, o ataque contra os Guaranis Kaiowás no Mato Grosso do Sul é um ataque contra todo o povo brasileiro.
Uma vez assim, conclamamos a participação de movimentos sociais, sindicatos e entidades a colocar em pauta a discussão sobre a luta dos povos indígena e quilombola e do massacre sofrido continuamente pelos mesmos. Nós abaixo assinado nos solidarizamos com a luta destes povos, independentemente da acirrada campanha dos meios de comunicação contra suas causas, e nos colocamos à disposição para a luta legítima dos Terenas, que junto com os Guaranis Kaiowás e outras etnias, resistem e lutam por seus territórios no Mato Grosso do Sul, certamente a região mais conflagrada, na atualidade, pela questão indígena do Brasil.
Luta Popular e Sindical (LPS) - Liga Operária – Associação Brasileira dos Advogados do Povo (Abrapo) – Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – Liga dos Camponeses Pobres (LCP) – FETAEMG – SINTECT/MG – STICBH-MARRETA – SINDADOS/MG – SINTRACC – SINDBOR-MG – MEPR – MFP – SINDICATO DOS SECURITÁRIOS DE MINAS GERAIS – Aldeia Umuarama – Comitê Mineiro de Apoio as Causas Indígenas – Unidade Vermelha - Movimento Mundo do Trabalho Contra a Precarização.

Abaixo-assinado encerrado
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Os tomadores de decisão
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Abaixo-assinado criado em 6 de julho de 2016