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MANIFESTO DA CADEIA PRODUTIVA DE EVENTOS SOCIAIS DO ESTADO DE GOIÁS

Sr. Ronaldo Ramos Caiado
Exmo. Governador do estado de Goiás
Sr. Íris Rezende
Exmo. Prefeito de Goiânia
Sr. Gustavo Mendanha
Exmo. Prefeito de Aparecida de Goiânia


Diante do cenário mundial imposto pela COVID-19, entendemos e apoiamos as medidas do isolamento social.
Todos os profissionais que impulsionam a Cadeia Produtiva de Eventos, desde trabalhador autônomo que conta unicamente com essa forma de sustento até os empresários que tem sob sua responsabilidade seus funcionários, aluguel, impostos, telefonia, manutenções e sua própria sobrevivência estão vivendo situações insustentáveis em razão da descontinuidade de renda.

movimentação orçamentária para este setor no Estado de Goiás é muito grande e sem dúvida é um dos setores de maior crescimento nos últimos anos. Para se ter noção da capacidade de produção que nosso setor atinge, só no ano de 2018 foram realizados 1.053.467 casamentos segundo o IBGE em todo o Brasil. Só no Estado de Goiás, neste mesmo ano, foram mais de 30.000 casamentos, isso sem contar as comemorações de aniversários e etc.


Não queremos aqui rebater ou ir contra as medidas em sua totalidade, sabemos que temos o dever e a obrigação de fazer a nossa parte nesta luta, porém necessitamos que estas medidas sejam flexibilizadas para que possamos de forma adaptada, contida e responsável retornar as atividades e diminuir o impacto causado para o nosso setor.


Ao observarmos a propagação da Covid-19 e as medidas adotadas a outros setores da sociedade traçamos um plano de retorno das atividades do setor empresarial de eventos, sem que o impacto de nossas atividades seja em desfavor de todo o trabalho realizado junto ao Governo do Estado de Goiás, a Prefeitura de Goiânia e a Prefeitura de Aparecida de Goiânia, juntamente com os seus órgãos competentes.
Uma vez que, adotada medidas de controle de acesso do público a feiras, supermercados e outras atividades de transporte, entendemos que muitas destas particularidades podem ser adotadas a nosso setor proporcionando um retorno gradativo as atividades relacionadas a eventos uma vez que:


1. As atividades de eventos a qual estamos nos referindo tem uma média de público considerada pequena (em média de 150 a 200 pessoas) o que permite um maior controle das atividades.
2. Nossas atividades se assemelham a outro setor que não representou o aumento dos índices de contaminação: as Feiras Livres.
3. Atividades em supermercados também se apresentaram eficientes diante das restrições impostas e não se tornaram determinantes nos índices de contaminação.
4. Situações de transporte coletivo (utilização dos ônibus e terminais) não representou um determinante na contaminação em massa na nossa capital.


Face estas situações e ainda levando em consideração as propostas para esta adaptação o posicionamento do artigo 15 do Decreto Estadual n ̊ 9.653, de 19 de Abril de 2020, onde especifica as ações necessárias para que haja a realização de atividades de organizações religiosas no Estado de Goiás, reiteramos que a volta de atividades de eventos, dentro dos parâmetros abaixo e de forma gradual, sejam diante das seguintes ações de segurança:
1. Liberação parcial dos eventos sociais de menor proporção, com média geral de público de 200 pessoas;
2. Investimento em um processo de conscientização da população de maneira direcionada, isto implica em um plano de divulgação das medidas necessárias para que o evento ocorra minimizando ao máximo o contato e a aproximação das pessoas, por um prazo que se julgue necessário.
3. Priorização na liberação para execução em espaços abertos o que possibilita uma maior ventilação, assim como foi feito em feiras livres.
4. Execução em espaços fechados, contariam com uma ventilação maior (abertura de janelas, implementação de novos dutos de ventilação).
5. Nos casos de impedimento ou de inviabilidade de execução destas modificações estruturais os mesmos passam a atuar de acordo com sua lotação, seguindo a princípio as indicações do artigo 15 do Decreto Estadual n ̊ 9653 de 19 de Abril de 2020.
6. Implementação do layout com corredores mais espaçados, acesso a buffet de maneira distribuída no evento evitando filas muito longas, e sempre com máscaras de proteção,
7. Controle de temperatura corporal na entrada no evento com medidores de infravermelho (evitando pessoas com quadro febril).
8. Distribuição de Álcool gel para higienização nas mesas, distribuição de máscaras para os convidados.
9. Retirada da concentração da pista de dança distribuindo a sonorização pelo salão/espaço de eventos evitando a aglomeração das pessoas, orientando cada família a permanecer em uma mesa.

10. Conscientização para que pessoas no grupo de risco (pessoas com problemas crônicos de saúde ou acima de 60 anos) não participem inicialmente destes eventos, ou tenham uma condução específica para que minimize o contato com os demais convidados.
11. Utilização de EPI e outros que mantenha a sanitização dos ambientes e das pessoas ligadas a produção do evento, bem como todos os funcionários e fornecedores.
Cabe lembrar que as ações propostas impactam diretamente o setor, vez que trará renda a uma faixa da população que depende integralmente desse trabalho para a sua subsistência e ato contínuo a criação de novos produtos, novas ações no meio empresarial e social, além do retorno das atividades econômicas que são fundamentais para a manutenção de famílias de todas as faixas da economia.
Pelas razões aqui expostas nesse manifesto, requeremos o deferimento ao nosso pleito. Colocamo-nos à inteira disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários.


Goiania 24 de Abril de 2020