apresentação da candidatura do Marajó para reserva da biosfera da UNESCO.

O problema

 

Exmo. Senhor Governador do Estado Pará,

 

Senhores Candidatos ao cargo de Governador do Estado do Pará.

 

 

 

 

 

Em grande parte comparável ao delta do Nilo, o delta-estuário do Amazonas localizado entre os estados do Amapá e Pará, no enlace da Amazônia azul com a Amazônia verde na República Federativa do Brasil; apresenta o bioma do maior arquipélago fluviomarítimo da Terra, rico em biodiversidade e milenar diversidade cultural ora em sério perigo em contraste com a pobreza da sua gente.

 

 

 

Neste raro bioma estuarino houve nascimento da primeira cultura complexa da Amazônia, dando ao mundo equatorial sul-americano a mais conhecida arte primeva do Brasil: a cerâmica marajoara de 1600 anos de idade.

 

 

 

Este singular patrimônio arqueológico e artístico nacional se acha espalhado por mais de dez grandes museus no exterior e no País, em vivo contraste com o abandono dos sítios arqueológicos donde o saque e o contrabando, a partir do século XVIII intensificado em fins do século XIX, extraiu peças e coleções deixando ao relento “cacos de índio”. Com que, por acaso, pescadores e vaqueiros recolheram os primeiros fragmentos que deram origem, em 1972, ao Museu do Marajó nas margens do grande lago Arari, no sui generis invento do padre Giovanni Gallo, equivalente a um projeto de renascimento cultural que, até o momento, ainda não mereceu reconhecimento e amparo oficial do Governo do Estado do Pará e/ou da União, nos termos da Constituição de 1988. Enquanto o dito lago carente de revitalização, pouco a pouco, vai morrendo.

 

 

 

Esta situação absurda confronta-se com a Constituição do Estado do Pará de 1989, em seu Artigo 13, alínea VI, Parágrafo 2º; que manda criar a Área de Proteção Ambiental do Arquipélago do Marajó. E, em consequência, determina ao poder público levar em consideração o bem-estar da gente marajoara nas suas decisões de política econômica relativas ao Marajó. Por certo, se a APA-Marajó fosse implantada como manda a lei e o Museu do Marajó fizesse parte integrante desta área de proteção ambiental; um intercâmbio com museus nacionais e estrangeiros seria pertinente, podendo então a médio prazo chegar a repatriamento de cerâmica marajoara de interesse para turismo cultural com responsabilidade socioambiental. Não se precisa frisar que o IDH da gente marajoara, afligida por alta taxa de analfabetismo crônico, é um dos piores dos grotões do Brasil.

 

 

 

Em vista da falta de atenção pelas autoridades a respeito do dispositivo citado, durante reunião preparatória para a I Conferência Estadual e Nacional de Meio Ambiente, ocorrida na cidade de Muaná a 8 de outubro de 2003, a sociedade civil pediu providências para criação da Reserva da Biosfera do Marajó pelo Programa “O Homem e a Biosfera” (na sigla em inglês MaB) da UNESCO. Até hoje, assim como a APA resta apenas no papel, a candidatura da Reserva da Biosfera ainda não chegou à Comissão Brasileira do MaB, em Brasília.

 

 

 

Todavia, o Governo estadual propôs projeto para reserva da biosfera no quadro do “Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó (PLANO MARAJÓ)”, que por sua vez, lançado em 2007, se acha parado. Diante do exposto, considerando que a desejável participação da UNESCO colocaria em destaque as peculiariedades do delta-estuário amazônico com a importância que realmente tem; vimos reclamar exprsso compromisso das respectivas candidaturas ao governo do Estado do Pará com o desenvolvimento socioambiental do Marajó, na maneira indicada acima, para que os eleitores possam fazer suas escolhas com base em informações tais como estas.

 

 

 

S.O.S MARAJÓ:

 

SOLIDARIEDADE AO POVO MARAJOARA já!

 

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Jose Varella PereiraCriador do abaixo-assinadofuncionário federal aposentado.
Este abaixo-assinado conseguiu 97 apoiadores!

