FARMACÊUTICOS CONTRA O CAPACITISMO

O problema

Farmacêuticos de todo o Brasil, se unem na assinatura deste documento para se manifestarem contra o capacitismo na profissão farmacêutica, em suas entidades e em apoio aos colegas de todas as áreas da saúde.

 

I. Introdução: O Cenário de Exclusão

A profissão farmacêutica, embora pilar da saúde pública, padece de um capacitismo estrutural. O farmacêutico com deficiência (PCD) enfrenta hoje uma barreira dupla: a limitação física ou sensorial e a invisibilidade institucional. Não aceitamos mais que a "cota" seja usada apenas para funções operacionais de baixa complexidade ou cumprimento de metas legais, enquanto o intelecto e a expertise técnica do farmacêutico PCD são descartados pelo mercado e ignorados pelas entidades de classe.

Nós queremos ser produtivos! Chega de "encostar" profissionais que possuem condições de trabalho, que querem exercer seu ofício e dignamente sustentar suas famílias.

 

II. Pauta de Reivindicações (Os 5 Pilares da Dignidade)

1. Equidade Financeira e Tributária

Isenção/Desconto Progressivo: Implementação de descontos em anuidades e taxas, reconhecendo o "custo extra de vida" do profissional PCD (medicamentos, terapias e tecnologias assistivas).
Fundo de Amparo: Criação de auxílio emergencial para profissionais que enfrentam agravamentos de saúde, garantindo a manutenção do registro profissional.
2. Proteção no Mercado de Trabalho

Cláusula Anti-Capacitista em CCTs: Obrigatoriedade de adaptação do posto de trabalho e proibição de desclassificação velada em processos seletivos.
Fim da Cota Provisória: Garantia de que vagas PCD para farmácia sejam preenchidas por farmacêuticos, e não diluídas em funções de menor exigência técnica apenas para cumprimento de lei.
Banco de Empregos e Vagas: Que as entidades farmacêuticas divulguem vagas específicas e fiscalizem a distribuição equitativa nos setores público e privado.
Fiscalização e Orientação: Combate a salários menores, subemprego e condições precárias de contratação de profissionais em vulnerabilidade.
Suporte Jurídico e Previdenciário: Apoio especializado para auxílios, afastamentos e planejamento previdenciário para o profissional e sua família.
Concursos Públicos: Garantia e fiscalização de vagas PCD em concursos de autarquias e órgãos de saúde.
3. Acessibilidade Tecnológica e Atitudinal

Softwares Adaptados: Pressão sobre empresas de gestão farmacêutica para interfaces acessíveis (leitores de tela, comandos de voz e ergonomia digital).
Educação Corporativa: Programas obrigatórios contra o capacitismo para gestores e departamentos de RH.
Adaptação de Pontos de Contato: Acessibilidade física e digital em todos os órgãos da categoria, verificável por fiscalização.
4. Apoio à Reabilitação e Saúde Mental

Flexibilidade de Jornada: Garantia de manutenção de tratamentos (fisioterapia/psicoterapia) sem prejuízos salariais.
Rede de Apoio Mútuo: Canal oficial para acolhimento de colegas em processo de readaptação pós-enfermidade.
Programas de Requalificação: Conteúdos que promovam a confiança e a reinclusão do profissional PCD no mercado.
5. Representatividade Política (Cotas de Equiparação)

Comissões de Classe: Garantia de assento para profissionais PCD em todas as comissões das entidades.
Cargos Eletivos: Acolhimento e reserva de vagas para profissionais PCD nas esferas político-deliberativas e executivas de todas as entidades farmacêuticas.
 

Este documento não é apenas uma reclamação; é uma convocação. Convocamos os colegas da saúde — médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas — a se unirem a nós. O capacitismo na saúde é uma doença que compromete a qualidade do cuidado humano.

Assinam este documento aqueles que acreditam que a ciência farmacêutica é feita de mentes, não apenas de corpos padronizados.

