

FIM DO ABUSO: Congonhas respeite a norma de decolagem e eleve a curva para 6000 pés!
O problema
Já estamos submetidos a algo abusivo: um aeroporto que opera das 6h às 23h, deixando apenas 7 horas por noite teoricamente livres de voos programados, tempo já no limite mínimo recomendado para adultos e insuficiente para as 9 a 11 horas de sono que crianças em idade escolar precisam. Mesmo assim, recentemente surgiu um pedido para flexibilizar ainda mais esse horário, permitindo pousos excepcionais após as 23h, o que mostra que não há limite nem escrúpulo por parte dos interesses envolvidos, apenas a busca por mais lucro às custas do sossego da população. São mais de 2 milhões de moradores do Jardim Lusitânia, Vila Nova Conceição, Vila Mariana, Jabaquara, Moema, Ibirapuera e Paraíso, vivendo sob essa rotina.
Dentro desse cenário já exigente, a mudança de rota de decolagem feita pelo DECEA em 2021 - para atender as cias aérea que tinham poucos voos durante a pandemia do COVID - piorou ainda mais a situação, e o motivo é claro: o procedimento atual beneficia as companhias aéreas, que economizam combustível ao curvar mais cedo, e a Aena, que ao liberar o espaço aéreo mais rápido consegue processar mais pousos e decolagens por hora e lucrar com mais taxas. Quem paga essa conta é a população que vive embaixo da nova rota, que deveria ter sido encerrada e retornada para a original…mas o lobby das aérea é forte e apenas com a união da sociedade teremos nossos direitos devolvidos
Os números comprovam o tamanho do problema. Em um único mês após a mudança, foram registradas 321 reclamações de ruído, contra apenas 37 em todo o ano anterior. Levantamento da Prefeitura de São Paulo identificou 11642 lotes urbanos expostos a ruído igual ou acima de 65 decibéis, área que abriga 3 hospitais, 2 postos de saúde e 12 escolas públicas. Esse ruído afeta indistintamente crianças, idosos, trabalhadores e pessoas autistas, cuja sensibilidade sensorial ao som é uma condição clinicamente reconhecida, tornando essa exposição constante e imprevisível ainda mais prejudicial. A Organização Mundial da Saúde associa ruído aeronáutico acima de 55 decibéis a prejuízos no desenvolvimento cognitivo infantil, distúrbios do sono, aumento de estresse e maior risco cardiovascular. O impacto também atinge a fauna do Parque Ibirapuera, com moradores relatando revoada de pássaros à noite quando aeronaves passam em baixa altitude, interferindo na comunicação e no comportamento reprodutivo das aves.
Hoje a curva de decolagem é liberada a apenas 766 pés, cerca de 233 metros de altitude do nível da pista de Congonhas que está a 2634 pés do nível do mar.
O manual ICAO Doc 9829, referência internacional que o próprio DECEA e a ANAC citam como norma seguida, recomenda que a curva só comece a 3000 pés acima do nível da pista, o equivalente a 6000 pés (1829 metros) em Congonhas. Ou seja, os aviões percorreriam 7km em linha reta com motores em potência moderada. Mas hoje a curva acontece hoje a menos da metade da altura tecnicamente recomendada.
Essa diferença não é um detalhe técnico irrelevante, ela é a causa direta do excesso de ruído. Quanto mais baixa a curva, mais perto do solo e das casas o avião ainda está operando com potência elevada para sustentar a manobra, o que aumenta o ruído despejado diretamente sobre os bairros. Curvar em baixa altitude também reduz a margem de segurança da aeronave em caso de falha de motor, turbulência ou qualquer imprevisto durante a manobra, já que sobra menos altura e menos tempo de reação do que em uma subida reta seguida de curva mais alta, como recomenda a própria norma internacional.
Diante disso, pedimos URGENTEMENTE ao DECEA e à ANAC que elevem imediatamente a altitude de liberação da curva de decolagem em Congonhas de para 6000 pés (1829 metros), em conformidade com o manual ICAO Doc 9829 que o próprio Brasil reconhece como referência técnica. Essa correção reduz o ruído sobre os bairros sem exigir nenhuma nova tecnologia, apenas o cumprimento da norma que já deveria estar em vigor
Pedimos também que o horário de operação de Congonhas seja revisto para o regime anterior a flexibilização atual, que é mais compatível com a vida das mais de 2 milhões de pessoas que moram sob suas rotas: de segunda a sexta, das 7h às 22h, e aos finais de semana, das 8h às 21h.
Pela saúde, pelo sono e pela segurança de quem vive sob a rota de Congonhas, pedimos sua assinatura.
