TORNAR REGRA EM CASAS ESPÍRITAS KARDECISTAS A NÃO UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS e SEUS DERIVADOS

TORNAR REGRA EM CASAS ESPÍRITAS KARDECISTAS A NÃO UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS e SEUS DERIVADOS

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Através dessa mobilização pedimos que seja DETERMINADO COMO REGRA DE ESTATUTO QUE EM CASAS ESPÍRITAS KARDECISTAS NÃO HAJA UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS E SEUS DERIVADOS PARA CONSUMO, PREPARO DE REFEIÇÕES DE AUXÍLIO À PESSOAS CARENTES, ITENS PARA VENDA E ARRECADAÇÃO DE RECURSOS PARA CARIDADE, EM CANTINAS, BAZARES E COMEMORAÇÕES.


Justificativa: A partir do entendimento de que a doutrina espírita busca, através dos servidores do Cristo, a prática da caridade irrestrita à todo ser senciente a adoção do proposto nesta petição pelas Casas Espíritas coloca a preleção evangélica e a ação cotidiana em coerência. 


A relevância do esforço de mudança se dá, pois hoje o Brasil conta com 15 mil centros espíritas cadastrados na FEB conforme consta no site da federação, o que permite alguns principais pontos:

- Um público significativo que terá acesso, muitos pela primeira vez, ao veganismo, tema relevante e com benefícios óbvios, como de poupar vidas de seres sencientes, beneficiar a saúde humana, possuir menor impacto ambiental e possibilidade de se aplacar a fome mundial. Nas Casas Espíritas terão acesso à informações, passarão a ter a possibilidade de experimentar como é fácil e saboroso tornar os pratos sem crueldade e, com certeza, boa parcela perceberá o quanto faz sentido e optará por estender essas mudanças para seus hábitos regulares de consumo, tendo uma nova atenção ao comprar produtos dos mais diversos segmentos e optando por entretenimentos que não lucrem com a subjugação de seres que só desejam ser livres.
- Com esse número expressivo de 15.000 pontos de luz realizando suas ações do bem sem utilizar nossos irmãozinhos de outras espécies poderemos contabilizar milhares de vidas animais poupadas da morte e ou da exploração.
Nem tudo aprendido é possível aplicar, mas a substituição de ingredientes, insumos e entretenimentos para versões sem crueldade é plenamente possível de adotar, basta adequações. O ambiente atingirá uma energia menos densa e mais propensa ao auxílio de espíritos elevados, uma vez que não havendo a morte e produtos da dor servidos em suas dependências, os espíritos que se aprazem do sangue em seu vampirismo não encontrarão mais afinidade.
- Prospectará novos frequentadores, já simpáticos ao espiritismo, mas que optam por estudos individuais após tentarem ir em Casas Espíritas, mas encontrarem nesses ambientes práticas não condizentes aos conteúdos ensinados de amor irrestrito e proteção aos vulneráveis. Incoerência que descredibiliza o discurso sendo determinante para o afastamento de pessoas que poderiam somar em diversos aspectos ao bem comunitário.

A Casa Espírita onde é mostrado e ensinado respeito à vida e vontade de conviver em harmonia com todos os seres, independente da espécie, praticando a compaixão irrestrita e não seletiva, como nos ensinou Jesus, é aquela que abraça as diversidades, porque pratica o bem sem olhar a quem. Mais do que teóricos sejamos praticantes espíritas, vozes e auxiliadores dos indefesos, TODOS eles.

Os animais estão conosco lado a lado na caminhada rumo à evolução. Há anos essa disparidade ocorre, mas aproveitemos essa pausa forçada da humanidade para revisões diversas e retomemos os trabalhos por todas as Casas Espíritas do Brasil engrandecidas por esse novo olhar, mais generoso que o anterior. Afinal Jesus ensina a humildade de percebermos onde falhamos e mudarmos.

Disponibilizamos, voluntariamente, materiais e pessoas que possam auxiliar os dirigentes das Casas Espíritas e frequentadores no aprendizado a respeito do tema, a fim de que essa alteração de conduta não soe impositiva e sim seja significada, compreendida e faça sentido para todos.

O simples fato de ter contato com o assunto e ter que alterar alguns preparos fará com que pessoas que antes tinham total desconhecimento passem a pesquisar substitutos em receitas e matérias primas tendo grata surpresa de como é fácil, mais saudável, financeiramente viável e com menor impacto ambiental. 