O problema

 

Exmo. Senhor Governador do Estado Pará,

 

Senhores Candidatos ao cargo de Governador do Estado do Pará.

 

 

 

 

 

Em grande parte comparável ao delta do Nilo, o delta-estuário do Amazonas localizado entre os estados do Amapá e Pará, no enlace da Amazônia azul com a Amazônia verde na República Federativa do Brasil; apresenta o bioma do maior arquipélago fluviomarítimo da Terra, rico em biodiversidade e milenar diversidade cultural ora em sério perigo em contraste com a pobreza da sua gente.

 

 

 

Neste raro bioma estuarino houve nascimento da primeira cultura complexa da Amazônia, dando ao mundo equatorial sul-americano a mais conhecida arte primeva do Brasil: a cerâmica marajoara de 1600 anos de idade.

 

 

 

Este singular patrimônio arqueológico e artístico nacional se acha espalhado por mais de dez grandes museus no exterior e no País, em vivo contraste com o abandono dos sítios arqueológicos donde o saque e o contrabando, a partir do século XVIII intensificado em fins do século XIX, extraiu peças e coleções deixando ao relento “cacos de índio”. Com que, por acaso, pescadores e vaqueiros recolheram os primeiros fragmentos que deram origem, em 1972, ao Museu do Marajó nas margens do grande lago Arari, no sui generis invento do padre Giovanni Gallo, equivalente a um projeto de renascimento cultural que, até o momento, ainda não mereceu reconhecimento e amparo oficial do Governo do Estado do Pará e/ou da União, nos termos da Constituição de 1988. Enquanto o dito lago carente de revitalização, pouco a pouco, vai morrendo.

 

 

 

Esta situação absurda confronta-se com a Constituição do Estado do Pará de 1989, em seu Artigo 13, alínea VI, Parágrafo 2º; que manda criar a Área de Proteção Ambiental do Arquipélago do Marajó. E, em consequência, determina ao poder público levar em consideração o bem-estar da gente marajoara nas suas decisões de política econômica relativas ao Marajó. Por certo, se a APA-Marajó fosse implantada como manda a lei e o Museu do Marajó fizesse parte integrante desta área de proteção ambiental; um intercâmbio com museus nacionais e estrangeiros seria pertinente, podendo então a médio prazo chegar a repatriamento de cerâmica marajoara de interesse para turismo cultural com responsabilidade socioambiental. Não se precisa frisar que o IDH da gente marajoara, afligida por alta taxa de analfabetismo crônico, é um dos piores dos grotões do Brasil.

 

 

 

Em vista da falta de atenção pelas autoridades a respeito do dispositivo citado, durante reunião preparatória para a I Conferência Estadual e Nacional de Meio Ambiente, ocorrida na cidade de Muaná a 8 de outubro de 2003, a sociedade civil pediu providências para criação da Reserva da Biosfera do Marajó pelo Programa “O Homem e a Biosfera” (na sigla em inglês MaB) da UNESCO. Até hoje, assim como a APA resta apenas no papel, a candidatura da Reserva da Biosfera ainda não chegou à Comissão Brasileira do MaB, em Brasília.

 

 

 

Todavia, o Governo estadual propôs projeto para reserva da biosfera no quadro do “Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó (PLANO MARAJÓ)”, que por sua vez, lançado em 2007, se acha parado. Diante do exposto, considerando que a desejável participação da UNESCO colocaria em destaque as peculiariedades do delta-estuário amazônico com a importância que realmente tem; vimos reclamar exprsso compromisso das respectivas candidaturas ao governo do Estado do Pará com o desenvolvimento socioambiental do Marajó, na maneira indicada acima, para que os eleitores possam fazer suas escolhas com base em informações tais como estas.

 

 

 

S.O.S MARAJÓ:

 

SOLIDARIEDADE AO POVO MARAJOARA já!

 

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Jose Varella PereiraCriador do abaixo-assinadofuncionário federal aposentado.

Os tomadores de decisão

Governador e canditados ao governo do Estado do Pará.
Governador e canditados ao governo do Estado do Pará.
Casa Civil - Governo do Estado do Pará

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 10 de julho de 2014