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O problema
Já estamos submetidos a algo abusivo: um aeroporto que opera das 6h às 23h, deixando apenas 7 horas por noite teoricamente livres de voos programados, tempo já no limite mínimo recomendado para adultos e insuficiente para as 9 a 11 horas de sono que crianças em idade escolar precisam. Mesmo assim, recentemente surgiu um pedido para flexibilizar ainda mais esse horário, permitindo pousos excepcionais após as 23h, o que mostra que não há limite nem escrúpulo por parte dos interesses envolvidos, apenas a busca por mais lucro às custas do sossego da população. São mais de 2 milhões de moradores do Jardim Lusitânia, Vila Nova Conceição, Vila Mariana, Jabaquara, Moema, Ibirapuera e Paraíso, vivendo sob essa rotina.
Dentro desse cenário já exigente, a mudança de rota de decolagem feita pelo DECEA em 2021 - para atender as cias aérea que tinham poucos voos durante a pandemia do COVID - piorou ainda mais a situação, e o motivo é claro: o procedimento atual beneficia as companhias aéreas, que economizam combustível ao curvar mais cedo, e a Aena, que ao liberar o espaço aéreo mais rápido consegue processar mais pousos e decolagens por hora e lucrar com mais taxas. Quem paga essa conta é a população que vive embaixo da nova rota, que deveria ter sido encerrada e retornada para a original…mas o lobby das aérea é forte e apenas com a união da sociedade teremos nossos direitos devolvidos
Os números comprovam o tamanho do problema. Em um único mês após a mudança, foram registradas 321 reclamações de ruído, contra apenas 37 em todo o ano anterior. Levantamento da Prefeitura de São Paulo identificou 11642 lotes urbanos expostos a ruído igual ou acima de 65 decibéis, área que abriga 3 hospitais, 2 postos de saúde e 12 escolas públicas. Esse ruído afeta indistintamente crianças, idosos, trabalhadores e pessoas autistas, cuja sensibilidade sensorial ao som é uma condição clinicamente reconhecida, tornando essa exposição constante e imprevisível ainda mais prejudicial. A Organização Mundial da Saúde associa ruído aeronáutico acima de 55 decibéis a prejuízos no desenvolvimento cognitivo infantil, distúrbios do sono, aumento de estresse e maior risco cardiovascular. O impacto também atinge a fauna do Parque Ibirapuera, com moradores relatando revoada de pássaros à noite quando aeronaves passam em baixa altitude, interferindo na comunicação e no comportamento reprodutivo das aves.
Hoje a curva de decolagem é liberada a apenas 766 pés, cerca de 233 metros de altitude do nível da pista de Congonhas que está a 2634 pés do nível do mar.
O manual ICAO Doc 9829, referência internacional que o próprio DECEA e a ANAC citam como norma seguida, recomenda que a curva só comece a 3000 pés acima do nível da pista, o equivalente a 6000 pés (1829 metros) em Congonhas. Ou seja, os aviões percorreriam 7km em linha reta com motores em potência moderada. Mas hoje a curva acontece hoje a menos da metade da altura tecnicamente recomendada.
Essa diferença não é um detalhe técnico irrelevante, ela é a causa direta do excesso de ruído. Quanto mais baixa a curva, mais perto do solo e das casas o avião ainda está operando com potência elevada para sustentar a manobra, o que aumenta o ruído despejado diretamente sobre os bairros. Curvar em baixa altitude também reduz a margem de segurança da aeronave em caso de falha de motor, turbulência ou qualquer imprevisto durante a manobra, já que sobra menos altura e menos tempo de reação do que em uma subida reta seguida de curva mais alta, como recomenda a própria norma internacional.
Diante disso, pedimos URGENTEMENTE ao DECEA e à ANAC que elevem imediatamente a altitude de liberação da curva de decolagem em Congonhas de para 6000 pés (1829 metros), em conformidade com o manual ICAO Doc 9829 que o próprio Brasil reconhece como referência técnica. Essa correção reduz o ruído sobre os bairros sem exigir nenhuma nova tecnologia, apenas o cumprimento da norma que já deveria estar em vigor
Pedimos também que o horário de operação de Congonhas seja revisto para o regime anterior a flexibilização atual, que é mais compatível com a vida das mais de 2 milhões de pessoas que moram sob suas rotas: de segunda a sexta, das 7h às 22h, e aos finais de semana, das 8h às 21h.
Pela saúde, pelo sono e pela segurança de quem vive sob a rota de Congonhas, pedimos sua assinatura.
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Abaixo-assinado criado em 8 de agosto de 2026