Não há espaço para voltarmos ao antigo normal. Um novo padrão de comportamento da sociedade deve ser adotado para que novas pandemias e desastres naturais não ocorram. Que a comunidade espírita se proponha e dê esse belo exemplo a ser seguido.

Abaixo destacamos trechos de obras espíritas e artigos que respaldam nossa demanda ao comprovar que o consumo de animais e seus derivados é algo alertado como nocivo há muito tempo pelos espíritos amigos. 

“Faze o possível para que não deixes passar um só dia da tua existência sem prestar algum serviço ou auxílio a esse ou aquele ser vivente de qualquer espécie da Natureza” (XAVIER, F. C. EMMANUEL (Espírito). A semente de mostarda. 4 ed. São Paulo: GEEM)

“Cada um come o que quiser, leitor amigo, entretanto afirmo: ninguém estará feliz com uma alimentação famigerada que impõe o sofrimento ao animal. Quem tem covardia de matar um animal, a terá para matar um homem. Enquanto houver sobre a terra a matança de homens ou de animais, pelo próprio homem, o planeta terreno gemerá para evoluir. É preciso rever hábitos, nova cultura, produzir um homem mais sensível, mais puro de sentimentos. O comodismo, a indiferença em consumir retalhos de corpos físicos, sangue, sem questionar o sofrimento que vem embutido, conserva o homem ainda no estado primitivo, incivilizado.” (do livro “Colhendo Flores, não espinhos”, pelo Espírito Bernard, psicografia da médium Márcia de Castro Soares”

“A Humanidade terrena passará por ciclos evolutivos até chegar à categoria de mundo feliz. Aquele que não quiser retornar À Terra nas mesmas condições evolutivas, deve trabalhar pelo aperfeiçoamento. Esses mundos de regeneração espalhados na abóbada celeste abrem as portas para a encarnação de homens libertos dos vícios e defeitos que atolam e retardam a evolução dos homens.” (do livro “Colhendo Flores, não espinhos”, pelo Espírito Bernard, psicografia da médium Márcia de Castro Soares”

“Toda dificuldade e sofrimento do homem surgem de transgressões às leis divinas, pensem nisso. Até quando a humanidade vai cultuar seus antepassados, repetindo vícios e defeitos primitivos, se já podemos cortar esse enraizamento para dar espaço a novas qualidades semeadas e adubadas de amor?“ (do livro “Colhendo Flores, não espinhos”, pelo Espírito Bernard, psicografia da médium Márcia de Castro Soares”

“...alguém conscientizada da crueldade do homem na matança de animais, da responsabilidade de cada um em não mais instigar a continuidade desse sofrimento com o apetite macabro.” (do livro “Colhendo Flores, não espinhos”, pelo Espírito Bernard, psicografia da médium Márcia de Castro Soares”

“Os seres menores do planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da natureza, mas fogem da aproximação do homem em qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos, que, confiando em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa nossa perversidade e onde termina nossa compreensão.” (do livro “Missionários da Luz”, pelo Espírito André Luís, psicografia do médium Francisco Cândido Xavier)

“Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer carne de animais. O cemitério na barriga é um tormento depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios ou os caiapós, que se devoravam uns aos outros.” (do livro “Cartas e Crônicas”, de autoria do Espírito Irmão X, psicografia do médium Francisco Cândido Xavier)

[…] “quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente, examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde o homem se reconforta com as vísceras dos seus irmãos inferiores, como nas eras pré-históricas de sua existência” […] (do livro “A Caminho da Luz”, sobre o Sistema de Capela, de autoria do Espírito Emmanuel, psicografia do médium Francisco Cândido Xavier)

“Por que tamanha sensação de pavor, meu amigo? Saia de si mesmo, quebre a concha da interpretação pessoal e venha para o campo largo da justificação. Não visitamos, nós ambos, na esfera da crosta, os açougues mais diversos? Lembro-me de que, em meu antigo lar terrestre, havia sempre grande contentamento familiar pela matança dos porcos. A carcaça de carne e gordura significava abundância da cozinha e conforto do estômago. Com o mesmo direito, acercam-se os desencarnados, tão inferiores quanto já o fomos, dos animais mortos, cujo sangue fumegante lhes oferece vigorosos elementos vitais. Sem dúvida, o quadro é lastimável.” (do livro “Missionários da Luz”, de autoria do Espírito André Luís, psicografia do médium Francisco Cândido Xavier)