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Ricardo MurçaCriador do abaixo-assinado

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O problema

Farmacêuticos de todo o Brasil, se unem na assinatura deste documento para se manifestarem contra o capacitismo na profissão farmacêutica, em suas entidades e em apoio aos colegas de todas as áreas da saúde.

 

I. Introdução: O Cenário de Exclusão

A profissão farmacêutica, embora pilar da saúde pública, padece de um capacitismo estrutural. O farmacêutico com deficiência (PCD) enfrenta hoje uma barreira dupla: a limitação física ou sensorial e a invisibilidade institucional. Não aceitamos mais que a "cota" seja usada apenas para funções operacionais de baixa complexidade ou cumprimento de metas legais, enquanto o intelecto e a expertise técnica do farmacêutico PCD são descartados pelo mercado e ignorados pelas entidades de classe.

Nós queremos ser produtivos! Chega de "encostar" profissionais que possuem condições de trabalho, que querem exercer seu ofício e dignamente sustentar suas famílias.

 

II. Pauta de Reivindicações (Os 5 Pilares da Dignidade)

1. Equidade Financeira e Tributária

Isenção/Desconto Progressivo: Implementação de descontos em anuidades e taxas, reconhecendo o "custo extra de vida" do profissional PCD (medicamentos, terapias e tecnologias assistivas).
Fundo de Amparo: Criação de auxílio emergencial para profissionais que enfrentam agravamentos de saúde, garantindo a manutenção do registro profissional.
2. Proteção no Mercado de Trabalho

Cláusula Anti-Capacitista em CCTs: Obrigatoriedade de adaptação do posto de trabalho e proibição de desclassificação velada em processos seletivos.
Fim da Cota Provisória: Garantia de que vagas PCD para farmácia sejam preenchidas por farmacêuticos, e não diluídas em funções de menor exigência técnica apenas para cumprimento de lei.
Banco de Empregos e Vagas: Que as entidades farmacêuticas divulguem vagas específicas e fiscalizem a distribuição equitativa nos setores público e privado.
Fiscalização e Orientação: Combate a salários menores, subemprego e condições precárias de contratação de profissionais em vulnerabilidade.
Suporte Jurídico e Previdenciário: Apoio especializado para auxílios, afastamentos e planejamento previdenciário para o profissional e sua família.
Concursos Públicos: Garantia e fiscalização de vagas PCD em concursos de autarquias e órgãos de saúde.
3. Acessibilidade Tecnológica e Atitudinal

Softwares Adaptados: Pressão sobre empresas de gestão farmacêutica para interfaces acessíveis (leitores de tela, comandos de voz e ergonomia digital).
Educação Corporativa: Programas obrigatórios contra o capacitismo para gestores e departamentos de RH.
Adaptação de Pontos de Contato: Acessibilidade física e digital em todos os órgãos da categoria, verificável por fiscalização.
4. Apoio à Reabilitação e Saúde Mental

Flexibilidade de Jornada: Garantia de manutenção de tratamentos (fisioterapia/psicoterapia) sem prejuízos salariais.
Rede de Apoio Mútuo: Canal oficial para acolhimento de colegas em processo de readaptação pós-enfermidade.
Programas de Requalificação: Conteúdos que promovam a confiança e a reinclusão do profissional PCD no mercado.
5. Representatividade Política (Cotas de Equiparação)

Comissões de Classe: Garantia de assento para profissionais PCD em todas as comissões das entidades.
Cargos Eletivos: Acolhimento e reserva de vagas para profissionais PCD nas esferas político-deliberativas e executivas de todas as entidades farmacêuticas.
 

Este documento não é apenas uma reclamação; é uma convocação. Convocamos os colegas da saúde — médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas — a se unirem a nós. O capacitismo na saúde é uma doença que compromete a qualidade do cuidado humano.

Assinam este documento aqueles que acreditam que a ciência farmacêutica é feita de mentes, não apenas de corpos padronizados.

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Ricardo MurçaCriador do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 19 de janeiro de 2026