Contra o Decreto Nº 50062 DE 13/01/2021,Onde atribuiu o contágio relacionado á Música!!

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Preclaro Governador de Pernambuco e secretário estadual de Pernambuco!

Nós, os Artistas, músicos (de som ambiente e de shows), roadies, MC´s, produtores culturais, técnicos de som, donos de aparelhagens de sons, empresários do ramo de bares, restaurantes, hotéis, boates e casas de shows, montadores de estruturas de eventos, garçons, cozinheiros, dançarinas e afins, vimos cumprimentá-lo cordialmente e servimos–nos desse instrumento de abaixo-assinado para expormos a nossa súplica de alteração do teor do novo Decreto publicado no dia 13/01, o Decreto Nº 50062.

"É fato que o vírus da COVID-19 tem feito muitas vítimas, e não podemos deixar de registrar que também somos a favor de medidas a prevenir o contágio entre as pessoas, mas é importante deixar claro que discordamos do decreto que o governo determinou a suspensão imediata e plena de produção de som e eventos, julgado pela classe de músicos, injusto ao setor trabalhista no ramo musical.

Frise-se, oportunamente, o primeiro decreto que buscava a diminuição na curva de contágio nessa pandemia, enrijeceu a norma e proibiu os eventos para o público dançante em pé.

É certo que, uma minoria, menos de 8%, dos bares, restaurantes, e casa de show fiscalizados descumpriram as regras, e os 92% que respeitaram e se adequaram, ainda assim, não conseguiram alcançar junto ao Governo o voto de confiança necessário, para manter os eventos da forma que aquele protocolo exigia.

Muitos esforços, foram empregados na busca pelo respeito aos protocolos de segurança na luta contra a pandemia, contudo, em nada adiantou.

Um Novo Protocolo simplesmente exigiu a proibição de qualquer tipo de uso de som, ou seja, mesmo com o altíssimo índice de respeito às normas impostas no protocolo anterior, ainda assim a pior da penas foi aplicada a todos da classe.

Nas declarações do próprio Secretário de saúde, podemos afirmar que, a classe dos músicos vem respeitando aquilo que o Governo do Estado vem pedindo exigindo, comprovando através dos resultados que certificam a maioria esmagadora dia músicos, respeitadores das regras impostas.

Ocorreu uma reportagem com a Bianca Carvalho no Bom dia PE (15/01) com o secretário Pedro Eurico, no qual ela disse: "Se for pra fechar que feche tudo."

Temos exemplos de feiras livres com aglomeração e fiscalização reduzida, com a efetiva consciência do público e dos feirantes.

Não é possível que apenas a classe de músicos e eventos será a responsável pela proliferação do vírus, sendo clara a ineficiência do transporte público que comumente tem Ônibus lotados principalmente no horário de pico.

Os motoristas não estão mais impedindo os passageiros de subirem sem mascara, a desinfecção deixou debater exigida é fiscalizada, uma flexibilidade num setor, com o aperto para outros.

A surpresa veio atrelada ao susto, já que pararam uma classe de trabalhadores sem ao menos um plano de ajuda mensal ou algum meio ou forma de compensação.

Somos a favor de um protocolo mais rígido e penalidades mais severas, porém, que essa medida mais enérgica seja sem desfavor daqueles que aventuram desrespeitar as regras de combate à pandemia.

Essa paralisação atingiu a inúmeras famílias com crianças, parentes e afins, que hoje não tem alternativa para por comida na mesa e arcar com os custos de taxas, serviços e impostos.

Nós, precisamos da ajuda dos governantes, músicos, parentes, amigos, público, comunidade local e brasileiros em geral, para que nossa voz seja ouvida no sentido de que ser músico não é bagunça, músico precisa se qualificar, estudar, investindo na voz, no instrumento, etc.

Estamos cientes que luta contra o vírus é de todos, inclusive a nossa.

Mas não nos tirem nossa fonte de renda.