“- E a maçã professora?                                                                                                        Da macieira
E o bife?
A professora explicou a Pedro que o bife não dava em árvore, etc. Desde esse dia, intuitivamente, ele não mais quis comer bife, mas “teve” de comer por amorosa imposição dos hábitos familiares, dos que desconhecem a grandiosidade espiritual que a alimentação vegetariana traz ao indivíduo e o favorecimento aos animais” (do livro “Colhendo Flores, não espinhos”, pelo Espírito Bernard, psicografia da médium Márcia de Castro Soares”

“A força dos hábitos dificulta à natureza dar passos evolutivos. Mesmo quando as crenças são revistas e enriquecidas por mais conhecimentos propulsores de novos hábitos, ainda há a arrastamento para repetir um velho hábito. Se o Espírito não tem forças para opor-se ao velho hábito, tem de aguardar futura existência terrena para começar tudo de novo e melhor.” (do livro “Colhendo Flores, não espinhos”, pelo Espírito Bernard, psicografia da médium Márcia de Castro Soares”

“Pedro entendeu que todos os dias há pessoas pagando seus débitos passados ou até mesmo atuais, contraindo doenças, sofrendo com cirurgias e tratamentos de saúde. Observou então que era preciso aprofundar sua concepção de amor e realmente estender aos animais os mesmo preceitos evangélicos do Cristo. Infelizmente a humanidade mantém o efeito catastrófico, a indústria da morte dos animais a pretexto de alimentação, e a matança por crendices... “

“... o alimento físico e espiritual é imprescindível, e com liberdade de escolha cada um come o que quiser e ainda vai para Deus como o quiser. Olhai nos olhos de um animal doméstico e perguntai a si mesmo se você tem o endurecimento espiritual de matá-lo para seu prazer culinário. Não. Então por que ingerir o animal morto por outros, sem questionar o que come? Não é porque há o dito popular “o que os olhos não veem, o coração não sente”, que os custo espiritual não lhe seja alto.” (do livro “Colhendo Flores, não espinhos”, pelo Espírito Bernard, psicografia da médium Márcia de Castro Soares”

“...bastaria a humanidade alimentar-se mais saudavelmente, abstendo-se do sangue dos animais, para que Espíritos “vampiros” não mais aqui encontrassem afinidade e reencarnassem em outra morada celeste mais primitiva, de acordo com o seu grau evolutivo.” (do livro “Colhendo Flores, não espinhos”, pelo Espírito Bernard, psicografia da médium Márcia de Castro Soares”

“... que a Terra é um planeta que retarda sua evolução por causas várias, entre elas a indústria da morte de animais. Pedro decidiu abster-se dessa famigerada alimentação de carne, que prejudica a saúde do corpo, dificulta a sintonia espiritual para receber inspirações do Alto, contribui para o atraso espiritual da humanidade e relega para segundo plano a riqueza que a natureza disponibiliza com frutos paradisíacos, grãos contendo magnetismo vital, legumes e verduras que doam abundantemente elementos fortificadores e higienizadores do organismo humanos.” (do livro “Colhendo Flores, não espinhos”, pelo Espírito Bernard, psicografia da médium Márcia de Castro Soares”

“Grande número de criaturas humanas deixa prematuramente o plano terrestre pelos erros do estômago.” (VIEIRA, W. ANDRÉ LUIZ (Espírito). Conduta espírita. 32 ed. 7 imp. Brasília: FEB, 2017. 118 p. Capítulo 34 “Perante o corpo”, pp. 91-92.)

“É a posição da Academia de Nutrição e Dietética que uma dieta vegetariana, incluindo vegana, apropriadamente planejada, é saudável, nutricionalmente adequada e pode prover benefícios a saúde na prevenção e tratamento de certas doenças. Estas dietas são apropriadas para todos os estágios do ciclo da vida, incluindo gravidez, lactação, infância, adolescência, senilidade e para atletas. Dietas baseadas em vegetais são mais sustentáveis ao meio ambiente do que dietas ricas em produtos animais porque usam menos recursos naturais e são associadas a um dano ambiental muito menor”  (Consultado na WWW: Position of the Academy of Nutrition and Dietetics: Vegetarian Diets. Disponível em: https://www.eatrightpro.org/~/media/eatrightpro%20files/practice/position%20and%20practice%20papers/position%20papers/vegetarian-diet.ashx
Este mesmo estudo conclui que vegetarianos e veganos estão sob risco reduzido de certas condições de saúde, incluindo doença isquêmica do coração, diabetes tipo 2, hipertensão, determinados tipos de câncer e obesidade. O baixo consumo de gordura saturada e o alto consumo de vegetais, frutas, grãos integrais, legumes, derivados de soja, nozes e sementes (todos esses ricos em fibras e fitoquímicos) são características de dietas vegetarianas e veganas que produzem níveis mais baixos de colesterol total e colesterol LDL e melhor controle de glicose sérica. Tais fatores contribuem para redução de doenças crônicas.

“Sim, todos nós fomos criados saboreando a carne dos animais e suas secreções, justamente por estarmos inseridos em um contexto cultural, de tradição ou de conveniência. Aprendemos erroneamente que precisamos desses produtos para nossa subsistência. Se não conseguimos abdicar dos derivados animais por causa do sabor, então passamos a considerar que nossas papilas gustativas são mais importantes do que a vida daquele animal que morreu para nos servir um pedaço de carne. Embora não necessariamente acreditemos na proposição anterior, nós não aprendemos a questionar certas atitudes e nunca tivemos que confrontar o fato de que através de nossas ações estamos colocando nosso paladar acima da vida animal. A busca pelo prazer não valida a moralidade de um ato.

Quando olhamos para nossa cultura e tradição, sim, podemos afirmar que nos alimentamos dos animais por muitos séculos, mas será que a longevidade de uma ação com base na cultura pode justificar sua moralidade, existência e continuidade? Se tomarmos como exemplo a escravidão, o machismo e o consumo de cachorros no festival de Yulin, na China, fica fácil perceber que não podemos moralizar uma ação só por causa de tradições e costumes sociais. Ainda que no passado, por conta da subsistência, houvesse a necessidade de matar animais inocentes para nos alimentarmos, isso não é mais uma realidade para nossa sociedade, como visto anteriormente.”  (VALOIS, Rogério, artigo https://eticaanimalespirita.org/2020/04/14/veganiso-sob-a-otica-do-triplice-aspecto-do-espiritismo/ )

“...no início da década de 1970 a filosofia desenvolveu o conceito de especismo, que é a base dos movimentos modernos pelos direitos animais. Em resumo, o especismo é a discriminação praticada pela espécie humana contra as outras espécies não-humanas, semelhante ao racismo, sexismo e outros modos de inferiorização de outrem.” (VALOIS, Rogério, artigo https://eticaanimalespirita.org/2020/04/14/veganiso-sob-a-otica-do-triplice-aspecto-do-espiritismo/ )

(…) não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo contra Deus. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.” (KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 131ª ed., 1ª impressão, 2013. Cap. XV – Fora da caridade não há salvação, p.210.)

Esquivar-se de qualquer tirania sobre a vida animal, não agindo com exigências descabidas para a satisfação de caprichos alimentares nem com requintes condenáveis em pesquisas laboratoriais, restringindo-se tão somente às necessidades naturais da vida e aos impositivos justos do bem.”  (VIEIRA, W. ANDRÉ LUIZ (Espírito). Conduta espírita. 32 ed. 7 imp. Brasília: FEB, 2017. 118 p. Capítulo 33 “Perante os animais”, pp. 89-90.)
“Recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade, e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.”  (XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). Emmanuel. 28 ed. 5 imp. Brasília: FEB, 2016. 208 p. Capítulo 17 “Sobre os animais”, pp. 109-113.) 

“O orgulho levou o homem a dizer que todos os animais foram criados por sua causa e para satisfação de suas necessidades. […] Deus, decerto, não as criou por simples capricho da sua vontade, para dar a si mesmo, em seguida, o prazer de as aniquilar, pois que todas tinham vida, instintos, sensação de dor e de bem-estar. Com que fim ele o fez? Com um fim que há de ter sido soberanamente sábio…” (KARDEC, A. A Gênese. 3 ed. Catanduva: INSTITUTO BENEFICENTE BOA NOVA, 2007. 347 p. Capítulo 7 “Esboço geológico da Terra”, item 32, pp. 127-128.)

Apoiados pelo tríplice aspecto da Doutrina Espírita, o fim deste estudo nos conduz à crença de que o Veganismo e Espiritismo têm raízes profundas em um movimento de amor pela criação, o que não poderia ser diferente, já que ambos prezam pela ética e justiça como conduta básica. (VALOIS, Rogério, artigo https://eticaanimalespirita.org/2020/04/14/veganiso-sob-a-otica-do-triplice-aspecto-do-espiritismo/ )

Que nós possamos escutar os gritos de agonia e socorro que se fazem presentes em todos os cantos do mundo. Que a caridade possa ser a força, seja para com os animais humanos ou não, a mansidão e o carinho com que abracemos todos os nossos irmãos. Que possamos, enfim, nos revestir de amor, a fim de romper com os costumes de outrora e, assim, estender a caridade de forma integral.  (VALOIS, Rogério, artigo https://eticaanimalespirita.org/2020/04/14/veganiso-sob-a-otica-do-triplice-aspecto-do-espiritismo/ )

“...Jesus agita os sinos de nossos templos interiores, convocando-nos: “Ajuda-me a velar pelos homens, pela vida, pela natureza… Auxilia comigo ao ignorante e ao doente, ao velho e à criancinha, ao animal e a erva tenra” (XAVIER, F. C.; Diversos Espíritos. Cartas do coração. Capítulo “O dom divino”)

“Não é possível editar o passado e nossa história exploratória. Mas é inevitável projetar e vivenciar um novo mundo, pleno de paz e amor entre todas as criaturas, com o fim definitivo do extermínio de vidas animais, e a adoção de hábitos aderentes ao ideal de cristão puro,...” (ERVEN, Rafael, artigo https://eticaanimalespirita.org/2020/07/07/%ef%bb%bfcolabora-na-extincao-da-crueldade-com-que-ate-hoje-pautamos-as-relacoes-com-os-nossos-irmaos-menores/ )

Os sinos do mundo de regeneração já badalam no horizonte do tempo. É tempo de pensar e de agir, pelo bem de toda a Criação Divina. (ERVEN, Rafael, artigo https://eticaanimalespirita.org/2020/07/07/%ef%bb%bfcolabora-na-extincao-da-crueldade-com-que-ate-hoje-pautamos-as-relacoes-com-os-nossos-irmaos-menores/ )

Caridade será tolerar com paciência o parente necessitado, respeitar as dificuldades do vizinho sem comentá-las, amparar a criança tesmalhada na rua ou socorrer a um animal doente”. [XAVIER, F. C.; ESPÍRITOS DIVERSOS.

“a vida é resultado do amor, e este trabalha em favor da solidariedade com todas as formas existentes: minerais, vegetais e animais.” FRANCO, D. P. JOANNA DE ÂNGELIS (Espírito). Constelação familiar. Cap. 16.

“o ímã que atrai o ferro não atrai a luz. Quem devora os animais, incorporando-lhes as propriedades ao patrimônio orgânico, deve ser apetitosa presa dos seres que se animalizam. Os semelhantes procuram os semelhantes. Esta é a Lei.” (XAVIER, F. C.; IRMÃO X (Espírito). Contos e apólogos, cap. 15.)

é um “erro de enormes consequências” alimentarmo-nos dos animais, que os nutrientes que necessitamos “podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos” [XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). O Consolador. 29 ed. 5 imp. Brasília: FEB, 2017. 305 p. Capítulo 2 “Filosofia”, item 2.1. “Vida”, subitem 2.1.1. “Aprendizado”, questão 129, pp. 90-91:

“Reza a lei do passado: – Não matarás; eu, porém, vos digo que não se deve matar em circunstância alguma e que se faz indispensável a vigilância sobre os nossos impulsos de oprimir os seres inferiores da Natureza, porque, um dia, responderemos à Justiça do Criador Supremo pelas vidas que consumimos.”   XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). O Consolador. 29 ed. 5 imp. Brasília: FEB, 2017. 305 p. Capítulo 2 “Filosofia”, item 2.1. “Vida”, subitem 2.1.1. “Aprendizado”, questão 129, pp. 90-91:

“Compreendei e amai sempre, transmitindo os vossos recursos de amor a todos os seres da Criação.” XAVIER, F. C.; Espíritos diversos. Escultores de almas. Capítulo “Cooperação encadeada” (Espírito Batuíra)

Pelas vibrações ambientes, reconheci que o lugar era dos mais desagradáveis que conhecera, até então, em minha nova fase de esforço espiritual. Seguindo Alexandre muito de perto, via numerosos grupos de entidades francamente inferiores que se alojavam aqui e ali. Diante do local em que se processava a matança dos bovinos, percebi um quadro estarrecedor. Grande número de desencarnados, em lastimáveis condições, atiravam-se aos borbotões de sangue vivo, como se procurassem beber o líquido em sede devoradora… (Missionários da Luz, cap. 11 Chico Xavier; André Luiz (Espírito))

“Não maltrate nem persiga os animais úteis ou inofensivos. É muito lamentável atitude de todos aqueles que convertem a vida terrena num instrumento de perturbação e destruição para os mais fracos.” (XAVIER, F. C.; NEIO LÚCIO (Espírito). Mensagem do pequeno morto. Capítulo “Conclusões”)


“Os animais têm a sua linguagem, os seus afetos, a sua inteligência rudimentar, com atributos inumeráveis. São eles os irmãos mais próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo.”

(…)“O homem está para o animal simplesmente como um superior hierárquico. Nos irracionais desenvolvem-se igualmente as faculdades intelectuais. “

(…)Recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade, e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.” (XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). Emmanuel. 28 ed. 5 imp. Brasília: FEB, 2016. 208 p. Capítulo 17 “Sobre os animais”, pp. 109-113)

A lei é conjunto eterno de deveres fraternais: Os anjos cuidam dos homens, os homens dos animais.” (Cartilha da Natureza, cap. “Os animais” Chico Xavier; Casimiro Cunha (Espírito))

(…) Não vemos entre os animais e o homem mais do que uma diferença de grau, não de natureza.” (A evolução anímica, cap. 1 Gabriel Delanne)


Questão 129: É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?            R: A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes consequências, do qual derivam numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos. ()XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). O Consolador. 29 ed. 5 imp. Brasília: FEB, 2017. 305 p. Capítulo 2 “Filosofia”, item 2.1. “Vida”, subitem 2.1.1. “Aprendizado”, questão 129, pp. 90-91)

“Há milênios a Natureza espera a compreensão dos homens. (…) aguardando o entendimento e o auxílio dos Espíritos encarnados na Terra, (…) Entretanto, as forças naturais continuam sofrendo a opressão de todas as vaidades humanas. (…) A maioria dos cultivadores da terra tudo exige sem nada oferecer.  (…) absolutamente mergulhados na viciação dos sentimentos e nos excessos da alimentação, despreocupados do imenso débito para com a Natureza amorável e generosa. Eles oprimem as criaturas inferiores, ferem as forças benfeitoras da vida, são ingratos para com as fontes do bem, atendem às indústrias ruralistas, mais pela vaidade e ambição de ganhar (…) Observamos com o Evangelho que a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos (considerados) filhos de Deus encarnados! Concordamos que as criaturas inferiores têm suportado o peso de iniquidades imensas! (Os Mensageiros, cap. 42 Chico Xavier; André Luiz (Espírito))

Sua flora e sua fauna, ricas de espécimes encantadores, estão exigindo melhor compreensão dos seres humanos para continuarem no afã para o qual foram criadas por Deus.” (FRANCO, D. P. JOANNA DE ÂNGELIS (Espírito). Luz nas Trevas. 1 ed. Salvador: LEAL, 2017. Capítulo 8 “As bênçãos da alegria”, p. 55)

Apoiar, quanto possível, os movimentos e organizações de proteção aos animais, através de atos de generosidade cristã e humana compreensão.” (VIEIRA, W. ANDRÉ LUIZ (Espírito). Conduta espírita. 32 ed. 7 imp. Brasília: FEB, 2017. 118 p. Capítulo 33 “Perante os animais”, pp. 89-90)

“Pergunta 661: Pode-se, eficazmente, pedir a Deus perdão para nossas faltas?   Deus sabe discernir o bem e o mal: a prece não oculta as faltas. Aquele que pede a Deus o perdão de suas faltas não a obtém senão mudando de conduta. As boas ações são a melhor prece, porque os atos valem mais do que as palavras.   (KARDEC, ALLAN (Espírito), O Livro dos Espíritos.)


“Pergunta 642: Será suficiente não fazer o mal, para ser agradável a Deus e assegurar uma situação futura?                                                                                        Não, é preciso fazer o bem, no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazer.”

“Com o espiritismo, a humanidade deve entrar numa fase nova, a do progresso moral, que lhe é consequência inevitável.” (KARDEC, ALLAN (Espírito), O Livro dos Espíritos. Conclusão V)

Deixamos aqui nossa recomendação para que acessem e conheçam o MOVE - Movimento para ética animal espírita, com vasto conteúdo elucidativo que nos auxiliou na formulação dessa petição. 


Que todas as Casas Espíritas passem a ser pontos facilitadores desse aspecto da evolução da humanidade!

A todos que leram até aqui nossa gratidão e pedido que assinem e compartilhem essa petição.